30 de janeiro de 2015

Papa Legba

۞ ADM Sleipnir



No vodu haitiano, Papa Legba (Legba, Legba Atibon, Atibon Legba, Ati-Gbon Legba) é o loa que atua como intermediário entre os demais loas e a humanidade. Ele é também o deus das encruzilhadas; ele abre o caminho para o Guinee (o mundo espiritual) e dá (ou nega) permissão aos mortais para que possam dialogar com os espíritos. Acredita-se que ele seja capaz de falar todos os idiomas humanos. Sua consorte chama-se Adjessi.


Papa Legba é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia, pois sua autorização é necessária para que possa haver qualquer comunicação entre os mortais e os loa. No Haiti, ele é chamado de "a grande elocução" ou "a voz de Deus". Ele tem o poder de facilitar a comunicação, a fala e a compreensão. É muito poderoso, é o primeiro a abrir as portas para o mundo espiritual, quando solicitado, e tem o poder de remover obstáculos.

Características

Papa Legba costuma aparecer como um homem velho, com uma muleta ou uma bengala, vestindo um chapéu de palha de aba larga e fumando um cachimbo. Já no Benin e Nigéria, Papa Legba é visto como um homem jovem e viril, é muitas vezes cornudo e fálico, e o seu relicário é normalmente localizado na porta da aldeia na zona rural.



Suas cores são o vermelho e o preto, o cachorro é seu animal sagrado, e algumas de suas coisas favoritas que podem ser usadas ​​como oferendas incluem: doces, charutos, rum, tabaco e óleo de palma. Seu número é três e o seu dia da semana é segunda-feira.


No panteão Ioruba, homenageado na Nigéria, Cuba, Brasil, e no resto da diáspora Ioruba, Papa Legba é principalmente associado com Elegua, uma vez que ambos partilham o posto de "donos da encruzilhada". Ao contrário de Papa Legba, no entanto, Elegua é um trickster (deus ou animal antropomórfico que prega peças e desobedece regras normais e normas de comportamento) malandro criança.  Legba também partilha semelhanças com Orunmilá, o orixá da profecia que ensinou à humanidade como usar o poderoso oráculo Ifá.

Devido à sua posição como guardião do portão entre os mundos da vida e dos mistérios, ele é frequentemente identificado com São Pedro, que detém uma posição comparável na tradição Católica, mas ele também costuma ser representado no Haiti, como São Lázaro ou Santo Antônio, o Grande.


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29 de janeiro de 2015

Kujata

۞ ADM Sleipnir




Kujata (ou Kjata, árabe:كيوثاء) é um touro gigantesco pertencente à mitologia árabe. Segundo o mito, Kujata possui quatrocentos olhos, quatrocentos narizes, quatrocentas bocas, quatrocentas línguas, quatrocentos ouvidos e quatrocentas patas. Para se ter uma idéia do tamanho desta criatura, a distância de um olho a outro, ou de outra parte a qualquer outra levaria quinhentos anos para ser percorrida por um ser humano comum.

Sobre suas costas, Kujata sustenta um rubi sobre o qual repousa um anjo, que, por sua vez, suporta os sete infernos, que suportam a Terra onde por sua vez sobre ela, se encontram os sete céus. Kujata é sustentado por Bahamut, um peixe-serpente igualmente gigantesco que por sua vez, nada em um oceano cósmico que está sobre um abismo, que está sobre um vasto mar de fogo, suportado por sua vez pela serpente cósmica Falak.

Kujata aparece na franquia de jogos Final Fantasy.





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28 de janeiro de 2015

Macaco-de-Loys

۞ ADM Sleipnir


O macaco-de-loys foi uma estranha criatura semelhante a um macaco que foi morta a tiro em 1917 na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia pelo geologista suíço François de Loys. A criatura era semelhante a um hominídeo, não tinha rabo como um macaco, possuía 32 dentes e tinha aproximadamente de 1,60 a 1,65 m de altura.

François de Loys conduzia uma expedição em busca de petróleo próximo ao rio Tarra e Maracaibo, quando duas criaturas avançaram em direção do seu grupo. No intuito de se defender, François de Loys disparou contra as criaturas. O macho correu em direção à selva e a fêmea foi atingida e morta. A criatura foi fotografada e as fotos foram guardadas por de Loys.

François de Loys não revelou a mais ninguém sobre a criatura quando retornou à Suíça. Mas em 1929, o antropólogo George Montadon, que estava procurando informações nas anotações de de Loys sobre tribos indígenas da América do Sul descobriu a foto e convenceu de Loys a publicá-la num jornal inglês.  Mais tarde, várias matérias foram publicadas em França sobre a misteriosa criatura e George Montadon propôs o seu nome científico à Academia Francesa das Ciências, Ameranthropoides loysi.

