20 de setembro de 2017

Kyōrinrin

۞ ADM Sleipnir


Kyōrinrin (em japonês: 経凛々ou きょうりんりん, "Sutra inspirador") é um yokai ilustrado por Toriyama Sekien no livro  Gazu Hyakki Tsurezure Bukuro ("A bolsa ilustrada dos cem demônios aleatórios" ou " Uma horda de utensílios assombrados"), o 4º de sua famosa série.

Ele é um tipo de tsukumogami (付喪神 - "espírito artefato") formado a partir de livros, escrituras e pergaminhos antigos que foram negligenciados pelos seus donos e foram deixados largados em algum local por bastante tempo. Comprimidos pela sabedoria dos séculos, eles se juntam e transformam em um espírito cuja a aparência se assemelha a um dragão.


Kyōrinrin é muitas vezes enfeitado, como os pergaminhos que compõem o seu corpo. Ele se decora com os volumes mais enfeitados, usando-os como um quimono e usa rolos com borlas para enfeitar sua cabeça. Desenvolve um bico em forma de pássaro e braços longos e extensíveis, os quais usa para atacar os proprietários ignorantes que deixam esses tesouros e conhecimento inestimáveis caírem em desuso.

Arte de Matthew Meyer

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18 de setembro de 2017

Lâmpades

۞ ADM Sleipnir


Lâmpades (do grego Λαμπάδες, em latim: nymphae avernales, "Ninfas Infernais") são ninfas do submundo de acordo com a mitologia grega. 

Companheiras de Hécate, a deusa titânide grega da feitiçaria e encruzilhada, elas foram um presente de Zeus para Hécate por sua lealdade a ele durante a TitanomaquiaElas carregam tochas e acompanham Hécate nas suas viagens e aparições noturnas. Alguns diziam que suas tochas tinham o poder de levar uma pessoa à loucura.

As Lâmpades eram as contrapartes divinas dos celebrantes de Elêusis que carregavam tochas durante os ritos noturnos dos mistérios de Deméter.


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15 de setembro de 2017

Adlet

۞ ADM Sleipnir

Adlet (ou Erqigdlet) são uma raça de canídeos com características humanoides pertencentes a mitologia inuíte. Segundo o mito, eles eram o fruto do acasalamento entre Niviarsiang, uma jovem inuíte, e Ijirqang, um cão vermelho que era capaz de se transformar em um ser humano.

De acordo com o mito inuíte, Niviarsiang já havia recusado muitos pretendentes, e seu pai Savirqong, já sem paciência, lhe disse que se nenhum homem era suficientemente bom para ela, ela poderia muito bem casar-se com um cão. No dia seguinte, um novo pretendente, Ijirqang, bateu a sua porta, usando um amuleto em formato de garras de cão. Desta vez, Niviarsiang não recusou seu pretendente, e os dois foram morar em uma ilha próxima. Após um tempo, Niviarsiang começou a suspeitar que Ijirqang era na verdade um cão que podia assumir a forma humana, mas suas suspeitas só vieram a se confirmar quando ela deu a luz a uma ninhada de cinco filhotes de cachorro e cinco bebês humanos.




Em uma versão da lenda, os cinco filhos totalmente caninos foram abandonados em um barco a deriva no mar, e vieram a se tornar os ancestrais dos povos brancos europeus. Já os cinco bebês humanos permaneceram com a mãe, e com o tempo se transformaram em Adlets, tornando-se viciosos guerreiros canibais.

Numa segunda versão deste mito, Ijirqang nadava até a casa do pai de sua esposa todos os dias para ser alimentado, uma vez que em sua forma de cão, ele era incapaz de caçar. Após um tempo, o pai  da jovem se cansou de alimentar a família de sua filha, por isso ele colocou pedras no saco junto da carne que ele deu a Ijirqang. Com o peso da bolsa, Ijirqang não conseguiu ir muito longe, morrendo após afundar no mar e se afogar. Niviarsiang tomou conhecimento do fim que levou seu marido, e assim que seu pai veio visitá-la, ela enviou seus filhos cães sobre ele, e eles o mataram. Sem marido e agora sem seu pai, Niviarsiang não tinha mais meios de manter a si mesma e seus dez filhos, então decidiu deixar seus filhos entregues à própria sorte. Ela transformou suas botas em barcos e colocou seus dez filhos neles, despachando-os ao mar. Apesar disso, eles sobreviveram, e de acordo com a crença inuíte, eles vieram a se tornar os ancestrais dos povos nativos americanos e também dos povos brancos.


