31 de julho de 2013

Sísifo

#ADM Sleipnir



Na mitologia grega, Sísifo é o filho do rei Éolo, da Tessália, e Enarete. Casou-se com Mérope, filha de Atlas, e foi pai de Glauco e avô de BelerofonteSísifo é famoso por duas coisas: a sua inteligência ao longo da vida e o castigo que ele sofreu após a morte. Apesar das histórias sobre Sísifo diferirem um pouco em seus detalhes, ele é normalmente referido como o rei de Corinto.

Uma história sobre Sísifo envolve Autólico (filho de Hermes), um ladrão esperto. Autólico roubava gado, alterando a cor deles de modo que não podiam ser identificados. Sísifo enganou-o, no entanto, colocando uma marca nos cascos do gado para que ele pudesse seguir as pegadas dos animais roubados.

Em outro mito, Sísifo presenciou Zeus sequestrando uma ninfa dos rios, mas prometeu manter segredo sobre o local para onde Zeus a levou. No entanto, ele traiu Zeus quando ele revelou o local para Asopo, o pai da ninfa em troca de uma fonte de água pura para sua cidade. Furioso, Zeus enviou Tânatos (o deus da morte) para enviar Sísifo para o submundo. O esperto Sísifo conseguiu amarrar Tânatos, e durante vários dias ninguém na terra pode morrer. 

O deus Ares foi pessoalmente livrar Tânatos e levar Sísifo para o submundo. Sísifo pediu secretamente a sua esposa para não enterrá-lo, e já no submundo, ele convenceu Hades, governante do submundo, para deixá-lo voltar para a terra o tempo suficiente para vingar-se de sua esposa e organizar um funeral apropriado. Depois de voltar a Corinto, ele retornou a seu corpo e fugiu com sua esposa, enganando a morte pela 2ª e última vez. Sísifo acabou morrendo de velhice mesmo, e quando morreu foi guiado ao submundo por Hermes.

Como punição por enganar os deuses, Sísifo foi colocado em uma encosta no submundo com uma pedra pesada em cima dele. Para escapar de ser esmagado, ele tinha que empurrar a pedra para cima. Os deuses lhe disseram que se ele rolasse a pedra para o outro lado eles iriam libertá-lo. Mas cada vez que ele chegava ao cume, porém, a pedra rolava de volta para o início, forçando Sísifo a recomeçar. A expressão "trabalho de Sísifo" refere-se a qualquer tarefa sem esperança, que deve ser repetida indefinidamente.





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29 de julho de 2013

Ortros

#ADM Sleipnir

Na mitologia grega, Ortros ou Ortro (grego: Ὄρθρος; Ὄρθος) era um cão de duas cabeças e cauda de serpente, irmão de Cérbero, ambos gerados pelos monstros Tifão e Equidna.

Ortros era o cão de guarda do gigante de três corpos, Gerião. Ele e seu mestre, Euritião, eram encarregados ​​de guardar o rebanho de gado vermelho de Gerião em Erítia, uma das ilhas das Hespérides, no extremo oeste do Mediterrâneo. Héracles eventualmente matou Ortros, Euritião e Gerião, antes de tomar o gado vermelho para completar o seu décimo trabalho. Depois de morto, dizem que Ortros ascendeu aos céus na forma da constelação de Sirius.

Ortros era um dos mais terríveis filhos de Equidna, dentre os listados na Teogonia de Hesíodo. De acordo com algumas fontes, foi ele, em vez de Tifão que gerou, com Equidna, novas criaturas monstruosas sendo elas: a Quimera, a Esfinge, a Hidra de Lerna, e até mesmo, segundo Hesíodo, o Leão de Neméia, e Cérbero.



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27 de julho de 2013

Inti

۞ ADM Sleipnir




Inti é o antigo deus sol inca. Adorado como o deus patrono do Império Inca, ele é de origem mitológica desconhecida. A história mais comum afirma que ele é o filho de Viracocha, o deus da civilização.


Inti também era conhecido como Apu Punchau, que significa "líder do dia". Inti é representado como um disco de ouro com um rosto humano. Um grande disco de ouro representando Inti foi capturado pelos conquistadores espanhóis em 1571 e foi enviado para o papa. Desde então, sua localização foi perdida.



O sol é, talvez, o aspecto mais importante da vida, pois, ele provém o calor e a luz. Inti, portanto, também era conhecido como o "Doador da Vida". Ele era adorado principalmente por agricultores que dependiam do sol para receber boas colheitas. Embora fosse a segunda divindade mais reverenciada após Viracocha, ele recebia o maior número de ofertas. O Sapa Inca, o governante do povo, afirmava ter herança divina e descendência direta do sol, então era visto como o filho vivo de Inti.



O Willaq Umu era o sumo sacerdote do deus Sol. Sua posição o colocava como a segunda pessoa mais poderosa do reino. Em autoridade só estava abaixo do Sapa Inca, e eles eram muitas vezes irmãos. 

Lendas


Inti e sua esposa, Mama Quilla, a deusa Lua, eram geralmente considerados divindades benevolentes. Mama Quilla supostamente deu origem a Terra. De acordo com um antigo mito, Inti ensinou ao seu filho Manco Cápac e a sua filha Mama Ocllo as artes da civilização e eles foram enviados à Terra para transmitir esse conhecimento para a humanidade. Outro lenda no entanto coloca Manco Cápac como filho de Viracocha.


Inti ordenou que seus filhos construíssem a capital Inca sobre o local onde a cunha de ouro divino que eles levaram com eles penetrasse a terra. Os incas acreditavam que isso aconteceu na cidade de Cuzco. 

O Inti Raymi 



O festival de Inti Raymi, que homenageia o deus do sol, hoje atrai milhares de turistas a cada ano para Cuzco, a antiga capital do Império Inca. O último Inti Raymi com a presença do Sapa Inca, foi sido realizado em 1536, e o festival foi proibido no ano de 1572, pelo então vice-rei Francisco de Toledo, por ser considerada uma cerimônia pagã e contrária à fé católica. O festival continuou a ser realizado de forma clandestina até o ano de 1944, quando passou a ser novamente um evento público e anual.

