29 de junho de 2013

Crisaor

۞ ADM Sleipnir

Nascimento de Crisaor e Pégaso
Na mitologia grega, Crisaor (em grego: Χρυσάωρ, Khrusaōr, tradução Inglês: "Aquele que tem um armamento de ouro"), era filho de Poseidon e Medusa e irmão do cavalo alado Pégaso. Era muitas vezes descrito como um gigante, outros dizem que talvez tivesse aparência de um javali alado.

Medusa era uma das irmãs Górgonas, a mais bela, e a única mortal, ofendeu a deusa Atena, deitando-se com Poseidon no templo ateniense. Como castigo, Atena transformou seus cabelos em serpentes. A mesma foi posteriormente morta pelo herói Perseu, e Crisaor e Pégaso nasceram a partir das gotas de sangue dela, que caíram no mar (outros dizem que surgiram a partir do pescoço da Medusa). Dizem que Crisaor foi o rei da Península Ibérica (Andorra, Gibraltar, Espanha e Portugal). Era casado com Callirhoe,  filha do titã Oceano, e foi o pai de Gerião e, segundo Hesíodo, de Equidna. 

Crisaor nascera empunhando uma espada dourada dotada de um incrível poder de perfurar, porém não era boa em cortar. Poseidon então obteve lascas do escudo de Atena e da lança de Ares, e  juntamente com o material do qual seu tridente era feito e, por fim, a própria espada dourada de Crisaor, entregou tudo nas mãos Hefesto, para que este forjasse um tridente para seu filho. Crisaor recebeu então o poderoso tridente dourado, que era capaz de romper céus e dividir mares. Tendo sua arma em mãos, partiu em missões concedidas pelos deuses para derrotar os inimigos do Olimpo. Seu poder e o de seu tridente cresciam a cada missão concluída e Crisaor por fim foi traído por seu próprio pai, que lhe enviou a uma missão de morte, afim de lhe usurpar o tridente, que se tornou uma marca registrada de Poseidon. 



Na mídia moderna, Crisaor aparece no mangá/anime Saint Seiya, como a armadura do General Marina Krishna. Também aparece na série de livros Percy Jackson & os Olimpianos.

O General Marina Krishna de Crisaor, em Saint Seiya


fonte:

Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

27 de junho de 2013

Boto Cor-de-Rosa

۞ ADM Sleipnir



Nas lenda da Amazônia, o Boto Cor-de-Rosa é dito ser capaz de se transformar em um homem jovem e atraente. Este jovem, em seguida, sai à noite à procura de meninas na margem dos rios, as quais ele seduz e depois desaparece.

A própria lenda, conta a história de uma menina indígena de 18 anos chamada Rosita, que vivia com sua família às margens do Rio Amazonas. Quase todos os dias Rosita ia até o rio para lavar a roupa ou para coletar água. Um dia, ela se sentou na margem do rio olhando, quase hipnotizada pela água em movimento e o brilho do reflexo do sol se pondo. Em um Rosita instante tirou a roupa e entrou na água fria para um mergulho. Ela não sabia que estava sendo observada a partir da margem do rio. De repente, um rapaz apareceu na beira da água e olhou sem vergonha para o corpo nu de Rosita. Sem pensar, Rosita levantou-se e caminhou em direção ao jovem, era como magnetismo a atração dela e do estrangeiro. Imediatamente os dois começaram um abraço apaixonado. Rosita perguntou: "Quem é você? De onde você vem?" Ele respondeu que ele era apenas um simples pescador. Ele disse a Rosita que ele queria ficar com ela para sempre, e ela respondeu: "Eu quero ficar com você para sempre também." Eles se abraçaram e se beijaram por muito tempo. Rosita não voltou para casa naquela noite, mas ficou com o rapaz a noite toda fazendo amor sem parar.


A partir de então o casal passou a se encontrar todas as noites e faziam amor sob o escuro céu estrelado no mesmo local, e o pai de Rosita estava preocupado com sua filha e sua ausência de casa todas as noites. Seu pai confrontou e insistiu que ela lhe contasse sobre seu paradeiro durante as últimas noites. Rosita, normalmente uma menina tímida, endireitou-se e disse: "Pai, eu estou apaixonada por um jovem pescador e queremos nos casar." Espantado por nunca ter visto sua filha reagir desta maneira, ele concordou em se encontrar com o amante pescador de sua filha. O encontro aconteceu naquela noite e o jovem pediu a mão de sua filha em casamento. O Pai sabia que sua amada Rosita estava apaixonada e ele concordou. Ele também concordou relutantemente que o jovem permanecesse durante a noite em sua casa. Com o tempo, o jovem dormia com Rosita todas as noites, mas misteriosamente deixava a casa todas as manhãs antes do sol nascer e só voltava durante a noite. Uma manhã fatídica o amante da garota não deixou a casa antes do amanhecer e dormia profundamente. Rosita acordou e encontrou algo frio e úmido ao lado dela. Ela abriu os olhos e cheio de medo gritou alto quando viu o que estava em sua cama ao lado dela. Os gritos de Rosita acordaram a casa inteira e seu pai pegou sua espingarda e correu para ajuda de sua filha. Ele não podia acreditar em seus olhos, porque deitado na cama ao lado de sua filha estava um golfinho cor de rosa. O golfinho-de-rosa, em pânico, tentou fugir, mas caiu no chão se contorcendo. O Pai levantou a arma, mirou e disparou, matando o golfinho instantaneamente.

O jovem pescador nunca mais voltou para visitar Rosita depois daquele dia e nunca mais foi visto. Para Rosita era difícil acreditar que seu amante pescador jovem a deixou e ela estava inconsolável. E, para piorar as coisas, ela descobriu que estava grávida.

Alguns meses mais tarde, Rosita deu a luz ao seu bebê. Durante o parto houveram complicações graves e Rosita morreu. No entanto, o bebê sobreviveu e os espectadores não podiam acreditar em seus olhos, pois o recém-nascido não era humano, mas sim um golfinho rosa bebê. Agora, era óbvio que o jovem pescador bonito era na verdade um boto cor-de-rosa que tinha a capacidade de se transformar em um homem, o jovem que tinha seduzido Rosita nove meses antes..

Desde então, meninas nativas são alertadas para tomar cuidado com belos jovens pescadores e não deixar-se seduzir. O jovem pescador provavelmente será o Boto Cor de Rosa, o golfinho místico que se transforma em um homem à noite para roubar os corações das meninas inocentes.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

26 de junho de 2013

Acheri

۞ ADM Sleipnir

Um Acheri é um espírito demoníaco com lendas existentes em ambos os hemisférios oriental e ocidental. Tanto a Índia e tribos nativas americanas (talvez até mesmo aquelas no Novo México e no sudoeste) têm lendas desta criatura, que tem prazer em trazer a doença para as crianças. O Acheri faz isso lançando uma sombra sobre uma criança.

