29 de abril de 2016

Macária

Macária (ou Makaria, do grego Μακαρία, "aquela que é abençoada"), segundo a obra bizantina "Suda", é a deusa grega associada à "boa morte". Ela protegia as pessoas que morriam durante o sono, ou então que morriam rindo ou em um grande estado de alegria. O Suda a trata como filha do deus do mundo dos morto, Hades, sem mencionar o nome de sua mãe, que é comumente dita ser a deusa Perséfone.

Macária sentia grande compaixão pelos mortais, especialmente os de bom coração, que viviam uma vida justa. Esses em especial, a deusa não permitia que Tânatos, o deus da morte, levasse, indo pessoalmente buscá-los. Macária tinha a habilidade de caminhar entre os mortais sem ser vista ou percebida, a não ser pelo moribundo. Era representada como uma mulher atraente, de pele branca e cabelos negros e, junto com ela, dizem, vem um perfume de flores da primavera. Ela sempre levava o moribundo com muita gentileza, colocando-o num estado de profunda paz e tranquilidade, algumas vezes, levava-o durante um sono tranquilo. Além disso, Macária nunca abandonava as almas. Depois da morte, acompanhava os ritos funerários, caminhava ao lado do morto até o submundo e ficava com a alma durante o julgamento. Quase sempre, as almas acompanhadas por Macária eram levadas para a Ilha dos Abençoados.


Macária e Melinoe, arte de pandora995


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27 de abril de 2016

Erlik

۞ ADM Sleipnir


Erlik (também Erlig, Erik, Erklik ou Erklikhan) é o deus da morte e do submundo na mitologia turca/mongol. Ele é descrito como um monstro, tendo o rosto e os dentes de um porco combinado com um corpo humano bem definido. Ele possui também olhos negros, além de sobrancelhas e bigode grandes. Ele às vezes é representado por um totem de urso.

Segundo a mitologia, Erlik foi a primeira criação de Ülgen, o deus criador, mas o orgulho de Erik levou os dois a entrarem em atrito. Erlik julgava ser igual a Ülgen, e desejava criar para si sua própria terra. A sua audácia levou Ülgen a bani-lo para a nona camada da terra, onde Erlik se proclamou senhor do submundo, em oposição ao mundo superior governado por Ülgen.



Erlik propaga todos os tipos de doença existentes, e exige dos homens sacrifícios para aplacar suas atividades. Se ele não receber seus sacrifícios, ele pega os cadáveres das pessoas que ele matou e os arrasta para o mundo inferior, onde os torna seus escravos. Assim, especialmente entre os povos Altay, quando alguma doença começa a se espalhar em seu meio, eles temem que seja obra de Erlik, e realizam muitos sacrifícios de animais para ele.

Erlik comanda uma legião de espíritos malignos, responsáveis por trazer infelicidade, doenças e morte para a humanidade. Além destes servos, Erlik tem nove filhos, e filhas, chamados Karaoğlanlar ("meninos negros") e Karakızlar ("negras"), que também o auxiliam na tarefa de propagar o mal.

Os filhos homens de Erlik se chamam Karash KhanMatyr KhanShingay KhanKomur KhanBadish KhanYabash KhanTemir KhanUchar Khan e Kerey Khan. Em relação a suas filhas, não se conhece o nome delas.

Uma curiosidade: o dinossauro Erlikosaurus recebeu seu nome em homenagem a Erlik.



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25 de abril de 2016

Abrahel

۞ ADM Sleipnir

Abrahel, arte de Genzoman
Abrahel é um demônio medieval, cujas características são associadas com os demônios noturnos conhecidos como súcubos. Seu nome ganhou certa popularidade quando o demonologista Remy Nicholas o descreveu em sua obra Daemonolatreiae libri tres ("Demonolatria"), publicado em Lyon no ano de 1595. Abrahel sempre toma a forma de uma mulher alta e de formas delicadas, porém não consegue ocultar completamente sua natureza demoníaca. 