O Inti Raymi é realizado durante o solstício de inverno, que na época do Império Inca ocorria em torno de 24 de junho. O festival é realizado na cidade de Cuzco, contando com pessoas de várias partes do país. No idioma quechua, Inti Raymi, significa "ressurreição do sol" ou "o caminho do sol." 


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25 de julho de 2013

Hipocampo

۞ ADM Sleipnir


Nas mitologias grega e fenícia, o hipocampo é um cavalo-marinho, no sentido literal da palavra. Ele é comumente visto na arte grega antiga e é uma criatura mítica associada ao deus grego do mar - Poseidon (ou Netuno, na mitologia romana). O hipocampo tem a metade de cima de um cavalo, incluindo pescoço e patas dianteiras e a parte inferior de um peixe, um golfinho ou, em alguns casos raros, uma serpente. O nome vem do grego "hippos" (cavalo) e "kampos" (monstro marinho).

Na arte, o hipocampo é mais frequentemente retratado puxando a carruagem de Poseidon / Netuno - deus do mar e que também era reconhecido como o deus dos cavalos. Poseidon é por vezes representado sendo acompanhado por sua esposa Anfitrite / Salácia. O hipocampo também era muitas vezes retratado montado por uma ninfa do mar (Nereidas)



O hipocampo aparece frequentemente em louças de bronze, talheres e pinturas dos antigos gregos e dos etruscos, mas também aparecem em obras de arte da Índia e da Mesopotâmia. De acordo com um conto em que a cidade de Helike foi submersa por um terremoto, os hipocampos nadavam livres sobre a cidade e puxavam a linha das varas dos pescadores. 


Além do hipocampo existem 4 outros animais menos conhecidos com cauda de peixe:

  • Leokampos - um leão com cauda de peixe;
  • Taurokampos - um touro com cauda de peixe;
  • Pardalokampos - um leopardo com cauda de peixe;
  • Aigikampos - uma cabra com cauda de peixe, que mais tarde se tornou Capricórnio.
O hipocampo também é uma criatura da heráldica medieval. No entanto a sua aparência é muito diferente. Ele ainda tem a metade superior de um cavalo, mas ele tem pés de pato em vez de cascos e nadadeira dorsal de um golfinho em vez de uma juba. Ele tem a cauda de um peixe e, em alguns casos, as asas de um pássaro.





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23 de julho de 2013

Samodiva

۞ ADM Sleipnir



As Samodivas são descritas no folclore eslavo como espíritos da floresta, similares as ninfas, que aparecem como moças loiras e altas, com cabelos longos e pele pálida. Embora seja dito que possuem asas, são as roupas feitas de penas que elas usam, que lhes dá o poder de voar. Mas não se deve subestimá-las por causa de sua beleza. Alguns dizem que essas donzelas também podem se transformar em monstros-pássaro, a fim de lançar fogo em seus inimigos, e são capazes de trazer a seca, bem como morte ao gado por febre alta. 

Vivendo nas partes mais profundas das florestas, elas saem à noite para curar plantas danificadas e animais feridos. Muitos atribuem suas proezas de cura ao seu vasto conhecimento de ervas, e se alguém conseguir bisbilhotar a esses espíritos, poderá obter esse conhecimento por si mesmo. Mas nem por isso é uma boa ideia abordar uma dessas criaturas enquanto as observa, pois aqueles vistos por elas nunca mais serão vistos por qualquer outra coisa viva novamente.


Flores brotam onde quer que a Samodiva toque seus pés.
As Samodivas gostam de brincar com os homens, muitas vezes seduzindo-os através da dança, só para depois transformá-los em algum tipo de animal selvagem, (geralmente um lobo, javali, etc) ou uma pedra. Algumas Samodivas podem até mesmo chegar ao ponto de beijar o viajante errante, o que fará com que sua vítima esqueça completamente tudo, exceto seu amor recém-descoberto pela fada; às vezes ela lhes dá pequenas partes de seu cabelo ou roupa (que se dizia ser a fonte de seus poderes) a fim de aumentar o seu controle. Enquanto encantado, a Samodiva irá drenar sua energia, deixando-os seguir caminho depois de terem terminado. Mas o desejo pela criatura irá devasta-los, levando-os a morrer de um coração partido. Felizmente, sua maldição pode ser suavizada se eles compartilhavam o amor verdadeiro um com o outro. Quanto às mulheres, a Samodiva muitas vezes irá raptá-las, levando-as para dentro da floresta, ou simplesmente irá dançar com elas até que se esgotem.

Parece que dançar e cantar é o que as Samodivas mais admiram, e elas são muito hábeis em ambos. Mas o ato de cantar muitas vezes foi relacionado com o ato de lavar roupas, o que a Samodiva faz em rios e lagos próximos. É durante esse momento que os homens ousados tentam capturar essas criaturas, ou melhor, suas roupas. Se um homem conseguir roubar as roupas de uma Samodiva, ela se tornará sua esposa. Mas ter uma fada como um cônjuge parece ser uma péssima idéia.



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21 de julho de 2013

Leão de Neméia

۞ ADM Sleipnir



O Leão de Neméia era um monstro da mitologia grega que residia na planície de mesmo nome. Diz-se que o Leão de Neméia não podia ser morto com armas mortais por causa de sua pele dourada que lhe dava impermeabilidade à ataques. As garras da criatura eram mais penetrantes do que qualquer espada convencional e podiam cortar qualquer armadura.

O Leão de Neméia é geralmente considerado como sendo parte da descendência de Tifão e Equidna; outras origens afirmam que o leão surgiu da lua como a descendência de Zeus e Selene, ou que ele é filho de Equidna e seu filho Ortros, o cão de duas cabeças, ou ainda, filho de Cérbero e Quimera.

