30 de setembro de 2013

Frey

#ADM Sleipnir


Frey (Freyr, Frei, Freir, significado "Senhor")  é um dos grandes deuses da mitologia nórdica. Frey era o senhor do sol, da chuva e das colheitas. Ele era um deus brilhante , que trazia fertilidade e prosperidade para todos. Filho do deus Vanir Njord, Frey foi um dos reféns pediram para viver em Asgard após a guerra entre os Aesir e os Vanir. Sua casa era Alfheim ( a terra dos elfos), e ele foi , por vezes, conhecido como Senhor dos Elfos. 

Entre os tesouros dos anões que foram dados a Frey estão Skidbladnir, o navio mágico, que podia carregar todos os deuses, seus cavalos e armaduras e ainda ser dobrado pequeno o suficiente para caber em uma bolsa, o javali dourado Gullinbursti, que lavrava a terra e a tornava verde e uma espada mágica que se move sozinha nos ares, desferido golpes mortais em seus inimigos. Frey deu esta espada como um dote a Gymir, pai de sua esposa, a giganta Gerda. Ele iria se arrepender de sua perda no Ragnarok, quando ele lutou contra o gigante de fogo Surtur e perdeu a vida . Frey casou-se com Gerda depois de seu servo Skirnir cortejá-la para ele. Muitos estudiosos interpretam a história de Frey e Gerda como uma lenda sobre o cortejo da terra congelada (Gerda) pelo Sol quente (Frey) .Historicamente, o culto de Frey foi difundido e persistente, especialmente entre o povo da Suécia. Por volta do ano 1200, houve uma magnífica estátua de Frey ao lado os outros dois grandes deuses Odin e Thor em Uppsala,Suécia .

Frey e Gerda

Frey sentado em Hlidskialf
Um mito diz que Frey se atreveu a assentar no trono mágico de Odin, Hlidskialf, onde ninguém, além do grande Deus e, às vezes, a sua esposa, Frigga, foram autorizados a sentar-se. Sentado neste trono, Odin era capaz de ver todos os nove mundos. Frey olhou em volta , e seu olhar foi paralisado por uma visão deslumbrante. Ele viu Gerda (ou Gerd), a bela filha do gigante Gymir. Quando ela abriu os portões de seu palácio, com os braços bem torneados brilhou com tal radiação que a Terra e o céu em volta dela brilhavam .Frey deixou o palácio de Odin se sentindo triste e desolado. Ele sabia que, por Gerda ser uma Jotun , uma filha de um dos odiados gigantes, e ele, Frey, era o Senhor dos Elfos, ele nunca poderia conquistá-la . Além disso, foi dito que seu coração estava tão congelado como uma semente no duro inverno da terra. Frey era tão infeliz que não podia comer, dormir, ou falar. Todo mundo foi incomodado por ele. árvores perderam as suas folhas e flores murcharam. Toda a natureza chorou por Frey.

Finalmente o pai de Frey, Niord, mandou Skirnir para falar com seu filho. Skirnir era amigo de Frey e servo de confiança. Ele não demorou muito para descobrir o que pertubava Frey. Skirnir disse que ele iria conquistar a moça para Frey se ele lhe emprestrasse Blodghofi, o maravilhoso cavalo que poderia saltar através do fogo ileso ,e a espada mágica de Frey que atingia gigantes e trolls por vontade própria. Frey concordou, e Skirnir partiu para Jotunheim, a terra dos gigantes. Quando ele chegou a uma parede de fogo, Blodighofi saltou com Skirnir através da chamas. Ambos saíram ilesos. Fora do salão de Gymir enormes cães configurar um temível latindo, uivando como os ventos do inverno. Skirnir pediu um conselho a um velho pastor, mas o homem não ofereceu nenhuma ajuda . Em vez disso , ele disse a Skirnir que ele não tinha nenhuma chance de conquistar Gerda, pois seu coração era feito de gelo .Ele também disse que Frey estava condenado ao fracasso e a morte.

Skirnir
Skirnir sabia que as Nornas tinham decidido seu destino e quando ele deveria morrer. Não havia nada que ele pudesse fazer a não ser cumprir seu dever com esperança e coragem. Dentro de sua sala, Gerda olhou friamente para Skirnir. Primeiro, ele ofereceu suas maçãs douradas a ela em troca de seu amor por Frey, mas Gerda tinha muito ouro. em seguida ele ofereceu o anel mágico de Odin, Draupnir , mas Gerda tinha muitas jóias. Skirnir então ameaçou-a dizendo que poderia cortar sua cabeça com a espada mágica. Gerda respondeu que seu pai mataria Skirnir primeiro e pegaria a espada mágica para si próprio. Skirnir em seguida puxou de seu cinto uma varinha e uma faca. Ele disse que iria esculpir as runas mágicas mais aterrorizantes sobre a varinha e a golpearia com ela. As runas seriam maldições que a condenariam a ser eternamente solitária e cheia de saudade. Ela não teria amigos, nem marido, e nem filhos. Somente o horrível jotun HRIMGRIMNIR iria persegui-la com corpos sujos como acompanhantes.Comida e bebida teriam um sabor repugnante para ela. Ela seria sempre fria e miserável, e aos poucos secaria como um cardo morrendo, pisoteado e esquecido por todos. 


Após essa ameaça terrível finalmente Gerda prometeu casar com Frey. Skirnir então deixou a espada mágica de Frey para trás como um dote da noiva para Gymir e voltou para Frey com a boa notícia de que Gerda iria se casar com ele em nove dias  (Na mitologia nórdica, nove dias simbolizam os nove meses de um norte inverno), no bosque sagrado Barri.O atraso consternou Frey até o dia em que ele pode conhecer sua noiva. Diz-se que depois que eles se casaram, Frey e Gerda foram o casal mais feliz do mundo, pois o calor do amor de Frey tinha derretido coração gelado de Gerda, assim como o sol da primavera derrete a terra congelada e traz as plantas a partir de sementes escondidas dentro dela.

