30 de setembro de 2012

Sleipnir

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia nórdica, Sleipnir é a montaria mágica de Odin. O lendário corcel de oito patas é o ser mais rápido entre os planos. O seu nome significa "suave" ou "aquele que plana no ar". Ele também é associado com as palavras esguio e escorregadio.

O nascimento de Sleipnir


Thor, O Matador de Gigantes, estava longe de Asgard matando gigantes no norte, quando um gigante de gelo, disfarçado como um humano pedreiro, ofereceu-se para reconstruir a muralha em torno de Asgard em troca do sol, da lua, e da deusa Freya. Os deuses aceitaram, pensando que seria um bom negócio, uma vez que parte da muralha já estava caindo aos pedaços. Além disso, o gigante precisaria completar o seu trabalho em apenas seis meses, pois Thor retornaria no final deste prazo e o mataria. O gigante fez somente uma pergunta: se poderia usar o seu garanhão (cavalo) cinza, Svadilfari (traduzindo, "escravo", ou possivelmente "condenado"). Loki rapidamente aceitou o acordo, antes que qualquer outro deus pudesse fazer uma objeção. Usando o garanhão, o gigante começou a construção da muralha, e receberia o sol, a lua e Freya.

Os deuses, vendo isso, ficaram furiosos com Loki, e disseram que, caso eles perdessem, o torturariam eternamente (o que aconteceu de outra forma). Então, enquanto Svadilfari estava carregando o último tijolo para completar a muralha, Loki transformou-se em uma linda égua branca, e atraiu o garanhão para longe, irritando o gigante, que começou a destruir a muralha de tanta raiva. Assim, enquanto destruía a muralha, Thor apareceu e esmagou o gigante com o seu martelo Mjolnir. Loki, mais tarde, deu à luz Sleipnir, a montaria de Odin, que é descendente do garanhão cinza Svadilfari e Loki enquanto "ele" era uma linda égua branca.




As Eddas

De acordo com a Edda em prosa (manual islandês de poemas, que contém muitas histórias da mitologia nórdica), Loki retornou à Asgard e deu à luz o cavalo de oito patas para Odin, dizendo a ele que o cavalo era o mais ágil na Terra e levaria Odin sobre o mar, através dos céus e até à terra dos mortos. De acordo com Sigrdrífumál na Edda poética, Sleipnir possuía runas esculpidas em seus dentes.

Origem e interpretação

Foi sugerido que Sleipnir, por ter oito patas, seria a simbologia de quatro homens carregando um caixão, pois ele podia levar o seu cavaleiro até o mundo dos mortos. Há também a hipótese de que se refere a um cavalo real que possuía três patas, uma manifestação genética chamada polidactilia que, ocasionalmente, ocorre nas patas posteriores ou anteriores de um cavalo. Tal anomalia, geralmente, não representa um risco ao animal. Apesar de rara, ela já foi vista em um cavalo que Júlio César montou em diversas batalhas, reforçando esta teoria no mito.

Outras idéias

Ásbyrgi (literalmente, "Forte dos Aesir") no nordeste da Islândia diz-se ter sido criada quando o casco de Sleipnir encostou no chão. Uma estátua feita de aço de Sleipnir, é um dos destaques da cidade Wednesbury (que significa Monte de Odin), localizada na terra média do Reino Unido.

Formas familiares

O nome de Sleipnir, às vezes, é traduzido como "Sleipner", especialmente, em trabalhos populares. Essa forma escrita é uma das mais utilizadas na Escandinávia.


fonte: Wikipédia


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27 de setembro de 2012

Pazuzu - O Rei dos Demônios dos Ventos

۞ ADM Demon Girl




Na mitologia suméria, Pazuzu era o rei dos demônios do vento e o deus da fome e da seca. Era filho do deus Hanbi e sob o comando do deus Anu, veio do paraíso para combater a deusa maligna Lamashtu. Os mesopotâmios acreditavam que Pazuzu passou a viver no deserto desde então. A origem de Pazuzu remonta há aproximadamente 1000 anos a.C. na Assíria, Mesopotâmia.

Pazuzu é frequentemente representado por uma criatura de corpo humano, mas com a cabeça de um leão ou cachorro, garras em vez de pés, dois pares de asas, cauda de escorpião e o corpo revestido de escamas. Normalmente essas representações vêm com a mão direita levantada e a esquerda abaixada, representando vida e morte, criação e destruição.

Pazuzu era conhecido por trazer a estiagem e a fome nas estações secas e as pragas nas estações chuvosas. Apesar de ser considerado uma divindade do mal, Pazuzu era invocado em amuletos para lutar contra a deusa maligna Lamashtu, um demônio feminino que se alimentava das crianças recém-nascidas e que acreditavam ser a responsável por prejudicar a mãe durante o parto.

Pequenos amuletos retratando Pazuzu eram colocados no pescoço de mulheres grávidas a fim de protegê-las do demônio Lamashtu. Tais amuletos eram também colocados na mobília do quarto. Era também invocado como proteção contra doenças trazidas pelos ventos, especialmente pelo vento oeste.