 Ele foi enviado para Neméia, no Peloponeso, para aterrorizar a cidade. Ele acabou sendo morto por Héracles (Hércules), como parte do seu primeiro trabalho, que o fez obter a pele do leão de Neméia.

Héracles e o Leão de Neméia


Inicialmente, Hércules foi obrigado a completar dez trabalhos, e não doze. O rei Euristeu decidiu que a primeira tarefa de Héracles seria trazer-lhe a pele de um leão invulnerável, o qual aterrorizava as colinas ao redor de Neméia.

Partindo para um trabalho aparentemente impossível, Héracles chegou a uma cidade chamada Cleonas, onde ficou na casa de um pobre camponês chamado Molorco, cujo filho havia sido devorado pelo leão. Quando Molorco ofereceu-se para sacrificar um carneiro para clamar por uma caça segura ao leão, Héracles pediu-lhe para esperar 30 dias. Se o herói retornasse com a pele do leão, eles iriam juntos sacrificar o carneiro a Zeus, rei dos deuses. Se Héracles morresse tentando matar o leão, Molorco concordou em sacrificar o carneiro em honra à Héracles.

Quando Héracles chegou a Neméia e começou a seguir o terrível leão, ele logo descobriu que suas flechas eram inúteis contra a besta. Héracles pegou sua clave e foi atrás do leão. Seguindo-o para uma caverna, que tinha duas entradas, Héracles bloqueou uma das entradas, em seguida, aproximou-se do leão feroz através da outra. Agarrando o leão com seus braços poderosos, e ignorando suas garras poderosas, ele o segurou com força, e o leão sufocou até a morte. Para celebrar o feito bravio, Zeus leva o leão aos céus na forma da constelação que leva o seu nome.



Héracles voltou para Cleonas no trigésimo dia após ele ter partido para a caça. Molorco já estava pronto para sacrificar o carneiro em memória do herói, quando este chegou, coberto com a pele do leão. Então como prometido os dois sacrificaram o carneiro em honra a Zeus. 

Quando Héracles voltou para Micenas, Euristeu ficou surpreso que o herói tinha conseguido cumprir uma tarefa tão impossível. O rei ficou com medo de Hércules, e proibiu-lo de entrar pelos portões da cidade. Além disso, Euristeu tinha uma grande jarra de bronze, parcialmente enterrado na terra, onde ele poderia se esconder de Hércules, se necessário. Depois disso, Euristeu enviou seus comandos para Héracles por um arauto, recusando-se a ver o rosto poderoso herói.

Muitas vezes, podemos identificar Héracles em antigas pinturas em vasos gregos ou esculturas, simplesmente porque ele é retratado vestindo uma pele de leão. Os escritores antigos discordaram sobre se a pele Héracles usava era a do leão de Neméia, ou um de um leão diferente, o que Héracles teria matado quando ele tinha 18 anos de idade. O dramaturgo Eurípides escreveu que a pele do leão de Héracles veio do bosque de Zeus, o santuário de Neméia.


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19 de julho de 2013

Mano Cornuto

۞ ADM Sleipnir



O Mano Cornuto é um amuleto italiano de origem antiga. Mano significa "mão" e corno significa "chifre". O amuleto representa um gesto com a mão em que o indicador e os dedos mínimos são estendidos, enquanto os demais ficam fechados, representando uma cabeça de animal com chifres. 

Dizem que se fizermos este gesto e batermos no peito, ao lado oposto da mão do gesto, três vezes, estamos nos protegendo contra inveja ou quaisquer outras más energias. Seja feito como um gesto apotropaico*** ou usado como um amuleto, o mano cornuto é constantemente usado para a proteção mágica contra o mau-olhado e contra a impotência. Nesta função, assemelha-se a outros gestos e imagens de mãos utilizados para afastar o mal, incluindo a mão de Hamsa, a mão-de-olho, o mano fico (a figa), e o gesto do polegar intertravado. 



O mano cornuto mostrado acima é uma reprodução de estanho moderna de um amuleto de prata do século 19, provavelmente a partir da área ao redor de Nápoles, onde tais encantos eram extremamente populares. Antigos mano cornuto napolitanos eram feitos de coral vermelho.


A utilização do mano cornuto como um símbolo de satânico crença é recente e popularizada a partir da sua utilização por músicos do Heavy Metal ​​e seus fãs. O gesto de mão com chifres também é usado ocasionalmente por wiccanos como um símbolo do "Deus Chifrudo" ou como os chifres da deusa da lua, dependendo da tradição.

Alguns arqueólogos teorizaram que a antiga crença na sacralidade de alguns animais com chifres - especialmente a cabeça de touro - deriva da sua coincidente semelhança com os órgãos genitais femininos, consistindo de uma vagina, útero, trompas e ovários. Se este é ou não o caso, o mano cornuto ainda é um gesto popular feito pelos homens italianos para proteger a sua genitália do mau-olhado. Acredita-se que o mau-olhado pode ainda prejudicar mães que amamentam e seus bebês, árvores frutíferas e animais de ordenha.



*** O apotropismo ( do grego apotrópaios — que afasta os males + ismo) é todo o conjunto de rituais, símbolos, deuses, mitos que afastam a desgraça, a doença, ou qualquer outro tipo de malefícios. (Definição por : Wikpédia)
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17 de julho de 2013

Brahmaparush

۞ ADM Sleipnir




O Brahmaparush (ou Brahmaparusha) é um terrível e horripilante vampiro indiano. Este vampiro é um espírito malévolo que tem prazer em devorar seres humanos. Ele é extremamente cruel e consumido por uma sede de sangue, e uma fome de cérebros.

Só a sua aparência já é grotesca e terrível; esses vampiros usam os intestinos de suas vítimas enrolados em seu pescoço. Eles também usam intestinos em volta da cabeça como uma coroa, mostrando seus troféus de vítimas anteriores. O Brahmaparush possui um orgulho doente de seus assassinatos.