A história de Frey e Gerda é um poema de amor em movimento. Ele exemplifica o desejo profundo que os nórdicos tinham pelo sol e calor da primavera após os longos invernos congelantes de suas terras nativas.

Freyr Contra Surtur





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28 de setembro de 2013

Talos

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, Talos (ou Talon) era um automato gigante/estátua viva de bronze, forjado pelo deus ferreiro Hefesto com a ajuda dos ciclopes, a pedido de Zeus. Em algumas versões do mito , Talos é forjado pelo inventor Dédalo. Na arte clássica, Talos foi descrito como um homem jovem e bonito, esculpido em bronze. Em outras fontes é retratado como um touro de bronze ou o último homem da raça de bronze.

Zeus presenteou-o à sua amante Europa, como seu protetor pessoal, depois de extraditá-la para a ilha de Creta. Talos recebeu a tarefa de patrulhar a ilha, circulando-a três vezes por dia, e afugentar os piratas da costa com uma saraivada de pedras ou lhes dando um abraço mortal. 


Talos possuía um ponto fraco, que era uma veia protegida por um parafuso, no fundo de sua perna. Existem muitas versões sobre a morte do gigante, todas referentes aos Argonautas. Há autores, como Apolodoro, que atribuem a morte de Talos a uma flecha disparada por Peante, diretamente em seu ponto fraco. Outra história diz que foi a bruxa Medéia quem o derrotou, levando-o à loucura com falsas visões de imortalidade se retirasse o parafuso, ou, através de drogas que o levaram a ferir-se com uma rocha no ponto sensível do seu corpo. Após sua morte, os Argonautas puderam finalmente desembarcar na ilha.

Na genealogia do épico poeta Cinaethon de Sparta, Talos foi aparentemente o deus-sol cretense, um filho de Kres (a personificação da ilha de Creta), e o pai de Hefesto. Ele foi, provavelmente, também o pai da esposa do rei Minos, a deusa-lua de Creta, Pasífae. O nome Talos significa " o sol "no dialeto cretense, e "cortar " ou " talhado"em grego.

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27 de setembro de 2013

Acala (Fudo-Myo)

۞ ADM Sleipnir


Acala ou Acalanata (em sânscrito: अचलनाथ, Acalanatha Vidya Rāja, ou "Senhor Inabalável" (da Sabedoria), é uma deidade do budismo (vajrayana), sendo o mais conhecido dos Cinco Reis da Sabedoria do Reino do Ventre. Acala é também o nome do oitavo dos dez passos ou degraus do caminho do bodhisattva.

Caracteres

Acala é o destruidor da ilusão e o protetor do budismo. Sua imobilidade refere-se à habilidade de não ser movido pelas ilusões fenomênicas. Apesar de sua temível aparência, seu papel é o de ajudar todos os seres, mostrando-lhes os ensinamentos do Buda, levando-os a aprender o autocontrole.

Ele é visto como uma deidade protetora, e que ajuda a atingir metas. Os templos que lhes são dedicados fazem rituais de fogo periódicos em sua homenagem.


No Japão, onde é chamado Fudo-myo,  é conhecido também como a deidade protetora das artes marciais, em especial do aiquidô, representando o espírito calmo, livre da agressividade.

O Buda Akshobhya, cujo nome também significa "O Inabalável", às vezes é confundido com Acala. Entretanto, Acala não é um Buda, e sim um dos cinco Reis da Sabedoria do reino do Ventre em Vajrayana, conforme a tradição indo-tibetana, bem como na seita budista japonesa Shingon. Como Fudo-myo, Acala é considerado um dos treze Budas do Japão.

Iconografia

É tipicamente representado com uma espada para subjugar demônios em sua mão direita e uma corda para apanhá-los e prendê-los na esquerda. Ele tem um assustador rosto azul e é cercado de chamas, representando a purificação da mente. Freqüentemente é representado sentado ou de pé sobre uma rocha para demonstrar sua imobilidade. Normalmente seu cabelo tem sete nós e é penteado para o lado esquerdo, um estilo de penteado freqüente na iconografia budista. Também com freqüência ele é representado com duas presas protuberantes. Uma aponta para baixo, demonstrando sua compaixão pelo mundo, e uma aponta para cima, demonstrando sua paixão pela verdade.


fonte: Wikipédia

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26 de setembro de 2013

Mãozinha Preta

۞ ADM Sleipnir





A Mãozinha Preta, também conhecida como "Mãozinha-de-Justiça". é uma estranha criatura presente no folclore da região Sudeste do Brasil . Trata-se de uma mão peluda e preta que assombra as pessoas. De acordo com os relatos, ela não possui personalidade definida, pois em alguns casos suas aparições foram úteis. Em outros casos, a mãozinha preta causou transtornos. Não há motivos evidentes para que essa criatura apareça para determinada pessoa ou em determinado lugar. 

Ela aparece do nada vagando pelo ar, e às vezes pode ajudar em serviços domésticos, executando eles com perfeição e rapidez, mas quando é ofendida, a mãozinha preta persegue, puxa, belisca e até enforca suas vítimas. De acordo com o folclorólogo Câmara Cascudo, “como a mão é negra, não castigava nem atormentava os escravos. Daí sua popularidade entre eles”.

