15 de maio de 2014

Jano

۞ ADM Sleipnir


Jano (latim Janus ou Ianus) é o deus romano das portas e dos começos e fins. Jano era representado com duas faces viradas para direções opostas. Originalmente uma face possuía barba, enquanto a outra não, e às vezes eram masculino e feminino (provavelmente simbolizando o sol e da lua). Posteriormente, ambas as faces se tornaram barbudas. Em sua mão direita ele segura uma chave. A sua cabeça de duas faces aparece em muitas moedas romanas, e em torno do 2 º século a.C., sua face aparece com quatro faces (talvez haja uma ligação com o eslavo Svetovid)

Jano costumava ser adorado no início da época da colheita, do plantio, casamentos, nascimentos, e outros tipos de ocasiões iniciais, especialmente em eventos importantes na vida das pessoas. Jano também representa a transição entre a vida primitiva e a civilização, entre o campo e a cidade, a paz e a guerra,  e o crescimento dos jovens.




Mitologia

A origem de Jano é incerta. A versão mais comum conta que ele é filho do deus Apolo e da mortal Creusa, e que ele teria nascido na Tessália, Grécia. Quando jovem, partiu em viagem pelo mar Tirreno, seguido por uma grande frota. Ao aportar em terra firme, ele e seu exército obtiveram várias conquistas e Jano acabou fundando uma cidade chamada Janícula. Posteriormente Jano foi para Lácio e lá conheceu uma ninfa chamada Camasene. Eles se casaram e tiveram um filho, o deus-rio Tiberino (que deu o nome ao rio Tibre). 

Jano e sua esposa governaram Lácio juntos até a morte da mesma. Ele abrigou Saturno quando o mesmo estava fugindo de Júpiter, e, como recompensa, recebeu o dom de enxergar o passado e o futuro.  Jano, como o primeiro rei de Lácio, levou o povo a um tempo de paz e bem-estar; a chamada Idade de Ouro. Ele introduziu o dinheiro, o cultivo dos campos e as leis. Após sua morte, ele foi deificado e tornou-se o protetor de Roma. 

Quando Rômulo e seus companheiros sequestraram as virgens sabinas, os sabinos atacaram a cidade. A filha de um dos guardas do Monte Capitolino traiu seus compatriotas e guiou o inimigo até a cidade. Os sabinos tentaram subir o monte, mas Jano fez uma gêiser de água fervente entrar em erupção a partir do solo, e os pretensos agressores fugiram da cidade. Desde então, as portas de seu templo passaram a ser mantidas abertas em tempos de guerra, para que o deus estivesse pronto para intervir quando necessário. Em tempos de paz, os portões eram fechados.




Seu mais famoso santuário era um portal no Forum Romanum, através do qual os legionários romanos partiam para a guerra. Ele também tinha um templo no Forum Olitorium, e no primeiro século um outro templo foi construído no Fórum de Nerva. Este tinha quatro entradas, chamadas Janus Quadrifons. Quando Roma se tornou uma república, apenas uma das funções reais sobreviveu, ou seja, a de rex Sacrorum ou sacrificulus rex. Seus sacerdotes sacrificavam regularmente à ele. O mês de janeiro (o décimo primeiro mês romano) tem seu nome derivado de Jano.

Jano é uma divindade exclusiva romana, porém as vezes os romanos o associavam aos deuses gregos Zeus e Hermes e a divindade etrusca Ani. É possível, que suas representações o liguem a São Pedro, "porteiro" no Cristianismo, mas seu nome pode ter derivado o nome do profeta bíblico Jonas (Yonah, em hebraico) e ter a origem na mesopotâmica Uanna.




fontes:



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4 comentários:

  1. O texto ficou bem elaborado e simples, o que facilita a compreensão. Parabéns!

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  2. Resumiu bem o que eu procurava. Parabéns.

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