11 de dezembro de 2014

Jatayu

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia hindu, Jatayu era filho de Aruna e irmão de Sampati, portanto sobrinhos de Garuda, a famosa montaria do deus Vishnu. Ambos pertenciam à raça das aves de rapina e costumam ser descritos como enormes águias ou monstruosos abutres ou condores.

Quando jovens, Jatayu e Sampati costumavam competir a respeito de quem poderia voar mais alto. Em uma dessas disputas, Jatayu voou tão alto que ele esteve prestes a ser cauterizado pelas chamas solares. Sampaati salvou seu irmão, espalhando suas próprias asas e, assim, protegendo Jatayu das chamas quentes. No processo, o próprio Sampaati ficou ferido e perdeu suas asas. Como resultado Sampaati viveu sem asas para o resto de sua vida. Outra versão desta história inverte seus papéis, dizendo que foi Jatayu que salvou Sampati das chamas do sol.


Jatayu sobreviveu a inúmeras eras e era velhíssimo na época em que Rama foi se exilar na floresta. A narrativa dos Puranas diz que na verdade Jatayu era um grande devoto do deus Vishnu, que possuía pelo deus afeição do tipo paternal, como um avô. Durante o exílio na floresta o poderoso Jatayu foi o protetor oculto de Sita e Rama, zelando pelo casal divino observando o arredor do céu, com seu olhos de abutre.

Ravana desceu ao local onde Sita se encontrava, vindo de Lanka em seu poderoso carro de propulsão mental, não escapando à observação atenta de Jatayu. Ao tentar voar de volta para Lanka, após o rapto de Sita, Ravana foi violentamente atacado pelo velho e poderoso Jatayu, que na investida contra Ravana teve suas asas cortadas e se precipitou ao solo, vindo a falecer nos braços de Rama. O seu poder era tão grande que foi evocando o seu nome que Hanuman pôde encontrar Sampati, o irmão de Jatayu, que indicou a direção para onde Ravana havia levado Sita.



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7 de dezembro de 2014

Uma Pequena Pausa

۞ ADM Sleipnir



Olá leitores do Portal! eu venho avisá-los sobre algo que eu não gostaria de fazê-lo, mas que será necessário. Devido as minhas férias, estarei dando uma pausa nos meus trabalhos aqui no blog nesse mês de dezembro. Em consequência disso, as postagens do blog nesse mês de dezembro não serão publicadas na frequência atual de segunda a sexta, pode ser possível que não entre nenhuma, e isso vai de depender de eu ter tempo para finalizar algumas pesquisas e rascunhos de postagens que a tempos estão encostados. 

Essa é uma medida temporária, e acredito que até Janeiro, as coisas tenham sido normalizadas. Tenho me dedicado muito ao blog, e com isso, acabo muitas vezes deixando minha família e meu lazer de lado. Depois de quase 3 anos initerruptos de trabalho e de publicações, acho que chegou o momento de dar uma freada. Mas lembro-lhes que isso será somente uma pausa, não um fim. Caso eu ou outro administrador tenha tempo, vocês poderão ver postagens novas sendo publicadas. Então é isso, obrigado por apreciarem o nosso trabalho, e junto dos demais membros do blog, iremos nos dedicar para trazer o melhor conteúdo para vocês

                                                                          Um abraço, Sleipnir


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5 de dezembro de 2014

Epidemia de Riso da Tanzânia

۞ ADM Sleipnir


A Epidemia de Riso da Tanzânia foi um curioso caso de histeria coletiva ocorrido no país em 18 março de 1962 (algumas fontes afirmam ter sido  30 de janeiro de 1962). Ela teve iníco em um colégio interno para meninas localizado no vilarejo de Kashasah. Nesse dia, sem nenhum motivo aparente, três meninas começaram a gargalhar do nada e logo as gargalhadas tomaram conta de 95 das 159 meninas do internato. Os ataques de riso duraram por horas, e sem saber o que fazer, os responsáveis pelo internato fecharam as portas naquele dia, tentando evitar maiores tumultos. O internato reabriu suas portas em 21 de maio, mas foi novamente fechado um mês depois, quando o surto de riso contaminou outras 57 meninas.

