27 de novembro de 2014

Uller

۞ ADM Sleipnir



Uller (Ullr, Ull) é um antigo deus nórdico associado ao inverno, a neve e a caça. Seu nome vem de wuldor, que significa "glória" e aparece freqüentemente como parte de nomes de lugares escandinavos, um indício de que ele foi um deus muito importante para o povo nórdico. Uller era um excelente esquiador e um arqueiro habilidoso. Ele também era um deus honrado e íntegro, e essas qualidades lhe conferiram a regência de Asgard durante a ausência de Odin, que foi obrigado a se afastar por ter violentado a giganta Rind (que mas tarde deu a luz à seu filho Vali).

Características

Uller era descrito como um homem robusto, moreno, vestido com roupas e botas de pele de animais. Geralmente empunhando um escudo e um arco. Ele também era frequentemente representado com patins de neve ou esquis nos pés, e por isso ele tem sido considerado o deus moderno do esqui. Saxo Grammaticus, historiador dinamarquês do século XIII, disse que Uller viajava sobre o mar usando um osso mágico. Uller também era chamado de "Deus do Escudo", e o escudo era conhecido como seu "navio", o que pode ser uma referência ao uso de um escudo ou placa em forma de escudo, como uma espécie de trenó ou prancha para deslizar sobre a água ou neve.




Relações

O pai de Uller era uma figura desconhecida, possivelmente um dos Jotunn (gigantes do gelo). Alguns afirmam que ele era o filho de Egill / Aurvandil, o grande arqueiro, que foi companheiro de caça de Thor. Sua mãe é a deusa Sif, portanto é enteado de Thor. Os anglo-saxões o chamavam de Vulder; e em alguns lugares na Alemanha, ele era conhecido como Holler e era dito ser o marido da deusa germânica Holda. Segundo alguns contos pagãos, Uller tornou-se consorte da giganta Skadi, após a mesma se separar de NjordAlguns o vêem como um membro da classe Aesir por causa de sua mãe e seu padrasto. Já outros o vêem como um membro da classe Vanir por causa de sua natureza caçadora.

Um dos poemas da Edda Poética, o Grímnismál, afirma que a sua morada chama-se Ýdalir, "Bosque dos Teixos"A madeira de Yew era a melhor madeira para a confecção de arcos, o que explica essa associação. Uller teria sido obrigado por Odin a deixar Asgard e viver em Ydalir, e o motivo foi o ciúme do mesmo devido à impecável conduta e atuação de Uller no comando de Asgard durante a sua ausência.



fontes de pesquisa:
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26 de novembro de 2014

Aker

۞ ADM Sleipnir


Aker (também conhecido como Akar) era um antigo deus egípcio da terra e a deificação do horizonte. Ele era também o guardião das fronteiras leste e oeste do submundo, e um dos deuses que protegia o deus-sol Ra durante sua viagem diária através do mesmo. Ao anoitecer, Ra era atacado pela serpente Apep, mas com a ajuda de Aker e dos demais deuses ele sempre prevalecia. Após ser derrotada, Apep era dividida em pedaços pela deusa Ísis e esses pedaços eram guardados por Aker até o próximo anoitecer, quando Apep retomava sua forma original e dava inicio a um novo combate.

Embora fosse uma divindade terrena e, portanto, dos seres vivos, por ser guardião da entrada e da saída do além-túmulo, Aker recebia os apelos dos mortos para que lhes pemitisse a entrada no além e, em função de sua face dupla, lá os protegia dos perigos surgidos pela frente ou pelas costas do falecido.


Representações

Como a personificação do horizonte, Aker foi originalmente descrito como uma estreita faixa de terra, com duas cabeças posicionadas em direções opostas. Estas cabeças eram geralmente de leões (ocasionalmente eram representadas como cabeças humanas), e com o tempo, se tornaram figuras completas de leões, um de costas pro outro. Esses leões representam os conceitos de ontem (Sef em egípcio) e de amanhã (Duau em egípcio). Os leões são muitas vezes cobertos com manchas similares as dos leopardos, uma possível alusão ao já extinto leão da barbária, que, ao contrário das espécies africanas, tinha uma pelagem malhada.

Entre os dois leões, muitas vezes aparece o hieróglifo para o horizonte (akhet), que é o disco solar colocado entre duas montanhas chamadas Manu e BakhuConsequentemente, Aker muitas vezes era chamado de Ruti, que significa "dois leões"

Simbolismo

Estátuas de Aker eram colocadas nas portas de palácios e tumbas para repelir os maus espíritos e entidades maléficas. Foi a essas estátuas com cabeças de seres humanos que os gregos deram o nome de esfinges. Nos telhados dos templos, cabeças de leões se tornaram extremidades de gárgulas, provavelmente porque se acreditava que ali o leão absorveria as maléficas tempestades de Seth, o deus do mal, e as cuspiria pelas laterais do edifício. Mobílias funerárias e às vezes as camas e cadeiras dos vivos também eram adornadas com patas ou cabeças de leões. Embora o motivo para isso possa ter sido apenas decorativo, é possível que houvesse um significado mágico, no sentido de garantir que o indivíduo levantaria renovado depois do sono ou repouso. 