Em todas as versões de O Exorcista, a estátua do Demônio Pazuzu está Presente. Durante escavações arqueológicas realizadas no Iraque, uma antiga estátua é encontrada, libertando um demónio chamado Pazuzu, que gradativamente vai apoderando-se do corpo da jovem Regan MacNeil. A garota vive com sua mãe, uma atriz divorciada, em Georgetown, nos arredores de Washington.
No game Devil May Cry 3: Dante's Awakening, Pazuzu é um monstro enorme e muito poderoso, que odeia profundamente Sparda e quer vingança por esse ter lhe arrancado um olho. Após a edição demo desse jogo, o nome desse personagem precisou ser alterado devido à censura e o ficou sendo conhecido como Beowulf.


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A Foto Amaldiçoada

۞ ADM Dama Gótica




Há dois anos uma foto foi encontrada na memória de uma maquina digital de um rapaz de 18 anos que foi encontrado morto perto de uma fazenda de Minas Gerais.

O rapaz estava segurando a máquina fotográfica, os olhos estavam abertos e havia uma pequena marca na sua testa. A princípio o que mais chamou atenção foi um bilhete encontrado num dos bolsos, que continha um texto que vocês poderão ler logo abaixo. 

Texto do bilhete:

Não achem que eu sou apenas mais um louco ou alguém que não tem nada de melhor para fazer, pois estou correndo um grande risco de mandar essa mensagem para você.

Olhe, é sua opção acreditar ou não, mas eu sou um visitante de um futuro não tão distante assim. Sim, nós conseguimos visitar o passado, o que é uma coisa realmente incrível. Ver como tudo aconteceu, mas com um olhar diferente.

Para vocês não deve ser difícil de acreditar, mesmo com a tecnologia que possuem. Mas nem tudo é um mar de rosas, existem regras que jamais podem ser quebradas, e eu estou quebrando a principal delas vindo aqui. Nunca se deve conversar com pessoas do passado, e eu vou provavelmente ser morto por quebrar essa regra, mas avisar vocês é mais importante que a minha vida, pois o que vocês passarão é pior que a própria morte. Eu não posso dizer exatamente o que é, contudo eu posso passar uma pequena informação.

Trás para perto de ti aquele sentimento que tinham quando criança sobre aqueles que te observam no escuro.


Observação: Leia a primeira palavra de cada parágrafo do texto do bilhete!
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Lança do Destino

۞ ADM Sleipnir




A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação.

A lança (do grego: λογχη, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (19:31-36), e em nenhum dos Evangelhos sinópticos. O Evangelho declara que os Romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto, e portanto não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (fora da tradição bíblica chamado de Longino) furou-lhe o flanco:

"... Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." João 19:34.

O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.

Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.

Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava a moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente - milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.


São Longino
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26 de setembro de 2012

Amaterasu

۞ ADM Sleipnir



Amaterasu (天照), também conhecida como Amaterasu-Oho-No-Kami (天照大神), cujo nome significa "Grande Deusa Augusta que ilumina o céu", é a kami (deusa) xintoísta do sol e a governante de Takama no Hara ("Alto Plano Celestial"), o domínio dos kamis do panteão. Amaterasu é uma das três divindades nascidas do deus Izanagi, sendo ela nascida do olho esquerdo do deus. Os outros dois foram Tsukuyomi (deus da lua) e Susanoo (deus do mar e das tormentas)

Lenda

Amaterasu vivia em uma gruta, em companhia de suas criadas, que lhes teciam cotidianamente um quimono da cor do tempo. Todos os dias de manhã, ela saía para iluminar a Terra. Até o dia em que seu irmão, Susanoo, deus do Oceano jogou um cavalo esfolado nos teares das criadas tecelãs. Assustadas, elas se atropelaram, e uma delas morreu, com seu sexo furado por sua própria laçadeira. A deusa Amaterasu não apreciou a brincadeira. Zangada, recolheu-se em sua gruta e a luz desapareceu. E o pânico foi semeado até no céu, onde viviam os deuses e deusas, que como os humanos, também não enxergavam nada. Eles se reuniram e bolaram uma estratagema. Pediram a Uzume, a mais engraçada das deusas, que os distraísse diante da gruta fechada em que Amaterasu estava amuada. Uzume não usou de meios termos: levantando a saia, pôs-se a dançar provocantemente, exibindo suas partes íntimas com caretas irresistíveis. Estava tão divertida que os deuses desataram na gargalhada... Curiosa, Amaterasu não aguentou: entreabriu a pedra que fechava a gruta, e os deuses lhe estenderam um espelho onde ela viu uma mulher esplêndida. Surpresa, ela se adiantou. Então os deuses agarraram-na e Amaterasu saiu para sempre de sua gruta. O mundo estava salvo.


