3 de janeiro de 2014

Baykok

۞ ADM Sleipnir


O Baykok é um espírito maligno originado da mitologia nativo-americana, mais precisamente das tribos Ojibwe e Anishinaabe. Ele aparece como um ser esquelético, coberto por uma camada translúcida de pele ressecada e um rosto de caveira horripilante. Os olhos da criatura são de um vermelho profano, embora algumas lendas afirmem que as órbitas do Baykok são poços negros vazios, sem alma e totalmente malignos. Os gritos de um Baykok também são descritos como sendo estridentes. Não há uma grande diferença entre os Baykoks das lendas Ojibwe e Anishinaabe, exceto que aqueles apresentados pelos contos dos Anishinaabe seriam capazes de voar, e assombrar os céus e florestas da região dos Grandes Lagos.

O Baykok é um caçador impiedoso, que persegue e mata sua presa humana sem um pingo de culpa ou remorso. No entanto, esta criatura macabra nunca ataca mais de uma pessoa por vez, e ataca somente caçadores e guerreiros. O Baykok prefere caçar à noite, movendo-se em silêncio na escuridão da floresta em busca de indivíduos solitários.


Embora o Baykok use uma clava para espancar suas vítimas até a morte, a criatura prefere usar um arco, com o qual ele dispara flechas invisíveis, que são embebidas com um veneno que induz a vítima a um sono profundo e sem sonho. Neste estado (que dura várias horas), a infeliz vítima não pode sentir qualquer dor. 

Após nocautear sua presa, o Baykok desembainha uma pequena faca de prata, e com ela ele abre o abdômen da vítima.  Em seguida, ele coloca a sua mão ossuda dentro da barriga da presa, remove o fígado dela e avidamente se alimenta do órgão. Depois de jantar, o Baykok coloca uma rocha na cavidade vazia, e termina costurando a ferida com um fio mágico capaz de curar todo e qualquer sinal superficial da incisão.

A vítima inocente então acorda na manhã seguinte , no meio da mata , na maioria das vezes sem nenhuma lembrança de seu encontro com o Baykok. Surpreendentemente, o indivíduo muitas vezes  vive por dias ou mesmo semanas, sem quaisquer efeitos colaterais adversos, apesar de ter perdido, sem saber, um órgão vital. Mas logo a vítima torna-se subitamente doente, inevitavelmente definhando e morrendo.

Diz-se que a única maneira de prever um ataque iminente do Baykok é ouvir o estalo e ranger dos ossos da criatura, e ainda sim prever a ameaça não é garantia de sobrevivência. A única maneira plausível para vencer esse espírito maligno seria enfrentá-lo, quebrar seus ossos com algum tipo de objeto contundente e em seguida queimar a pilha de ossos, até que reste somente cinzas. No entanto, o Baykok aparentemente não possui fraquezas, tornando quase impossível de ser destruído. O melhor seria simplesmente  evitar viajar pela floresta sozinho na escuridão.


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3 comentários:

  1. Eu explicaria a origem desse mito como insetos minusculos, com picadas dolorosas, q dpois foram explicadas como 'flechas d um deus da morte'. Mas o mito eh muito bom, no aspecto geral, pois eles criaram um ótimo personagem por dtras das flechas. Parabens pelo blog e pela paternidade Sleipnir.

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  2. Pensando bem da pra associar ele ao Clinks do Dota, quando aumenta a velocidade de atack ele estrala os Ossos xD

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