Apesar de todo o simbolismo em torno de sua figura, Aker não possuía templos dedicados a ele. Sua figura acabou sendo ofuscada por Geb, marido de Nut e membro da Enéade de Heliópolis.


fontes de pesquisa:



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25 de novembro de 2014

Ukko

۞ ADM Sleipnir



Ukko (finlandês para "homem velho") ou Uku, é na mitologia finlandesa/estoniana o deus do céu, do tempo e da colheita, dentre outros. Ele é a divindade mais importante da mitologia finlandesa, e a palavra Ukkonen ("tempestade do trovão"), é derivada de seu nome. No Kalevala (o épico nacional finlandês) Ukko também é chamado de Jumala ("deus supremo"), representando a divindade de todas as causas maiores. Embora retratado ativo nos mitos, todas as suas aparições são unicamente por meio de fenômenos naturais como trovões, chuvas de granizo, etc.

Sua residência fica no centro da abóbada celeste, o umbigo do céu; por isso, muitas vezes ele era chamado de Ylijumala (Jurmala), que siginifica "Deus do Céu". Acreditava-se que Ukko controlava as chuvas e, portanto, a fertilidade da terra, e sacrifícios eram realizados para ele no início da época de plantio e em épocas de seca.

Sua consorte é Akka, deusa da fertilidade. Conta-se que quando eles acasalavam, provocavam tempestades. Estas também eram criadas quando Ukko conduzia sua carruagem através das nuvens. Ukko possui uma arma chamada Ukonvasara, geralmente representada como um martelo, machado ou uma espada, e com a qual Ukko lança ataques diretos, além de trovões e relâmpagos. 

Origem


Ukko costuma ser equiparado ao deus nórdico Odin, mas no contexto teogônico, se assemelha mais ao seu filho, ThorEle provavelmente teve sua origem na figura do deus báltico do trovão Pērkons/Perkunas, e na remota divindade do céu finlandesa IlmarinenCom o passar do tempo, Ukko tomou o posto de Ilmarinen como divindade celestial, e Ilmarinen deixou de ser uma divindade, tornando-se um mero herói e ferreiro mortal. 

Culto 


As pessoas recorriam a Ukko desejando boa sorte na caça, pesca e também nas guerras. Ukko possuía um festival somente em honra dele, chamado de Vakkajuhlat, também conhecido como Ukkon Vakka, Ukon Wacka ou simplesmente Vakat. Esse festival geralmente ocorria nos bosques, com muita animação e perdurou até o século XIX e começo do século XX. Durante o Ukkon Vakka, comidas, bebidas alcoólicas e também sacrifícios animais eram oferecidos para Ukko. 

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24 de novembro de 2014

Matinta Pereira

۞ ADM Dama Gótica



A Matinta Pereira (também conhecida como Mati-Taperê) é uma personagem do folclore brasileiro, mais precisamente na região norte ou nordeste do país. Nas cidades amazônicas existem duas versões para a lenda da Matinta: a primeira é que ela é uma idosa e se transforma em uma coruja rasga-mortalha ou num corvo. A outra versão diz que ela se veste de uma roupa preta que lhe cobre todo o corpo dando-lhe nos braços uma espécie de asa para que possa planar sobre as casas. Porem em todas as versões é certo que se trata de um indivíduo nômade, que assovia de forma assustadora e leva azar por onde passa. Dizem que ela é o Saci Pererê em uma de suas formas. 

A Matinta aparece de noite nas vilas, cidades ou povoados, voando e soltando seu grito arrepiante. Ela que pousa sobre os muros e telhados das casas e se põe a assobiar. Assim, ouvindo seu grito os moradores da casa lhe promete algo (geralmente cigarro, mas também pode ser café, cachaça ou peixe). Desta forma ela deixaria de assustar as pessoas da casa, parando de assoviar. Caso contrário, ficaria assoviando todas as noites nas proximidades da casa. No dia seguinte a velha vem até a casa do morador perturbado para cobrar o combinado, caso o prometido seja negado uma desgraça acontece na casa do que fez a promessa não cumprida. Acredita-se que ela possua poderes sobrenaturais e que seus feitiços possam causar dores ou doenças nas pessoas. 