A seguir um relato enviado ao site sobrenatural.org em 6 de Junho de 2007,que pode ou não estar relacionado a uma de suas aparições:
"Bom, meu nome é Bruno, moro no interior paulista e o que vou contar foi algo que aconteceu há muito tempo. Hoje tenho 18 anos e isso aconteceu quando tinha 12 anos. Um dia, eu estava dormindo quando acordei no meio da noite para ir ao banheiro que ficava ao lado do meu quarto. Quando ia me levantar, senti um cansaço extremo e bem quando eu estava conseguindo levantar da cama veio tipo um vulto preto ou uma mão negra, que me empurrou de volta a cama e eu apaguei. Só no outro dia que comecei a entender o que aconteceu. Bom não sei se isso foi pesadelo ou sonho, mas sei que isso aconteceu comigo. Não estou aqui para falar mentira, isso foi verdade, aconteceu mesmo. Espero respostas."



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24 de setembro de 2013

Cherufe

۞ ADM Sleipnir



O Cherufe é uma gigantesca criatura antropofágica da mitologia mapuche, da cultura sul-americana no Chile.O Cherufe tem uma forma humanóide, composta de pedras e magma. Diz-se que o Cherufe habita as piscinas de magma encontradas no fundo dos vulcões chilenos e é a fonte de terremotos e erupções vulcânicas. Cherufes também são ditos serem a fonte de pedras mágicas ardentes (meteoritos e pedras vulcânicas) que causam danos em regiões vulcânicas.

A única maneira de diminuir o apetite de destruição de um Cherufe é saciar o gosto do criatura por carne humana. O povo mapuche desenvolveu um terrível sistema sacrificial onde as jovens virgens eram jogadas na boca dos vulcões. O gosto peculiar por virgens é semelhante aos dos dragões europeus.



Diz a lenda que uma vez que o Cherufe termina de consumir as partes mais delicadas de suas vítimas, ele pode deliciar-se com um jogo macabro onde ele incendeia as cabeças decepadas das jovens que foram sacrificadas a ele, e depois arremessa-las da boca de sua casa vulcânica.

De acordo com a mitologia sul-americana, para proteger a população local, o deus do sol enviou suas duas filhas guerreiras para imobilizar Cherufe. As guerreiras trouxeram consigo espadas mágicas, que eram capazes de congelar a criatura. Mas de vez em quando o Cherufe era capaz de escapar e causar erupções vulcânicas.



Na criptozoologia, o Cherufe é descrito como uma grande criatura humanóide reptiliana ou draconiana. As lendas sobre o Cherufe podem ter surgido para explicar as causas dos fenômenos naturais como terremotos e erupções vulcânicas, para as quais as pessoas daquela época não tinham nenhuma explicação científica. Investigadores criptozoológicos também consideram a possibilidade de que as lendas do Cherufe possam se basear, ainda que vagamente, em possíveis avistamentos de uma entidade biológica real, que teria sido capaz não só de sobreviver, mas progredir, no incrível calor da rocha derretida. Isso pode ser semelhante aos animais que crescem no enorme calor encontrado na rica exaustão mineral de fontes hidrotermais no fundo do oceano.






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22 de setembro de 2013

Narasima

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia hindu, Narasima (ou Narasimha) é um homem-leão, o quarto de dez avatares do deus Vishnu. A principal história sobre Narasima é a seguinte: um demônio chamado Hiranyakashipu obteve o dom da imortalidade, mas com algumas condições. Ele estaria seguro de todas as criaturas, com exceção de uma que não era nem homem nem animal, num momento em que não fosse nem dia nem noite, e em um lugar que não era nem dentro nem fora de seu palácio. 

Hiranyakashipu tornou-se um flagelo para toda a criação, vivendo sempre em busca de prazeres mundanos, tais como ouro (hyranya) e cama farta (kashipu), rapinando a própria espécie e todas as demais.


Prahlada, filho de Hiranyakasipu, no entanto, era um adorador de Vishnu e quando Hiranyakashipu ameaçou sua vida, ele invocou Vishnu para protegê-lo, e o deus veio para salvá-lo na forma de Narasima. Não sendo nem homem nem animal, mas ambos, ele capturou Hiranyakashipu ao pôr do sol (nem dia nem noite), na varanda de seu palácio (nem dentro nem fora), surgindo dramaticamente de uma coluna da varanda. Jogando o rei em seu colo, ele usou suas unhas para estirpá-lo.

A natureza animal sanguinária de Narasima sugere que em sua origem ele era uma divindade tribal. O mito, com cada divindade disputando a supremacia, também é interessante como registro da rivalidade entre os adoradores de Vishnu e Shiva.





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20 de setembro de 2013

Campos Elísios

۞ ADM Dama Gótica


Na mitologia grega, os Campos Elísios (em grego, Ἠλύσιον πέδιον, transl. Êlýsion pédion) é o paraíso, um lugar do mundo dos mortos governado por Hades, oposto ao Tártaro (lugar de eterno tormento e sofrimento). Em algumas versões, é cercado por um muro gigantesco, parecido com o muro das lamentações, para separá-lo do Tártaro. 

Nos Campos Elísios, estão as almas dos heróis, sacerdotes, poetas e deuses. Lá os homens virtuosos repousavam dignamente após a morte, rodeados por paisagens verdes e floridas, dançando e se divertindo noite e dia, descrição semelhante ao céu dos cristãos e muçulmanos. 

Hades moraria num palácio nos campos elísios com sua esposa Perséfone, e era ajudado por dois deuses que ficavam nos Campos, Tânatos, o deus da morte e Hipnos, o deus do sono. 