Diferentemente da maioria dos monstros que assumem uma forma hedionda, o Acheri toma a forma de uma menina frágil, um com uma pele cinza pálida. Apesar de sua aparência, o espírito demoníaco prospera em cima da miséria e sofrimento dos humanos, que quanto mais sofrem de sua chaga, mais forte e mais "felizes" tornam o Acheri.

Acheri na série "Sobrenatural"
O Acheri supostamente vive nas montanhas. Quando atraídos pela movimentação humana (como a caça ou pesca), o Acheri desce da montanha e segue os seres humanos que encontrou. Ela então aguarda o momento  em que a maioria da comunidade esteja reunida, como durante a colheita ou um festival. Nesses momentos, o Acheri entra no povoado cantando e dançando, e às vezes rufando. Ela procura as crianças, a quem ela lança uma sombra. As crianças então são atingidas com uma terrível doença, tal como um vírus respiratório. A infecção ocorre de forma rápida, espalhando-se rapidamente por toda a comunidade.

A única forma de proteger as crianças (e adultos) de um Acheri é usar algo vermelho, como um conjunto de contas, fitas, cordas, ou até mesmo um tecido bordado em roupas. O vermelho é uma cor tradicional para a proteção contra o mal. Em grande parte do folclore europeu, amuletos vermelhos afastam os maus espíritos e as bruxas.

Acredita-se que o Acheri tenha sido uma criança doente que morreu terrivelmente de uma doença dolorosa. Embora poderoso, o Acheri pode ser interrompido. Na mitologia hindu, um Acheri não pode não ser destruído, mas ele pode ser distraído. Para fazer isso, um altar cheio de luzes e bolos deve ser construído em um local remoto. A esperança é que o Acheri seja atraídos para o altar, interrompendo assim sua raiva e facilitando seu retorno a sua casa montanhosa. A tribo Chippewa na América do Norte acredita que envolver um pano vermelho abençoado por uma curandeira ao redor do pescoço do Acheri vai colocá-lo para descansar.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

25 de junho de 2013

O Holandês Voador

۞ ADM Sleipnir



O Holandês Voador (em inglês The Flying Dutchman) é um lendário navio fantasma, que estaria condenado a navegar até o final dos tempos. Sua aparição seria um sinal  de uma tragédia iminente para aqueles que o veem. Existem muitos contos e histórias diferentes sobre o Holandês Voador. A primeira lenda surgiu em 1795, quando o carteirista irlandês George Barrington escreveu seu "Voyage to Botany Bay". De acordo com o livro, os marinheiros contavam uma história sobre um navio holandês que se perdeu no mar durante uma tempestade horrível. Depois o mesmo navio naufragou outros navios durante um sinistro nevoeiro. Esse evento era atribuído ao comportamento do capitão Bernard Fokke: ele era conhecido pela velocidade "diabólica" em suas viagens da Holanda para Java. Alguns diziam que Fokke era "ajudado pelo diabo".

Outra versão da lenda começa em 1641, quando um navio holandês naufragou em torno da costa do Cabo da Boa Esperança. A viagem ao Extremo Oriente tinha sido bem sucedida, e o navio estava em seu caminho de volta para a Holanda. O capitão Van der Decken estava satisfeito, e absorto em pensamentos, acabou não percebeu que nuvens negras se aproximavam. Só quando ouviu o grito amedrontado do vigia, ele foi perceber que havia navegado em linha reta em uma forte tempestade. Van der Decken e sua tripulação lutaram durante horas para sair da tempestade, mas, em seguida, eles ouviram uma forte batida: o navio atingiu uma rocha e começou a afundar. Enquanto o navio afundava, o capitão ciente de que a morte estava se aproximando, proferiu uma maldição: "Eu ​​vou contornar este cabo, mesmo que eu tenha que continuar velejando até o Juízo Final"

Avistamentos do Holandês Voador



Sempre que uma tempestade surge no largo do Cabo da Boa Esperança, é dito que não se deve olhar para o centro dela, porque você verá o Holandês Voador. E quem vê o navio tem uma morte terrível. Apesar de muitos concordarem que o Holandês Voador é apenas uma lenda, o navio teria sido avistado em várias ocasiões, no Cabo da Boa Esperança por testemunhas confiáveis. Aqui está uma lista selecionada de avistamentos famosos:

  • Em 1823, o capitão Owen, do HMS Leven, registrou dois avistamentos no log. Em 1835, os marinheiros de um navio britânico viram um navio abordá-los no meio de uma tempestade. Pensaram que haveria uma colisão, mas o navio de repente desapareceu.

  • Em 11 de julho 1881, o navio HMS Inconstant estava contornando a ponta da África, quando a sua equipe foi confrontada com a visão do Holandês Voador. O Almirante, que mais tarde tornou-se o rei George V, registrou que ele e sua tripulação, composta por 12 homens, tinham avistado o Holandês Voadro e usou essas palavras para descrevê-lo:"Uma estranha luminosidade vermelha como a de um navio fantasma todo iluminado", "Seus mastros, vergas e velas sobressaíam nitidamente". Logo após o avistamento, um dos vigias do navio acidentalmente caiu de um dos mastros e morreu "completamente despedaçado". Assim que chegaram no seu destino, o Almirante contraiu uma doença que por pouco não o matou.

  • Em 1879, a tripulação do SS Pretória viu o Holandês Voador e em 1911 um navio baleeiro quase colidiu com ele antes dele desaparecer. Em 1923, alguns membros da Marinha britânica avistaram o navio assombrado e forneceram a documentação para a Sociedade de Pesquisas Psíquicas. Em 1939, em plena segunda guerra mundial, o Holandês Voador foi visto pelo almirante alemão Karl Doenitz e sua tripulação, e o mesmo comunicou a Adolf Hitler o cancelamento do ataque à cidade egípcia de Suez pois a visão do navio fantasma era um sinal de que a missão fracassaria. Em 1941, pessoas em praia de Glencairn viram o navio fantasma desaparecer antes que ele se chocasse contra as rochas. Em 1942, quatro testemunhas viram o navio entrar na Baía de Mesa e em 1959 o Magelhaen quase colidiu com o navio fantasma.

Fata Morgana


Apesar das descrições de abomináveis luzes, os cientistas apresentam uma explicação mais razoável para o mito: o Holandês Voador poderia ser uma Fata Morgana, uma miragem que ocorre devido a uma inversão térmica, onde em tempo calmo, o ar quente repousa logo acima o denso e frio ar próximo à superfície do oceano. O ar entre as duas massas funciona como uma lente de refração, que irá produzir uma imagem de cabeça para baixo, distorcida do objeto na posição vertical. Mesmo que um navio possa estar além do horizonte, o espectador pode ver uma imagem invertida e desfocada do "navio miragem" que pode aparecer várias vezes maior do que seu tamanho real, e muito perto.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

24 de junho de 2013

Ördög

۞ ADM Sleipnir


O Ördög (conhecido também como Urdung) é um antigo demônio metamórfico da mitologia húngara, que é dito personificar os aspectos mais sombrios do mundo. Com a introdução do cristianismo, o Ördög veio a ser identificado com o próprio Diabo. A própria palavra Ördög  ignifica "diabo" no idioma húngaro.

