18 de abril de 2014

Freya

۞ ADM Sleipnir


Freya (Freyja, Freja, Freia, Freyia, e Frøya, as vezes confundida com a deusa Frigga) é uma das principais deusas da mitologia nórdica. Detentora de grande beleza, força e poder, Freya é uma deusa associada ao amor, a beleza, a luxúria, a fertilidade, a riqueza, a guerra e a morte, dentre muitos outros aspectos.  Seu nome significa "a senhora", e ela e seu irmão Frey ("o senhor") são os principais deuses da tribo dos Vanir. Freya é filha de Njord e Nerthus (ou Skadi, conforme a fonte), e seu consorte era o deus Odur (que segundo algumas fontes, é um aspecto de Odin). Suas duas filhas com Odur são Gersimi ( " ornamento" ) e Hnossi ( "tesouro " ). Como uma deusa associada à luxúria e ao sexo, Freya teve muitos amantes, mas apesar disso ela se importa profundamente com seu marido Odur. 

Os deuses nórdicos são geralmente divididos em dois "clãs":  Vanir, os deuses da terra e da fertilidade, e Aesir, os deuses do céu e do intelecto. Segundo o mito, esses dois clãs guerrearam por um longo tempo antes que a paz fosse estabelecida. Para selar o acordo de paz entre os clãs, Freya foi enviada para viver ao lado dos Aesir, juntamente com seu pai e seu irmão. Em troca, os Aesir enviaram Honir e Mimir para viverem ao lado dos Vanir. 

Em Asgard, Freya vive no palácio Sessrumnir, que fica localizado em Fólkvangr (que significa "campo de batalha"). Como líder das Valquírias, ela tinha um poder considerável. Ela tinha o direito de reclamar metade das almas dos bravos guerreiros que morreram em batalha. Na verdade, indo ao campo de batalha, ela iria recolhê-los e levá-los de volta com ela para passarem a vida após a morte em sua casa, em repouso perpétuo e recreação. Uma mulher doce e generosa, ela sempre convidada as esposas ou amantes dos guerreiros para vir e viver com eles. A outra metade dos guerreiros heróicos, pertenciam a Odin, e seriam recolhido pelas Valquírias e levados para Valhalla, onde eles estariam prontos para viver com conforto e honra.



Atributos

Freya é descrita como uma mulher possuidora de olhos azuis e cabelos dourados, muito linda e sensual. Ela possui um manto mágico feito com penas de falcão, o qual ela sempre emprestava para os outros deuses, quando precisavam voar para um dos nove mundos. Também é dona do Brisingamen, um colar maravilhoso feito de ouro e âmbar. Freya monta uma carruagem puxada por dois gatos negros ou cinzentos, e quando não a usa, Freya monta um javali chamado Hildisvini ("Suíno de Batalha"). 



Freya possuía magias que os Aesir não tinham, chamadas Seidr; que era uma poderosa magia ensinada apenas para as mulheres do clã Vanir e que envolvia a prática de transmutação, viagem do corpo astral através dos Nove Mundos, magia sexual, cura, maldição e outras técnicas; e Galdr, que era uma forma de linguagem mágica. Odin, em sua busca por conhecimento e poder, era o maior interessado em ter Freya como parte do acordo de paz, e aprendeu com ela a prática dessas magias - embora a Edda conte que ele teve de se vestir e agir como uma mulher, a fim de que Freya o ensinasse.

Os atributos de Freya são muito similares aos de várias deusas de outras mitologias, tais como: Afrodite/Vênus, Bastet, Ísis, Perséfone, Kali, Morrigan, Macha, dentre outras.  


Mitos

O Brisingamen



Para ler esse mito, clique AQUI.

O desaparecimento de Odur

Logo após se casarem, seu marido Odur desapareceu. Freya ficou inconsolável, e chorava lágrimas de ouro, se recusando a aceitar que ele estivesse morto. Mergulhada em sua angústia, Freya vestiu seu manto mágico e partiu para procurá-lo por toda a terra. Quando Freya finalmente o encontrou, descobriu que ele tinha sido banido pelos deuses e se transformado em um monstro marinho. Mesmo com uma aparência monstruosa, Freya ficou ao seu lado e o consolou.


Odur acabou morrendo, e Freya ficou furiosa e jurou se vingar dos deuses por sua morte. Para aplacar sua fúria, os deuses permitiram que Odur entrasse em Valhalla, embora ele não tivesse morrido em batalha, e Freya foi autorizada a visitá-lo sempre que quisesse. Assim, os dois nunca mais ficaram separados.



A construção do muro de Asgard

Em uma ocasião Freya foi visada por um dos gigantes, e graças à astúcia de Loki e a um ato de má-fé por parte dos deuses que ela foi salva. Os deuses, sempre temerosos a uma possível invasão à Asgard, decidiram construir uma fortaleza invencível. Eles receberam a proposta de um estranho, que estava disposto a construir um muro ao redor de Asgard, mas em troca, ele exigia o sol, a lua, e a deusa Freya. Loki aconselhou os deuses a aceitarem a oferta, com a condição de que ele deveria concluir o trabalho em seis meses, auxiliado apenas por seu cavalo. Para a surpresa dos deuses, o estranho concordou com essas condições, e com a ajuda de seu cavalo, começou a trabalhar. 