Como um vírus, a epidemia de riso se espalhou para a aldeia de Nshamba, onde muitas alunas de Kashasah viviam. Entre abril e maio de 1962, 217 moradores de Nshamba já tinham sucumbido aos incontroláveis ​ataques ​de riso. Em junho daquele mesmo ano, 48 meninas no vilarejo de Bukoba foram afetadas pelo mesmo surto. Um total de 14 escolas ao redor da região foram fechadas, devido a incapacidade de ministrar aulas em meio a epidemia. As aldeias e vilas contaminadas adotaram um regime de quarentena, tentando controlar o surto. Ninguém podia sair ou entrar nas vilas enquanto alguém ainda estivesse gargalhando sem parar. 

Curiosamente, o surto não atingiu homens e nem adultos alfabetizados. Primeiro atingiu as adolescentes que estudavam em escolas cristãs, depois atingiu suas mães e parentes do sexo feminino. Pais, policiais e professores não foram contaminados.

Cerca de 6 meses após o primeiro incidente ter ocorrido, as pessoas infectadas pararam rir subitamente, e a maioria delas passou a apresentar uma bizarra série de sintomas. Foram relatados dor, desmaios, problemas respiratórios, erupções cutâneas, ataques de choro, gritos incontroláveis, entre outros. Exames de sangue e análises microscópicas não foram capazes de apontar uma causa biológica para os surtos de riso.

A epidemia de riso só teve um fim dois anos depois, em junho de 1964, com um saldo de cerca de 1000 pessoas contaminadas. Os investigadores do caso chegaram a conclusão de que a epidemia de riso da Tanzânia teve origem psicogênica e histérica, apesar de não terem sido capazes de descobrir o que a causou. Até hoje não existem explicações ambientais nem médicas para que isso tenha acontecido.

fontes: 
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4 de dezembro de 2014

Nixies

۞ ADM Dama Gótica


Na mitologia germânica, as Nixies (Nix ou Nixe) na mitologia germânica são criaturas de água doce (fadas ou demônios, dependendo da fonte) semelhante as sereias, porém com características bem distintas. São retratadas como malígnas em algumas histórias, mas inofensivas e amigáveis em outras.

O macho desta espécie é chamado de Nokk, e tendem a viver em lagos, lagoas, rios e cachoeiras. Afirma-se que eles se assemelham a homens velhos com os olhos verdes, orelhas grandes, uma longa barba molhada, mas também podem assumir diversas outras formas, incluindo as de peixe e serpente. Já as fêmeas são mulheres bonitas com uma cauda de peixe ou um par de pernas.

Nixies podem ser facilmente distinguidas das sereias, pois adoram fazer compras, e muitas vezes podem ser encontradas andando pela cidade, habito esse que uma sereia nunca seria capaz. Outra coisa que a denuncia é a presença de um líquido fluindo continuamente a partir do seu cabelo ou roupa, bem como o brilho de sua pele esverdeada.


Nixies são ligadas ao seu habitat, e por isso só podem se aventurar a uma curta distância a partir de seus habitats. Por isso, elas contam com outras fadas para trazer-lhes informações. Apesar dessa limitação que a impede de ir para muito longe de seu local de origem, as Nixies podem viver durante muito tempo em terra, tempo suficiente para formar família com os humanos.

Por volta do século XIX, Jacob Grimm mencionou as Nixies entre os seres aquáticos que gostam de música, canto e dança. E que assim como as sereias, as Nixies usam suas canções para atrai os jovens rapazes ate elas, e, em seguida, para o abismo. Ainda segundo Jacob, Nixies seriam "seres superiores" as sereias e tritões pois possuíam o poder mudar de forma. 



Tanto as Nixies quanto os Nokks são conhecidos por afogar crianças pequenas que se arriscam a brincar muito perto da água. Uma forma de se proteger dessas criaturas seria pronunciar o seu nome 3 vezes, assim eles perderiam seus poderes e se desestimulariam de ficar muito perto. Ocasionalmente, elas atraem seres humanos ao seu habitat, mas elas geralmente estão mais interessadas ​​em companhia do que em afogar seu visitante.