O Ördög tem aparência semelhante a um fauno ou um sátiro, tendo a parte superior do corpo de um homem, e parte inferior do corpo de uma cabra. Ele tem cabelo escuro como breu, orelhas pontudas, características bestiais, cascos fendidos no lugar de pés,  chifres de cabra na cabeça e uma cauda pontiaguda. Alguns dizem que ele tem um falo enorme também. Dizem que ele mora em Pokol, a versão húngara do Inferno ou do submundo. É nesse lugar vil que ele constantemente mexe um enorme caldeirão cheio de almas humanas. O Ördög é astuto, e ele está sempre em busca de coletar mais almas.

Como os sátiros, o Ördög prefere viver em florestas remotas ou em áreas rurais. Na maioria das vezes, ele é convocado para participar dos sabbaths e rituais de bruxas. Ele também participa das orgias selvagens e festas que acontecem nesses momentos. Todas as crianças que nascem desta união profana são conhecidos como cambion (a prole de um demônio e um humano nas lendas medievais). Crianças do sexo feminino provavelmente vão se tornar bruxas, enquanto os machos provavelmente se tornarão um novo Ördög.

Quando o Ördög perambula pelo mundo humano, ele muitas vezes toma a forma de uma raposa, uma chama escura, ou um pastor com cintilantes olhos escuros. Ele costuma fazer apostas com os seres humanos para ver se eles sucumbem à corrupção. É provável que aqueles que sucumbem acabam perdendo suas almas para o Ördög.


Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

23 de junho de 2013

Leshy

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia eslava, o Leshy ( Lechie ou Lesovik) é um espírito selvagem dos bosques, semelhante a um sátiro. É geralmente parecido com  um homem peludo, semelhante a um macaco, com o rosto azul (devido ao seu sangue azulado), muitas vezes com garras e presas e/ou uma clava. Seus olhos são ditos serem verdes e brilhantes como chamas e salientados para fora das órbitas. Às vezes, ele pode usar um item aleatório de vestuário, como um lenço, mas ele é geralmente nu, exceto por seus pêlos. No Dictionnaire Infernal, o Leshy é catalogado como sendo um demônio/espirito florestal, protetor das aves, árvores e animais da floresta, e costuma aparecer na forma de um ser humano de pele azulada, 2 chifres grandes e cabelos esverdeados, com uma longa barba verde cobrindo seu rosto e armado de uma clava ou chicote, indicando seu domíno sob a floresta.O Leshy é uma criatura metamórfica, e pode se transformar em qualquer forma de animal ou planta, além de poder aumentar ou diminuir de tamanho. Também é capaz de imitar vozes humanas, afim de enganar as pessoas.

Embora não seja uma criatura maligna, o Leshy é selvagem, feroz e imprevisível, podendo reagir a incursões em sua floresta, com atitudes de violência. Como muitos espíritos da natureza, Leshys são muitas vezes tolerantes com aqueles que fazem um  uso consciente da floresta, mas podem reagir mal contra aqueles que causam danos, devastação ou pegam mais do que eles considerarem justo. 


Devastar as florestas é algo que o irrita profundamente, embora abrir uma clareira para se viver pode ser aceito se não causar uma catástrofe natural nas proximidades. Sua abordagem normal de seres humanos envolve a reprodução de truques irritantes - dentre os quais está esconder os caminhos para que as pessoas se percam na mata - o que pode lhes ser mortal, porém normalmente ele conduz para fora o gado e esconde as ferramentas de lenhadores. 

Tal como acontece com as fadas, mudar a ordem das suas roupas de dentro para fora e usar seus sapatos nos pés errados pode ser uma proteção útil contra os poderes do Leshy, especialmente de sua habilidades de ocultar caminhos. Aproximando-se corretamente- e muitas vezes, quando subornado com assados ​​- ele se torna muito mais maleável para fazer negócios, geralmente para deixar as pessoas e culturas em paz, mas, ocasionalmente, para ensinar mágicas de algum tipo. 

Como muitas entidades selvagens, o Leshy nem sempre é confiável e apto a cumprir promessas, optando por trapaças e outros métodos não-cpnvencionais. Ocasionalmente, os pactos com um Leshy envolvem a entrega de uma cruz ou amuleto que o indivíduo esteja usando ao redor de seu pescoço e partilhar da comunhão com o Leshy logo após as reuniões em igrejas cristãs. Dizem que esses pactos são para dar poderes especiais as pessoas, geralmente pastores.





Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

22 de junho de 2013

Sif

۞ ADM Sleipnir



Sif (Sifjar ou ainda Síbiaé a deusa nórdica da colheita e da fertilidade, e a bela mulher de cabelos dourados do deus do trovão, Thor. Sif é da raça mais velha dos deuses, os Aesir. Sif também é a deusa da habilidade em combate, tendo muito apreço por guerreiros habilidosos. Ela possui ainda a habilidade de se transformar em cisne.

De seu primeiro casamento, com o Gigante Orvandil, Sif teve um filho chamado Ullr ("o Magnífico"), que é um Deus do inverno. Já com seu segundo marido, Thor, ela teve uma filha, Thrudr ("poder"), uma deusa da tempestade e das nuvens e uma das Valquírias, e dois filhos, Magni ("poder") e Modi ("raiva" ou "bravura"), que estão destinados a sobreviver  ao Ragnarok e herdar o martelo Mjollnir de Thor. Outros contos atribuem a giganta Jarnsaxa "Espada de Ferro" a maternidade de Magni e Hodi, e Ullr e Thrudr a Sif com Thor.


Sif é famosa por seu cabelo muito longo, e dourado, mas nem sempre ele foi dourado. Seus cabelos eram inicialmente negros como a noite. Um dia, Loki, que simplesmente não conseguia resistir a um pouco de caos e confusão, sorrateiramente entrou em seu quarto e cortou todo o seu cabelo. Soluçando e horrorizada, Sif se isolou,  mas seu marido Thor tomou suas dores, e em um acesso de raiva agarrou e começou a quebrar os ossos de Loki, um por um, até que finalmente ele jurou contornar a situação. 

