8 de janeiro de 2013

Odin

۞ ADM Sleipnir


Odin (em nórdico antigo: Óðinn, também chamado de Wotan, e conhecido pela alcunha de "Pai-de-todos") é o principal deus da mitologia nórdica e líder do clã dos deuses AesirSeu nome significa "fúria" ou "frenesi", a qualidade de inspiração feroz que guia igualmente guerreiros e poetas. Seu papel na mitologia, assim como o de vários deuses nórdicos, era complexo; era o deus da sabedoria, da guerra e da morte, embora também fosse em menor escala o deus da magia, da poesia, da profecia, da vitória e da caça. Odin era sobretudo adorado pelas classes sociais superiores.

Ele é o deus nórdico supremo, aquele a quem as demais divindades pedem ajuda e conselhos. Ele os governa de seu palácio Valhalla, localizado no reino celestial chamado Asgard, e de seu trono (chamado Hliðskjálf) ele é capaz de enxergar todos os nove mundos. Como o deus da guerra, Odin vigia os guerreiros que tombaram no campo de batalha, e encarrega as valquírias de recolher os corpos dos heróis mortos em combate, que se sentam ao seu lado em Valhalla, onde o próprio Odin preside um banquete para eles. No fim dos tempos Odin conduzirá os deuses e esses guerreiros contra as forças do caos na batalha do fim do mundo, o Ragnarök. Nesta batalha, Odin está destinado a ser morto e devorado pelo feroz lobo Fenrir, que por sua vez será morto por Vidar, um de seus filhos.



Genealogia

Odin era filho de Borr e da jotunn ("gigante") Bestla e irmão dos deuses Vili e Ve. Com sua esposa Frigga, Odin foi pai de Balder, Hod e Hermod. Com a jotunn Jord, foi pai de Thor. Outros filhos conhecidos de Odin são Vidar e Váli.

Iconografia



Odin costuma ser descrito como um homem velho, vestindo um manto e um chapéu de abas largas, que esconde a face sob o olho perdido. Muitas vezes, ele é acompanhado por um par de lobos chamados Geri e Freki, que assombram campos de batalha e devoram a carne dos guerreiros caídos, e por um par de corvos chamados Hugin (Espírito e Pensamento) e Munin (Memória e Entendimento), que viajam ao redor do mundo e do submundo todos os dias, voltando para contar ao seu sábio e amado mestre sobre tudo o que viram. Odin ocasionalmente monta um cavalo de oito patas chamado Sleipnir, que pode viajar a grande velocidade pelo ar e pela água. A principal arma de Odin é a lança Gungnir, presente dos mágicos anões ferreiros, que só se detêm após atingir seu alvo. 





Mitos 

Odin atravessou a história do mundo nórdico desde sua criação até a sua destruição. Antes que o mundo existisse, ele e seus dois irmãos mais novos, Vili e Ve, mataram o gigante de gelo primordial, Ymir. Eles usaram os ossos, sangue e carne de Ymir para formar o universo. Odin separou os céus para os deuses, o mundo do meio para os humanos e anões, e o submundo para os mortos. Ele, então, criou o primeiro homem e a primeira mulher de um freixo e um olmo. 

Odin foi creditado com grande sabedoria, incluindo conhecimentos de magia e adivinhação. No entanto, ele pagou um alto preço por este presente, dando um de seus olhos em troca de beber da água do poço de Mimir. As águas deste poço, que se infiltrou entre as raízes de Yggdrasil , continha grande sabedoria. Outro mito diz que Odin esfaqueou-se com sua lança mágica, chamada Gungnir, e permaneceu pendurado nos galhos de Yggdrasil por nove dias e noites em uma morte em vida. Este auto-sacrifício lhe deu conhecimento das runas, os símbolos nórdicos utilizados para a escrita e adivinhação. No entanto, apesar de Odin ser sábio, ele também era astuto e traiçoeiro. Não era incomum, por exemplo, para ele quebrar sua palavra ou colocar as pessoas umas contra as outras para começar conflitos. 



Odin tinha o poder de mudar a sua aparência, e essa habilidade desempenha um papel no mito que explica ligação de Odin com a poesia. O mais sábio ser que já viveu foi Kvasir, a quem os deuses tinham formado a partir de sua própria saliva. Uma dupla de anões chamados Fjalar e Galar mataram Kvasir e misturaram seu sangue com mel para formar uma poção que concedia a sabedoria e o dom da poesia a quem o consumisse. Posteriormente, esses anões matam um gigante chamado Gilling e o seu filho, Suttung, os captura e os aprisiona em uma rocha próximo ao mar, onde são deixados para morrer. Em troca da liberdade, os anões oferecem a Suttung a poção da sabedoria.

