24 de março de 2017

Priapo

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia grega, Priapo (ou Príapo) era um deus menor da fertilidade, protetor dos rebanhos, colméias, plantas frutíferas, hortas, jardins e também da genitália masculina. Ele era originalmente um divindade cultuada pelos mísios (habitantes da Mísia, uma antiga região do noroeste da Ásia Menor, atualmente território turco).

Iconografia

Priapo era geralmente representado como um homem de baixa estatura, usando um barrete frígio (indicando sua origem como um deus mísio), e com um pênis exageradamente grande à mostra (o que deu origem ao termo médico priapismo). Ele costuma aparecer segurando um cesto de frutas ou próximo a um. 




Mitologia

De acordo com Pausânias e Diodoro SículoPriapo é filho de uma relação extra-conjugal de Afrodite com o deus dos vinhos, Dionísio (outras fontes atribuem sua paternidade aos deuses Dionísio e Quione, Hermes, Zeus e Afrodite, dentre outros). 

Ele foi amaldiçoado pela deusa Hera ainda no ventre de Afrodite, por motivo de ciúmes. Afrodite havia subornado o herói Paris para indicá-la como a mais bela durante um concurso de beleza entre ela, Hera e Atena, e inconformada com o resultado, Hera amaldiçoou Priapo, desejando que ele nascesse feio e com uma eterna ereção, porém seria impotente.  

Após nascer, os deuses recusaram aceitar Priapo no Monte Olimpo, e o abandonaram na terra. Sozinho, Priapo acabou sendo encontrado pelos sátiros. Priapo juntou-se a e a outros sátiros e passou a ser cultuado como um deus da fertilidade, embora ele se mantivesse eternamente frustrado por sua impotência. 

Em uma obscena anedota contada pelo poeta Ovídio, Priapo tentou violar a deusa Héstia enquanto ela dormia, mas acabou sendo frustrado pelo zurrar de um jumento, que o fez perder a ereção e também acordou a deusa. O episódio fez com que Priapo passasse a odiar os jumentos, exigindo que eles fossem destruídos em sua honra. No entanto, Priapo vingou-se fazendo com que o emblema de sua natureza lasciva permanecesse nos jumentos. 

Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

22 de março de 2017

Naglfar

۞ ADM Sleipnir

Arte de Jeff
Naglfar ("Navio de Unhas" em nórdico antigo, também chamado de Naglfari) é na mitologia nórdica uma horrenda embarcação construída com as unhas dos mortos, que durante os eventos do Ragnarok irá conduzir os gigantes de gelo para a sua batalha final contra os deuses, na planície de Vigrid. 

Os nórdicos acreditavam que quando o Ragnarok estivesse próximo de acontecer, os lobos Skoll e Hati engoliriam o sol e a lua, e as estrelas desapareceriam do céu. A terra e as montanhas tremeriam tanto que todos os gigantes e monstros que haviam sido presos pelos deuses se libertariam. Jormungand, a monstruosa serpente que habita o fundo dos oceanos, levantaria-se furiosa contra a terra, e esse cataclisma faria com que o navio Naglfar fosse solto de suas amarras. Capitaneado por um gigante chamado Hrym, Naglfar seria guiado nas águas tempestuosas em direção à Asgard.

Arte de redvulpesART
Uma vez que esta terrível embarcação é construída com as unhas dos mortos, era costume entre os antigos povos noruegueses cortar bem pequenas as unhas de seus mortos. Dessa forma, eles acreditavam que estavam ajudando a prevenir o fim do mundo, privando o inimigo da matéria prima para a construção de sua embarcação.