Segundo uma história escrita em Demonolatria, em 1581, um homem chamado Petrone Armenterious de Dalheim, Luxemburgo, foi seduzido por Abrahel e persuadido por ela  a matar seu próprio filho. Ele ficou extremamente abalado, e em seu desespero tentou o suicído. Abrahel apareceu novamente a Petrone, prometendo ressucitar seu filho, se ele a adorasse como uma deusa. Assim Petrone o fez, e viu seu filho voltar a vida, porém com uma aparência triste. Algum tempo depois, o menino caiu fulminado no chão, e exalando um forte odor de podridão. Ele jamais havia sido ressucitado, era tudo uma ilusão criada por Abrahel.



fonte:
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22 de abril de 2016

Capcaun

۞ ADM Sleipnir



Capcaun (Căpcăun, algo como "cabeça de cão") é um temível ogro presente no folclore romeno, sendo conhecido por raptar crianças e jovens donzelas (principalmente princesas) para comê-los. Ele costuma ser representado como um enorme e bruto ogro usando uma cabeça de cão como capuz e carregando um porrete nas mãos. Algumas vezes é descrito como tendo quatro olhos e até mesmo quatro pernas.

O termo căpcăun também significa "chefe tartar" ou "chefe turco", assim como "pagã". Alguns linguistas consideram o termo como sendo um cognato do termo turco kapkan (kaphan, kapgan), que em alguns povos turcos na era das migrações, era um rank de alta nobreza.

Arte de Alex Tilica
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20 de abril de 2016

Eikthyrnir

۞ ADM Sleipnir



Eikthyrnir (nórdico antigo Eikþyrnir, "carvalho espinhoso") é na mitologia nórdica um cervo que reside no topo do palácio de Odin, Valhala, juntamente com a cabra Heidrun. Lá, Eikthyrnir passa os dias mordendo as folhas da grande árvore Laerad, entorno da qual Valhala foi construída.

De acordo com o Grimnismal (cap. 26) e também com o Gylfaginning (cap. 39), gotas de um fluído sem nome pingam dos chifres de Eikthyrnir, em um volume tão grande que enchem Hvergelmir, de onde fluem todos os grandes rios do mundo. 




Cultura Popular
  • Em Saint Seiya Soul of Gold, Eikthyrnir aparece como a robe divina do guerreiro deus Surt;
  • Possívelmente foi inspiração para o pokémon Xerneas.

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18 de abril de 2016

Bran, o Abençoado

۞ ADM Sleipnir



Bran ("corvo" em galês), o Abençoado, também conhecido como Bendigeidfran, é um gigante e rei da Grã-Bretanha na mitologia galesa. Antes de Arthur, ele era tido como o maior campeão da Grã-Bretanha, pois era um herói de proporção mítica incomparável. Bran figura em várias das Tríades Galesas, mas seu papel mais importante é na segunda parte do Mabinogion, Branwen ferch Llyr. Bran é filho do deus do mar Llyr e Penarddun, e irmão de Branwen, Manawydan, Nisien e Efnysien

O Casamento de Brawnen e Mathowlch


A história de Bran, como relatado no Mabinogion, começa com o casamento de sua irmã, Branwen, com Mathowlch, o grande rei da Irlanda. O casamento foi realizado nas margens da Ilha de Anglesey, e tendas gigantes foram erguidas para que fosse possível acomodar o gigante. A festa de casamento começou com bastante diversão e alegria, mas logo seria azedada pelo meio-irmão de Bran, Efnissyen, que se sentia ofendido por nunca ter sido questionado se ele consentia com o casamento.


Efnissyen descarregou sua raiva nos estábulos do rei Mathowlch, mutilando seus belos cavalos. Mathowlch, indignado e consternado por este insulto, cancelou o casamento e se preparou para voltar aos seus navios. Bran, sendo um homem de honra, rapidamente entrou em cena e arguiu para que Mathowlch permanecesse. Para remediar suas perdas, Bran ofereceu ao rei um novo cavalo em substituição a cada um ferido por Efnissyen, além de um grande cajado de prata e uma bandeja de ouro. Mathowlch, ainda consternado com o ocorrido, recusou a proposta de Bran.