Suttung escondeu a poção no meio de uma montanha e designou a sua filha para protegê-la. Ao tomar conhecimento da situação, Odin transformou-se numa serpente e deslizou através de um pequeno buraco na montanha. Então, tomando a forma de um belo gigante, seduziu a filha de Suttung para deixá-lo beber a poção. Após consumir toda a poção, Odin se transformou em uma águia e voou para Asgard, onde vomitou a poção em três cubas sagradas. Algumas gotas da poção caíram na Terra durante o voo e então se tornaram inspiração para os poetas humanos. 


Outro mito revela Odin tanto uma figura traiçoeira como responsável pela justiça divina. Certa vez ele observava dois jovens príncipes, Agnar e Geirrod, e seguindo o conselho de Odin, Geirrod enviou Agnar para o mar em um barco e, em seguida, reportou aos seus pais que seu irmão havia se afogado. Após Geirrod crescer e se tornar rei, ele foi testado quando um homem chamado Grimnir apareceu em sua corte. Temendo que o homem fosse um feiticeiro, Geirrod o torturou. No entanto, o filho do rei mostrou piedade a Grimnir e o ajudou. Após prever que Geirrod se mataria com sua própria espada, Grimnir revelou que ele era Odin. O rei pegou sua espada para atacá-lo, mas tropeçou e esfaqueou a si mesmo. No fim, Odin eleva o gentil filho de Geirrod ao trono.

Culto

                                                                               

O culto de Odin floresceu em grande parte do norte da Europa e ganhou força entre 700 e 800 d.C., a idade dos Vikings. Estes guerreiros nórdicos, especialmente os combatentes temíveis chamados berserkers, consideravam Odin como seu patrono especial. As cerimônias em sua homenagem incluíam sacrifícios humanos, onde as vítimas eram mortas por lanças ou pelo fogo. No entanto, rituais e enforcamentos foram especialmente importantes na adoração de Odin, que foi chamado às vezes de "Senhor da Forca" por causa do seu próprio enforcamento mítico na árvore Yggdrasil. Quando os vikings invadiram Nantes, uma cidade no noroeste da França, em 842, eles enforcaram muitos dos habitantes, talvez como uma oferenda a Odin.

O nome do quarto dia da semana em inglês, Wednesday ("Quarta-Feira") vem de Woden's Day ("Dia de Odin"), sendo Woden um antigo nome do deus em inglês.  




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13 comentários:

  1. Impressionante a qualidade do seu blog! Uma pequena sugestão: acho que poderia pesquisar um pouco sobre a mitologia envolvendo corvos (iniciando pelos corvos de Odin (Hugin e Munin), a deusa Morrigna, Halphas, Tengu,Yatagarasu etc.)para colocar no blog!.

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    1. Sleipnir: Obrigado, alguns dos temas mencionados já se encontram no blog (Morrigan e Tengu). Dentro do possível estaremos trazendo todos os outros também. Continue nos prestigiando com sua leitura e sua opinião.

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  2. odim era do mal???disseram-me que tenho Odim e iaao pareceu-me we um motivo para má sorte.

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    1. Veja meu site: portaldeodin lá eu explico o que significa Odin

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  3. você não acha melhor colocar suas postagens em ordem de acontecimento

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  4. Por algum erro, fui direcionado pra cá.
    Aqui há uma prova inequívoca de quanto tempo muita gente perde escrevendo e lendo bobagens. Inacreditável!

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    1. Você errou foi em ter nascido, seu pedaço de bosta. Deve ser evanjegue.

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    2. Nossa, que pessoa amarga.
      Devemos respeitar o interesse dos outros. Eu mesma adoro ler sobre mitologia, mesmo reconhecendo que é muita bobagem e que não serve pra nada.

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    3. Vale lembrar que ainda existem pessoas que cultuam os deuses antigos =D Não desmereço seu deus, então não desmereça os meus =D

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  5. Muito bom, fiquei fascinado pela história do deus Odin. Espero que continue divulgando novos textos e novas imagens.

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  6. O portal dos mitos é muito legal!
    Vale salientar, que os mitos serviram para explicar determinadas coisas para os povos antigos. E com isso, não podemos esquecer que também influenciaram a nossoa sociedade ocidental. Os mitos que mais influeciaram o ocidente foi o dos gregos e bíblicos. Portanto, os mitos serviram para algo, sim! Isso foi uma resposta ao rapaz que disse que a mitologia não serve e é pura bobagem!

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