Então Loki foi até os anões e persuadiu-os a fazerem não só um novo cabelo mágico para Sif, feito de ouro puro, mas também um navio mágico e uma lança. Mas Loki não conseguiu resistir empurrando sua sorte, e fez uma aposta com outros dois anões, Brokk e Sindi, desafiando-os a fazer melhores tesouros. Loki estava tão certo do resultado que ele havia deixado sua cabeça a prêmio. Subestimando as habilidades dos anões (ou a profundidade do seu ódio por ele), de repente, percebeu com um choque que Brokk e Sindi estavam ganhando! Em desespero, ele se transforma em uma mutuca, mordendo e importunando os anões enquanto eles trabalhavam. Apesar disto, eles conseguiram produzir vários tesouros, sendo o mais famoso deles Mjolnir, o martelo do Thor.



Os deuses foram então chamados a julgar a disputa e declararam Brokk e Sindi os vencedores. Loki rapidamente desapareceu. Quando ele foi localizado ele foi entregue aos irmãos anões, e desta vez Loki concordou que eles tinham o direito de ter sua cabeça, mas a aposta não havia dito nada sobre seu pescoço. Frustrados com esta "lógica", os anões se contentaram em costurar os lábios de Loki.

O novo cabelo dourado foi dado a Sif, e magicamente cresceu de sua cabeça como se fosse natural. Seu cabelo dourado é dito representar o trigo do verão que está desfalcado no tempo de colheita. Dizem que em noites quentes de verão, quanto Thor e Sif fazem amor, raios caíam sobre os campos e aceleravam o amadurecimentos dos grãos. 

Sif está destinada a morrer no Ragnarok, mas os Eddas não afirmam quem será o seu algoz.

Na cultura popular, Sif  aparece nos histórias de Thor, da Marvel. 



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

21 de junho de 2013

Dagon

۞ ADM Sleipnir


Dagon foi a principal divindade dos filisteus, cujos ancestrais migraram para terras palestinas de Creta. Ele era o deus da fertilidade e da colheita. Dagon também figurava com destaque nos conceitos filisteus da morte e da vida após a morte. Além de seu papel na religião dos filisteus, Dagon era adorado na maioria geral da sociedade dos povos cananeus. Alguns anos após a chegada dos antepassados ​​minóicos dos filisteus, os imigrantes adotaram elementos da religião cananéia. Eventualmente, o foco religioso primário mudou. O culto da Grande Mãe, a religião original dos filisteus, foi trocado pela prestação de homenagens à divindade cananéia, Dagon.

Dentro do panteão cananeu, Dagon parece ter sido o segundo em poder, logo após de El. Ele era um dos quatro filhos nascidos de Anu. Dagon era também o pai de Baal. Entre os cananeus, Baal, eventualmente, assumiu o cargo de deus da fertilidade, que Dagon havia ocupado anteriormente. Dagon, por vezes, foi associado com a  divindade fêmea metade peixe chamada Derceto (o que pode explicar a teoria de Dagon ser retratado como metade peixe). Pouco se sabe sobre o lugar de Dagon no panteão cananeu, mas seu papel na religião filistéia como divindade principal é bastante evidente.

Sabe-se, no entanto, que os cananeus importaram Dagon da Babilônia.  A imagem de Dagon é uma questão de debate. A noção de que Dagon era um deus, cuja parte superior do corpo era  de um homem e a parte inferior  de um peixe tem sido predominante há décadas. Esta ideia pode ter resultado de um erro de tradução linguística derivado do termo semita dag, que significa peixe . A palavra dagan  significa "milho" ou "cereal". O nome Dagon em si remonta pelo menos a 2500 a.C., e é provavelmente um derivado de uma palavra de um dialeto da língua semita. Essa noção de que Dagon era representado na iconografia e estatuária como peixe na parte Filístia não é suportada inteiramente pelas moedas encontradas nas cidades fenícias e filisteias. Na verdade, não há nenhuma evidência no registro arqueológico para apoiar a teoria de que Dagon era representado desta forma. Seja qual for a imagem, várias percepções de Dagon desenvolveram-se em torno do Mediterrâneo.

A adoração de Dagon é bastante evidente na antiga Palestina. Ele era a divindade mais importante nas cidades de Azoto, Gaza e Ascalão. Os filisteus dependiam de Dagon para o sucesso na guerra e eles ofereceram vários sacrifícios ao seu favor. Como mencionado anteriormente, Dagon era também adorado fora da confederação das cidades-estado dos filisteus, como no caso da cidade fenícia de Arvad. A religião de Dagon perdurou pelo menos até o segundo século a.C. , quando o templo em Azoto foi destruído por Jonathan Macabeas.

Duas fontes textuais mencionam Dagon, governantes e cidades com o seu nome: a Bíblia e as cartas de Tel-el-Amarna. Durante o curso o estabelecimento da monarquia israelita (cerca de 1000 a.C.), a nação dos filisteus se tornou a principal inimiga de Israel. Devido a esta situação, Dagon é mencionado em passagens como Jz. 16:23-24, I Sam. 5, e I Cr. 10:10. Beth Dagon era uma cidade na terra capturada pelos israelitas mencionada em Josué 15:41 e 19:27, preservando, assim, o homônimo da divindade. As cartas de Tel-el-Amarna (1480-1450 a.C.) também mencionam o xará de Dagon. Nessas cartas, dois governantes de Ascalão, Yamir Dagan e Dagan Takala, foram inseridos. A despeito de qualquer debate sobre o assunto, é evidente que Dagon estava no ápice do panteão filisteu . Ele ordenou a reverência religiosa de ambos os filisteus e da ampla sociedade cananéia. Dagon foi de fato fundamental para a cosmologia dos filisteus e uma força vital em suas vidas individuais.





Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

20 de junho de 2013

A Dama Negra de Bradley Woods

۞ ADM Sleipnir


A Dama Negra de Bradley Woods é um fantasma que supostamente assombra a floresta perto da aldeia de Bradley, Lincolnshire, Inglaterra. Supostas testemunhas oculares descreveram-na como uma mulher jovem e bonita, em torno de 5'6 "de altura, vestida com um manto negro vazado e um capuz preto, que esconde os cabelos, mas revela sua triste e pálida face encharcada de lágrimas. Segundo a lenda, ela nunca fez mal a ninguém e demonstra um aspecto miserável e inquietante.

A história é conhecida por ser contada por muitas gerações. Ele já foi usada pelos pais para assustar as crianças, o que parece ter sido uma prática comum entre os pais na área, e as crianças eram avisadas ​​de que, se eles não estivessem na cama em um certo tempo, a dama negra vai aparecer e pegá-las.

Uma história que é geralmente contada é que a Dama Negra era o fantasma de uma freira. Ela apareceria vestida de preto e assombraria a vizinhança de Nunsthorpe (subúrbio de Grimsby, nordeste de Lincolnshire), onde existia um convento antes da Reforma. Esta teoria não explica o porque a  Dama Negra teria mudado de Nunsthorpe para Bradley, 2 milhas (3,2 km) de distância. Além disso, embora ela possa estar vestida de preto, poucas ou nenhuma das "testemunhas" descreveram sua aparência como equivalente a uma freira.