Não se sabe ao certo a origem da lenda, muitos dizem que se trata de uma feiticeira que usa da magia para se transformar em Matinta. Os mais velhos diziam que a sina de transformação seria hereditária, ou seja passaria de mãe para filha. No caso de não haver herdeira para a sina Matinta, a dona da maldição se esconde na floresta e espera que uma mulher passe por lá. Quando uma mulher finalmente passa, então ela pergunta: "quem quer?". Se a moça responder: "eu quero!" então ela se torna no mesmo instante a Matinta Perera.

Há quem diga que existe um jeito de prender a Matinta e os materiais são simples: uma tesoura, uma chave comum, um rosário bento e uma vassoura virgem. A chave deve ser enterrada e a tesoura fincada em cima do local, o rosário se põe por cima da tesoura. Toda Matinta que passar por ali ficará presa, mas depois que ela for libertada deve-se varrer o local com a vassoura para que a sina não se espalhe. Outra versão diz que ela não pode ouvir o nome de Deus enquanto estiver transformada, pois senão o feitiço acaba.

Para os índios Tupinambás esta ave era a mensageira das coisas do outro mundo, e trazia notícias dos parentes mortos. Era chamada de Matintaperera. 


Em alguns lugares, se apresenta como um velho, a cabeça amarrada com um pano ou lenço, como se fosse uma pessoa doente, indo de porta em porta, também a pedir tabaco. 

Especificamente no Pará, a Matinta Pereira seria um pequeno índio de uma perna só e com um gorro vermelho na cabeça, semelhante ao Saci, que não evacua nem urina, sujeito a uma horrível velha, a quem acompanha às noites de porta em porta, para pedir tabaco. A velha que o acompanha canta, ao som do canto de um pássaro noturno chamado Matin-ta-perê. 

Em Pernambuco, na localidade de Porto de Galinhas, no litoral daquele estado, há uma referência a uma ave noturna cujo canto se assemelha a um grito, muito temido por todosnpor ser considerado de mau agouro. É a mesma Matinta, mas esta parece dizer: "Saia-Dela". 

Esta é provavelmente uma adaptação da lenda do Saci. Inclusive o pássaro no qual ela se transforma, chamada Matin-ta-perê, que além de ser negro tem o costume de andar pulando numa perna só, é a mesma que entre os Tupinambás, com o tempo se transformou no moleque Saci.


Fontes:



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21 de novembro de 2014

Catoblepas

۞ ADM Sleipnir



O Catoblepas é um animal lendário originário da Etiópia, citado por Plínio, o Velho em sua obra História Natural (livro VIII) e mais tarde por Claudius Aelianus (Da Natureza dos Animais, 7.6). Seu nome vem do grego καταβλέπω (katablépō), que significa "olhar para baixo". 

Características

Catoblepas é geralmente descrito como um animal quadrúpede de porte médio, com um corpo negro semelhante a um búfalo e a cabeça de um gnu ou javali. Em algumas descrições, ele tinha escamas que cobriam as suas costas, protegendo-o. Sua cabeça era muito pesada para que pudesse sustentá-la normalmente, e por isso estava sempre inclinada para baixo.


De acordo com a descrição de Plínio, o olhar de um Catoblepas, assim como o do Basilisco, poderia transformar pessoas e animais em pedra, ou até mesmo matá-los instantaneamente. Já na descrição de Claudius, seu olhar não é fatal, mas sua respiração, tão venenosa a ponto de matar toda a vegetação ao seu redor, muitas vezes deixando-o sem nada para comer. Sem alimento disponível, o Catoblepas mastigava suas próprias pernas afim de saciar sua fome.

Acredita-se que a figura do Catoblepas tenha sido baseada em avistamentos de gnus, mamíferos comuns nas savanas africanas.  Como andam sempre em bandos, e é possível que visitantes estrangeiros tenham avistado um deles isolado de seu bando e assim acabaram construindo um mito em cima dessa visão. Alguns dicionários relacionam a palavra catoblepas como sendo sinônimo de gnu.

"Catoblepas Repugnante", copyright: Wizards of the Coast
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20 de novembro de 2014

Ixtab

۞ ADM Sleipnir


Ixtab (em quiché: Xťab, "A da corda"; pronuncia-se Ishtab) era a deusa maia do suicido, mais precisamente por enforcamento. O suicídio era uma forma honorável de morrer para os antigos maias, com um status comparável ao das vítimas de sacrifícios, mulheres que morriam ao dar a luz e guerreiros mortos em combate. 

Ixtab atuava como um psicopompo, portegendo os suicidas e guiando-os até um paraíso cheio de delícias e prazeres, onde repousavam eternamente à sombra de uma árvore gigante chamada Yaxche, "a árvore da vida"

A única imagem conhecida de Ixtab provém do Códice de Dresden, onde ela é representada como um cadáver em estado de decomposição, de olhos fechados e enforcada nos galhos de Yaxche.



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