Bran estava tão empenhado em resolver o conflito gerado pelo irmão que decidiu oferecer ao rei irlandês o maior tesouro de Gales: o Caldeirão do Renascimento, que poderia ser usado para reviver os mortos, em troca da capacidade de falar. Mathowlch finalmente cedeu e aceitou a generosidade de Bran. Ele levou sua noiva para casa com ele, e num intervalo de um ano, ela lhe deu um filho chamado Gwern ("Amieiro")

A Retaliação de Mathowlch



Ao contrário do que Bran acreditava, Mathowlch tinha perdoado a família de sua esposa apenas de boca. Em seu coração ele ainda nutria uma magoa pelo que foi feito aos seus cavalos, e o alvo de sua vingança seria sua esposa. Uma vez que havia dado a luz a Gwern, Branwen foi banida para a cozinha, onde foi colocada para trabalhar como uma empregada comum.

Mathowlch não era tolo o suficiente para deixar Bran tomar conhecimento da situação, e fez um grande esforço para evitar que qualquer notícia sobre sua crueldade chegasse até os ouvidos do gigante. Navios foram proibidos de viajar para a Grã-Bretanha, e os navios vindos da Grã-Bretanha passaram a ser apreendidos conforme atracavam. Esta situação obviamente, não iria se sustentar por muito tempo, mas Branwen decidiu não esperar seu irmão investigar seus navios desaparecidos. Ela acabou criando uma maneira de entrar em contato com seu irmão em segredo: treinou um jovem pássaro para levar mensagens e o enviou ao encontro de Bran. 



Sendo um gigante, não foi difícil para o pássaro localizar Bran, que tão logo recebeu a mensagem, imediatamente reuniu uma força de invasão. Ele deixou seu reino sob os cuidados de seu filho Caradoc e navegou para a Irlanda com a sua frota.Na verdade, foi apenas o exército de Bran que zarpou para ir de encontro as forças de Mathowlch. Bran era tão grande que ele simplesmente entrou no mar e caminhou ao lado de seus navios.

Enquanto isso, Mathowlch era atormentado por visões de uma floresta que aparecia no meio do mar, ladeada por uma enorme montanha. Não tendo ninguém que pudesse interpretar esta visão, ele convocou Branwen para que pudesse interpretá-la. Brawnen informou ao rei que a floresta em cima do oceano era a frota de Bran, e a montanha era o próprio Bran, que estava vindo para resgatá-la.


Uma vez informado de que Bran vinha ao seu reino, e sabendo que a derrota era certa, Mathowlch elaborou um plano para ludibriar o inimigo. Ele ordenou que fosse imediatamente construída uma casa grande o suficiente para acomodar Bran. A casa seria tão grande que iria abrigar não só o gigante, mas seu exército também. Seria a primeira casa grande o suficiente para que Bran pudesse entrar, e também primeira casa do gigante. Mathowlch estava certo de que impressionaria Bran e aplacaria sua raiva, pelo menos temporariamente.

Após o termino da construção da casa, Mathowlch preparou uma grande festa no salão da mesma. Ele esperava que Bran e seus homens ficassem totalmente bêbados, momento em que ele planejava um ataque surpresa. Nos pilares do grande salão, haviam pendurados um grande número de sacos, cada um contendo um guerreiro armado, que cairiam sobre os homens de Bran e os matariam.

A destruição da Irlanda

Ao chegar, o gigante ficou muito satisfeito com a sua nova casa, e o ardil foi bem sucedido. Já dentro dela, perguntou sobre os sacos pendurados nos pilares. Mathowlch explicou -lhe que estes eram disposições de farinha e aveia. Bran se contentou com essa explicação, porém Efnissyen, seu irmão sempre desconfiado, não tinha tanta certeza da veracidade dessa explicação, e apertou cada um dos sacos para assegurar-se de que o rei falava a verdade. Como Efnissyen era parte gigante, ele acabou apertando os sacos forte o suficiente para matar todos os guerreiros ocultos. Assim, Mathowlch foi forçado a pensar num novo plano. Antes que ele fosse capaz de fazê-lo, no entanto, Efnissyen mais uma vez criou uma confusão. Ao ser apresentado ao jovem filho de Branwen, Efnissyen lembrou-se da ofensa que foi para ele não ser consultado sobre o casamento, e em um acesso de raiva, empurrou Gwern dentro da lareira. Era o estopim para a batalha entre Bran e Mathowlch.