Outra história acerca da Dama Negra é que ela seria uma solteirona que uma vez viveu no isolamento em sua cabana na floresta, bem longe da vila. Se as crianças da aldeia se deparassem com essa mulher, ela ficava irritada porque sua privacidade e solidão foram violadas, então contos imaginários de feitiçaria podem ter exagerado a lenda. Nenhuma dessas teorias prende-se com o folclore.

O Folclore

A centenas de anos atrás, um pobre lenhador morava na casa com sua esposa e bebê. Eles viveram felizes até o lenhador ser pressionado para se apresentar ao serviço militar pelo fazendeiro local durante a Guerra Civil Inglesa. A esposa do lenhador esperou e esperou durante meses por qualquer notícia de seu marido, mas ele nunca voltou.

No primeiro dia do ano novo, um grupo de soldados à cavalo veio andando pela floresta, e que faziam parte de uma força que andavam pilhando a vizinhança. Vindo do outro lado da casa, eles invadiram-na e exigiram da esposa do lenhador todo o seu dinheiro e qualquer bebida forte que ela pudesse ter. Quando ela se recusou, os soldados a espancaram e estupraram selvagemente, antes de roubar o seu bebê e deixar a casa, rindo maliciosamente.

Daquele dia em diante, a mulher, toda vestida de preto,  percorria as matas em busca de seu filho desaparecido, abordando qualquer pessoa que ela visse e pedindo-lhes para que lhe desse qualquer notícia sobre o bebê. Ela logo ganhou uma reputação de ser louca, e por isso as pessoas começaram a manter uma certa distância dos bosques.

O lenhador nunca voltou para casa, e a mulher continuou a percorrer o bosque, procurando desesperadamente por seu filho perdido, até o dia em que ela morreu.

Diz a lenda que o fantasma dela ainda vaga pelos bosques nos dias de hoje, e se alguém é corajoso o suficiente para andar na floresta no primeiro dia de ano novo e gritar "Dama Negra, Dama Negra, eu roubei o seu bebê!" três vezes, a mulher deve aparecer para buscar de volta seu filho.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

19 de junho de 2013

Lug (Lugh)

۞ ADM Sleipnir



Uma divindade importante e popular na mitologia celta, Lug (ou Lugh) era o deus do sol e da luz, conhecido por sua bela aparência e habilidades em artes e ofícios. O patrono dos heróis, Lug aparece em muitas lendas irlandesas e galesas. seu nome significa "cintilante".

Lug era o filho de Cian e neto de Balor, o rei dos malignos Formorianos, uma raça de seres sobrenaturais violentos, que viviam na escuridão. Avisado por uma profecia de que seria morto por seu neto, Balor trancou sua filha Ethlinn em uma torre de cristal. Apesar de seus esforços, ela deu à luz um filho. Balor ordenou que a criança fosse afogada, mas uma sacerdotisa celta resgatou a criança e a educou. De acordo com algumas lendas, Lug foi educado pelo deus ferreiro Goibhniu, irmão de seu pai.

Quando Lug atingiu a puberdade, ele foi até Tara, o reino governado por Nuada, o rei dos Tuatha Dé Danaan ("Tribo de Dana"), com o intuito de oferecer seus serviços como um guerreiro e mestre em serviços de artesanato. Os Tuatha Dé Danaan eram uma outra raça de seres sobrenaturais, e inimigos jurados dos Formorianos. Gamal, o guardião dos portões de Tara, diz para Lug que apenas uma pessoa com uma habilidade especial será admitida no reino. Lug então enumera todas as grandes coisas que ele pode fazer, e a para cada uma delas o guarda diz: " Desculpe, nós já temos alguém aqui que pode fazer isso. " Finalmente Lug pergunta: " Ah, mas você tem alguém aqui que pode fazer tudo isso? ". No fim  Lug  tem sua entrada em  Tara permitida.

Lug logo se envolveu na guerra em curso entre os dois grupos. Além de obter armas mágicas dos deuses artesãos Goibhniu, Luchta e Creidhne, Lug também ajudou a organizar as campanhas militares dos Tuatha Dé Danaan.



Durante uma batalha, o Rei Nuada caiu sob o feitiço do mal olhado de Balor, que tinha o poder de destruir aqueles que olhavam para ele. Lug perfurou o olho de Balor com uma pedra mágica e o matou, cumprindo assim a profecia e derrotando os Formorianos também.

Lug tornou-se rei dos Tuatha De Danaan, e se casou com a mortal Dechtire, com quem teve um filho chamado Cú Chulain, que se tornou um grande herói. Em uma saga chamada Táin Bó Cúailnge (Ataque ao Gado de Cooley), Lug auxilia Cú Chulain durante uma batalha, vigiando sua propriedade enquanto ele descansa e se cura.

Posteriormente, os Tuatha De Danaan foram derrotados pelos Milesianos e recuaram para o subterrâneo e foram gradualmente transformados nas fadas do folclore celta. Enquanto isso, Lug se tornou um artesão das  fadas conhecido como Lugh Chromain, nome que mais tarde se transformou em leprechaun, o pequeno duende do folclore irlandês.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

18 de junho de 2013

Lotan

۞ ADM Sleipnir


Lotan (ou Lawtan) é considerado por muitos pesquisadores como o precursor de uma das maiores serpentes do mar de todos os tempos, o Leviatã bíblico, e sua lenda remonta a mais de 3000 anos A maioria dos estudiosos modernos concorda que depois que os israelitas conquistaram a região conhecida como Palestina, em cerca de 1000 a.C., eles incorporaram a lenda de Lotan em sua própria cultura, só que com um novo nome, Leviatã. 

Conhecido pelos cananeus semitas, os sumérios e no resto do mundo antigo sírio-palestina,  Lotan foi chamado de muitos nomes, incluindo "A Serpente Enrolada", "A Serpente Fugindo" e "O Poderoso de Sete Cabeças ", para citar alguns. De acordo com antigos mitos ugaríticos, o Lotan era o animal de estimação do deus Yaw. Yaw representa o caos e a destruição em massa com inundações, oceanos, e o inverno, e às vezes é também chamado Yam (mar) ou Nahar (rio). Segundo a lenda, o deus cananeu Baal matou esta serpente de sete cabeças colossal em uma batalha de proporções épicas.