O palácio era circundado por um bosque de álamos e salgueiros estéreis. O solo era recoberto de asfódelo, uma planta das ruínas e dos cemitérios. Lá havia um vale por onde corria o rio Lete e onde as almas dos que iam voltar a Terra esperavam por um corpo, no momento devido. Em algumas versões o palácio de Hades ficava junto ao tribunal de julgamento. Certas versões obsoletas colocam o juiz Radamanto como cuidando dos campos elísios, e um de seus servos, seria Cronos, anteriormente o líder dos titãs, um deus maligno e cruel, mesmo assim Cronos nunca incomodou ninguém no paraíso. 


Nesse paraíso corriam dois rios, o rio Estige (o rio da imortalidade), que aparece em várias lendas e uma delas é quando a nereida Tétis tentou tornar Aquiles imortal mergulhando-o neste rio, porém, ao mergulhá-lo, segurou-o por um dos calcanhares e assim, esta parte ficou vulnerável, podendo levá-lo à morte; e o rio Lete, (o rio do esquecimento). Segundo versões, seus habitantes ficavam ali por 1000 anos, até suas memorias terrenas serem apagadas. Depois disto, esqueciam-se de toda a sua vida (provavelmente bebendo a água do rio Lete) e reencarnavam em outros corpos humanos ou animais. 

Elísio é um nome obscuro e misterioso, que pode ter evoluído de uma descrição de um lugar ou pessoa atingido por um raio, ἐνηλύσιον (enêlýsion). Alguns estudiosos também sugeriram que o elysion grego pode, ao invés disso, ter vindo do termo egípcio ialu (anteriormente iaru), que significava "juncos", numa referência específica aos "campos de junco" (em egípcio sekhet iaru / ialu), uma terra paradisíaca de fartura onde os mortos esperavam passar a eternidade. 

As pessoas que residiam nos Campos Elísios tinham a oportunidade de regressar ao mundo dos vivos, porem raramente o faziam devido a sua nova vida feliz nos campos.


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18 de setembro de 2013

Quimera

۞ADM Sleipnir



A Quimera (grego: Χίμαιρα Chimaira, ou Kimera, Chimaera) é um monstro da mitologia grega, originária da  Lícia, na Ásia Menor, e que possui o corpo e a cabeça de um leão com uma cobra como uma cauda e uma cabeça de cabra cuspidora de fogo vindo de suas costas. Diferentes versões da mitologia da Quimera tem descrições ligeiramente diferentes, como cabeça de dragão, asas nas costas ou toda a parte traseira como uma cobra, mas a maioria delas segue a descrição acima.

Independente da sua descrição, a Quimera é retratada como descendência dos monstros gregos  Tifão e Equidna, o que significa que ela é irmã de outros monstros gregos famosos, como a Esfinge, Cérbero e LadonOutras lendas atribuem o Leão de Neméia como uma descendência da Quimera, ao invés de seu irmão. 

Apenas avistar a Quimera já significava um mau presságio. O monstro grego regularmente aparecia diante de catástrofes, como naufrágios, tempestades violentas, e erupções vulcânicas. 

O momento mais famoso envolvendo a Quimera na mitologia grega é quando o herói Belerofonte, com a ajuda de seu fiel cavalo alado Pégaso, matou a Quimera com um golpe de lança arremessada do céu.



Além da mitologia, o termo "quimérico" é utilizado nas pesquisas científicas para definir um animal que contém mais do que um conjunto de códigos genéticos. Este é um aceno claro para o monstro grego, em que o monstro em si é uma combinação de três animais diferentes 'normais'.

Quimera é também o termo usado para se referir a qualquer outra criatura ou estar com características físicas e mentais ou traços de várias outras criaturas. A utilização desse termo é o elemento mais duradouro do mito sobre a Quimera. Mais tarde na época medieval, a palavra foi usada para descrever qualquer combinação de monstros híbridos, e tinha uma profunda ligação com o mal e o demoníaco. Existem muitos monstros híbridos, mesmo se tomarmos como referência apenas os monstros da mitologia grega, e isso é interessante pois  a Quimera foi o único de todos eles que acabou por definir um termo que ainda é usado em múltiplas finalidades hoje.



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16 de setembro de 2013

Iansã (Oyá)

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia iorubá, Iansã ou Oyá é a deusa dos fenômenos climáticos, especialmente dos tornados, raios, tempestades destrutivas, do fogo, da liderança feminina, do encanto persuasivo e da transformação. Ela também é uma das mais poderosas divindades do candomblé brasileiro. Quando as mulheres sentem que estão às voltas com problemas de difícil solução, é a ela que devem pedir proteção. Usando a cor da uva, sua predileta, exibindo nove redemoinhos (nove é o seu número sagrado), ela é representada com um turbante imitando os chifres de um búfalo, pois se diz que ela assumiu a forma de um búfalo quando se casou com Ogum.

Na mitologia iorubá, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. Sua saudação é "Epa hey". Seus símbolos são: a espada e o eruexim. Oferendas: acarajé, ekuru e abará.



Iansã é uma divindade das águas como Oxum e Iemanjá, mas também é relacionada ao elemento ar, sendo uma das divindades que controla os ventos. Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade, sendo que a tempestade é uma das representações do deus do fogo Xangô. Assim como a deusa Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações, para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns.

O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer, Iansã: a mãe do céu rosado ou a mãe do entardecer. Era como ele a chamava, pois dizia que ela era radiante como o entardecer. Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Xangô o Deus das Tempestades pedindo a ele clemência, Xangô sentenciou: aquele que lembrar, Cultuar, suas esposas seria poupado de sua sentença, ou seja, isso se aplica a Obá e Oxum. Muitos costumam afirmar que Iansã seria uma contração de Mãe dos filhos, muito embora essa afirmação seja realizada por pessoas que não conhecem seu verdadeiro sentido.