A existência do macaco-de-Loys nunca foi comprovada ou aceita pela comunidade científica. De Loys foi muitas vezes criticado por Arthur Keith, um intelectual britânico. Não é possível saber o tamanho do macaco-de-loys pela fotografia. O criptozoologista Ivan Terrance Sanderson também defende que o macaco-de-loys era apenas um macaco-aranha. Aquela criatura poderia ser a explicação para o registo visual de criaturas como Yeti, Sasquatsh e Mapinguari.

Anos mais tarde, a comunidade científica entrou em acordo de que o macaco-de-loys era apenas um macaco-aranha que teve seu rabo cortado. No entanto é estranho encontrar um macaco-aranha tão grande. Alguns cientistas defendem que o macaco-de-loys é uma espécie exótica de macaco-aranha. E vocês, o que acham?



Fonte: wikipedia.org
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27 de janeiro de 2015

Ziz

۞ ADM Sleipnir



Ziz (em hebraico: זיז) é um gigantesca ave presente na mitologia judaica. De acordo com a lenda, Ziz é uma ave enorme, ao ponto de sua cabeça atingir os céus enquanto seus tornozelos tocam o chão. A envergadura de suas asas é igualmente grande, e dizia-se que tinha a distância entre a Terra e Céu, além de bloquear completamente o sol.A batida de suas asas enormes são capazes de mudar a direção dos ventos.

Ziz também é conhecido como Renainn por causa de sua voz musical e celeste. Por conta de sua relação com as regiões celestiais , ele também é chamado Seqwi ("o vidente") e , além disso, ele é chamado de "filho do ninho", porque ele cria pássaros e aves sem colocar ovos, e os mesmos rompem as casca dos ovos sem serem chocados.

Ziz forma uma tríade com os monstros judaicos Leviatã (mar) e Behemoth (terra), sendo Ziz o representante do ar. Os três são figuras tradicionais de decoração no artesanato judaico. De acordo com algumas lendas, ele está destinado a ser servido como prato principal no banquete messiânico, juntamente com o Behemoth e Leviatã. Alguns autores comparam Ziz com o sumério Anzu e também com o persa Simurgh,.

Embora não se tenha um relato mais preciso na Bíblia sobre o Ziz, ele é mencionado em 2 Crônicas 20:16 : "Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis no fim do vale, diante do deserto de Jeruel.

Curiosamente, existiu uma espécie de condor que atingia até 8 metros de envergadura, sendo a maior ave do mundo e presente em diversas lendas de vários povos, conhecido cientificamente como Teratornis. Esse provavelmente era o pássaro que inspirou a lenda de Ziz.

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26 de janeiro de 2015

A Espada de Goujian

۞ ADM Sleipnir



A Espada de Goujian (越王勾踐劍) é um artefato arqueológico do período da Primavera e Outono (771 a 403 a.C.) encontrada em 1965, em Jiangling, província de Hubei, na China. Considerada um tesouro nacional, a espada é tão lendária para o povo chinês quanto a espada do Rei Artur é no Ocidente. Apesar de ter permanecido enterrada por mais de 2.000 anos, a espada manteve suas qualidades de corte intactas, além de não possuir nenhum sinal de ferrugem. 

Descoberta

De acordo com Weisi Tan, líder da equipe de arqueologia responsável pela escavação, a espada foi encontrada em uma tumba do Período dos Reinos Combatentes (770-467 a.C.). A equipe encontrou uma caixa de madeira preta, no lado esquerdo do esqueleto, que abrigava uma espada de bronze com a bainha. Todos ficaram chocados quando um dos arqueólogos finalmente tirou a espada, que era extraordinariamente bela e brilhante. Quando um dos membros da equipe tentou tocar a lâmina, seus dedos começaram a sangrar imediatamente após o contato.

Características da espada

A espada mede 55,7 centímetros de comprimento com uma lâmina de 4,6 centímetros de largura e 8,4 centímetros de comprimento da empunhadura. Cada lado da lâmina é decorada com turquesas. Ela contém algumas gravuras em baixo elevo e 11 círculos concêntricos situados a apenas 0,2 milímetros além da ponta do cabo. Na lâmina perto do punho, há oito caracteres antigos (tipo "selo") que se traduzem em: "Esta espada pertence à Goujian, o Rei do Estado de Yue".

Quem foi Goujian?