O brahmaparush também é conhecido por carregar consigo um crânio humano. Quando ele ataca uma nova vítima, ele derrama o sangue do pescoço da vítima dentro do crânio. Após isso, ele irá beber o sangue, usando o crânio humano como um copo. Depois de ter drenado o sangue da vítima completamente, o vampiro irá então saciar-se com o cérebro dela. Logo após ele vai continuar a devorar cada parte do corpo, incluindo os ossos. Ao terminar a sua macabra refeição, ele vai enrolar o intestino de sua mais nova vítima em torno de sua cabeça e cintura, e fará uma dança ritual em torno dos cadáveres.


A sede de sangue deste vampiro é tão grande que o brahmaparush vai deleitar-se de muitos seres humanos antes que de saciar completamente. Não existem formas conhecidas para se proteger contra esse vampiro especialmente feroz, fugir e se esconder é, basicamente, a única forma de tentar escapar dele. O único capaz de fazer frente ao vampiro é um notório guerreiro, o qual é escolhido pela vila para enfrentar o mal. Ele passa por um ritual de purificação física e espiritual durante 90 dias, e ao final desse tempo, o guerreiro percorre nove santuários, nos quais ele deve rezar durante nove horas seguidas. Após tudo isso, ele empunha uma espada que passou nove vezes pela fumaça de incenso sagrado e parte então para enfrentar o brahmaparush. Anda assim, só com muita sorte ele conseguirá matá-lo sem sofrer muitos danos, os quais são quase sempre mortais.


Não é claro o modo como os brahmaparush são criados. Muitos mitos hindus sobre vampiros descrevem as criaturas como sendo uma classe de demônios separados dos seres humanos, que podem habitar os corpos dos humanos e possuí-los por um tempo, usando o corpo humano para completar a sua alimentação. 

Arte de Traci Shepard 

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15 de julho de 2013

Mimir

۞ ADM Sleipnir



Mimir era, na mitologia nórdica, um gigante que foi considerado o membro mais sábio dentre o grupo de deuses conhecidos como Aesir. Serviu como o guardião da Mimisbrunnr, o poço do conhecimento localizada na base da árvore-mundo Yggdrasill.

Ao final da guerra entre os Aesir e os Vanir, os deuses firmaram uma trégua, que seria selada com a troca de lideres entre os dois clãs, onde Mimir e o irmão de Odin, Hoenir, foram entregues aos Vanir. Hoenir era tido como um líder nato, porém sempre consultava o sábio Mimir antes de tomar qualquer decisão. Os Vanir sentiram-se enganados pelos Aesir, e enfurecidos, acabaram cortando a cabeça de Mimir e enviando-a de volta para Odin, o pai dos deuses. Odin embalsamou a cabeça de Mimir e a colocou na fonte de Yggdrasil. Utilizando seus conhecimentos rúnicos, Odin conseguiu fazer com que a cabeça falasse e dessa forma passou a utilizar a cabeça como meio de adquirir mais sabedoria.

O poço do conhecimento surgiu a partir do local onde a cabeça de Mimir foi mantida. Buscando sabedoria, Odin cavalgou até o poço para beber de suas águas. No entanto, Mimir lhe permitiu fazê-lo apenas depois de Odin deixar um de seus olhos no poço. A partir de então, quando Odin queria aprender os segredos do bem, ele fazia perguntas à cabeça de Mimir, que lhe dava as respostas que almejava.

Hoenir e Mimir parecem ser a representação dos poderes cognitivos de Odin. O nome Hoenir deriva-se de hugr, e Mimir de minni e eram raízes para os nomes Huginn e Muninn, nome dos corvos de Odin, que eram a representação dos poderes cognitivos do deus. Portanto dizem ser Mimir a memória de Odin, e a consulta a sua cabeça pelo deus simboliza o acesso ao conhecimento oculto, vedado aos novatos e permitidos aos iniciados da tradição.




fonte:
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13 de julho de 2013

Inugami

۞ ADM Sleipnir


O Inugami ("deus cão") é um shikigami (uma espécie de espírito familiar) japonês, semelhante a um cão. Ele é invocado geralmente com o intuito de executar uma vingança ou atuar como um guardião, ambos em nome do seu mestre humano, denominado Inugami-mochi. Inugamis são extremamente poderosos e capazes de existirem de forma independente, bem como possuir o seu mestre e também outros humanos.

A crença geral é que um inugami é criado ao enterrar um cão até o pescoço e colocar comida em torno dele, de forma que ele não possa alcançar. Levará dias para o cão morrer, e durante este tempo o mestre do cão passará repetindo as seguintes palavras: "A sua dor não é nada comparada a minha". Quando o cão estiver prestes a morrer, no pico de sua fome, sua cabeça deve ser cortada e enterrada num local de grande movimento de pessoas. O barulho pertubará ainda mais o espírito do cão, e fará com que ele se transforme num inugami, que automaticamente voará em busca de comida. O alimento ao redor do cadáver agiria como uma oferta para aplacar o espírito vingativo do inugami, e, assim, torná-lo obediente ao inugami-mochi, As vezes, o inugami poderá assombrar o seu mestre.


Acredita-se que muitos vilarejos no Japão possuam pelo menos uma anciã que tenha um pacto com um inugami. Existem algumas lendas sobre uma anciã que desejava vingança contra um certo inimigo, e enterrou o seu precioso cão no solo, apenas com a cabeça para fora da terra, e disse-lhe: "Se você tem uma alma, faça a minha vontade e eu vou te adorar como um deus." Ela então cortou a cabeça do cão com uma serra de bambu, liberando o espírito do cão como um Inugami. O espírito então fez o que ela queria, mas devido a sua morte dolorosa, o inugami passou a assombrar a velha.

Nas Ilhas Oki, o Inugami assume a função que o Kitsune mantém em muitas outras regiões do Japão. Acredita-se que um Inugami-mochi será abençoado com uma grande fortuna e sucesso, e que os favores concedidos por ele serão devolvidos com juros. No entanto, em troca, Inugami-mochi são evitados por outras pessoas, sendo difícil para eles até de se casarem. Apesar disso, deve-se ter cuidado para não ofender o seu Inugami, para que não receba a sua ira, pois ao contrário do kitsune, um inugami não se limita a seguir o seu os desejos do Mestre, mas também age de acordo com sua própria vontade.