A batalha durou três dias e noites antes do exército de Bran sair vitorioso. A batalha durou tanto tempo devido ao caldeirão mágico que Bran tinha dado a Mathowlch, que lhe permitia ressuscitar seus homens continuamente. Para dar um fim nesse ciclo, Efnissyen escondeu-se entre os irlandeses mortos, e ao ser jogado dentro do caldeirão, dilatou o mesmo devido ao seu tamanho e o partiu em quatro pedaços. Os irlandeses foram rapidamente derrotados depois disso. Com seu ato, Efnissyen conseguiu se redimir de seus erros, porém acabou lhe custando a vida.

Enquanto Bran batalhava na Irlanda, um chefe rival derrubou seu filho Caradoc e escravizou os chefes britânicos com magia negra. 

O resultado da batalha foi catastrófico. Todos os cidadãos irlandeses foram mortos, exceto cinco mulheres grávidas, e os exércitos de Bran foram reduzidos a apenas sete guerreiros, contando com Bran. Bran foi ferido com um dardo envenenado e estava fadado a morte. Branwen, profundamente triste por seu desconforto ter sido a ruína de todos, acabou morreu de desgosto. 

A Cabeça Milagrosa

O moribundo Bran ordenou aos seus homens restantes que cortassem sua cabeça e retornassem com ela para a Grã-Bretanha, onde deveriam enterrá-la com o rosto voltado para o mar, num lugar chamado Colina Branca. A cabeça de Bran serviu como um poderoso talismã, protegendo a Grã-Bretanha de invasões por muitas gerações antes de ser desenterrada pelo rei Arthur, que afirmou que a partir daquele momento, a Grã-Bretanha seria protegida somente por Deus e pelo exército de Arthur.



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15 de abril de 2016

Feng Po-po

۞ ADM Sleipnir



Feng Po-po ou Feng Popo (chinês simp: 风夫人; literalmente "Senhora dos Ventos") é uma deusa chinesa dos ventos, usualmente representada substituindo Feng Bo, a forma humana masculina de Fei Lian. Não se sabe se ela substitui Fei Lian no papel de divindade dos ventos, ou se ela é mais uma forma humana do mesmo.

Feng Po-po é representada como uma mulher idosa montada em um tigre, com o qual ela percorre os céus sob um caminho feito de nuvens. Ela carrega consigo uma bolsa onde ela guarda os ventos, liberando-os conforme o necessário.


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13 de abril de 2016

Besta Ladradora

۞ ADM Sleipnir



A Besta Ladradora (também chamada de Besta Bizarra ou Beste Glatisan) é uma criatura quimérica presente nos contos legendários do Rei Arthur. Ela é o alvo de missões realizadas por cavaleiros famosos, como Rei Pellinore, Sir Palamedes, e Sir Percival.

Ela possui a cabeça e o pescoço de uma serpente, o tronco e as patas de um leopardo, a cauda de um leão e os cascos de um cervo. Ela também emite um som supostamente de seu estômago, o que é dito a soar como "trinta cães ladrando" (daí a origem de seu nome). De acordo com os antigos contos ingleses, a Besta Ladradora vaga constantemente em busca de fontes de água doce, a fim de saciar sua sede insuportável, porém, assim que ela bebe um pouco de água, a fonte da qual ela se serviu se torna venenosa para sempre.

Certa vez, o rei Arthur participava de uma caçada que já durava horas, e então ele decidiu fazer uma pausa para descansar. Ele encontrou uma fonte em meio a floresta e então deitou-se ao lado dela para dormir. Enquanto dormia, Arthur teve um sonho  perturbador, que predizia a destruição de seu reino, e, ao acordar assustado, ele viu a Besta Ladradora bebendo na fonte. Outro relato diz que a besta na verdade apareceu em seu sonho e que, quando ele acordou, notou que a água da fonte havia tornado-se negra e venenosa, com um cheiro enorme de enxofre. Em seguida, Arthur é alcançado pelo rei Pellinore, que lhe informa que a missão de sua família é caçar a besta. 