Em uma de suas lendas Iansã não podia ter filhos, e foi consultar o babalawo. Este lhe disse, então, que, se fizesse sacrifícios, ela os teria. Um dos motivos de não os ter ainda era porque ela não respeitava o seu tabu alimentar (eewó) que proibia comer carne de carneiro. O sacrifício seria de 18.000 mil búzios (o pagamento), muito panos coloridos e carne de carneiro. Com a carne ele preparou um remédio para que ela o comesse; e nunca mais ela deveria comer desta carne. Quanto aos panos, deveriam ser entregues como oferenda. Ela assim fez e, tempos depois, deu à luz nove filhos (número místico de Oyá). Daí em diante ela também passou a ser conhecida pelo nome de “Iyá omo mésan”, que quer dizer "a mãe de nove filhos'"

No candomblé a cor utilizada para representá-la é a rosa ou o vermelho terra. Na umbanda sua cor varia entre o coral e o amarelo.  No Brasil houve uma grande distorção com relação as suas regências e origens. Oyá Iansã no Brasil - é uma divindade da mitologia iorubá associada ao vento e as águas, sendo mulher de Xangô, o senhor dos raios e tempestades.




Sincretismo

Em Cuba, Iansã foi sincretizada na Santeria com as imagens católicas de Nossa Senhora da Candelária (padroeira das Ilhas Canárias, na Espanha) e Santa Teresa de Lisieux, e seu dia de festa é 02 de fevereiro. Em Salvador, Oyá ou Iansã é sincretizada com Santa Bárbara, madrinha do Corpo de Bombeiros e padroeira dos mercados, é homenageada no dia 4 de dezembro na Festa de Santa Bárbara da Igreja Católica, em um grande evento sincrético, composto de missa, procissão feita por católicos e praticantes do Candomblé, além das festas nos terreiros, o caruru de Iansã, samba de roda e apresentação de grupos de capoeira e maculelê.





fonte:
http://www.olhosdebastet.com.br/


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14 de setembro de 2013

Aniversário de 1 Ano do Portal dos Mitos

Olá leitores do Portal dos Mitos, sou Rodrigo Viany, o ADM Sleipnir, e hoje é uma data muito especial para mim e os demais administradores (Berserk, Dama Gótica e Lenneth): é o 1º aniversário do blog! Nesse um ano de blog nós postamos mais de 350 artigos, quase uma postagem por dia. Passamos por alguns problemas com administração, com tempo e outros assuntos que quase me fizeram abrir mão desse blog, mais minha paixão pelo que faço aqui me faz querer trazer mais e mais temas para vocês!

Eu gostaria de agradecer em nome de todos os administradores a todos os blogs parceiros que aceitaram a nossa parceria lá no começo, quando ainda nem havia muito conteúdo postado, e também aqueles que solicitaram a nossa parceira, todos vocês são importantes. Um agradecimento especial a minha esposa, a ADM Dama Gótica e o seu blog Meu Monstrinho Bizarro, que está sempre me dando uma força nas postagens. E a todos os leitores que apreciam, comentam, participam ou apenas leem nossos artigos, o nosso MUITO OBRIGADO!



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13 de setembro de 2013

Sexta Feira 13

۞ ADM Dama Gótica



A Sexta-Feira 13 de qualquer mês é conhecida popularmente como um dia de azar, pois o número 13 é considerado na numerologia um número irregular, e um sinal de infortúnio. Foi numa Sexta-Feira o dia que Jesus foi crucificado e a Sexta-Feira é dita ser um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13) tem-se o mais azarado dos dias.

Mitologia Nórdica

Existem duas lendas da Mitologia Nórdica que podem ter originado essa crença. Na primeira delas, houve, no Valhalla - a morada celestial das divindades - um banquete para 12 convidados. Loki, deus da discórdia, apareceu sem ser convidado e suas ações culminaram com a morte do deus Balder, o favorito dos deuses. Instituiu-se, então, a superstição de que convidar 13 pessoas para jantar era desgraça na certa e esse número ficou marcado como símbolo do azar. 

E a segunda lenda é protagonizada pela deusa do amor e da beleza, Frigga, cujo nome deu origem às palavras friadagr e friday, "sexta-feira" em escandinavo e inglês respectivamente. Quando as tribos nórdicas se converteram ao cristianismo, a personagem foi transformada em uma bruxa exilada no alto de uma montanha.

Para se vingar, Frigga passou a reunir-se, todas as sextas-feiras, com outras 11 feiticeiras, mais o próprio Satanás, num total de 13 participantes, para rogar pragas sobre a humanidade. Da Escandinávia, a superstição espalhou-se por toda a Europa, reforçada pelo relato bíblico da Última Ceia, quando havia 13 pessoas à mesa, na véspera da crucificação de Cristo - que aconteceu numa sexta-feira. No Antigo Testamento judaico, inclusive, a sexta-feira já era um dia problemático desde os primeiros seres humanos. Eva teria oferecido a maçã a Adão numa sexta-feira e o grande dilúvio teria começado no mesmo dia da semana.

No Judaísmo

No Judaísmo, Eva ofereceu a maçã a Adão na sexta-feira, e o dilúvio começou no mesmo dia.

No Cristianismo

No cristianismo é relatado um evento de má sorte em 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV da França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram em seguida, por mortes trágicas, Jesus por crucificação e Judas provavelmente por suicídio.