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14 de setembro de 2017

5 Anos de Blog!

۞ ADM Sleipnir


Olá pessoal! Hoje completamos 5 anos de Portal dos Mitos. Tenho me esforçado bastante para manter o blog sempre atualizado, e tentando trazer o melhor conteúdo possível. Agradeço a todos que nos acompanham por aqui, pela página ou pelo nosso canal no Youtube, que no momento encontra-se paralisado por falta de tempo para me dedicar a ele.

Deixo um agradecimento especial a vocês que comentam as postagens. Eu gosto muito quando vejo uma publicação nossa recebe um feedback de vocês, seja positivo ou negativo, pois me mostra onde estou acertando e onde estou errando no que faço aqui no blog.

Obrigado a todos vocês! Que venham mais 5 anos!!

Rodrigo Viany (Sleipnir)


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13 de setembro de 2017

Popobawa

۞ ADM Sleipnir


Popobawa (ou também Popo Bawa, literalmente "asa de morcego" em suaíli) é um espírito maligno presente na mitologia e na crença popular da África Oriental. Ele é geralmente representado como uma criatura semelhante a um enorme morcego, de pele vermelha e com apenas um olho na face, porém ele é um ser metamorfo capaz de assumir formas humanas ou animais, e também capaz de metamorfosear rapidamente de uma forma para a outra. Às vezes ele combina formas humanas e animais, assemelhando-se a bestas dos tipos mais exóticos.

O Popobawa é dito ser uma criatura de hábitos noturnos, cuja presença pode ser identificada por um forte odor de enxofre. Ele ataca indiscriminadamente homens, mulheres e crianças, podendo atacar todos os membros de uma família, antes de passar para outra casa na vizinhança. Seus ataques podem ser apenas físicos ou acompanhados de fenômenos poltergeist. Um dos comportamentos mais perturbadores e temidos associados ao Popobawa é o estupro/sodomia das suas vítimas.



Durante um alegado ataque de um Popobawa, muitas pessoas tentam se proteger passando a noite acordados fora de suas casas, muitas vezes reunidos em torno de uma fogueira com outros membros da família e vizinhos. 

Os primeiros avistamentos atribuídos ao Popobawa foram relatados em Pemba, Zanzibar, no ano de 1965 e o último ocorreu em Dar es Salaam, Tanzânia, em 2007. Os relatos de ataques costumam aumentar com o ciclo eleitoral em Zanzibar, embora as vítimas argumentem que o Popobawa é apolítico. Uma explicação apresentada para a conexão do Popobawa com o ciclo eleitoral é a afirmação de que o Popobawa é o fantasma vingativo do ex-presidente Abeid Karume, assassinado em 1972, ou então é um demônio invocado pelo partido político Chama Cha Mapinduzi.


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11 de setembro de 2017

Namtar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matias Cabezas, para o card game Mitos Y Leyendas

Namtar
(também Namtaru, ou Namtara, ''destino"), era uma divindade menor do submundo na mitologia mesopotâmica, conhecido como o portador das doenças e pestilências. Ele era filho dos deuses Enlil e Ereshkigal, sendo gerado durante o período em que Enlil esteve nos domínios da deusa, pela punição por ter violado a deusa Ninlil.

Ao crescer, Namtar tornou-se um vizir de Ereshkigal, e atuava como seu mensageiro. Ele comandava sessenta doenças na forma de espíritos malígnos que podiam penetrar em diferentes partes do corpo humano. Ao lado de Nergal (sob a forma do deus Erra), Namtar era considerado o causador de todas as doenças do mundo.

Em certa ocasião Enlil quis destruir a humanidade por causa do barulho que produziam em suas cidades. Então mandou Namtar à Terra para que espalhasse uma terrível praga, mas ao chegar, Namtar foi surpreendido pelas inumeráveis oferendas que os homens lhe prestavam, e por isso não teve coragem de destruir a humanidade.

Namtar tinha uma consorte, a deusa Hushbishag, que guardava o registro do tempo de morte dos indivíduos.

Arte de Namtar no mobile game Tower of Saviors

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8 de setembro de 2017

Tir

۞ ADM Sleipnir

Arte de Andranik Asatryan
Tir (ou Tiur, em armênio: Տիր) era o deus da linguagem escrita, da aprendizagem, da retórica, da sabedoria e das artes, adorado na antiga Armênia.