O mago Merlin revela a Arthur que a Besta Ladradora era a prole de uma mãe humana, uma princesa para ser mais exato. Esta princesa cobiçou seu próprio irmão, e acabou sendo tentada pelo Diabo, que prometeu fazer seu irmão amá-la com a condição de que ela se deitasse com ele. A princesa então, desejando ter o amor de seu irmão, deitou-se com o diabo, que por sau vez manipulou a jovem princesa fazendo-a acusar seu irmão de estupro. Ao tomar conhecimento dessa acusação, o rei jogou seu filho como comida para seus cães de caça, e fez com que a princesa assistisse a cena macabra. Antes de morrer, o jovem tona príncipe disse que sua irmã iria dar à luz uma abominação que faria os mesmos sons como a matilha de cães que estava prestes a matá-lo.


Na Demanda do Santo Graal, encontram-se diversos contos em que a besta está presente, e todos os cavaleiros tentam encontrá-la e matá-la, mas apenas Palamades consegue este feito, e fica conhecido como Palamades, O Cavaleiro da Besta.

A Besta Ladradora é muitas vezes considerada um símbolo do incesto, violência e caos que eventualmente destrói o reino de Arthur. Arthur teve um caso "acidental" com sua meia-irmã Morgause, num momento em que Arthur não sabia que os dois eram parentes. Esta união levou ao nascimento de seu filho Mordred, que seria mais tarde a ruína do reino de Arthur, Camelot.


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11 de abril de 2016

Corvo Escarnecedor

۞ ADM Sleipnir


O Corvo Escarnecedor (ka'lanu ahkyeli'ski no idioma cherokee), é uma figura maligna e impiedosa, presente nas lendas do povo cherokee. Descrito como um espírito do mal, um anjo da morte, a sua existência era temida por todos na cultura cherokee, incluindo outros espíritos e bruxas. 

O seu objetivo é torturar e atormentar uma pessoa que esteja à beira da morte, com o intuito de acelerar o processo. Uma vez morta, o Corvo Escarnecedor consome o seu coração, para reforçar sua própria força vital. Para cada ano em que o moribundo ainda poderia viver, o Corvo Escarnecedor acrescenta à sua própria vida.


Corvos Escarnecedores possuem duas formas distintas. A primeira é a de um ser muito velho e frágil, à qual ele assume enquanto ataca um moribundo. Ao cair da noite, quando viaja para atacar sua próxima vítima, o Corvo Escarnecedor assume a forma de um sinistro corvo. Nesta forma, ele voa pelo céu noturno, como uma visão aterradora deslizando pela noite, gritando e gemendo, anunciando a todos sua presença. Ele sobrevoa o quarto da vítima, produzindo sons horríveis, como se zombasse dela, até que então, ele adentra o seu quarto.

Uma vez no quarto da vítima, o Corvo Escarnecedor encontrará outras bruxas e espíritos malignos, que se unem a ele em sua atividade. Ele e os demais espíritos malignos são invisíveis aos olhos comuns e por isso, o moribundo só aparenta ter asfixia e falta de ar para aqueles que estão ao seu redor, quando na realidade ele está sendo torturado pelos espíritos malignos. Era um costume cherokee contratar o serviço de curandeiros para vigiarem o quarto do parente moribundo, afim de prevenir a ação de um Corvo Escarnecedor. Existem inclusive, contos de um famoso caçador de Corvos Escarnecedores chamado Gskli'sk, que matou muitos desses maus espíritos.