Diversas culturas a consideram como dia de mau agouro:    
  • Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira 13. Segundo a superstição náutica, é bom começar o fim de semana só no sábado mesmo e evitar zarpar em uma sexta-feira para não desagradar a deusa Freya.
  •  No Tarô, a carta de número 13 representa a Morte.
  • Na América do Norte e na Europa, parte da população, durante a sexta-feira 13, não entra em aviões, não dão festas, nem iniciam um novo projeto, e alguns nem chegam a ir ao trabalho, devido ao medo dessa data.
  • O folclore macedônio proíbe cortar o cabelo e as unhas nesse dia e os brâmanes e parses indianos, bem como os burmaneses, acham que é um dia de mau agouro.
Em Portugal, muitas cidades e vilas celebram a Sexta-feira 13. As festas incluem bruxas, teatro, fogueira e banquetes com produtos locais.


Nos anos 80 foi lançada uma franquia de  filmes intitulada "Friday 13 (Sexta-feira 13)", em que o personagem principal é Jason, um serial killer que usa uma mascara de hóquei e tem como arma um facão.





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12 de setembro de 2013

Ryujin

۞ ADM Sleipnir


Ryujin (Rinjin, Ryo-Wo, Ryōjin - "Rei Dragão" ou "Ser Luminoso") é o deus dragão dos mares da mitologia japonesa. Ele era símbolo de poder e do oceano. As especificidades de sua natureza física não são claras, mas pode-se supor que Ryujin, como outros dragões japoneses, não costumava voar, tinha um corpo serpentino e três dedos com garras em cada pé. Ele tinha uma grande boca aberta e era capaz de se transformar em uma forma humana. Seus mensageiros eram as tartarugas marinhas. De seu palácio submarino chamado Ryugu, ele controlava as marés através de jóias mágicas.

Uma vez, o deus dragão entregou as jóias para Isora, o deus da praia, para que o mesmo pudesse passá-las para a imperatriz Jingo. A frota japonesa (incluindo a imperatriz) estava navegando em direção a Coréia com a intenção de invadi-la, quando a frota coreana iniciou um confronto contra eles. Quando a imperatriz viu a frota inimiga se aproximando, ela lançou a jóia da maré baixa na água, fazendo com que a maré recuasse e assim encalhasse a frota coreana. 




Os coreanos saltaram de seus barcos para o lodaçal para atacar, mas nesse exato momento, Jingo jogou a Jóia da maré alta em cima da faixa de terra. Uma gigantesca onda varreu os soldados coreanos, afogando todos eles e empurrando a frota japonesa em direção ao porto coreano ,garantindo assim a vitória para a imperatriz Jingo e sua frota. Algum tempo depois, Ryujin deu de presente as jóias da maré em uma bela casca-de-rosa para o príncipe Ojin, filho da imperatriz.

Outro conto com a participação de Ryujin está relacionado com a forma como as águas-vivas (ou polvos, conforme a versão) perderam seus ossos. A história se passa há muito tempo, quando as águas-vivas ainda tinham barbatanas, pés e ossos e eram servos do deus dragão. Em diferentes versões da história, Ryujin, sua filha Otohime (Toyo-Tame) ou sua esposa tiveram um desejo de comer um fígado de um macaco vivo. O dragão enviou uma água-viva para a terra para encontrar e trazer um macaco até o palácio Ryugu. Um macaco foi atraído facilmente com a promessa de ver o maravilhoso palácio submarino de Ryujin, mas ao longo do caminho, a água-viva se sentiu culpada e disse ao macaco qual a verdadeira razão pela qual ele estava sendo convidado para o palácio. O macaco, após um rápido raciocínio, disse a água-viva que ele havia retirado o fígado dele, e deixado-o em um frasco na terra, e ficaria feliz em ir buscá-lo. Depois de esperar por um tempo, a água-viva voltou para Ryugu e explicou à Ryujin o porque do macaco demorar a chegar. Ryujin ficou tão furioso que espancou a água-viva até que seus ossos fossem esmagados, e por isso as águas-vivas são como as conhecemos hoje.

Todos os anos, perto do Gion Matsuri (um festival anual do Santuário Yasaka ), trinta e um históricos carros alegóricos temáticos chamados Yamaboko formam um longo desfile que é puxado pelas ruas. Um destes carros tem a forma de um navio antigo. De acordo com as lendas, este navio era chamado de Jingu Kogo e foi usado para transportar a imperatriz japonesa. As principais figuras sobre esse carro são a Imperatriz Jingo e Ryujin.




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10 de setembro de 2013

A Boneca Annabelle

۞ ADM Berserker



Em 1970, uma mãe comprou uma antiga boneca modelo "Raggedy Ann" de uma loja para colecionadores de bonecas. A boneca foi um presente de aniversário para a filha, Donna, que na época estava cursando faculdade, se preparando para formar-se em enfermagem e morava em um pequeno apartamento com sua companheira de quarto Angie (também enfermeira). Contente com a boneca, Donna a colocou sobre sua cama como uma decoração e não lhe deu maior atenção depois de alguns dias. Com o tempo, Donna e Angie notaram que parecia haver algo estranho e arrepiante com a boneca. Ela aparentemente se movia sozinha. No primeiro momento, movimentos relativamente imperceptíveis, como mudanças de posição, mas com o tempo as movimentações se tornaram mais notáveis. Donna e Angie chegavam em casa e encontravam a boneca em uma sala completamente diferente de onde à haviam deixado. De vezes em quando, encontravam a boneca no sofá de pernas e braços cruzados, outras vezes era encontrada de pé, encostada em uma cadeira na sala de jantar. Várias vezes Donna colocava a boneca no sofá antes de sair para o trabalho, e quando voltava para casa encontrava a boneca em seu quarto sobre a cama com a porta fechada. 