Amaterasu na Cultura Popular
  • No anime/mangá Naruto, Amaterasu é o nome de uma técnica utilizada por Uchiha Sasuke e Uchiha Itachi. Esta técnica consiste na evocação de uma chama negra que queima tudo o que é visto pelo autor da técnica. Essas chamas não podem ser extinguidas, até mesmo se o alvo for fogo. 
  • No game Ōkami, Amaterasu é representada como sendo uma loba, cuja representação é válida no Taoísmo e remete à essência da reencarnação da deusa Amaterasu ressaltando a necessidade de vir como mestre e guia espiritual. 
  • No anime e card game Cardfight Vanguard, Amaterasu (Na verdade chamada de CEO Amaterasu) é representada como um homem. 
  • No jogo God's Eater, Amaterasu aparece como sendo uma espécie de mulher colada ao corpo de um aragami representada também como uma divindade aragami. 
  • No anime/mangá Fairy Tail, Amaterasu é o nome de uma magia utilizada pelos personagens Hades e Makarov
  • No jogo Persona 4, Amaterasu é o nome da Persona de Yukiko Amagi, um dos protagonistas do jogo, depois de atingir o grau máximo de ligação social. 
  • Em Sailor Moon, Amaterasu é um Cardian, técnica de cartas utilizada por Al e Ann para absorver a energia dos humanos. 
  • Na música, Amaterasu é o nome do album da banda de rock gótico californiana Christian Death.



fonte: Wikipédia


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25 de setembro de 2012

Já Sonhou Com Este Homem?

۞ ADM Dama Gótica


Em janeiro de 2006, o paciente de um psiquiatra desenhou o rosto de um homem que vinha aparecendo sempre em seus sonhos. Em mais de uma vez chegou a dar conselhos sobre sua vida pessoal. Sua mulher jura que nunca conheceram esse homem. O desenho ficou jogado em cima da mesa do tal psiquiatra até que outro paciente também o reconheceu como sendo o sujeito com o qual vinha sonhando e afirmou nunca tê-lo visto, a não ser nos sonhos.

Estranhando o fato, o psiquiatra fez cópias do retrato e os enviou à outros colegas. Em poucos meses, recebeu 4 respostas positivas de pessoas que haviam sonhado também com “este homem”.

De lá para cá, cerca de 2 mil pessoas pelo mundo todo alegaram já ter visto este homem em seus sonhos e todos afirmam nunca tê-lo visto antes. Pelo que se sabe, este homem não existe fora dos sonhos. Pelo menos até agora ninguém, em todo o mundo, foi reconhecido por ser ele.

O caso é estranho e já existem diversas teorias tentando explica-lo, mas nenhuma com dados ou fatos que a comprove.

Acha que é mentira? Já fizeram um site que reúne relatos de pessoas de todos os lugares do mundo que sonharam ou viram o homem. Se você viu também pode mandar seu relato pra lá, eles também já espalharam cartazes em vários lugares no mundo todo em diversas línguas procurando pista.

O endereço do site é http://www.thisman.org


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Behemoth

۞ ADM Sleipnir



Behemoth é o nome de uma criatura fantástica descrita na Bíblia, no Livro de Jó, 40:15-24. No idioma hebraico é transcrito como בהמות, Bəhēmôth, Behemot, B'hemot; em Árabe بهيموث (Bahīmūth) ou بهموت (Bahamūt). Esta criatura tem um corpo couraçado e é típica dos desertos (embora "Behemot" também seja como os hebreus chamavam os hipopótamos).

Sua descrição é tradicionalmente associada à de um monstro gigante, podendo ser retratado como um leão monstruoso, apesar de alguns criacionistas o identificarem como um saurópode ou um touro gigante de três chifres. Em uma outra análise vemos este como um animal pré-histórico muito conhecido como braquiossauro. Os relatos no livro de Jó, capítulo 40 (Bíblia), apontam para este grande herbívoro.
Contemplas agora o beemote, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi. Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre. Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos. Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro. Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.

Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam. Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama. As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca. Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

Segundo a tradição judaica ortodoxa, sua missão é esperar pelo dia em que Deus lhe pedirá para matar o Leviatã, uma criatura marinha tida por alguns como parecida com uma baleia. As duas criaturas morrerão no combate, mas o Behemoth será glorificado por cumprir a sua missão.

O nome é o plural do hebraico בהמה, bəhēmāh, "animal", com sentido enfático ("animal grande", "animal por excelência"). Na tradição judaica ortodoxa, Beemote é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Beemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro; então, sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.

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24 de setembro de 2012

Chronos (Deus)

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, Chronos (em grego antigo Χρόνος, que significa “tempo”; em latim Chronus) era a personificação do tempo segundo se diz nas obras filosóficas pré-socráticas. Também era habitual chamar-lhe Eón ou Aión (em grego Αίών, “tempo eterno”).

Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Enquanto chronos refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece. Na Teologia cristã, é "o tempo de Deus".

