18 de agosto de 2017

Zmeu

۞ ADM Sleipnir



O Zmeu (plural: Zmei, feminino: Zmeoaice) é um ser draconiano encontrado no folclore romeno e muitas vezes comparado a outras criaturas sobrenaturais, como o Balaur, um tipo de dragão e o Varcolac, um lobisomem. Algumas traduções inglesas se referem aos zmei como ogros ou gigantes. Devido à semelhança dos nomes, o Zmeu se assemelha aos dragões eslavos, Zmej na sua capacidade de voar e expirar fogo. 

Em muitas das histórias romenas e búlgaras, o Zmeu é um ser feroz conhecido por sua astúcia, inteligência e perigosos níveis destrutivos de ganância e egoísmo. Algumas das histórias contam que ele aparece no céu como um dragão, voando e expirando fogo. Outras histórias fazem menção ao Zmeu com uma pedra preciosa mágica em sua cabeça, que brilha tanto quanto o sol. Além de sua tremenda força sobrenatural, o Zmeu também é capaz de grandes proezas mágicas que lhe permitem até mesmo roubar o sol e a lua do céu.

As histórias também contam que os Zmei podem assumir formas humanas ou se transformar em vários animais diferentes. A forma natural de um Zmeu é a de um dragão, especificamente um homem dragão antropomorfizado. Na Moldávia, conta-se que ele assume a forma de uma chama para adentrar o quarto de uma jovem mulher ou de uma viúva. Uma vez no quarto, a chama torna-se um homem que seduz a mulher.


Como muitos dragões no folclore europeu, o Zmeu gosta particularmente de lindas e jovens donzelas, a quem sequestra e leva para seu reino no outro mundo. E também como em grande parte do folclore europeu, a donzela é muitas vezes resgatada por um valente príncipe ou cavaleiro errante que consegue derrotar o Zmeu.

Muitas histórias romenas representam os Zmei como as forças destrutivas da ganância e do egoísmo encarnadas. O Zmeu vai roubar algo de imenso valor e apenas um jovem herói, geralmente o filho mais novo de um rei (Făt-Frumos) pode recuperar esse objeto valioso através de seus atos de bravura. Muitas vezes, o Zmeu vive em um reino de outro mundo (Celalalt Tarâm) para onde o jovem herói deve viajar para lutar contra o Zmeu.

Arte de Ciprian Tapu 
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16 de agosto de 2017

Tako-nyūdō

۞ ADM Sleipnir

Arte de Matthew Meyer
Tako-nyūdō (jap: 蛸入道, "sacerdote polvo"também chamado tako-bozu) é um yokai do folclore japonês que habita o Mar do Japão, particularmente próximo a Prefeitura de Shimane. Ele é descrito como um polvo com uma vaga aparência humanóide. Sua cabeça é bulbosa semelhante a um polvo, com o rosto de um homem velho e barbudo. Ele possui oito tentáculos e veste roupas humanas. Seu visual lembra bastante um sacerdote velho e calvo, daí o seu nome.


Pouco se sabe sobre o comportamento natural deste yokai. Um famoso pergaminho chamado Bakemono Emaki, pintado em 1666 por Kanō Munenobu, descreve um Tako-nyūdō segurando um peixe acima da cabeça de uma Unagi-hime, uma espécie de yokai enguia. Ele parece querer provocá-la ou talvez seduzi-la, porém nenhuma descrição ou história acompanha a pintura. 

Na prefeitura de Shimane, Tako-nyūdōs são temidos por pescadores que vivem ao longo do Mar do Japão. Conta-se que eles atacam barcos, tirando pescadores deles e arrastando-os para baixo sob as ondas.

Arte de Peyeyo

fonte:
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14 de agosto de 2017

Ai Apaec

۞ ADM Sleipnir


Arte de Traci Shepard
Ai Apaec (do mochica Aiapæc, literalmente "Aquele que faz algo"), também chamado de "O Carrasco" ou "O Decapitador", foi a principal deidade da civilização Moche, um povo que dominou a costa norte do Peru mil anos antes da civilização Inca. Ele era adorado como um deus criador e protetor, além do provedor de água, alimentos e triunfos militares.

Ele é frequentemente representado como uma aranha com oito pernas e uma face antropomórfica com presas de jaguar e ás vezes com duas ou mais cobras brotando de sua cabeça, semelhante a medusa grega. Em suas mãos ele traz uma lâmina e uma cabeça decepada, símbolo dos sacrifícios humanos que eram realizados em sua honra. 


Os sacrifícios, muitas vezes prisioneiros tomados pelos moches após batalhas contra tribos vizinhas, tinham suas cabeças decepadas e colocadas nos altares dos templos dedicados ao deus. Esse método de sacrifício lhe fez receber o apelido de "O Carrasco" ou "O Decapitator" de arqueólogos modernos.