As Mensagens

A boneca, não só se mexia, mas também escrevia. Após cerca um mês de experiências, Donna e Angie começaram a encontrar mensagens escritas à lápis em papel de pergaminho onde lia-se "Ajude-nos" e "Ajude-me". A escrita à mão aparentava ser de uma criança pequena. A parte arrepiante sobre as mensagens não eram os textos, mas a maneira na qual foram escritos. Na época, Donna não possuía papel de pergaminho, onde as mensagens foram escritas, em sua casa. Então, de onde veio esse papel? 

A Médium

Uma noite, Donna voltou para casa e encontrou a boneca novamente em uma posição diferente da que havia deixado, desta vez em sua cama. Donna descobrira que isso era típico da boneca, mas de alguma forma ela sabia que desta vez era diferente, algo não estava certo. Uma sensação de medo à tomou quando ao inspecionar a boneca, viu o que pareciam gotas de sangue na parte de trás de suas mãos e em seu peito. Aparentemente, do nada, um líquido vermelho apareceu na boneca. Assustadas e desesperadas Donna e Angie decidiram que era hora de procurar aconselhamento especializado. 

Sem saber para onde ir, elas entraram em contato com uma médium e uma sessão foi realizada. Donna foi então apresentada ao espírito de Annabelle Higgins. A médium contou a história de Annabelle para Donna e Angie. Annabelle era uma menininha que residia naquele lugar antes dos apartamentos serem construídos, aqueles foram "momentos felizes". Ela era uma menina de apenas sete anos de idade quando seu corpo sem vida foi encontrado no campo onde agora o complexo de apartamentos estava. 

O espírito relatou a médium que ela se sentiu confortável com Donna e Angie e queria ficar com elas e ser amada. Sentindo compaixão por Annabelle e sua história, Donna permitiu que a menina continuasse na boneca para que pudesse ficar com elas. No entanto, elas logo descobriram que Annabelle não era o que parecia ser. Esse não era um caso comum e definitivamente aquela boneca também não era. 

O relato de Lou

Lou era amigo de Donna e Angie e esteve com elas desde o dia em que a boneca chegou. Lou nunca gostou muito da boneca e por várias vezes advertiu Donna que ela era má e deveria livrar-se dela. Porém, Donna tinha um laço de compaixão pela boneca e sem dar muito crédito aos conselhos de Lou, ficou com a boneca. A decisão de Donna, ao que parece, foi um erro terrível. 

Uma noite Lou acordou de um sono profundo e em pânico. Mais uma vez ele teve um pesadelo recorrente. Só que desta vez de alguma forma, algo parecia diferente. Era como se ele estivesse acordado, mas não conseguia se mexer. Ele olhou ao redor do quarto, mas não conseguia discernir nada fora do normal, e então aconteceu. Olhando para baixo na direção de seus pés, ele viu a boneca, Annabelle. Ela começou a deslizar lentamente subindo por sua perna, moveu-se e então parou sobre seu peito. De repente a boneca estava o estrangulando. Paralisado e ofegante Lou, no ponto de asfixia, apagou. Ele acordou na manhã seguinte, certo de que não era um sonho, Lou estava determinado a livrar-se da boneca e do espírito que a possuía. Lou, no entanto, teria mais uma apavorante experiência com Annabelle. 

Preparando-se para uma viagem no dia seguinte, Lou e Angie estavam lendo sobre mapas sozinhos em seu apartamento. O apartamento parecia estranhamente silencioso. De repente, sons vindos do quarto de Donna despertaram o medo de que alguém poderia ter invadido o apartamento. Lou, determinado a descobrir quem ou o que estava lá, foi caminhando silenciosamente até a porta do quarto. Ele esperou os ruídos pararem antes de entrar e acender a luz. O quarto estava vazio, exceto por Annabelle que estava jogada em um canto no chão. 

Lou vasculhou o quarto à procura por sinais de uma entrada forçada, mas nada estava fora do lugar. Entretanto, quando se aproximou da boneca, teve a nítida impressão de que alguém estava atrás dele. Rapidamente Lou se virou e percebeu que não havia ninguém ali. Em seguida, ele se viu agarrando seu peito e se retorcendo de dor por estar cortado e sangrando. Sua camisa estava manchada de sangue e ao abrir-la, viu em seu peito o que pareciam ser sete marcas distintas de garras, três na vertical e quatro na horizontal, todas estavam quentes como queimaduras. Essas marcas se curaram quase imediatamente no dia seguinte e sumiram completamente no segundo dia. 


A Investigação Paranormal - Os Warrens




Donna finalmente estava disposta a acreditar que o espírito na casa não era o de uma garotinha, mas um espírito de natureza demoníaca. Depois da experiência de Lou, Donna sentiu que era hora de procurar aconselhamento realmente especializado e entrou em contato com um padre episcopal chamado Padre Hegan. O Padre sentiu que era uma questão espiritual e que precisava entrar em contato com uma autoridade superior na igreja, então ele recorreu ao Padre Cooke, que imediatamente contatou os Warrens.


Ed e Lorraine Warren imediatamente se interessaram no caso e entraram em contato com Donna a respeito da boneca. Os Warrens, depois de conversarem com Donna, Angie e Lou, chegaram à imediata conclusão de que a boneca em si não era de fato possuída, mas manipulada por uma presença inumana. Espíritos não possuem objetos inanimados, como casas ou brinquedos, eles possuem pessoas. Um espírito inumano pode se atar a um lugar ou objeto e isso foi o que ocorreu no caso Annabelle. O espírito manipulou a boneca e criou a ilusão de que ela estaria viva, na tentativa de obter atenção. Na realidade, o espírito não pretendia ficar vinculado à boneca, ele procurava possuir um hospedeiro humano.