Chronos tem sido frequentemente confundido com o titã Cronos, especialmente durante o período alexandrino e renascentista.

De acordo com os mitos gregos, Chronos era o deus das Idades (desde a Dourada até a de Bronze). Chronos surgiu no princípio dos tempos, formado por si mesmo. Era um ser incorpóreo e serpentino possuindo três cabeças, uma de homem, uma de touro e outra de leão. Uniu-se à sua companheira Ananke (a inevitabilidade) numa espiral em volta do ovo primogênito separando-o, formando então o Universo ordenado com a Terra, o mar e o céu.

Permaneceu como um deus remoto e sem corpo, do tempo, que rodeava o Universo, conduzindo a rotação dos céus e o caminhar eterno do tempo, aparecendo ocasionalmente perante Zeus sobre a forma de um homem idoso de longos cabelose barba brancos, embora permanecesse a maior parte do tempo em forma de uma força para além do alcance e do poder dos deuses mais jovens.

Na tradição órfica, Chronos era filho de Hydros e Thesis. Junto con Ananke, era pai de Caos, Marmarugas, Skotos e Fanes. Outras fontes afirmam que era pai das Horas e, com Melana, de Ama.

Nos mosaicos Greco-romanos era representado como um homem girando a roda zodiacal.



fonte: Wikipédia
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Cronos (Titã)

۞ ADM Sleipnir


Cronos (em grego: Κρόνος, por vezes confundido com Chronos, Χρόνος), era a divindade suprema da segunda geração de deuses da mitologia grega e titã, correspondente ao deus romano Saturno. Outra suposição é que poderia estar relacionada com "cornos", sugerindo uma possível ligação com o antigo demónio indiano Kroni ou com a divindade levantina El.

Filho de Urano, o Céu estrelado, e Gaia, a Terra, é o mais jovem dos Titãs. Após a destituição e "aposentadoria" compulsória de Urano (a pedido de sua mãe Cronos acabou castrando o pai com um golpe de foice), ele passou a residir no céu e se tornou o novo "rei dos deuses".

A partir de então, o mundo foi governado pela linhagem dos Titãs que, segundo Hesíodo, constituía a segunda geração divina. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade (recém-nascida) viveu a sua "Idade de Ouro".

Uniu-se a uma de suas irmãs, a titânide Réia (gr. Ῥέα), e gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Consta que ele se uniu também à oceânide Fílira e gerou o bondoso centauro Quíron, grande amigo dos mortais, ao contrário dos demais centauros.

Réia era também chamada de mãe dos deuses, talvez porque três de seus filhos (Zeus, Poseidon e Hades) iriam controlar, mais tarde, o mundo. Divindade muito antiga, ligada à deusa-mãe, senhora dos animais, e à fertilidade, tem origem provavelmente minóica; seu epíteto é mencionado nas tabuinhas em linear B. Com o intensivo contato dos gregos com as culturas da Ásia Menor, a partir do século -VII, acabou sendo equiparada à deusa frígia Cibele.

O novo déspota


Com o tempo, Crono se transformou em um déspota tão maligno quanto o pai. Temeroso do poder dos ciclopes e dos hecatônquiros, encerrou-os de novo no Tártaro; depois que Urano e Gaia profetizaram que seria destronado por um dos filhos, passou a devorar os filhos imediatamente depois do nascimento.

Mas Zeus, o mais novo, conseguiu escapar desse triste destino. Réia enganou o marido com uma pedra envolvida em panos e escondeu o filho em uma gruta do monte Ida (ou do monte Dicte), na Ilha de Creta.

Quando Zeus cresceu, resolveu vingar-se de seu pai, solicitando para esse feito o apoio de Métis - a Prudência - filha do Titã Oceano. Esta ofereceu a Cronos uma poção mágica, que o fez vomitar os filhos que tinha devorado.

Então Zeus tornou senhor do céu e divindade suprema da terceira geração de deuses da Mitologia Grega ao banir os tios Titãs para o Tártaro e afastou o pai do trono, e segundo as palavras de Homero prendeu-o com correntes no mundo subterrâneo, onde foi encontrado, após dez anos de luta encarniçada, pelos seus irmãos, os Titãs, que tinham pensado poder reconquistar o poder de Zeus e dos deuses do Olimpo.

Iconografia e culto

Cronos não era, habitualmente, representado; foi cultuado em épocas muito remotas no sopé do Monte Cronion (Élida), perto do Altis de Olímpia. Réia, raramente representada, era cultuada desde o século -V, em vários lugares, sob a forma de Cibele. Com frequência, ao se referir a ela, dizia-se simplesmente a Mãe. Cibele era geralmente mostrada em um trono, portando uma coroa alta e címbalos, ou então dirigindo um carro puxado por leões.