O corpo original de um Inugami é abandonado no momento que ele o deixa para seguir os desejos de seu mestre; o cadáver enterrado lentamente murcha e apodrece, e caso o Inugami retorne para o seu corpo enterrado e ele não estiver em condições de ser habitado novamente, ele então poderá assumir o controle do corpo de seu mestre, tornando-o ainda mais poderoso.

É dito que a possessão do corpo por um Inugami é capaz de curar doenças, ou problemas de saúde, porém existem muitos efeitos colaterais. Sinais de possessão por um inugami são: dores no peito, mãos, pés ou ombros, sentimentos de ciúme profundo e repentinamente começar a agir como um cão. Outras vítimas desenvolvem fome intensa e se transformam em glutões, e diz-se que as pessoas que morrem enquanto possuídas por um Inugami exibem marcas em seu corpo, como dentes de cão e marcas de garras. Não só os seres humanos, mas animais como vacas e cavalos, ou até mesmo objetos inanimados, podem ser possuídos pelo Inugami. 







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11 de julho de 2013

Urano

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Urano era o deus primordial (protogenos) do céu. Os gregos imaginavam o céu como uma sólida cúpula de bronze, decorada com estrelas, cujas bordas desciam para descansar sobre os limites extremos da terra plana. Urano era o céu literal, assim como sua consorte Gaia era a Terra. Seu equivalente romano é Caelus.

Urano e Gaia foram pais dos doze primeiros Titãs, dos Ciclopes (Arges, Brontes e Estéropes) e dos Hecatônquiros. Urano odiava sua vasta descendência, e após um tempo passou a trancar os seus filhos no ventre de Gaia. Sofrendo imensas dores, Gaia convenceu seus filhos titãs a se rebelarem contra Urano.  Aqui temos 2 versões da história: na primeira, somente Cronos aceita se rebelar e na segunda, cinco titãs incluindo Cronos se rebelam. Quatro deles se colocaram de guarda nos quatro cantos do mundo, preparados para agarrar seu pai enquanto ele descia para descansar sobre a Terra. O quinto titã, Cronos, tomou o seu lugar no centro, e armado com uma foice de diamante forjada por Gaia, castrou Urano, enquanto seus irmãos o seguravam firmemente. O sangue do deus celeste caiu e encharcou a terra, produzindo as Erínias, as Melíades e os Gigantes. Os seus testículos caíram no mar e geraram a deusa Afrodite.


Logo após a sua queda, Urano profetizou a queda do Titãs e a punição que sofreriam por seus crimes - uma profecia que mais tarde foi cumprida por Zeus, que depôs os irmãos e confinou-os no Tártaro. Após sua mutilação, Urano não desceu mais para cobrir Gaia, permanecendo imóvel em seu lugar para sempre.

Não haviam representações de Urano nos primórdios da arte grega, no entanto representações egípcias da deusa celeste Nut mostram como ele era imaginado - como um gigantesco homem, coberto de estrelas com longos braços e pernas, e que repousava sobre os quatro membros, com as pontas dos dedos no Extremo Oriente, os dedos dos pés no extremo oeste, e seu corpo arqueado elevado para formar a cúpula do céu. Na arte da época romana, foi muitas vezes descrito como Aion, o deus do tempo eterno, sob o disfarce de um homem de pé sobre a forma reclinada de Gaia (Terra), segurando a roda do zodíaco em sua mão.

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9 de julho de 2013

Namazu

۞ ADM Sleipnir



De acordo com o folclore japonês, Namazu ou Namazu-e (o segundo termo refere-se aos ukyo-e, xilogravuras*** de Namazu) é um yokai causador de terremotos. Ele é um bagre gigante que  gosta de causar problemas e estragos. Ao mover a sua cauda, Namazu é capaz de abalar a terra inteira .

Namazu pode ser detido apenas pelo deus Kashima, que com a ajuda de uma enorme pedra gravada com o ideograma “kaname ishi” (pedra fundamental), empurra o peixe contra o subsolo, imobilizando-o. No entanto, quando Kashima abaixa a sua guarda, por cansaço ou distração, acaba permitindo que Namazu possa se mover um pouco e causar novos terremotos.



No período Tokugawa (1603-1868) o bagre gigante era tido como uma divindade dos rios, associado aos desastres naturais causados ​​pela água, como inundações ou chuvas fortes. Nestas primeiras tradições no entanto, Namazu muitas vezes agia como uma premonição de perigo, advertindo as pessoas sobre uma catástrofe iminente.Terremotos, assim como aparentemente tremores de terra, eram explicados como sendo resultado do movimento das divindades ou criaturas que suportam as principais ilhas japonesas, dentre essas criaturas estão deuses, dragões, gigantes e outros. O dragão em particular era um símbolo muito antigo e poderoso, importado da China, e em tempos antigos era tido como o principal responsável pelos terremotos, no entanto, durante o século 18, o Namazu gradualmente substituiu o dragão gigante na imaginação popular. Esta mudança do dragão para o Namazu foi pequena, porque os dragões também eram associados à água e rios e por isso eram intimamente relacionados com o bagre no imaginário popular.



Durante o século 19 e depois do terremoto de Edo (atual Tóquio), em Outubro de 1855, os atos de Namazu foram vistos como um castigo da ganância humana, e acreditava-se que  ao causar esses estragos, Namazu forçava as pessoas a redistribuirem igualmente a suas riquezas. Neste papel, Namazu tornou-se yonaoshi daimyojin (o deus da correção do mundo). Nos dias de hoje é possível ver o Namazu sendo representado de uma forma mais atrativa , como por exemplo em placas de sinalização referente a prevenção de catástrofes e também em amuletos.