Há alguns que acreditam que a referência feita as sete cabeças de Lotan também pode estar associada com o mito grego da Hidra. E um pequeno grupo de pesquisadores também acreditam que a lenda de Lotan pode ter se derivado de relatos de marinheiros antigos, que tiveram a infelicidade de encontrar uma lula gigante, enquanto navegavam pelas rotas comerciais do Mediterrâneo.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

17 de junho de 2013

Ekimmu

#ADM Sleipnir



O Ekimmu é um dos primeiros e mais antigos mitos sobre vampiros conhecido pelo homem, datado de 2000 - 3000 a.C. Os assírios da Mesopotâmia acreditavam que os Ekimmu ou Edimmu vieram a existir quando as pessoas morriam de forma prematura. Estas almas infelizes tiveram a sua entrada recusada no submundo, e isso os levou a se tornarem  violentos e mal humorados, daí o nome "ekimmu", que significa "aquele que foi arrebatado". Uma vez que não podem descançar, esses espíritos vingativos retornam para sugar a energia dos seres vivos. 

Crenças antigas

A classe dos que se transformam em um Ekimmu inclui aqueles que morreram de afogamento, desidratação, fome e prisão. Aqueles que tiveram um funeral impróprio também se tornariam um ekimmu. Campbell(1) afirmou que o espírito ekimmu "não pode encontrar nenhum descanso, enquanto seu corpo permanecer insepulto". Curran(2) afirmou que "aqueles que morreram sem nenhum parente ou alguém para cuidar de seus túmulos podem também tornar-se um ekimmu". 

Localização

Os Ekimmu habitam lugares áridos e desertos, e atacaram os viajantes que passam, ou juntam-se a eles, para depois torturá-los em suas casas. Campbell contradiz essa crença em que ele afirma: "O ekimmu que não conseguir encontrar descanso tentará se fixar em um ente querido ou um amigo e demanda ritos que lhe daria a paz". Ele também afirma que o ekimmu reside ao invés de uma casa, em lugares inabitáveis ​​ou desertos por não haver nenhum deus, encantos ou amuletos para mantê-los fora. 

Fisiologia e Psicologia

O ekimmu foram descritos pelos assírios como seres musculares e sólidos que poderiam se tornar invisíveis e transformar-se em figuras de fumaça, ventos malignos ou sombras. Conforme a lenda tornou-se mais conhecida, o folclore sobre as características do Ekimmu começou a assemelhar-se ao dos vampiros modernos. De acordo com Curran(2), o Ekimmu "iria juntar-se às suas vítimas e sugar a sua "energia" até que ela seja apenas uma casca do que já foi um dia".

Alu

Aqueles que tiveram uma morte violenta seriam uma outra forma de Ekimmu chamada Alu. Eles são descritos como seres emagrecidos com a pele branca, crostas nos lábios e que bebem sangue. Os alu apareceriam apenas a noite, rondando as vítimas encalhadas ou viajantes para se alimentar. Para os assírios, havia pouca proteção contra os alu. Práticas comuns utilizadas para afastá-los eram incêndios ou ofertas de carne sangrenta.

Babilônios, sumérios e assírios, todos temiam os ekimmu, e tomavam muito cuidado para evitá-los. Eles não viajavam sozinhos em determinados momentos e evitavam lugares inabitados. Eles ainda recitavam  orações antes de entrar em suas casas, para impedir o ekimmu de entrar. Só os sacerdotes, homens ou mágicos santos poderiam eliminá-los. 


(1) Thompson, Campbell R. The Devils and Evil Spirits of Babylonia. London: Kessinger, 2003.

(2) Curran, Bob. Vampires A Field Guide To The Creatures That Stalk The Night. US: Career Press, 2005.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

15 de junho de 2013

A Guerra de Tróia

۞ ADM Sleipnir



Guerra de Tróia foi um conflito lendário de dez anos em que guerreiros gregos sitiaram Tróia, uma cidade na costa noroeste da Ásia Menor. Homero, em seu grande épico, a Ilíada, descreve as atividades de deuses, deusas, heróis e humanos durante o último ano da guerra. Alguns estudiosos acreditam que a história da Guerra de Tróia pode ter sido baseada em memórias de acontecimentos históricos distantes, que se tornaram mitos com o passar do tempo.

De acordo com esses mitos, a Guerra de Tróia estava enraizada em vaidade e paixão. Um jovem chamado Paris, um dos filhos do rei Príamo de Tróia, foi solicitado a escolher a mais bela entre as três deusas: Afrodite, Atena e Hera. Cada deusa ofereceu a Paris um presente especial, caso ele as declarasse a mais bela. Paris escolheu Afrodite, que lhe havia prometido a mulher mais bonita do mundo.



Afrodite levou Paris até Esparta, na casa de um príncipe grego chamado Menelau. Helena, a esposa de Menelau, era considerada a mulher mais bonita do mundo. Paris se apaixonou por Helena e levou-a para Tróia. Após isso, Menelau pediu a seu irmão, o rei Agamenon para levar os príncipes e guerreiros da Grécia contra Tróia para resgatar Helena e punir os troianos.

Após alguns atrasos, os gregos chegaram até Troía. Eles cercaram a cidade, mas tiveram pouco progresso na guerra durante cerca de nove anos. A Ilíada retoma a história exatamente quando Agamenon insulta Aquiles, seu bravo guerreiro. Furioso com Agamenon, Aquiles se retirou do conflito e amaldiçoou seus camaradas gregos.



Enquanto isso, Heitor, outro filho de Príamo e  líder dos guerreiros troianos, liderou uma força para fora da cidade sitiada para atacar os gregos. Ele matou Pátroclo, que havia pego emprestado a armadura de seu amigo Aquiles. Cheio de dor e raiva, Aquiles retornou ao confronto e numa luta matou a Heitor. Em seguida, ele arrastou o corpo de Heitor atrás de seu carro, privando os troianos de realizarem um funeral apropriado. Este ato desonroso irritou os deuses, que convenceram Aquiles a devolver o corpo para a família de Heitor.

Paris matou Aquiles com uma flecha certeira em seu calcanhar, apenas para ser morto, por sua vez, por um arqueiro grego. Após a morte de Aquiles, os gregos reconheceram Odisseu como o seu melhor guerreiro. O valente Ajax, irritado por ter sido passado, tentou matar os outros líderes gregos e, finalmente, cometeu suicídio. Enquanto isso, o inteligente Odisseu veio com um plano para derrotar Tróia com malandragem ao invés da força direta. Ele instruiu os gregos a construírem um enorme cavalo de madeira e oco sobre rodas. Os soldados gregos se esconderam dentro do cavalo, que foi levado até os portões de Tróia. Os troianos acordaram e encontraram essa maravilha fora de suas portas, e trouxeram-no para  o centro da cidade. Naquela mesma noite, os soldados gregos desceram do cavalo e abriram os portões da cidade para que mais gregos entrassem. Então eles incendiaram Tróia, e mataram Príamo e sua família. O termo "cavalo de Tróia" é usado até hoje para se referir a algo que parece ser um presente inofensivo, mas traz perigo insuspeitado ou destruição dentro.