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23 de setembro de 2012

Kraken

۞ ADM Sleipnir



O Kraken foi um lendário monstro marinho, em forma de polvo ou lula, que ameaçava e destruía navios nos mares da Noruega e da Islândia. Ao contrário do que muitos pensam, o Kraken não é oriundo da mitologia nórdica, pois não existe nenhum registro de seu aparecimento nos Eddas. O Kraken também é confundido por ser visto na mitologia grega como uma sépia gigante que controlava as tempestades e as profundezas oceânicas e que habitava uma caverna submersa, mas também não existem registros do Kraken na mitologia grega.

O tamanho colossal e a ferocidade fizeram dele o tornaram um mito, conseqüentemente uma criatura muito requisitada em livros de ficção. A lenda pode ter sido originada de visões de lulas gigantes, que podem atingir 13 metros, incluindo os tentáculos; essas criaturas são raras e normalmente vivem nas profundezas, mas podem ter sido vistas na superfície e reportadas atacando pequenas embarcações. Kraken é o plural de krake, uma palavra de origem escandinava designada a algo insalubre. No alemão moderno, krake pode significar polvo, mas não se refere ao lendário Kraken.


Embora o nome Kraken não apareça nas histórias escandinavas, haviam monstros similares a ele, como o Hafgufa e o Lyngbakr, ambos descritos em Örvar-Odd's Saga e no texto norueguês de 1250,Konungs skuggsjáNa primeira edição do livro Sistema Natural, do zoologista Carolus Linnaeus, kraken foi classificado como cefalópode e seu nome científico ficou como Microcosmus, porém foi excluído nas edições seguintes. Kraken, por séculos, foi objeto de estudo, Pontoppidan o descreveu como "do tamanho de uma ilha" e afirmou que o perigo não era ele em si, mas sim a redemoinho que se formava após ele mergulhar rapidamente para o fundo do mar, e inspiração para muitos escritores de ficção, como Júlio Verne, em seu livro Vinte Mil Léguas Submarinas ou em filmes, como o mais atual Piratas do Caribe.

Alfred Lord Tennyson, poeta inglês famoso por seus poemas que remetem temas mitológicos, descreveu Kraken da seguinte forma:

"Sob os trovões da superfície, nas profundezas do mar abissal,o kraken dorme sempiterno e sossegado sono sem sonhos.Pálidos reflexos se agitam ao redor de sua forma obscura;vastas esponjas de milenar crescimento e altura se inflam sobre ele,e no fundo da luz enfermiça polvos inumeráveis e enormesagitam com braços gigantescos a verdosa imobilidade desecretas celas e grutas maravilhosas.Jaz ali por séculos e ali continuará adormecido,cevando-se de imensos vermes marinhos,até que o fogo do Juízo Final aqueça o abismo.Então para ser visto por homens e por anjos,rugindo sugirá e morrerá na superfície."




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Íncubos & Súcubos

۞ ADM Sleipnir



Íncubos (latim Incubus) e Súcubos (latim Sucubus) são poderosos demônios que costumam atormentar mulheres e homens. Ambos os nomes têm origem latina. Incubus vem do verbo incubare que significa "deitar-se sobre" e Sucubus vem do verbo succubare que significa "deitar-se em baixo de". Assim sendo, Íncubos são demônios machos que visitam mulheres mortais e têm sexo com elas, enquanto Súcubos são as versões femininas e atacam homens.


Existem muitas lendas que relatam acontecimentos ou encontros com estes demônios, cada um influenciado pela sua cultura e contexto sócio-político. Na era medieval acreditava-se que esta terrível criatura sugava a força vital da vitima, o que naqueles tempos representava a alma. Portanto pensava-se que os Súcubos e Íncubos roubavam almas. Mas com o passar dos séculos os hábitos destes seres mudaram muito drasticamente. Começaram a assediar e a consumar atos sexuais, sendo considerado um pecado contra Deus.

Estas lendas medievais provavelmente devem vir do antigo mito grego de Empusae, que eram demônios e filhas da obscura deusa Hécate. Podiam transformar-se em cadelas, vacas ou belas donzelas e deitavam-se com os homens de noite, sugando a sua forca vital até á morte. 



Também existe outra versão que afirma que estes demônios são a prole de Lilith. Segundo antigas lendas Hebraicas, Lilith foi a primeira mulher de Adão, criada por Deus a partir de sujeira e de lixo antes da criação de Eva. Ela deixou Adão porque durante o ato sexual, ele deitava-se sempre por cima dela e como ela achava-se igual a ele, o ato devia se consumado com ambos deitados de lado. Começou a copular com anjos caídos e teve imensos filhos (demônios). Eram chamados de Lilim, os que seduziam os fracos mortais no silencio da noite.

Os relatos mais antigos provêm da mitologia grega, quando Zeus seduz Leda transmutado em cisne. Existem também inúmeros mitos célticos que nos falam de fadas do amor. Por exemplo, na Escócia existe uma lenda que conta que outrora existiam criaturas aladas que visitavam frequentemente jovens adolescentes em forma de Súcubos, belas donzelas ou prostitutas. Estas criaturas eram chamadas de Leannain Sith.