As imagens clássicas de Namazu (sendo hoje conhecidas mais de 300 delas) foram, principalmente, uma reação ao terremoto Edo, que tentavam retratar também os "aspectos positivos" (a redistribuição da riqueza) do terremoto. Com essas pinturas os artistas da época esperavam elevar a moral dos sobreviventes. Namazu foi usado também em sátiras, onde ele foi representado como um bom-em-nada, um covarde agindo apenas quando os deuses não estão por perto, uma referência para a aristocracia e os funcionários públicos incompetentes.


Existem várias versões do mito, com ligeiras modificações, em algumas narrativas Kashima não usa uma pedra, mas uma espada para pregar o Namazu no chão. De acordo com outra versão, é o deus Kadori quem controla o bagre, com a ajuda de uma abóbora mágica gigante. Além disso, o principal vilão pode ser representado por uma enguia gigante - Jinshin-Uwo - ou um besouro terremoto gigante - Jinshin-Mushi.


Kadori imobilizando Namazu






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7 de julho de 2013

Alraune

۞ ADM Sleipnir


A Alraune ("mandrágora" em alemão) é uma criatura originária da Idade Média Alemã. Como o nome sugere, ela é um tipo de mandrágora, com um aspecto vagamente humanóide. Alguns afirmam que o termo "Alraune" é usado para se referir a todas as mandrágoras.

As Mandrágoras eram plantas tóxicas e psicoativas que, segundo as lendas, brotavam dos túmulos de homens condenados, e seriam conhecidas por seus gritos penetrantes, e muitas vezes letais. O uso da raiz da planta é muito antigo, encontrando-se citado nos textos bíblicos em Gênesis 30:14 e Cantares 7:13. Segundo lendas medievais, as raízes da mandrágora deveriam ser colhidas em noite de lua cheia, e puxadas para fora da terra por uma corda presa a um cão negro; se outro animal ou pessoa fizesse esta tarefa, a raiz "gritaria" tão alto que o mataria. As raízes da planta seriam usadas para criar poções do amor e encantos, enquanto o seu fruto era dito ser capaz de tornar a gravidez mais fácil para as mulheres (presumivelmente, o processo de engravidar, e não as dores que vem com ela).


A Alraune nasce através do contato do sêmen de homens enforcados com a terra. De acordo com alquimistas da época, os homens enforcados ejaculavam no momento em que seus pescoços se quebravam, e seu sêmen escorria para baixo do cadafalso, sendo absorvido pela terra e gerando estas criaturas meio plantas, meio humanóides.

Existem rumores de que as bruxas dos contos germânicos se relacionavam sexualmente com estas plantas, afim de dar à luz e criar filhos sem alma ou sentimento, na esperança de que eles pudessem trazer a ruína para o mundo. Esta foi uma das razões que faziam muitos alemães na época executarem as mulheres que viviam sozinhas. Mas o processo de procriação de uma Alraune é um pouco complexo. Se o inverno for muito frio, a planta vai morrer, mas ele precisa de pelo menos um pouco de frio, a fim de florescer. No entanto, se um Alraune estiver perto de perecer, as sementes que caíram ao longo dos anos irão germinar, e uma nova geração poderá surgir.

Alraune (1911), de Hanns Heinz Ewers
Na arte e em outras formas de mídia, a Alraune é muitas vezes retratada como uma mulher bonita, com qualidades semelhantes as plantas. Isto é devido ao romance "Alraune", de Hanns Heinz Ewers, no qual um cientista engravida uma prostituta, também chamada Alraune, com o sêmen de um homem enforcado. O gênero de um Alraune depende de quando ele floresce. Aqueles que o fazem na primavera são do sexo masculino, e os que florescem durante o verão são do sexo feminino. Mas as características da Alraune não variam com o sexo.



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5 de julho de 2013

Imp (Diabrete)

۞ ADM Sleipnir



Imps, ou Diabretes são pequenos demônios travessos, de acordo com o folclore alemão. Eles são geralmente descritos como criaturas arteiras e sombrias e seu comportamento costuma ser fora de controle.  São possuidores de pequena estatura e são geralmente, mas nem sempre, do sexo masculino.

São considerados como sendo os assistentes do diabo e os espíritos familiares das bruxas. Durante o tempo da caça às bruxas, criaturas sobrenaturais, como os imps eram procurados como prova de feitiçaria, embora muitas vezes, os taxados de "imp" eram tipicamente gato pretos, lagartos, sapos, ou alguma outra forma de animal de estimação incomum. Isso tudo foi resultado de um processo de demonização de criaturas do folclore por parte da Igreja.


 

Os imps são geralmente mais travessos do que malvados ou prejudiciais. Na maioria das vezes, as brincadeiras que eles fazem são inofensivas, mas as vezes essas brincadeiras podem ser perturbadoras e prejudiciais, como a troca de bebês ou deixar viajantes perdidos em lugares com os quais não estavam familiarizados. Embora os imps sejam muitas vezes considerados como sendo imortais, muitas culturas acreditavam que eles poderiam ser feridos ou prejudicados por certas armas e encantamentos, ou serem mantidos fora da casa das pessoas através do uso de proteções ao redor.

Imps são frequentemente retratados como pequenas criaturas solitárias, sempre em busca da atenção dos humanos. Eles muitas vezes usam piadas e brincadeiras como um meio de atrair a amizade humana, o que muitas vezes sai pela culatra, e quando as pessoas se cansam ​​ou se irritam com essas atitudes dos imps, geralmente passam a manter a distância deles.



Mesmo se o imp for bem sucedido em obter a amizade que procurava, frequentemente ainda fará truques e piadas com o seu amigo, seja por tédio ou simplesmente porque esta é a natureza dele. Essa característica levou a usar-se o termo "travesso" para alguém que ama brincadeiras e piadas. Sendo um ser associado com o inferno e o fogo, imps ter um prazer especial em  brincar com as temperaturas.