Uma famosa Nixie do folclore alemão, derivada da literatura do século 19, foi Lorelei. De acordo com a lenda, ela ficava sentada sob uma rocha no Reno, que hoje leva seu nome, e atraia pescadores e barqueiros para os perigos dos recifes com o som de sua voz. Na Suíça existe uma lenda de uma Nixie que viveu no lago Zug, no cantão do mesmo nome.



Fontes: 


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3 de dezembro de 2014

Kuát e Iaê

۞ ADM Sleipnir

"Kuat e Iae", de Pradeep Mahadeshwar
Kuát e Iaê são respectivamente os deuses sol e lua da mitologia da tribo amazônica Mamaiu (ou Mamaiuran). De acordo com o mito da criação dos Mamaius, havia somente escuridão no início dos tempos, e as tribos eram forçadas a viver no medo eterno de ataques dos animais selvagens. A luz não conseguia chegar aos Mamaius porque as asas dos pássaros tapavam o céu. Foi então que o deus Kuát e seu irmão gêmeo Iaê decidiram forçar o deus abutre Urubutsin, detentor de toda a luz, a compartilha-la com as tribos.

Os dois deuses tiveram a idéia de se esconderam-se num cadáver já recheado de vermes, e esperaram que os pássaros se aproximassem. No momento que o rei Urubutsin aterrissou no cadáver para comer seus vermes, os irmãos lançaram uma rede negra sobre o deus abutre, prendendo-o.

Urubutsin lutou tentando escapar da rede, mas seus esforços eram em vão. Os deuses gêmeos se recusavam a soltá-lo, a menos que Urubutsin lhes entregasse a luz. Sem condições de fugir e abandonado pelos seus companheiros pássaros, Urubutsin concordou em partilhar com os irmãos deuses metade de sua luz se eles o soltassem.

Assim que libertado, Urubutsin entregou aos deuses irmãos uma caixa onde ele guardava a luz. Kuát e Iaê a pegaram e rapidamente lançaram-na aos céus. Kuát ficou com a maior parte da luz e a chamou de Sol, enquanto Iaê ficou com a parte menor e a chamou de Lua. Ao dividir o poder entre os dois, Kuát e Iaê alternam a iluminação do mundo e assim mantém afastada a escuridão.


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2 de dezembro de 2014

A Torre de Babel

۞ ADM Dama Gótica e ADM Sleipnir


A Torre de Babel foi um edifício monumental, cuja construção pelos babilônios e os eventos subsequentes foram narrados no livro bíblico de Gênesis. Ela foi construída por Nimrod (bisneto de Noé) logo após o dilúvio global, e resultou em um novo julgamento de Deus sobre a humanidade. Por terem tentado alcançar os céus, Deus castigou os babilônicos fazendo com que eles passassem a falar em línguas diferentes. Incapazes de se comunicarem uns com os outros, os babilônicos desistiram do projeto e se espalharam em diferentes países. A história é referenciada por alguns literalistas bíblicos para dar uma explicação pré-científica para a existência de vários idiomas.
"No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar.

Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram.

Disseram uns aos outros: "Vamos fazer tijolos e queimá-los bem". Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa.

Depois disseram: "Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra".

O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo.

E disse o Senhor: "Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. 
Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros". 
Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. 
Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra." 
Gênesis 11:1-9
Narrativa bíblica

De acordo com o livro de Gênesis, capítulo 11, todos os humanos falavam uma mesma língua após o diluvio. Aqueles que migraram para o leste e se estabeleceram na terra de Sinar, decidiram construir uma cidade e uma grande torre de tijolos cozidos para fazer o nome da cidade. Por não haver nenhuma evidência arqueológica de edifícios de civilizações antes do diluvio, a Torre de Babel seria o primeiro grande monumento já construído de que poderia deixar evidências. A história bíblica da comunidade Babel mostra que eles usaram tijolos assados ​​no fogo, em vez de tijolos cozidos ao sol. Esta característica é importante pois permitia o aumento da resistência dos tijolos e a possibilidade de se erguer uma estrutura maior. São estes pequenos detalhes do texto bíblico que narra esta estrutura em algumas passagens. É também importante salientar que a comunidade Babel estava construindo uma cidade na periferia da Torre.