Ele era o filho de Hayk ( lendário patriarca e fundador da nação armênia) e considerado mensageiro do deus supremo Aramazd. Era também um adivinho, explicava sonhos, registrava as boas e más ações dos homens e também guiava as almas para o mundo inferior. Tir passava um mês do ano documentando os nascimentos e mortes de pessoas em seu diário, e durante os outros onze meses, ele se dedicava a dar inspiração a escritores, poetas, músicos, escultores e arquitetos.

O templo de Tir era localizado perto da cidade de Artaxata. O 4º mês do antigo calendário armênio foi nomeado após Tir; "Tre" ou "Tri". Também levam o nome a montanha Tirinkatar, a cidade Tirakatar, as aldeias Tre e Tirarich, e alguns nomes armênios como Tiran, Tirots e Tiridates. No período helenístico, os armênios consideravam Tir como os deuses gregos Apolo e Hermes.


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6 de setembro de 2017

Amaethon

۞ ADM Sleipnir



Amaethon (ou Amathaon, "lavrador", "lavrador divino" ou "grande lavrador" em galês), era um deus galês da agricultura, associado com animais selvagens e a fecundidade da terra.

Ele era filho de Don, a grande deusa mãe galesa (equivalente a celta Danu), e seus principais irmãos eram Gofannon, o deus dos ferreiros, Gwydion, o deus da magia e Arianrhod, a deusa lunar. Os filhos de Don eram conhecidos como os "filhos da luz" e constantemente estavam em guerra com o deus do mar Llyr e seus filhos, que eram conhecidos como os "filhos da escuridão".

O mito mais famoso sobre Amaethon diz respeito a uma ave, um cão sagrado e um cabrito branco que ele roubou de Arawn, um dos reis do submundo, usando sua magia. Amaethon era capaz de entrar e sair do submundo sem ser prejudicado ou alterado de alguma maneira.

O roubo desses animais deu início a uma batalha entre Arawn e Amaethon, que foi ajudado por Gwydion. Esta batalha foi chamada de "Batalha das Árvores" (Cad Goddeu), porque Gwydion usou sua magia para transformar árvores em guerreiros durante o conflito, e isso lhes permitiu derrotar Arawn e seu exército.




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4 de setembro de 2017

Carcinos

۞ ADM Sleipnir



Carcinos (grego: καρκῐ́νος, Karkinos) é um caranguejo gigante pertencente à mitologia grega. Durante o segundo trabalho de Héracles (matar a Hidra de Lerna), a deusa Hera enviou Carcinos na tentativa de distrair o herói e, assim, dar à Hidra de Lerna a vantagem. Carcinos no entanto, não foi páreo para Héracles, que com apenas um pisão abriu sua casca e o matou.

Como uma recompensa por dar sua vida seguindo as ordens de Hera, a deusa colocou Carcinos entre os céus como a constelação de Câncer, que tem como vizinha a constelação de Hidra.


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1 de setembro de 2017

Ghatanothoa

۞ ADM Sleipnir


Arte de Borja Pindado
Ghatanothoa (O Deus das Trevas) é uma deidade fictícia presente nos Mitos de Cthullu, aparecendo pela primeira vez na curta história Out Of The Aeons" (1935) de H. P. Lovecraft e Hazel Heald

Ghatanothoa é um dos Grandes Antigos e o primogênito de Cthulhu gerado por Idh-yaa no planeta Xoth. É uma monstruosidade enorme e amorfa, cuja aparência é tão hedionda que qualquer pessoa que olhe para ela (ou mesmo para uma réplica perfeita) é petrificada, transformando-se em uma múmia viva. A vítima é permanentemente imobilizada, o corpo assume a consistência do couro e o cérebro, preservado indefinidamente, ainda continua plenamente consciente. Somente a destruição do cérebro do sujeito pode liberá-lo de sua prisão infernal, embora o infeliz provavelmente seja acometido por uma incurável insanidade muito antes disso.

Ghatanothoa foi trazido do planeta Yuggoth para a Terra por uma antiga raça alienígena, possivelmente os Mi-go, que construíram uma fortaleza colossal sobre o monte Yaddith-Gho (localizado no continente afundado de Mu) e selaram Ghatanothoa dentro da montanha sob um grande alçapão. Ghatanothoa era adorado pelos antigos muvianos, que tanto o temiam quanto o respeitavam por causa de sua capacidade de transformar qualquer ser humano que olhasse para ele em múmias vivas e pensantes.

Arte de João Bosco

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Ruby