Imps são por vezes descrito como apaixonados por música, e bem capazes de serem seduzidos a fazerem uma promessa para ajudar, e "fazer o bem",  através da música - embora sempre exista a possibilidade de haver algum truque maldoso por parte dele. Imps podem ser encontrados na arte e arquitetura em todo o mundo, geralmente cuidadosamente e meticulosamente escondidos sob o beiral do telhado de uma igreja ou ao pé de uma xícara de cerâmica, de modo que só podem ser encontrados pela mais interessada e atenta das pessoas.





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3 de julho de 2013

Musashi, O Legendário Samurai

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Shinmen Musashi no Kami Fujiwara no Genshi, mais conhecido como Miyamoto Musashi (1583-1645) foi o mais renomado guerreiro samurai do Japão. Conhecido como o "O Deus da espada", suas habilidades em luta de espadas foram incomparáveis ​​durante o seu tempo e são tidas como lendárias até hoje. Filho de um pobre samurai do país, Musashi resolveu, já no início de sua juventude, se tornar o melhor espadachim de todo o Japão. E ele foi mais do que bem-sucedido nessa empreitada. 

Desde tenra idade, Musashi estava inclinado para a arte da luta com espada e venceu seu primeiro duelo, quando ele tinha apenas 13 anos. O samurai chamado Arima Kihei estava passando pela cidade de Musashi. Ele anunciou que desafiava qualquer um que tivesse a coragem de vir e enfrentá-lo. Musashi respondeu a este desafio. Musashi usava na ocasião apenas uma espada de madeira como arma. O samurai puxou a sua espada curta, de navalha bem afiada. Musashi atacou-o primeiro e o samurai gingou sua espada curta em direção ao menino. Musashi abaixou e rolou em direção ao Samurai, suspendendo-o e e batendo com força sua cabeça no chão. Musashi, em seguida, rapidamente pegou sua espada de madeira e bateu no homem até a morte. Assim, com a idade de treze anos, Miyamoto Musashi foi vitorioso em seu primeiro duelo de vida ou morte, contra nada menos do que um samurai adulto profissionalmente treinado. Este evento era o prelúdio da incrível jornada de Musashi.
Ao completar quinze anos, Miyamoto Musashi deixou sua aldeia, partindo em uma peregrinação para refinar sua arte marcial e suas habilidades com espada. Ele duelou novamente com um forte samurai chamado Akiyama. A luta terminou rapidamente com a morte de Akiyama pelas mãos de Musashi. Com a idade de dezesseis anos,  Musashi já havia participado de três guerras. Ele continuou a viajar e testar suas habilidades contra vários adversários durante os próximos anos. Ele aparece em relatos históricos novamente na idade de vinte anos em Kyoto.

Ele viajou para a capital do Japão, Kyoto, para testar suas habilidades contra os melhores espadachins do país. Ele desafiou um grupo que era o mais famoso e respeitado na época, os Yoshiokas. Ele desafiou o chefe dessa escola, Seijuro Yoshioka, para um duelo que o mesmo aceitou prontamente. Musashi era um mestre da estratégia, sendo isso uma parte integrante de sua arte militar. Ele frequentemente utilizava a guerra psicológica para fazer seus inimigos perderem a compostura. Isto, combinado à sua incrível força e habilidade técnica formava uma combinação letal. Ele propositalmente chegou atrasado ao duelo. Ele deixou Yoshioka lá esperando, sabendo que isso iria enfurecer o samurai e fazê-lo ficar agitado. Afinal, Musashi tinha iniciado o duelo e agora ele estava desrespeitando o samurai, fazendo-o esperar. Musashi estava propositadamente desrespeitando ele. Musashi finalmente chegou ao local do duelo, e Yoshioka já estava muito irritado. O mesmo insultava verbalmente  a Musashi, que apenas olhou para o samurai e sorriu friamente.

Eles decidiram que iriam lutar usando espadas de madeira e dariam apenas um golpe. Relata-se que ambos os guerreiros atingiram um ao outro praticamente ao mesmo tempo. Musashi acertou um golpe devastador no ombro esquerdo de Yoshioka. Musashi não foi tocado. Yoshioka ficou inconsciente e teve que ser reanimado. Ele tornou-se aleijado e incapaz de usar seu braço esquerdo novamente. Ele teve a sorte de escapar com vida. Assim, com a idade de vinte anos, o jovem Musashi derrotou  o chefe de uma das mais prestigiadas escolas de artes marciais do Japão. Foi uma derrota devastadora para a família Yoshioka.

O clã Yoshioka não iria deixar essa vergonha impune. Denshichiro Yoshioka , irmão mais novo de Seijuro, era um samurai talentoso, e desafiou Musashi para mais um duelo. Musashi aceitou. Mais uma vez, Musashi atrasou-se para o duelo, afrontando o seu adversário. Uma vez iniciada a luta, ele rapidamente arrancou a arma de Denshichiro de sua mão e esmagou seu crânio com ela, matando-o.

A vergonha que essas derrotas trouxeram para a família Yoshioka era imensa. A cultura japonesa na época convocava-os a agir ou então perderiam sua honra. Eles teriam que matar Musashi para restaurar a honra da família. Nada menos do que a morte de Musashi seria aceitável. Eles desafiaram Musashi novamente, mas desta vez não seria um luta mano-a-mano. Eles estavam planejando uma guerra contra ele. Eles  reuniram dezenas e possivelmente centenas de seus guerreiros para emboscar e matar Musashi. Eles estavam armados até os dentes com todos os tipos de armas, incluindo arcos e rifles.

Musashi foi informado do desafio e informaram que o chefe da família era agora Matashichiro Yoshioka, um menino de doze/treze anos de idade. Esta foi a mesma idade que Musashi tinha quando ele  matou seu primeiro adversário em um duelo. Ele aceitou o desafio, mas desta vez, ele mudou de tática. Em vez de chegar atrasado ao local da batalha, chegou cedo e esperou. Ele escondeu-se na folhagem e esperou seus inimigos chegarem. Conforme seus numerosos inimigos chegavam, ele observava e esperava. Num determinado momento, ele surpreendeu o grande grupo de homens de Yoshioka, surgindo aparentemente do nada. Ele foi direto em Matashichiro e cortou-o ao meio. Ele então puxou ambas as espadas e lutou ferozmente contra o resto dos homens de Yoshioka, abrindo caminho e fazendo a sua fuga. Musashi tinha milagrosamente sobrevivido à emboscada para matá-lo.