O espírito, ou neste caso, o demônio, estava essencialmente em estágio de infestação do fenômeno. Ele começou a mover a boneca pelo apartamento por meio de teletransporte para incitar a curiosidade dos moradores na esperança de que eles lhe dessem atenção. Depois cometeram o previsível erro de chamar um médium ao apartamento para que pudessem se comunicar. O espírito inumano, agora capaz de se comunicar através do médium, explorou as vulnerabilidades emocionais das garotas fingindo ser uma inofensiva menininha perdida, que durante a sessão, foi dada a permissão de Donna para assombrar o apartamento. Um espírito demoníaco é tão negativo quanto os fenômenos causados por ele. Ele despertou o medo através dos movimentos estranhos da boneca, trouxe a materialização de perturbadoras mensagens manuscritas, as simbólicas gotas de sangue na boneca, e por último chegou a atacar Lou, deixando nele a simbólica marca da besta. A próxima fase da infestação do fenômeno teria sido uma possessão humana completa. Se essas experiências tivessem durado mais duas ou três semanas, o espírito teria possuído totalmente alguem, isso se não prejudicasse ou matasse um ou todos os moradores da casa. 

Na conclusão da investigação, os Warrens consideraram oportuno ter uma recitação de uma bênção de exorcismo pelo Padre Cooke para limpar o apartamento.

"A bênção episcopal da casa é extensa, um documento de sete páginas que é distintamente de natureza positiva. Ao invés de especificamente expulsar entidades malignas da habitação, o foco é em encher a casa com poderes positivos e de Deus." (Ed Warren)
A pedido de Donna, e como uma precaução adicional para que os fenômenos não ocorressem novamente na casa, os Warren levaram a boneca de pano junto com eles quando foram embora. 


A Conclusão



Padre Cooke, embora desconfortável com seu papel de exorcista, concordou em realizar o ritual de exorcismo das sete páginas, uma doutrina que ele recitou por todo o apartamento até o ponto em que os Warren estavam confiantes de que a entidade não estava mais lá. Eles concordaram em levar a boneca de pano com eles. Antes de ir, Ed colocou a boneca no banco de trás do carro e concordou que não iria dirigir pela interestadual, no caso de o espírito inumano ainda estar com a boneca. 

Suas suspeitas estavam todas corretas, os Warrens sentiram-se como objetos de um ódio vicioso. Em cada curva perigosa o carro desviar-se e morria fazendo a direção hidráulica e os freios falharem. Repetidamente o carro quase batia. Então Ed foi até o banco de trás e tirou de sua bolsa, um frasco de água benta e encharcou a boneca fazendo o sinal da cruz sobre ela. Os distúrbios foram interrompidos imediatamente e os Warrens chegaram em segurança até sua casa.

Após a chegado dos Warren em casa, Ed sentou a boneca em uma cadeira ao lado de sua mesa. No início a boneca levitou por várias vezes, em seguida ela parecia cair inerte. No entanto, durante as semanas que se seguiram, ela começou a aparecer em vários cômodos da casa. Quando os Warrens saiam e deixavam a boneca trancada em um lugar fora da casa, eles muitas vezes voltavam para casa e quando abriam a porta da frente, à encontravam sentada confortavelmente na poltrona de Ed. A boneca também mostrou um ódio por clérigos que foram até a casa. 

Em uma ocasião o Padre Jason Bradford, um exorcista católico, foi à casa. Ao ver a boneca sentada na cadeira, ele pegou e disse: "Você é apenas uma boneca de pano Annabelle, você não pode machucar ninguém", e jogou a boneca de volta na cadeira, nesse ponto Ed exclamou: "Isso é uma coisa que é melhor você não dizer." Ao sair, uma hora mais tarde, Lorraine pediu encarecidamente ao padre para que tomasse muito cuidado ao dirigir e que ligasse para ela quando chegasse em casa. Lorraine previu uma tragédia para o jovem sacerdote, mas ele teve de seguir o seu caminho. Poucas horas depois Padre Jason ligou para Lorraine e explicou que seus freios falharam quando ele entrou em um cruzamento movimentado. Ele foi envolvido em um acidente quase fatal que destruiu seu veículo. Este foi apenas um dos muitos eventos que ocorreriam durante os próximos anos. 

Os Warrens tem uma caixa construída especialmente para Annabelle dentro do Museu do Oculto (Occult Museum), onde ela reside até hoje. Desde a construção da caixa, Annabelle parece não mais se mover, mas ela é tida como responsável pela morte de um rapaz que foi ao museu em uma moto com sua namorada. O jovem, após ouvir o relato de Ed sobre a boneca, desafiadoramente começou a bater na caixa insistindo que se a boneca podia deixar marcas nas pessoas, então ele também queria ser marcado. Ed disse para o jovem: “Filho, você precisa sair" e o colocou para fora do Museu.


No caminho para casa, o jovem e sua namorada estavam rindo e zombando da boneca quando ele perdeu o controle da motocicleta e bateu a cabeça em uma árvore. O rapaz morreu na hora, mas sua namorada sobreviveu e ficou hospitalizada por mais de um ano. Quando perguntada o que aconteceu, a jovem explicou que eles estavam rindo da boneca, quando perderam o controle da motocicleta. Ed alerta você para não desafiar o mal, pois nenhum homem é mais poderoso do que Satanás. 


Curiosidade: Na próxima sexta feira (13/09), estreia o filme “Invocação Do Mal”, baseado na historia de Annabelle e os Warrens. Abaixo você confere um trailer do filme e também um vídeo contando sobre essa assustadora lenda.


Trailer do Filme



Documentário sobre a Lenda 







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Ruby