Arte de Dhattura

fonte:
Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

20 de março de 2017

Triglav

۞ ADM Sleipnir


Arte de Carlos Semper

Triglav 
(em russo Трибог; também chamado Triglov, Troglav ou Troyan) é uma antiga divindade guerreira pertencente a mitologia eslava. Ele é um dos deuses mais misteriosos dentro do panteão eslavo, e existem inúmeras teorias que o colocam em diferentes papéis dentro do mesmo. Uma dessas teorias diz que ele é uma espécie de deus supremo e governante dos três reinos (céu, terra e submundo). Outra teoria afirma que Triglav é na verdade é a fusão de três divindades, comumente SvarogPerun e Dazbog. Algumas versões substituem Dazbog por SvetovidVeles ou Chernobog.


Arte de Sukharev

Iconografia

Triglav era comumente retratado como um deus com três cabeças e com vendas cobrindo seus olhos, de modo a conter seus poderes ou, conforme seus sacerdotes acreditavam, para não ver os pecados cometidos pelos humanos, pois ele era um ser completamente puro. Cada estátua, ídolo ou escultura de Triglav o mostra com os olhos cobertos em todas as três cabeças. Existem algumas representações que o mostram com três cabeças de cabra.



Templos e Rituais

Biografias do bispo cristão Oton de Bamberg datadas do séculos XI e XII fornecem informações sobre templos dedicados a Triglav. Frei Ebo, companheiro e biógrafo de Oton, escreveu que um dos templos dedicados a Triglav em Estetino, Polônia, era decorado com imagens de pessoas e animais do lado de fora. As imagens eram tão bem esculpidas que poderia-se pensar que elas estavam vivas. Um décimo de todos os despojos de guerra eram trazidos para o templo de Triglav, e por isso, haviam todos os tipos de armas, itens de ouro e prata e outros objetos de valor dentro dele. A estátua de Triglav, às vezes dentro do próprio templo e às vezes na mais alta das três colinas circundantes, era menor do que a estátua de outros deuses, porém, era toda feita de puro ouro e prata. Quando a cidade de Estetino foi batizada, Oton demoliu o templo de Triglav, arrancou as três cabeças de sua estátua e as enviou ao Papa em Roma.

A mesma biografia descreve a maneira como os sacerdotes de Triglav profetizavam o futuro em seu nome. Na verdade, em todas as profecias, a figura central era um cavalo dedicado a Triglav e que tinha um dos sacerdotes ao seu lado durante as mesmas. Quando uma conquista era planejada, nove lanças eram fincadas no chão, a distancia de um cúbito uma da outra, e então um sacerdote guiava o cavalo selado sobre elas exatamente três vezes. Se o cavalo não tocasse em nenhuma das lanças, o povo iria para a guerra, mas se as tocasse, o povo desistiria. Diz-se que a sela do cavalo também era feita de ouro e prata, e era mantida no templo ao lado da estátua de Triglav, porque os sacerdotes de Triglav acreditavam que o deus andava à cavalo durante a noite para afugentar os maus espíritos. Após a conversão da cidade inteira ao cristianismo, apenas o guardião do cavalo permaneceu fiel aos velhos deuses e religião.

Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

17 de março de 2017

Ramidreju

۞ ADM Sleipnir

Arte de Ed Kwong

O Ramidreju é uma criatura pertencente à mitologia e folclore da Cantábria, comunidade autônoma localizada ao norte da Espanha. 
Ele se assemelha a uma doninha. porém possui um corpo longo como uma cobra e sua pele é esverdeada. Seus olhos são amarelos e seu nariz é como o de um porco, e ele o usa para cavar buracos muito profundos. 


De acordo com o folclore cantábrio, a cada cem anos nasce um Ramidreju de uma doninha ou marta. Ele é dito habitar as montanhas e florestas cantábricas, e é uma criatura bastante procurada porque segundo as lendas, sua pele é capaz de curar todas as doenças. Além disso, o Ramidreju possui um grande desejo por ouro, e uma vez capturado, pode acabar guiando seu captor a tesouros perdidos ou ocultos.





Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

15 de março de 2017

H. P. Lovecraft

۞ ADM Sleipnir


Arte de Lenka Šimečková

H. P. Lovecraft
(nome completo: Howard Phillips Lovecraft) foi um famoso escritor americano, mestre em histórias de horror. Nascido no ano de 1890, em Providence, Rhode Island, Lovecraft teve uma infância incomum marcada pela tragédia. Seu pai, um  vendedor ambulante, desenvolveu um tipo de transtorno mental causado por uma sífilis não tratada quando ele tinha cerca de três anos de idade. Em 1893, seu pai foi internado no Hospital Butler em Providence, e lá permaneceu até sua morte em 1898.

Infância

Lovecraft foi criado por sua mãe, Sarah, por duas tias, e por seu avô, Whipple van Buren PhillipsLovecraft vivia doente, e devido aos seus problemas de saúde, ele pouco frequentou a escola, passando muitos anos de sua infância em casa. Apesar disso,  desde cedo, Lovecraft mostrava ser uma criança prodígio. Aos dois anos ele já recitava poesias, e aos seis anos ele já era capaz de escrever seus próprios poemas. Seu avô desde cedo o encorajava a ler e escrever, tendo lhe apresentado versões infantis de clássicos como a Ilíada e a Odisséia, além de ter lhe apresentado a clássicas histórias de terror gótico. Lovecraft amava os trabalhos de Edgar Allan Poe e desenvolveu um interesse especial na astronomia.

Arte de Mai Egurza

Em 1904, seu avô faleceu, e sua família entrou em um estado de pobreza, devido à incapacidade das filhas de administrarem os seus bens. Eles obrigados a se mudar para acomodações muito menores e insalubres, o ajudou a prejudicar ainda mais a saúde de Lovecraft. Em 1908, Lovecraft sofreu um colapso nervoso, acontecimento que o impediu de receber seu diploma de graduação no ensino médio e, consequentemente, complicou sua entrada numa universidade.

Esse fracasso pessoal marcaria Lovecraft pelo resto dos seus dias. Ele se tornou uma figura reclusa por vários anos, escolhendo passar os dias estudando até tarde, lendo e escrevendo e depois dormindo até a tarde do dia seguinte. Durante este tempo, ele conseguiu publicar alguns artigos sobre astronomia em vários jornais.

A Carreira de Escritor

Lovecraft começou sua carreira como um aspirante a jornalista, juntando-se à United Amateur Press Association em 1914. No ano seguinte, lançou sua revista auto-publicada The Conservative, para a qual ele escreveu várias poesias e outros fragmentos. Embora ele tivesse imerso na ficção no início, Lovecraft tornou-se mais sério sobre escrever histórias em torno de 1917, quando publicou seu primeiro trabalho profissional, "Dagon", na revista de terror Weird TalesMuitos dos primeiros trabalhos de Lovecraft foram influenciados pelos escritos de Lord Dunsany, um autor irlandês de contos de fantasia, bem como o autor favorito de Lovecraft, Edgar Allan Poe.

Arte de David Hartman

A Weird Tales adquiriu algumas das histórias de Lovecraft em 1923, dando-lhe o primeiro gosto de sucesso literário. No ano seguinte, ele se casou com Sonia Greene, com quem morou no bairro do Brooklyn, em Nova York durante dois anos antes de se separarem. Após o término de seu casamento, Lovecraft reto
rnou a Rhode Island, onde começou a trabalhar em algumas de suas melhores histórias. 

"O Chamado de Cthulhu" foi publicada em 1928 na Weird Tales, e talvez seja a obra que melhor ilustrada os esforços de Lovecraft em criar uma espécie de terror de outro mundo. Nela Lovecraft introduziu os leitores a Chtulhu, o primeiro de muitos seres sobrenaturais que poderiam causar estragos na humanidade. Elementos dessa história reapareceriam depois em outros contos relacionados - coletivamente conhecidos por muitos como os Mitos de Cthulhu. Essas histórias posteriores refletiam os próprios ideais filosóficos de Lovecraft. De acordo com a revista American Heritage, Lovecraft certa vez escreveu: “Todos os meus contos partem da fundamental premissa de que as leis, interesses e emoções humanas não possuem nenhuma validade ou significância na grande imensidão do universo.