Musashi continuou a duelar e testar suas habilidades após este incidente. Ele viajou pelo interior, constantemente se envolvendo em duelos de vida ou morte. Ele estava em busca de esclarecimento através desses duelos com outros artistas marciais. Ele arriscava sua vida, a fim de aperfeiçoar a sua arte marcial, o Niten Ichi Ryu.

Na idade de vinte e oito anos, Musashi envolveu-se em um dos mais famosos duelos da história japonesa. Ele lutou contra um samurai muito famoso e poderoso chamado Sasaki Kojiro. A luta ocorreu em uma ilha. Musashi, mais uma vez usou sua tática de chegar tarde para desequilibrar o seu adversário. Em seu caminho para o duelo pegou um remo do barco e esculpiu uma espada improvisada com ele. Seu oponente estava esperando por ele na ilha com uma longa espada afiada. Sasaki Kojiro era famoso pelo uso desta arma mortal. Musashi planejava usar uma vara de madeira para derrotar o seu oponente, mesmo seu oponente usando uma espada real e mortal.

Musashi saltou do barco e aproximou-se descalço através da água e da areia, brandindo sua espada de madeira bruta. Sasaki Kojiro, irritado, se aproximou com sua ameaçadora espada longa. Kojiro teria insultado Musashi, que apenas sorriu sem dizer nada. A raiva preencheu Kojiro, e ele atacou Musashi com o objetivo de corta-lo ao meio. Musashi atacou no mesmo instante e com sua espada de madeira bruta conseguiu acertar um duro golpe na cabeça de Kojiro. A lâmina de Kojiro chegou tão perto de cortar a cabeça de Musashi que ela cortou sua bandana. Kojiro caiu no chão imediatamente. Kojiro balançou sua espada no chão, tentando cortar Musashi, cortando apenas seu kimono. Musashi acertou mais um golpe devastador nas costelas de Kojiro, que morreu em seguida. Musashi voltou para seu barco e ajudou o remador a empurrar o barco. Ele deslizou pela água do mar e pela história.

Estátua de Miyamoto Musashi em Mimasaka, Japão


A vida de Miyamoto Musashi é muito grande para qualquer livro de história cobrir. Suas proezas são historicamente documentadas em vários lugares por todo o Japão. Os contos listados acima são alguns dos mais famosos e muitas vezes surgem versões diferentes destas histórias e os detalhes variam, como é frequentemente o caso de documentos históricos. Entre as idades de doze e vinte e sete/vinte e oito anos, Miyamoto Musashi envolveu-se em mais de sessenta duelos de vida ou morte com guerreiros profissionais de todo o Japão. Ele nunca perdeu um duelo. Os relatos escritos aqui apenas arranham a superfície do que este homem fez. Muito do que ele realmente fez se perdeu na história. Ele também esteve envolvido em pelo menos seis guerras, a maioria das quais ele foi a frente conduzindo o exército para a batalha. 

A arte militar que ele desenvolveu não era apenas sobre o combate. Como ele explica em seu livro de estratégia, o "Go Rin No Sho" (O Livro dos Cinco Elementos), alguém que domina a sua arte será capaz de aplicá-la em qualquer campo de estudo. Sua arte não tem limites nem fronteiras. Se você entender isso, tudo é possível.

Musashi foi um autodidata. Ele afirmava que nunca teve um professor em nada. Ele se tornou um especialista em numerosos campos do auto estudo. Seu nível em combate tornou-se tão eficiente que ele praticamente parou de usar espadas reais. Ele costumava pegar um pedaço de pau ou qualquer outra coisa que estava disponível para derrotar seus inimigos, que brandiam espadas reais. Ele era um especialista em todos os artigos militares.

Após a idade de vinte e nove anos, após ter derrotado Sasaki Kojiro,  Musashi decidiu não lutar mais, pois não havia quem pudesse derrotá-lo, e ele então  se recolheu numa caverna, onde dedicava seu tempo às artes, que incluíam pintura, desenhos e a literatura, escrevendo também alguns livros nos seus últimos tempos, incluíndo o "Dokuro" e o "Go Rin no Sho".

A estratégia de Miyamoto Musashi era direta e simples. Ele também era extremamente severo e austero. Até o final de sua vida ele nomeou apenas três discípulos verdadeiros. Antes de morrer, ele deu a seus discípulos uma exigência simples, mas bem séria para quem pretende ser uma parte de sua escola. Eles devem tomar este juramento: "Se eu for derrotado em combate por outra escola, vou tomar a minha própria vida." Assim, um discípulo da escola de Musashi tinha todos os motivos para lutar com toda a força, coragem e ingenuidade que pudesse reunir. Suas próprias vidas dependiam disso. Musashi não esperava menos de seus alunos. Ele não apenas pregava sobre a vida na fronteira entre vida e morte, ele realmente fazia isso.

Musashi aparenta ter sido um homem muito complexo. Ele nunca se casou e nunca se firmou em um lugar. Ele viajou basicamente toda a sua vida em busca de iluminação. Com sua reputação, ele poderia facilmente ter se estabelecido e se tornado um professor ou um homem de destaque. Ele teria feito um monte de dinheiro e viveria confortavelmente. Mas, esse não era Musashi. Ele acreditava no sacrifício total e autossuficiência. Talvez seja melhor resumiu a partir de uma declaração que ele escreveu traduzida aproximadamente como "Respeite os Deuses, mas não dependa deles".

No dia 19 de maio de 1645, Shinmen Musashi no Kami Fujiwara no Genshi morreu com a idade de sessenta e de causas naturais. Dizem que ele morreu de joelhos, segurando em suas mãos a espada que tanto ele tinha apreço. Partia assim o invencível samurai, o simbolo do bushido (caminho do guerreiro) em pessoa.





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Ruby