Na cultura popular

Ai Apaec figura no Universo Marvel como um vilão. Ele é representado como um ser com o torso de um homem com cabelos de serpente e grandes presas e a parte inferior do corpo de uma enorme aranha. Recrutado por Norman Osborn, ele recebe um soro especial que o transforma em uma versão de seis braços do Homem-Aranha. Nesta forma, ele é um membro da segunda versão de Osborne dos Vingadores Sombrios. Ele apareceu pela primeira vez na revista Osborn # 1 (2011). Ele também faz uma aparição durante a saga Ilha-Aranha.

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11 de agosto de 2017

Seshat

۞ ADM Sleipnir

Arte de Mettalic-Feather
Seshat ("Aquela que Escreve", também chamada Sesha, Sesheta ou Safekh-Aubi) era uma deusa egípcia associada à leitura, escrita, aritmética e arquitetura, e vista como o aspecto feminino de Thoth, como sua filha e/ou sua esposa. Ela e Thoth tiveram um filho chamado Hornub, também conhecido como "Hórus dourado"

Seshat era a escriba do faraó, e registrava todas as suas conquistas e triunfos, incluindo seu espólio e até mesmo o número de cativos capturados em batalha. Acreditava-se também que ela registrava as ações de todas as pessoas sobre as folhas da Árvore da Vida, Persea.


Ela era conhecida pelo epíteto de "Senhora da Casa dos Livros", porque ela cuidava da biblioteca dos deuses e era a protetora de todas as bibliotecas terrenas. Ela também foi a protetora de todas as formas de escrita, incluindo contabilidade, auditoria e a tomada de censo. De acordo com um mito, Seshat inventou a escrita, mas foi seu marido Thoth que ensinou os humanos a escrever. É interessante notar que ela é a única personagem feminina na mitologia egípcia que foi realmente retratada escrevendo. Um número de outras mulheres foram retratadas segurando a paleta e o pincel dos escribas, indicando que poderiam escrever, mas não se ocuparam realmente na escrita.

Seshat também recebeu o epíteto de "Senhora da Casa dos Arquitetos" e, pelo menos até a Segunda Dinastia, ela foi associada a um ritual conhecido como pedj shes (literalmente "esticar a corda"), que era realizado durante a colocação do fundamento de edifícios de pedra. A "corda" refere-se à corda utilizada para medir as dimensões do edifício. Ocasionalmente, Seshat era associada com a deusa Néftis. Por exemplo, nos Textos das Pirâmides, Seshat recebe o epíteto de "A Senhora da Casa" (nbt-hwt, Néftis), enquanto Néftis é descrita como "Seshat, A mais importante dos construtores".

Até hoje, nenhum templo dedicado especificamente a ela foi localizado, e não existe nenhuma prova documental de que tenha existido algum. No entanto, sua imagem foi retratada em inúmeros templos dedicados a outras divindades, e sabe-se que ela possuía seus próprios sacerdotes,  porque o príncipe Wep-em-nefret (dinastia IV) foi descrito como "Supervisor dos Escribas Reais" e "Sacerdote de Seshat". No entanto, parece que, conforme Thoth cresceu em importância, ele absorveu seus papéis e seu sacerdócio.

Arte de MadFretsy (Giorgia)
Seshat é descrita como uma mulher usando um vestido de pele de leopardo (a mesma roupa usada pelos sacerdotes egípcios nos ritos funerários) e um cocar composto por uma flor ou estrela de sete pontas no topo de um par de chifres invertidos. Ela era ocasionalmente chamada de Safekh-Aubi (ou Safekh-Abwy que significa "A de dois chifres") por causa deste cocar, embora também seja sugerido que Safekh-Aubi era na verdade uma deusa independente (e bastante obscura por sinal). 

No entanto, outros sugeriram que os chifres eram originalmente uma lua crescente, representando seu marido (ou alter ego) Thoth. Finalmente, às vezes é sugerido que os "chifres", na verdade, representam um arco. Infelizmente não existe nenhuma evidência clara para confirmar qual visão está correta.



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9 de agosto de 2017

Decarabia

۞ ADM Sleipnir



Decarabia (ou Carabia) é, de acordo com a demonologia, um marquês do inferno e possui trinta legiões de demônios sob o seu comando. De acordo com a Goetia, ele é o 69° dentre os 72 espíritos de Salomão. Quando convocado, aparece inicialmente na forma de uma estrela em um pentagrama. Depois, caso seja solicitado pelo invocador, ele assume feições humanas.


Decarabia conhece todas as virtudes de plantas aromáticas e pedras preciosas, e pode transformar-se em qualquer tipo de pássaro, voando e cantando perante o seu invocador. Em forma de pássaro, ele pode atuar como um espírito familiar.


Selo de Decarabia
Cultura popular

Assim como outros espíritos goetianos, Decarabia aparece nas franquia de jogos Shin Megami Tensei. Ele também no jogos Castlevania: Dawn of Sorrow e Castlevania: Order of Ecclesia  onde é retratado como um monstro anfíbio na forma de uma estrela do mar. 