Representação da construção da Torre de Babel.
Deus criou várias línguas para dispersar os seres humanos por todo o mundo, e ao confundir suas línguas, retardou o seu avanço tecnológico. A origem das diversas línguas de raiz é presumivelmente ligada a este evento. As estimativas atuais colocam o número de famílias de línguas distintas em 94. Esta ação separou os seres humanos em vários grupos, permitindo que diferenças físicas se desenvolvessem. Toda a ancestralidade humana remonta a Noé e sua família apenas 4.500 anos atrás, e mais ainda com Adão e Eva. Então seríamos todos parentes próximos, e as diferenças que distinguem as raças humanas devem ser considerada superficiais na melhor das hipóteses. 

Evidências extra-bíblicas


Apesar do contexto babilônico da história, não se conhecem relatos paralelos na mitologia babilônica. No entanto, existe uma história parecida com a da Torre de Babel na mitologia suméria, "Enmerker e o Senhor de Arata". Um discurso de Enmerker faz clara referência a um momento em que todos os homens falavam uma língua, até que o rei dos deuses sumérios confundiu a língua dos homens.

O linguista Max F. Muller observou categoricamente que todas as línguas antigas são realmente compatíveis com uma origem comum. E anteriormente, em 1786, Sir William Jones escreveu a seguinte observação:
"A língua sânscrita, qualquer que seja a sua antiguidade, é de estrutura maravilhosa, mais perfeita do que o grego, mais copioso de latim, e mais primorosamente refinado do que qualquer uma, e a ambos tem uma forte afinidade, tanto nas raízes de verbos e as formas de gramática, que poderiam ter sido produzidas por acidente. Tão forte que nenhum filólogo poderia examinar as três sem acreditar que eles tenham surgido a partir de uma fonte comum que já não existe mais."
O sânscrito era a língua clássica da Índia e hoje é considerada a ponte principal entre o hebraico e outras línguas semíticas, e do grego e do latim da civilização ocidental. Jones incluiu ainda o gótico, céltico e persa línguas que é agora são conhecidas como a família indo-européia de línguas.

Mas as semelhanças não se limitam a esta família, G. Ch . Aalders afirmou que as línguas antigas da Assíria e do Egito tinham muito em comum com as dos povos maias e incas das Américas. Harold Stigers observou em 1976 que os estudiosos da língua concluíram rapidamente que todas as línguas tinham uma raiz comum. Mesmo estudiosos seculares agora admitem isso, aceitando a história da Torre de Babel ou não.

O épico de Enmerker mencionado acima não é a única menção extra-bíblica do evento. Flavius ​​Josephus menciona isso, em suas Antiguidades. Além disso, o filósofo Platão e o historiador grego Abydenus mencionam um incidente envolvendo uma confusão de línguas. Abydenus também afirma que o incidente estava relacionado com uma torre na Babilônia, que foi destruída.

O relato de Gênesis contém um nível de detalhe que se esperaria de um relato histórico, e não de um mito. Os detalhes também são inteiramente consistentes com o cenário da história na Babilônia antiga e não nas partes da Mesopotâmia, onde esses materiais seriam desconhecidos ou proibitivamente caros.

Representação da destruição da Torre.

Arqueologia


A localização precisa da Torre de Babel permanece desconhecida. No entanto, o tradutor da Epopéia de Gilgamesh relatou em 1880 uma inscrição fragmentária que conta a história de um incidente que pode ser o de Babel:

"A construção deste templo ofendeu os deuses. E em uma noite eles derrubaram o que havia sido construído. Eles os espalharam, e tornaram suas linguagens diferentes. O progresso eles impediram ".

Quase trinta zigurates foram identificados na Mesopotâmia, e quase todos possuíam uma função religiosa. A Torre de Babel é certamente uma dessas estruturas e uma das mais importantes, dada a dispensação dos materiais de construção utilizados.