Também podemos encontrar visitas de Íncubos na religião católica. Esta afirma que Cristo nasceu da Virgem Maria e do anjo que a visitou (o que é interpretando como uma visita de um Incubus). Também no livro de Enoch existem relatos que afirmam que os anjos chamados de Vigilantes copularam com mulheres e deram a origem a gigantes.


Antigas lendas inglesas falam-nos de uma criatura chamada Lâmia. Aparecia nos cemitérios como uma bela donzela e atraia jovens incautos para a sua morte. Diz a lenda que se alguém visse uma bela donzela num cemitério deveria chamar por ela, pois as Lâmias não podem falar porque têm língua bífida, como as cobras.

Muitos historiadores afirmam que os Íncubos são anjos caídos em que o seu único proposito é ter filhos mortais. Estes demônios não tinham corpos e para atacarem tinham ou de animar um cadáver ou manipular um pedaço de carne humana e fazer dele o seu corpo. Também é referido noutras lendas que estes demônios podiam assumir a aparência de pessoas que a vitima conhecia bem, como o marido ou um vizinho.





O teólogo Sinistrari, autor do livro De Daemonialitate et Incubis et Succubis, afirmava existirem dois tipos de pessoas que eram regularmente visitadas por estes seres. Ou eram feiticeiras que conscientemente faziam pactos com demônios ou eram pessoas pobres e simples que eram atacadas.

Temos de concluir estas lendas como normais e como tendo causas plausíveis. Quando consideramos que a população dos séculos passados era terrivelmente oprimida, especialmente no aspecto da sexualidade. Na generalidade eram bastante ignorantes e o único conhecimento que recebiam era o que o padre lhes dizia, e esse conhecimento eram superstições usadas para manter a população controlada pelo medo. Inevitavelmente teriam pesadelos que envolviam os seus impulsos sexuais oprimidos e diziam ser assediados por demônios. Toda esta ridícula superstição levou muitas mulheres para a fogueira durante a época da inquisição, acusadas de terem sexo com demônios. Assim como crianças deformadas eram tomadas como filhas de Íncubos e assassinadas junto com suas mães. Mas o mais curioso é que muita gente, nos dias de hoje, acredita ser visitada por Íncubos e Súcubos... e assim o mito persiste.

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20 de setembro de 2012

Combustão Humana Espontânea

۞ ADM Sleipnir



A Combustão Humana Espontânea é um fenômeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não sendo provocada por uma fonte externa de ignição. Embora sem explicação científica, alguns estudiosos sugerem como causa uma reação química do corpo. As duas explicações mais comuns para o fenômeno são o chamado ‘Efeito pavio’ (destruição parcial de um corpo humano pelo fogo quando as roupas da vítima ficam encharcadas com a própria gordura e funcionam como um pavio de vela) e um tipo raro de descarga elétrica estática (a carga elétrica num corpo cujos átomos apresentam um desequilíbrio em sua neutralidade).


As características mais comuns encontradas nas vítimas são:
  • A vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência; 
  • os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenômeno ocorrera; 
  • os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis; 
  • o cômodo onde o corpo é encontrado mostra pouco ou nenhum sinal de fogo, salvo algum resíduo na mobília ou nas paredes.

Em alguns casos raros também foram observados que os órgãos internos da vítima permaneciam intactos, enquanto a parte externa era carbonizada e alguns sobreviventes desenvolveram queimaduras estranhas no corpo, sem razão aparente para tal, ou emanaram fumaça sem que existisse fogo por perto.


Trabalhadores recolhem os restos da cadeira
em que a Sra. Mary Reeser, em St. Petersburg,
Flórida, transformou-se numa coluna de
fogo em 1º de julho de 1951
O incidente acontece da seguinte maneira: a vítima, sem nenhuma razão plausível, pega fogo e queima em uma surpreendente chama azul, que reduz o corpo e os ossos a cinzas, mas não incendeia objetos próximos.


Há muito tempo atrás a combustão espontânea foi considerada o castigo pelos vícios, especialmente o da bebida, visto que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis próximos ou mesmo no corpo delas.

A primeira combustão espontânea conhecida foi divulgada pelo dinamarquês Thomas Bartholin, em 1663, que descreveu o caso de uma mulher em Paris, que "foi reduzida a cinzas e fumaça" enquanto dormia e que o colchão de palha onde ela estava deitada não foi danificado pelo fogo.

Uma perna do joelho para baixo, foi o que
sobrou do dr. J. Irving Bentley de Coudersport,
Pensilvânia, em dezembro de 1966

Em 1673, um francês chamado Jonas Dupont publicou um livro chamado "De Incendiis Corporis Humani Spontaneis", no qual relatava centenas de casos de combustão espontânea, cujos relatos falavam de corpos incinerados a mais de 1300° e reduzidos a uma pilha de cinzas sem sinal de material ígneo.


Muitas hipóteses já foram levantadas para explicar os incidentes: a atividade de microondas, distúrbios elétricos, gases inflamáveis.