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8 de abril de 2016

Calchona

۞ ADM Sleipnir


Arte de Waldo Retamales
A Calchona (do mapudungun Kalcha: "mechuda" [pessoa com cabelos grandes e bagunçados]) é o nome de uma criatura mitológica pertencente a mitologia chilena. A versão mais popular do mito a descreve como uma criatura híbrida entre ovelha e mulher. Suas patas dianteiras, o seu rosto e os seus cabelos são de uma mulher, enquanto todo o resto é igual ao corpo de uma ovelha. Apesar de possuir rosto de mulher, a Calchona não é capaz de falar, mas bali como se fosse uma ovelha.

O termo calchona também era usado antigamente para descrever as mulheres acusadas de bruxaria, e por isso, existem também outras bruxas do folclore chileno que podem ser chamadas de calchona.

Existem várias histórias em torno da Calchona, porém a mais conhecida fala sobre uma bruxa que morava em um campo da zona central do Chile, e lá vivia com seu marido e seu casal de filhos pequenos. No entanto, sua família não sabia que ela praticava bruxaria. Em seu lar, ela escondia vários frascos que continham unguentos mágicos, que ao serem aplicados sobre uma pessoa, permitiam que ela se transformasse em um animal qualquer.


Arte de Pablo Durán
Todas as noites, a bruxa usava seus poderes para que seu marido e filhos não acordassem durante toda a noite, e por razões desconhecidas, ela posteriormente realizava o estranho rito de passar os unguentos mágicos em si própria para se transformar em uma grande ovelha negra e vagar pelos campos durante a madrugada. Ao voltar para casa, ela recobrava sua forma humana, após aplicar novamente os unguentos mágicos em si.


Certo dia, a bruxa acabou se esquecendo de realizar o feitiço para fazer sua família dormir, e devido a isso, seus filhos acabaram acordando no momento em que ela se trasnformava em ovelha. Ao ver a espantosa transformação de sua mãe e querendo imitá-la, eles esperaram ela sair e pegaram os unguentos mágicos. Ao passá-lo em seus corpos, os dois se transformaram em pequenas raposas. Realizada a transformação, os dois se deram conta que não sabiam como fazer para voltarem a ser meninos, e se puseram a chorar amargamente. Ao ouvir os seus prantos, seu pai acabou acordando, mas sua surpresa foi enorme ao não encontrar em casa a sua esposa e seus filhos; ao invés disso, viu somente àqueles pequenos animais.

Graças ao amor aos seus filhos e as histórias que ouvira sobre os unguentos que as bruxas usavam, ele logo imaginou que aqueles frascos pudessem conter algum tipo de ungüento mágico e que aquelas raposas eram possivelmente sua família. Assim, ele decidiu passar aqueles ungüentos nos raposas, as quais imediatamente se transformaram novamente em seus filhos. Eles logo trataram de contar ao pai que era sua mãe a dona dos unguentos. Assustado, e temendo que aquilo voltasse a acontecer, decidiu atirar todo o unguento nas águas de um rio e depois foi embora da casa junto com os filhos.


Arte de Pablo Durán
Posteriormente ao voltar para casa, a bruxa, ainda convertida em uma ovelha negra, se assustou ao ver que seu marido e filhos não estavam em casa e começou a procurar seus unguentos por toda a casa e seus arredores, encontrando somente os frascos quase vazios. Muito aflita, ela tratou de utilizar os restos de unguento para se transformar novamente em ser humano, porém o pouco unguento que restava nos frascos só permitiu que ela transformasse suas mãos, rosto e cabelos em partes humanas novamente. Assim, a bruxa acabou ficando para sempre convertida nesse animal mitológico.


Por isso, quando os camponeses ouvem o balir de uma ovelha que vaga sozinha pelos campos, eles sabem que se trata da mítica Calchona; e como tradição  deixam um prato com comida para que ela se alimente, já que se diz que a Calchona é totalmente inofensiva, e teria se arrependido de seus antigos atos de bruxaria.