A Guerra de Tróia também forneceu material mitológico para os romanos, que traçaram sua ascendência até Enéias, um nobre troiano que escapou da destruição da cidade. Europeus medievais criaram novos poemas e lendas sobre a Guerra de Tróia, muitas vezes apresentando o ponto de vista Troiano. Uma lenda britânica, por exemplo, afirmou que a Grã-Bretanha tinha sido fundada por descendentes de Enéias e dos últimos Troianos.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

12 de junho de 2013

Píramo e Tisbe

۞ ADM Sleipnir



Píramo e Tisbe são dois personagens da mitologia romana, cuja história de amor dos amantes malfadados também é um romance sentimental. O conto é narrado por Ovídio em sua Metamorfose. O casal vivia na Babilônia. Eram jovens e vizinhos, e brincavam juntos diariamente desde crianças e se apaixonaram à medida que cresceram. Embora vizinhas, suas famílias eram hostis umas as outras, de modo que o amor entre Píramo e Tisbe permaneceu em segredo. 

Eles tinham um ponto de encontro especial em uma parede entre suas casas. Esta parede em particular, tinha uma cicatriz. Uma grande rachadura marcava sua suave superfície como um resultado de um tremor de terra de muito tempo atrás. Píramo e Tisbe comunicavam-se através desta rachadura, porque era arriscado para um ver ao outro. “Parede cruel”, diziam, “porque manténs dois amantes separados? Mas não seremos ingratos. Devemos-te, confessamos, o privilégio de transmitir palavras de amor a ouvidos desejosos de as escutar” - tais palavras eram proferidas pelo casal, que ao final da noite, tinham que se despedir, e beijavam as paredes, cada um no seu lado, pois não podiam se aproximar mais.




Um belo dia, eles estavam em seu ponto de encontro habitual, e a beleza do dia os fez lamentar ainda mais a sua situação. Eles choraram quando viram dois colibris sobrevoarem a parede juntos. De repente, eles chegaram à decisão de que eles não seriam impedidos de ficar juntos por mais tempo. Eles decidiram se encontrar naquela noite, fora dos portões da cidade sob um amoreira cheia de frutas brancas. Esta árvore especial cresceu perto de um riacho próximo ao cemitério local.


Tisbe, coberta por um véu, chegou primeiro ao local designado e esperou ansiosamente pela chegada de Píramo. De repente, uma leoa que acabra de matar sua presa, com suas mandíbulas cobertas de sangue, esgueirava-se afim de satisfazer sua sede no córrego. Tisbe, assustada com esta perturbação, correu para uma caverna nas proximidades. Na pressa, ela deixou cair o véu e a leoa pegou e rasgou-o com suas garras sangrentas

Enquanto isso, Píramo chegou ao ponto de encontro. Ao se aproximar da árvore, ele não pôde deixar de notar as grandes pegadas da leoa. Seu coração começou a bater mais rápido. Quando ele se aproximou do riacho, seus temores se confirmaram ao ver o véu de Tisbe, rasgado e manchado de sangue. Não conseguindo encontrar Tisbe e temendo que ela estivesse morta, Píramo foi incapaz de conter sua tristeza. Ele declara essas palavras: 

“Oh, rapariga infeliz”, disse, “fui a causa da tua morte! Tu, mais digna de viver do que eu, tombaste como primeira vítima. Seguir-te-ei. Eu sou o culpado causador ao te tentar a um lugar de tal perigo sem que aqui estivesse para te guardar. Vinde vós leões, vinde das rochas e rompei este corpo culpado com os vossos dentes."


Em um ato de desespero ele sacou a espada e a enterrou em seu peito. Quando ele tirou a espada de seu peito, o sangue pulverizou os frutos brancos da árvore, transformando-os numa cor roxa escura.


Enquanto isso, Tisbe, recuperada de seu susto, voltou para o ponto de encontro com cautela, e ansiosa para contar ao amado sobre o perigo que passara. Ao chegar no local, viu os frutos da amoreira com uma tonalidade escura, e duvidou que estivesse no mesmo lugar, porém, ela logo encontra o corpo de Píramo estirado no chão. Reconhecendo-o, Tisbe agarra o corpo desfalecido do amado e entre beijos e lágrimas diz:


“Oh, Píramo! o que fez isto? Responde-me Píramo. É a tua Tisbe que fala. Ouve-me querido e levanta essa cabeça caída!”


Píramo abre os olhos mas os fecha em seguida, falecendo de vez. Atormentada e com uma agonia incontrolável, ela pegou sua espada e disse: 

“A tua própria mão te matou e por minha causa. Também eu posso ser corajosa por uma vez e o meu amor é tão forte como o teu. Seguir-te-ei na morte pois eu fui a causa; e a morte, a única coisa que nos pôde separar, não me impedirá de juntar a ti. E vós, pais infelizes de nós os dois, não nos negueis o nosso pedido unido. Assim como o amor e a morte nos uniram, que um só túmulo nos contenha. Quanto a ti, árvore, mantém as marcas do massacre. Que as tuas bagas sirvam de memorial ao nosso sangue.”


Ao terminar de dizer essas palavras, Tisbe enterrou a espada em seu peito, partindo ao encontro de seu amado. Os pais do casal atenderam ao seu último desejo e os deuses também. Os dois corpos foram enterrados no mesmo sepulcro e a amoreira desde então produz frutos da cor púrpura.





Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!

11 de junho de 2013

Odisseu (Ulisses)

#ADM Berserker




Odisseu ou Ulisses foi, nas mitologias grega e romana, um personagem da Ilíada e da Odisseia, de Homero. É o personagem principal dessa última obra, e uma figura à parte na narrativa da Guerra de Troia.

Ele era o Rei de Ítaca, casado com Penélope, com quem teve um filho chamado Telêmaco, foi apaixonado por sua cunhada Helena, esposa de Menelau. Idealizador do “Cavalo de Tróia” foi responsável pela entrada do exército grego, garantindo o sucesso da batalha.

Na viagem de volta, Odisseu e sua tripulação enfrentaram tempestades terríveis. Desembarcaram na terra dos Cícones na Trácia, de onde foram expulsos. Enfrentou ventanias até que os seus navios foram parar numa terra de comedores de lótus (Lotófagos), e teve que arrancar à força sua tripulação de lá, porque todos ficaram viciados na flor, que causava esquecimento e falta de vontade de voltar ao mar.

Algum tempo depois, eles chegaram à Ilha paradisíaca dos Ciclopes. Um lugar encantado, reinado pelo ciclope Polifemo, filho de Poseidon (Deus do Mar), que após abrigá-los em uma linda gruta, devorou alguns de seus tripulantes.