Últimos anos e Morte

Em seus últimos anos de vida, Lovecraft passou por muitas dificuldades. No ano de 1932, sua amada tia Lilian Clark, com quem ele morava, veio a falecer. Ele se mudou para uma pequena casa, situada atrás da Biblioteca John Hay, com sua outra tia, Annie Gamwell. Nessa época, seus textos aumentaram em complexidade e em número de palavras, e isso dificultava e muito as vendas. Mal conseguindo sustentar-se, Lovecraft passou a trabalhar com revisões e "ghost-writing" de textos assinados por outras pessoas.

No ano de 1936, seu amigo e correspondente Robert E. Howard (autor de Conan, o Bárbaro) se suicidou, e sua morte deixou Lovecraft profundamente entristecido e abalado. Neste mesmo ano, a doença que o mataria (um câncer intestinal) avançou o suficiente para que pouco pudesse ser feito contra ele. Durante os meses seguintes, Lovecraft suportou dores cada vez crescentes, até ter que ser internado no Hospital Memorial Jane Brown, em Providence, no dia 10 de março de 1937. onde morreria cinco dias depois.

Lovecraft deixou mais de 60 histórias curtas e alguns romances e novelas, incluindo "O Caso de Charles Dexter Ward". Sua morte foi lamentada por seus amigos, colegas e por aspirantes a escritores com quem ele correspondia e colaborava. Dois desses amigos, August Derleth e Donald Wandrei, formaram uma editora chamada Arkham House, dedicada a  promover e preservar o trabalho de Lovecraft.

Seu Legado

Desde a sua morte, H. P. Lovecraft ganhou um reconhecimento muito maior do que ele recebeu durante sua vida. Sua obra tem sido uma inspiração para inúmeros escritores, como por exemplo Peter Straub, Stephen King e Neil Gaiman. Suas histórias também serviram de inspiração para muitos filmes, incluindo Hunters of the Dark (de 2011) e Cthulhu (de 2007), inspirou jogos como Alone in the Dark e Bloddborne e músicas de bandas famosas como Metallica, Black Sabbath, Cradle of Filth, dentre muitas outras. 

Arte de Abigail Larson


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!

13 de março de 2017

Epona

۞ ADM Sleipnir


Epona era a deusa celta dos cavalos, sendo originalmente uma deusa galo-romana associada a terra e a fertilidade. Seu nome é derivado da língua gaélica e significa "Grande Égua". Epona era cultuada em muitas regiões como a deusa protetora dos cavalos, burros, mulas e de seus cavaleiros. Ela chegou a ser adorada por soldados romanos, que colocavam santuários decorados com rosas em cada estábulo.

A deusa irlandesa Macha é vista por muitos como uma manifestação de Epona. Epona também é geralmente associada a deusa galesa Rhiannon.


Epona é normalmente representada como uma jovem mulher parcialmente vestida, montada em um cavalo (geralmente branco) ou ladeada por dois ou mais cavalos ou potros. Ela também costumava ser representada sentada em um trono com dois potros se alimentando em seu colo. Em um relevo antigo, ela é mostrada sentada em um trono com tríades de cavalos de cada lado, enquanto um porco está sendo sacrificado. Ela era muitas vezes representada com uma série de atributos, como a cornucópia ou a patera (espécie de bacia de cerâmica onde eram feitas as oferendas, semelhante a um caldeirão raso), que a relacionam com a abundância e a prosperidade.



Epona costuma ser creditada como a responsável por transportar e guiar as almas dos mortos para a vida após a morte, a cavalo. Alguns dizem que ela não era apenas uma cavaleira hábil, mas também capaz de se transformar em cavalo, aparecendo como uma égua branca-prateada. 


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, deixe seu comentário! Compartilhe também nossos posts nas redes sociais!
Ruby