Arte de Pablo Durán
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6 de abril de 2016

Mavka

۞ ADM Sleipnir


Mavka (também Niavka, Navka, Nawie; plural: Mavki) é um espírito feminino da mitologia eslava/ucraniana, muitas vezes confundido e associado às Rusalkas e Ondinas, pelo fato de também habitar cursos d'água e florestas. Segundo a lenda, a alma de qualquer mulher virgem que tenha morrido afogada ou de uma criança que tenha morrido sem ter sido batizada pode se tornar um Mavka

Aparência

Mavki possuem uma aparência dupla. Vistas de frente, possuem a aparência de belas mulheres de cabelos muito longos e lisos, geralmente enfeitados com flores. Elas geralmente usam tecidos leves e transparentes, porém podem aparecer totalmente nuas. Já a visão de suas costas é totalmente horrível, pois lá elas não possuem pele nem músculos, e suas vísceras e outros órgãos internos estão expostos, cobertos apenas pelos seus longos fios de cabelo. O corpo de uma Mavka não é refletido pela água, e nem possui sombra.


Comportamento

Mavki costumam atrair jovens de ambos os sexos para dentro das florestas, onde realizam várias danças e orgias com eles. Por fim, elas iram satisfazê-los sexualmente até que eles morram por exaustão. Elas também podem simplesmente atáca-los e matá-los arrancando suas cabeças.

Antigamente na Ucrânia, era costume carregar uma imagem da deusa Ártemis consigo, como forma de se proteger das Mavki. No caso de se encontrar com elas, a estátua era entregue a elas, e em seguida a pessoa deveria proferir a frase На тобі, мавко, полинь, а мене покинь, que significa “Pegue Ártemis e me deixe em paz”.


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4 de abril de 2016

Busaw

۞ ADM Sleipnir


Busaw é uma espécie de vampiro/ghoul pertencente ao folclore filipino. Durante o dia, ele se assemelha a um ser humano na aparência e no comportamento, chegando a criar animais e cultivar plantações de tubérculos no local em que habita, geralmente próximo de cemitérios. No entanto, ao anoitecer ele revela a sua verdadeira natureza: a de ladrão e devorador de cadáveres humanos.

Durante a noite, o Busaw viola os túmulos do cemitério em busca de cadáveres frescos, os quais ele substitui no túmulo por troncos de bananeira. Ele também pode roubar um cadáver durante o velório. Com a posse do cadáver, o Busaw irá transformá-lo em um porco e depois devorá-lo. Ele inclusive pode guardar uma parte para oferecer aos seus vizinhos humanos ao amanhecer, com o intuito de transformá-los também em ghouls.

Para afastar um Busaw, todos os cadáveres devem ser lavados completamente com vinagre e ervas com cheiro forte. O sal é também um forte repelente contra ele.



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1 de abril de 2016

Pé-de-Garrafa

۞ ADM Sleipnir



O Pé-de-garrafa é uma misteriosa criatura das matas, pertencente ao folclore do sertão brasileiro, principalmente nos estados do Mato Grosso do Sul, Piauí e Maranhão, além de ser conhecido também como Bicho-Homem em MInas Gerais.

Apesar de ser raramente visto, o Pé-de-Garrafa possui várias descrições, que variam bastante de acordo com a região. Ele é geralmente descrito como um ser humanóide, com o corpo coberto de pelos (exceto na região do umbigo), e possuidor de apenas um pé no formato de um fundo de garrafa. Alguns afirmam que ele possui um rosto de cavalo com um só olho no meio da testa, já outros juram que ele tem cara de gorila e, outros ainda dizem que ele tem cara de cachorro. 

Por ter apenas um pé, o Pé-de-Garrafa se locomove pulando de um lado para o outro, deixando para trás um rastro de buracos profundos no chão, que lembram perfeitamente o fundo de uma garrafa. 

O Pé-de-Garrafa possui uma fluidez que permite com que ele desapareça ou mude de tamanho, agigantando-se ou reduzindo-se conforme a situação. Ele também é capaz de imitar as vozes das pessoas, além de emitir gritos assustadores. Aqueles capturados por um Pé-de-Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou são devorados pelo mesmo. As únicas formas de fugir dele é atravessar um curso de água corrente ou atingir o seu umbigo, que é a única parte vulnerável do seu corpo. Ao se sentir ameaçado, ele faz de tudo para proteger seu umbigo de ser atingido.


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Ruby