Odisseu então, estrategista que era, como se nada tivesse acontecido, embebedou Polifemo, que após cair no sono, teve seu único olho furado. No dia seguinte, cego, ele tirou a pedra da porta da gruta e não pôde ver quando os homens saíram escondidos junto com os animais que ali estavam. Enquanto isso, Poseidon, pai de Polifemo jurou sua ira por Odisseu ter furado o olho de seu filho.


Odisseu cega Polifemo
Quando os navios aportaram na Ilha de Éolo (Deus dos Ventos), eles ganharam de presente um odre que continha poderosos ventos. Uma suave brisa soprou arremessando-os no sentido de Ítaca, mas os tripulantes do navio, curiosos, achando que o odre poderia conter riquezas, abriram-no libertando os ventos furiosos que os empurraram de volta para a ilha de Éolo. Desta vez, o Deus dos Ventos, recusou-se a ajudá-los. Sendo assim, com muito sacrifício, seguiram novamente viagem, até que foram parar numa terra de gigantes antropófagos “Lestrigões” que logo de cara devoraram seu mensageiro e atiraram pedras contra eles. Deste ataque, somente se salvou o navio de Odisseu, que escapou em alta velocidade indo parar na Ilha de Eéia, onde vivia a feiticeira Circe, filha de Hélios (Deus Sol).

Parte da tripulação de Odisseu desembarcou e foi recebida com comida e bebida encantadas por uma poção que os transformaram em porcos, indo parar no chiqueiro. Um deles escapou e foi avisar Odisseu, que prontamente se dirigia ao castelo para salvá-los, quando encontrou Hérmes (protetor dos viajantes), que lhe ofereceu uma planta que continha o antídoto contra os feitiços da bruxa e o aconselhou a ameaçá-la com firmeza.

Quando Circe viu que seu encanto não estava mais fazendo efeito, ameaçada pela espada de Odisseu, ela desfez o encanto e ainda hospedou a todos, chegando a ter um romance com Odisseu, onde nasceu um filho chamado Telégono.

Odisseu havia perdido a direção de Ítaca, mas mesmo assim resolveu partir. Circe o aconselhou a passar antes no Tártaro e consultar a sombra do adivinho Tirésias. Chegando lá, ele encontrou várias outras sombras de heróis e heroínas mortos, que o alertaram para uma volta atribulada ressaltando que não deveriam em hipótese alguma, comer nenhuma rês do rebanho de Hélios.



No caminho, eles enfrentaram o assédio das sereias, escapando porque conseguiram tapar os ouvidos; passaram pelo gigantesco rodamoinho “Caríbdis”; por um monstro de várias cabeças chamado “Cila” quando finalmente chegaram à Trinácia, onde o deus Hélio guardava seus rebanhos.

Quando Odisseu adormeceu, seus homens que estavam famintos desobedeceram e mataram algumas vacas para comer. Hélio ficou furioso e queixou-se com Zeus, que por castigo, destruiu toda a embarcação em alto mar e os homens da tripulação, poupando apenas Odisseu, pois foi o único que não havia tocado nos animais. Mesmo assim, ele ainda ficou durante nove dias agarrado a um pedaço de madeira da embarcação, boiando, até chegar à Ilha de Ogígia, lar da ninfa Calipso, que o acolheu. Acabaram se apaixonando e ele permaneceu por lá, durante muitos anos onde teve mais filhos.



Odisseu e Calipso
Enquanto isso, em Ítaca, sem notícias, sua esposa o esperava fielmente. Todos achavam que ele havia morrido e os homens começaram a cortejar Penélope, chegando a plantar-se no castelo enquanto ela não se decidisse por algum deles. Ela estava sendo pressionada e ganhava tempo dizendo que só se casaria após terminar de tecer uma manta (atrasando o trabalho de propósito). Telêmaco preocupado decidiu sair em busca do pai em alto mar.

Zeus ordenou a Calipso que deixasse Odisseu retornar. Numa humilde jangada, enfrentando as tempestades provocadas pela ira de Posídon, ele chegou quase morto a outra ilha encantada chamada Esquéria, onde seus habitantes feácios, eram evoluídos e se comunicavam diretamente com os deuses. A princesa Nausicaa, encontrou o herói nu e desacordado na praia e com o auxílio de seu pai, o Rei Alcinoo, cuidou dele e deram-lhe presentes, prometendo que o ajudariam a voltar pra casa.

Com a ajuda dos marinheiros de lá, conseguiu chegar até Ítaca. Não foi atingido, quando Poseidon irado, castigou-os por tê-lo ajudado, transformando o navio em pedra e escondendo a ilha atrás de montanhas para que nunca mais fosse encontrada por ninguém.



Ao pisar em Ítaca, Atenas disfarçou Odisseu como um mendigo, para que os pretendentes de sua esposa não pudessem reconhecê-lo. Ele foi procurar o porqueiro chefe, que sempre foi seu escudeiro fiel. Sem saber que se tratava do antigo patrão, o porqueiro contou em detalhes tudo o que estava acontecendo por lá e o hospedou. Enquanto estava na casa do porqueiro, Odisseu reencontrou Telêmaco que voltava de sua busca. Contou ao filho que estava disfarçado e os dois juntos começaram a arquitetar um plano para se livrarem dos pretendentes de Penélope.

Telêmaco, sem dizer nada a ninguém, levou o “Mendigo” para o castelo e exigiu que ele fosse tratado como um hóspede. Ninguém o reconheceu, a não ser sua ama Euricléia, que o conhecia desde criança. A serva prometeu segredo.

No dia seguinte, Odisseu na presença de Penélope, sem ser reconhecido, confidenciou que o marido dela estava vivo e tentava voltar para Ítaca. Penélope revelou a ele, que não aguentava mais a pressão de ter que se casar e que no dia seguinte, faria um concurso para escolher um dos seus pretendentes como marido. Seria vencedor aquele que conseguisse atirar uma flecha com o arco de Odisseu, que deveria atravessar o orifício de doze machados enfileirados no chão.

No dia seguinte, nenhum dos pretendentes conseguiu lançar a flecha. Foi quando o “mendigo” sob as gargalhadas de reprovação dos pretendentes pediu que lhe fosse permitido participar da prova.

Autorizado e sem nenhum esforço, Odisseu lançou a flecha certeira em direção aos machados. Em seguida, com Telêmaco e seus servos fiéis, matou todos os pretendentes e os empregados traidores, assumindo sua verdadeira identidade. Em seguida, enfrentaram mais uma batalha contra os amigos dos pretendentes mortos que queriam se vingar. Desta vez, Atenas e Zeus os defenderam.

Odisseu e Penélope se reencontraram novamente e continuaram reinando Ítaca em paz.



Obrigado por sua visita! Se gostou da leitura, por favor deixe um comentário. Compartilhe nossas postagens nas redes sociais!
Ruby