Goujian foi um imperador famoso na história chinesa que reinou sobre o Estado de Yue durante o Período da Primavera e Outono (770-476 a.C.). Apesar de seu reino ter sido derrotado pelo Estado de Wu, Goujian liderou seu exército para a vitória 10 anos depois. Sua história foi muito difundida na China e alguns dizem que a espada de Goujian foi a arma responsável pela restauração do estado derrotado.

Investigações  

Além de seu valor histórico, muitos estudiosos também se interessaram em saber a razão da espada não ter enferrujado, tendo estado em um ambiente úmido por mais de 2.000 anos, e também como as decorações delicadas foram esculpidas na espada.

A analise científica mostrou que a espada é principalmente uma liga de bronze composta por cobre, estanho e uma pequena quantidade de alumínio, ferro, níquel e enxofre, e o padrão em flor era provavelmente um resultado de sulfuração. A proporção de cobre e estanho também varia em diferentes partes da espada. O corpo principal da espada é composto por mais cobre, o que reforça a sua tenacidade; já suas bordas (fios cortantes) são mais ricas em estanho, o que torna a espada muito afiada.

Na década de 1990, outra pesquisa revelou uma proporção elevada de enxofre em torno do padrão de flores e sulfeto de cobre, que é à prova de ferrugem. Aos cientistas a lâmina da superfície também têm encontrado vestígios de um tratamento químico utilizado para prevenir a ferrugem.

Devido a sua riqueza de detalhes, a espada seria muito difícil de ser reproduzida nos dias de hoje, mesmo com toda a tecnologia ao nosso dispor, fazendo da espada de Goujian um exemplo da fenomenal habilidade metalúrgica da antiga China. 

Atualmente, a espada permanece em exposição no Museu Provincial de Hubei.



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23 de janeiro de 2015

Satet

۞ ADM Sleipnir


Satet (também conhecida como Setet, Sathit, Satit, Sati, Setis ou Satis) era uma deusa arqueira egípcia, associada à guerra, a caça e as plantações. Ela também é uma das divindades associadas a inundação do rio Nilo, e por conta disso também é considerada uma deusa da fertilidade.

Seu nome vem do verbo "sentar" (para atirar, para ejetar, a derramar, para jogar), muitas vezes traduzido como "Aquela que Atira (flechas)" em relação ao seu aspecto como uma deusa da caça, ou "Aquela que Derrama", com referência ao seu papel na inundação e sua tutela sobre as cataratas do Nilo. 

Características


Satet é geralmente retratada como um antílope ou gazela, ou mais comumente uma mulher vestindo a coroa branca do Alto Egito (Hedjet), decorada com plumas de avestruz (Coroa Atef) ou com chifres de antílope/gazela. Outras ilustrações mostram-la com a Coroa Vermelha do Alto Egito ou uma longa peruca. Ocasionalmente, Satet empunha um arco e flechas, mas geralmente estes são substituídos por um cetro e um ankh (símbolo da vida).


Atributos

Satet era uma deusa guerreira, considerada a guardiã da fronteira sul do antigo Egito e acreditava-se que ela atirava suas setas contra qualquer um que tentasse passar por lá. Nos Textos das Pirâmides, Satet é relacionada com a guerra e a ilha de Elefantina, cumprindo uma função associada à purificação dos mortos.

Seu papel mais importante era como uma das divindades da inundação, sendo uma das divindades responsáveis pela enchente anual do Nilo. De acordo com o mito, durante a "Noite da Lágrima", a deusa Ísis derramava uma única lágrima, que era capturada por Satet e então despejada sobre o Nilo, causando a sua inundação. 

Relações com outros deuses

Como muitas outras deusas, acreditava-se que Satet fosse uma das filhas de Ra e foi por vezes considerada a consorte de Montu (o deus da guerra de Tebas). Durante o Império Novo, ela passou a ser considerada consorte de Khnum e mãe ou irmã de Anuket, e juntos formavam a tríade de Abu (Elefantina). Na cidade de Esna, Satet formava uma tríade com Khnum e NeithComo Khnum era associado à Osíris, e Anuket associada à Néftis, Satet tornou-se associada à Ísis. Ela também era associada com Hathor, como deusa da fertilidade humana e do amor.

Culto

Satet foi uma deusa popular no Alto Egito, sendo adorada em particular na ilha de Sehel, localizada ao sul de Assuão e de Elefantina. Alguns artefatos encontrados em Saqqara sugerem que Satet também foi uma deusa popular no Baixo Egito desde tempos antigos. Ela permaneceu popular através da história egípcia e seu templo em Elefantina foi um dos principais santuários do Egito. 

Tríade Elefantina, por Sandro ''Sanio'' Perovich
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