Na França, treze incêndios de causas desconhecidas chamaram a atenção de cientistas, os quais atribuíram as causa à influência de fiações elétricas subterrâneas.



No Chile, em novembro de 2007, incêndios ainda inexplicados atingiram as localidades de Cumpeo, La Chispa e Temuco.




Em Cumpeo e La Chispa, os incêndios estariam relacionados a presença de uma família. Um caso semelhante aparentemente aconteceu na Rússia em 1987 e os incêndios relacionavam-se a presença de um menino de 13 anos.


Em 2004 um documentário exibido pela Discovery Channel abordou o estranho fenômeno, confira o vídeo.




Até o momento não há uma explicação científica comprovada para o fenômeno, alguns acreditam se tratar de poderes psíquicos, céticos porém têm tentado relacionar os casos a problemas com bebidas ou fiações elétricas.

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19 de setembro de 2012

Dragões

۞ ADM Berserker


 

Dragões são, sem dúvida, uma das figuras mais enigmáticas que supostamente viveram ou vivem nesse planeta. Eles estão presentes em praticamente todas as histórias das civilizações. Existem manuscritos narrando confronto de cidades e seus exércitos nos primeiros séculos contra ataques de dragões. 

Tanto na Europa, quanto na Ásia e nas Américas existem lendas de dragões, mitos que provém de épocas em que essas culturas não tinham entrado em contato. Como pode uma criatura que nunca existiu estar presente em todas as culturas sem ao menos haver a disseminação de uma cultura para outra? 

A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado originalmente para definir grandes serpentes. Eles são representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano, muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo. 


Em vários mitos eles são apresentados literalmente como grandes serpentes, como foram inclusive a maioria dos primeiros dragões mitológicos e em suas formações quiméricas mais comuns. A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de ser uma presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, o mito do dragão assume, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferente, podendo assim fazer esses monstros irem de fontes sobrenaturais de sabedoria e força, até simples feras destruidoras.

Nunca foi encontrado nada além de relatos e historias fantásticas, tão pouco houve algum avistamento registrado de dragões nos tempos modernos, porém sabe-se, que os dragões eram odiados pelos humanos em quase todas as culturas e que eram considerados inimigos dos homens. 

Alguns criptozoologistas sugerem que se eles realmente existiram, foram extintos na Idade Média, entretanto, não há como explicar a ausência completa de evidências. Nenhum fóssil, ossada, carcaça ou qualquer outra grande evidência foi encontrada até hoje, e tudo o que se sabe sobre dragões vem de livros, textos, pinturas, desenhos e manuscritos da antiguidade.



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18 de setembro de 2012

Tifão

۞ ADM Sleipnir



Na mitologia grega, Tifão (ou Tifon, Tifeu) é uma criatura considerada tanto um deus quanto um monstro. Era filho de Gaia e Tártaro. Escritores helenístico identificam Tifão com o deus egípcio Seth, e estudiosos religiosos identificam-no com o arcanjo Sandalphon.

Junto à sua esposa Echidna, foi pai de vários dos monstros que povoam as aventuras de heróis e deuses gregos, como o Leão de Neméia, combatido por Héracles, a Hidra de Lerna ou a Esfinge, na fusão com os mitos nilóticos, dos cães Ortros e Cérbero. Hesíodo descreve-o assim: 



"As vigorosas mãos desse gigante trabalhavam sem descanso, e os seus pés eram infatigáveis; sobre os ombros, erguiam-se as cem cabeças de um medonho dragão, e de cada uma se projetava uma língua negra; dos olhos das monstruosas cabeças jorrava uma chama brilhante; espantosas de ver, proferiam mil sons inexplicáveis e, por vezes, tão agudos que os próprios deuses não conseguiam ouvi-los; ora o poderoso mugido de um touro selvagem, ora o rugido de um leão feroz ; muitas vezes — ó prodígio! — o ladrar de um cão, ou os clamores penetrantes de que ressoavam as altas montanhas."

Descrição

Tifão era o último filho de Gaia, e após a derrota de seus irmãos Gigantes, Gaia pediu-lhe para vingá-los, assim como seus outros irmãos, os Titãs.Tifão é muitas vezes identificado como a personificação do terremoto. Ele morava numa gruta, cuja atmosfera envenenava com vapores tóxicos.


Era tão grande que sua cabeça tocava os astros celestes e suas mãos iam do Oriente ao Ocidente. Seus brilhantes olhos vermelhos levavam o medo aos corações de todos os que olhavam para eles Suas asas abertas podiam tapar o Sol, dos seus ombros saiam dragões, 50 de cada ombro ,no total 100. Ele era tão horrendo que todos o rejeitavam, até seus irmãos, os titãs. Sua boca cuspia fogo em torrentes, e lançava rochas incandescentes aos céus.


Na maioria das vezes descrito como o monstro mais terrível e poderoso das lendas, nenhum animal ou demônio era tão temido pelos deuses como Tifão na mitologia grega.