No anime Shakugan no Shana, Decarabia aparece como uma serpente de mar que comanda o exército de Tomogara.

Decarabia em Shakugan no Shana

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7 de agosto de 2017

Calanget

۞ ADM Sleipnir



Calanget (também chamado de Caranget ou Carango) são pequenos seres semelhantes a anões pertencentes ao folclore filipino, e considerados "os verdadeiros donos da terra" por algumas tribos étnicas filipinas. Eles são ditos habitarem em pequenos montes de terra localizados em campos ou bosques. Escavar tais montes é um péssima ideia, pois os Calanget irão causar prejuízos a qualquer um que ousar perturbar seu lar.


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4 de agosto de 2017

Abundantia

۞ ADM Sleipnir


Abundantia (ou Abundita) era na mitologia romana a deusa que personificava a fartura e a prosperidade. Ela estava entre as formas de materialização das virtudes na propaganda religiosa que fazia do imperador o procurador das condições da "era dourada". A Abundância está presente na arte, no culto, e na literatura, mas tem pouca importância na mitologia como tal. Ela pode ter sobrevivido de alguma maneira na Gália romana e na França medieval.

Na arte ocidental, Abundantia é frequentemente retratada segurando a cornucópia e feixes de milho ou de trigo.

O poeta romano Ovídio atribui à Abundantia um papel no mito de Aqueloo, o deus-rio, que teve um de seus chifres arrancado da testa por Hércules. O chifre foi recuperado pelas náiades e se transformou na cornucópia, que foi após concedido a Abundantia. (Outros mitos etiológicos fornecem diferentes explicações para a origem da cornucópia.) Nas moedas do reinado de Nero, ela foi associada com Ceres e equiparada a Annona, que personificava o abastecimento de grãos. Assim como Annona, Abundantia era uma "virtude em ação" em locais como o porto, onde os cereais chegavam para a cidade.


A Abundância é representada, no contexto da iconografia mitraica, em um vaso de Lezoux, na província romana da Gália Aquitânia, onde apresenta a descrição mais completa da tauroctonia, ou seja, a representação do sacrifício ritual do touro sagrado por Mitra, que foi central para a religião. Abundantia está sentada e segura uma cornucópia como uma representação da "abundância decorrente do ato de Mitras."

Foi sugerido que a deusa gaulesa Rosmerta teria uma equivalência funcional com Abundantia, mas as duas nunca foram diretamente identificadas em inscrições. William de Auvergne (morto em 1249), bispo de Paris, menciona uma Domina Abundia ("Senhora Abundia"), que também aparece no Romance da Rosa como Dame Habonde. O bispo deriva seu nome de abundantia, mas ele pode ter cometido um engano. À noite, os dominae entravam nas casas onde oferendas eram feitas a eles. Eles comiam e bebiam em vasos, mas os conteúdos não diminuíam. Caso eles ficassem satisfeitos, eles traziam prosperidade e fertilidade. William considerou essas práticas como uma forma de idolatria. Os folcloristas do século XIX viam essas figuras como fadas celtas.

Nicolau de Cusa relata que em suas viagens pelos Alpes em 1457, conheceu duas velhas senhoras que lhe disseram que estavam a serviço de Domina Abundia. Elas foram consideradas apóstatas cristãs, e foram presas acusadas de bruxaria. Nicolau percebeu que elas foram enganadas pelo diabo, e que deveriam receber uma penitência em vez de serem queimadas vivas.
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2 de agosto de 2017

Ame-onna

۞ ADM Sleipnir


Ame-onna (jap: 雨女, "Mulher da chuva", ás vezes chamada Ame-onba) é uma espécie de yokai do folclore japonês, que de acordo com as lendas, costuma aparecer em dias e noites chuvosas. Alguns contam que se trata do espírito de uma mulher que perdeu seu filho em uma noite de chuva. Outros contam que é o espírito de uma mulher que sequestra bebês recém-nascidos durante a noite.

Ninguém tem certeza se ela segue a chuva ou se ela a provoca, no entanto, agricultores a vêem como um bom presságio e podem rezar para que ela traga a chuva, apesar de seu caráter maligno.

Ame-onna foi ilustrada por Toriyama Sekien em seu 3º livro, Konjaku Hyakki Shūi (今昔百鬼, "Apêndice Aos Cem Demônios Do Presente e Do Passado"), como uma mulher em meio a chuva e lambendo sua própria mão.


Na cultura popular, Ame-onna é geralmente retratada como uma mulher com cabelos longos e pretos em pé ou caminhando pela chuva, às vezes carregando uma mala ou um guarda-chuva grande, lambendo as gotas de chuva da mão. Ela pode ser retratada como uma mulher bonita ou uma velha bruxa. Como a maioria dos yūrei (fantasmas), ela é retratada vestindo um quimono branco.


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Ruby