População

James Ussher datou a história de Babel 106 anos depois do dilúvio de Noé. Nesse tempo, mesmo reconhecendo que os filhos de Noé começaram a ter seus próprios filhos logo depois que eles desembarcaram, a população total do mundo não pode ter aumentado muito. No entanto, a história de Babel, diz claramente que os homens começaram a construir uma cidade. No entanto, a palavra "cidade", como usado nesta história significa: Um lugar guardado por um sentinela ou mesmo um mero acampamento. Neste contexto uma cidade não necessitaria ser maior que uma pequena cidade de hoje em dia.



Além disso, cada um dos filhos de Noé tiveram um grande número de filhos: quatro, cinco e sete, para um total de dezesseis famílias de uma geração que começou logo após o Dilúvio. 106 anos é tempo suficiente para surgir cinco gerações, e se cada família produziu mais oito famílias, a população pode chegar a pelo menos 65.000 em cem anos, mais do que suficiente para tentarem construir uma única cidade e até mesmo um zigurate. Isso seria consistente com o fato de que nenhuma enorme torre tenha sido encontrada por arqueólogos.

Crítica


Arqueologistas sugerem que a lenda da Torre de Babel foi inventada em uma data posterior para explicar os restos de zigurates construídos por gerações anteriores em cidades como Ur e Babilônia. Eles consideram que estas grandes estruturas escalonadas eram templos. Antropólogos convencionais concordam que muitas famílias de línguas modernas se desenvolveram a partir de uma língua de origem comum e original. Por exemplo, a família das línguas indo-europeias se acredita ter evoluído a partir de uma única língua ancestral da área em torno do Mar Negro.

Os céticos têm criticado essa história, principalmente porque eles duvidam que a humanidade jamais tenha falado apenas uma língua em qualquer momento de sua história. Além disso, os pensadores religiosos modernos costumam sugerir que a história Babel foi uma ficção simbólica - em suma, um mito - destinado a explicar por que diferentes povos do mundo falam línguas diferentes. Essa crítica não leva em conta as evidências recentes, de filologia, história e arqueologia, que a torre não poderia ter sido construída como foi descrito, mas também que a humanidade falava apenas uma unica lingua deu origem a todas as outras línguas faladas hoje.

Essa crítica não leva em conta as evidências recentes da filologia, história e arqueologia, que poderia não só a torre foi construída como descrito, mas também que a humanidade teve uma vez que falam uma língua comum a partir do qual todas as outras línguas faladas hoje derivam.

Independentemente de saber se esta história realmente aconteceu, existem várias maneiras interessantes de se olhar para ela. Uma maneira de abordar a história é a abordagem literal. Se aceitarmos que a Torre de Babel existiu historicamente, então é de se esperar que existam restos ou algum tipo de ruínas da torre. Isto, no entanto, nunca foi encontrado pela arqueologia.

O candidato mais próximo para a Torre de Babel talvez possa ser o Etemenanki da Babilônia. Este foi um zigurate dedicado a Marduk, o deus patrono da Babilônia. E foi alegado que esta estrutura teria sido a inspiração da Torre de Babel. 

Outra abordagem seria a abordagem simbólica. O contexto da história, ou seja, a história da Torre de Babel sendo registrada no livro de Gênesis, tornaria razoável esperar uma mensagem religiosa por trás dela. Tem sido sugerido que a Torre de Babel seja um símbolo da vaidade da humanidade. Por exemplo, o uso de tijolo e argamassa representa orgulho em materiais sintéticos. 

A Torre de Babel pode ser vista como um monumento à capacidade e realização da humanidade. Mas o homem é imediatamente lembrado de sua fragilidade quando o seu Deus decide confundir-lhes a língua e espalhá-los. 

Enquanto alguns consideram esta história como uma advertência contra o pecado do orgulho, outros preferem a questionar o tipo de Deus que está sendo retratado na história. Independentemente disso, a história parece transmitir uma noção de desgraça e tristeza para a humanidade. 

Outra forma de ver esta história, em vez de ser uma lição contra o orgulho, esta pode ser uma ferramenta para explicar a diversidade dos povos do mundo. Esta abordagem etiológica, em que mitos são usadas para explicar as condições humanas, é visível em muitas outras culturas. Sem o conhecimento que possuímos hoje, estes mitos teriam servido para lançar luz sobre os grandes mistérios da vida.



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