A Luta contra o Olimpo



A fim de dar cabo à vingança materna, Tifão começou a escalar o Monte Olimpo provocando a fuga dos seus moradores todos; os deuses se metamorfosearam em animais e fugiram para o Egito (razão pela qual, segundo os gregos, esse povo dava aos seus deuses configurações zoomórficas). Apolo tornou-se um falcão (Hórus), Hermes um íbis (Thoth), Ares um peixe (Onúris), Ártemis uma gata (Neith ou Bastet), Dioniso um bode (Osíris ou Arsafes), Héracles um cervo, Hefesto um boi (Ptah) e Leto um musaranho (Wadjet). Apenas Atena teve coragem de permanecer no local e na sua forma humana.



Do Egito Zeus veio a se refugiar no Monte Cássio, na Síria, local em que enfrentou o gigantesco inimigo. Dali atingia Tifão com seus raios mas este consegue derrubá-lo e, com uma harpe, cortou-lhe os músculos dos membros e deles fazendo um pacote que guardou numa pele de urso. Os raios e os membros amputados foram confiados a Delfim - um dragão - no antro córciro, na Cilícia.



No ataque Tifão invocara todos os dragões que, tantos eram, escureceram o dia. Tendo perdido seus raios, Zeus propusera a Cadmo que, disfarçando-se em pastor, fizesse uma choupana e, com o som de sua flauta, atraísse o monstro. Nonos assim registra o episódio: 


"Canta, disse-lhe ele, Cadmo; tornarás a dar aos céus a primitiva serenidade. Tifão arrebatou-me o raio; só me resta a égide; mas de que pode valer-me contra as poderosas chamas dos raios? Sê pastor por um dia e sirva a tua flauta para devolver o império ao eterno pastor do mundo. Os teus serviços não ficarão sem prêmio; serás o reparador da harmonia do universo e a bela Harmonia, filha de Marte e de Vênus, será tua esposa."

Atraído pela música, Tifão se aproxima; Cadmo (ou Hermes, conforme a versão do mito) finge estar assustado com os raios e o monstro, para acalmá-lo, deixa os relâmpagos numa caverna onde Zeus, fazendo baixar uma nuvem para não ser percebido, recupera suas armas e músculos.

Após recuperar seus poderes, Zeus força Tifão a fugir para o monte Nisa onde as Parcas dão-lhe de comer, pois estava esfomeado, frutos que lhe diminuem a força. Ainda em fuga chega à Trácia onde pelo tanto do sangue derramado deu nome ao monte Hemos.

Ainda perseguido, Tifão foge para a Sicília e depois para a Itália onde Zeus, concentrando todas as forças, fulmina todas as cabeças do monstro, que cai morto sob a terra. Em outra versão, Zeus lança Tifão de volta para o Tártaro, e joga o Monte Etna em cima dele, para sempre prendendo-o sob o seu peso. Sendo um monstro cuspidor de fogo, acreditava-se que ele lutava constantemente para se tornar livre, causando terremotos e erupções vulcânicas cada vez que ele se movia..

Variação da Lenda

Alguns mitos afirmam que Tifão era filho de Hera, mas a melhor explicação vem de uma história onde Hera, em um acesso de raiva contra Zeus, vai até a presença de Gaia e Tártaro e suplica-los para criarem um deus mais poderoso do que Zeus. Assim, Tifão é criado e Hera recebe um pouco mais do que ela esperava.

Relação com outros mitos 

  • Hades, incomodado com as estranhas agitações do Etna provocadas por Tifão, saiu à superficie para ver o que ocorria, dando início assim ao episódio do rapto de Perséfone;
  • Cadmo, pela ajuda, fora presenteado por Zeus com a noiva Harmonia, para cujas núpcias acorreram vários deuses;
  • As nove filhas de Piero, rei da Macedônia desafiaram as Musas, ridicularizando a fuga dos deuses cobardemente disfarçados em animais, por medo a Tifão.



Descendência

Echidna, sua hedionda companheira, escapou da destruição. Ela era a única criatura que podia suportar a terrível aparência de Tifão, já que outras Titânides e deusas primordiais o rejeitavam. Ela se escondeu em uma caverna, protegendo a descendência de Tifão, e Zeus deixou-os viver, como um desafio para os futuros heróis. Os filhos de Tifão e Echidna são: 

  • Esfinge, monstro que levara terror a Tebas e derrotada por Édipo;
  • Ortros, cão de guarda do rebanho de Gerião, morto por Héracles;
  • Leão de Neméia, também morto por Héracles, foi transformado em constelação;
  • Hidra de Lerna, em cujo sangue Héracles embebeu suas setas para que seus ferimentos fossem incuráveis, após derrotá-la com ajuda de Iolau;
  • Cérbero, guardião da entrada do Submundo;
  • Quimera;
  • Ladon, o dragão que guardava o jardim das Hespérides, também morto por Héracles.


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Ruby