Os deuses, que no início tinham certeza de que suas condições tornariam a tarefa impossível, ficaram alarmados ao perceberem que o estrangeiro estava trabalhando tão rápido que parecia certo que ele seria capaz de cumprir a sua promessa. Os deuses não tinha a menor intenção de manter sua promessa, e responsabilizaram Loki por colocá-los nessa situação.Eles exigiram que Loki resolvesse essa situação antes do prazo terminar, sob pena de sofrer severos castigos. Loki lhes garantiu que iria resolver a situação com sua astúcia de costume, e já havia pensando num plano pelo qual o estranho certamente falharia em construir o muro a tempo. 

No último dia, quando apenas uma pedra a ser arrastada e colocada em seu lugar, Loki se transformou em uma égua, e, trotando para dentro da floresta, relinchou alto para atrair a atenção do cavalo do estranho. Cansado de seu trabalho contínuo e desejando liberdade e descanso, o cavalo se libertou de sua carga e galopou em direção à Loki. O estranho, depois de persegui-lo em vão pela floresta, voltou para Asgard e cheio de raiva contra o truque que os deuses pregaram nele, assumiu sua forma real, Hrungnir, o gigante de gelo, e tentou atacar os deuses, mas terminou sendo aniquilado pelo Mjolnir de Thor.

O roubo de Mjolnir

Numa outra ocasião, o gigante Thrym roubou o martelo de Thor,  Mjolnir, e como resgate exigiu que Freya se torna-se sua esposa. Loki, que estava intermediando o acordo, concordou com seus termos , mas quando Freya ouviu falar da presunção do gigante, ela ficou furiosa, e jurou que nunca iria deixar o seu amado Odur para viver com um gigante. Heimdall, o guardião da ponte Bifrost, então sugeriu que Thor fosse até o castelo de Thrym disfarçado como Freya, em companhia de Loki disfarçado como atendente de Freya . Thor pega emprestado as roupas e Brinsigamen de Freya, e usando um véu espesso, partiu com Loki. Ao chegar ao palácio do gigante , foram recebidos por Thrym , que ficou encantado com o sucesso de seu plano, e os levou ao salão de banquetes, onde uma grande festa estava sendo realizada. No final da festa, Thrym ordenou que o famoso martelo Mjolnir fosse trazido, e ele mesmo colocou-o no colo de sua noiva como um presente de casamento. A mão de Thor imediatamente se fechou sob o punho do martelo, e em apenas alguns instantes, Thrym e todos os convidados da festa de casamento estavam mortos.


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17 de abril de 2014

Jaci

۞ ADM Sleipnir


Jaci é a deusa da lua, dos amantes e da reprodução na mitologia tupi-guarani. Seu nome vem da palavra tupi Iacy, que significa "Mãe dos Frutos. Segundo a lenda, ela foi criada por Tupã, o grande criador e deus dos trovões e relâmpagos. Tupã criou Jaci para ser a Rainha da Noite e trazer suavidade e temor para os homens. Mais tarde, Tupã foi pego pelo seu charme, e no final acabou se apaixonando por ela. Outra lenda diz que Jaci na verdade foi criada por Guaraci (ou Coaraci), o Sol.

O amor de Guaraci e Jaci

Outra lenda conta que Jaci era irmã e amante do Deus Sol Guaraci (ou Coaraci). Um dia, Guaraci estava muito cansado e por isso teve que fechar os olhos para descansar um pouco. Com os olhos fechados, tudo foi abraçado pela escuridão e então, para iluminar tudo enquanto ele dormia, ele criou a lua, Jaci. Jaci era tão linda que Guaraci logo se apaixonou por ela. Infelizmente, quando ele abria os olhos para admirar a lua, ela sempre desaparecia. Então ele criou Ruda, o Amor e seu mensageiro, para que ele pudesse dizer a Jaci o quanto ele a amava. Além disso, Guaraci criou as estrelas, seus irmãos, para estarem com ela enquanto ele dorme.


Outra versão

Jaci estava vagando pela Floresta amazônica, quando viu Guaraci. Ele era um guerreiro bonito, com olhos de fogo, pele dourada, e uma energia radiante. Guaraci observou Jaci e caiu em amor com sua beleza prateada e sua timidez. Conforme eles declaravam seu amor um pelo outro, Guaraci começou a queimar com tal paixão que ele percebeu que estava colocando a Terra em perigo. Ao mesmo tempo, Jaci estava tão dominada pelo amor que ela começou a chorar lágrimas de felicidade, que quase inundaram a Terra.

Incapazes de controlar suas emoções, Jaci e Guaraci decidiram que seria perigoso demais eles ficarem juntos. Relutantemente, eles concordaram nunca se encontrarem no mesmo local novamente. Guaraci logo esqueceu Jaci, que se certificou de nunca aparecer antes que Guaraci durma. No entanto, Jaci ficou tão inconsolável que ela chorava todas as noite. Suas lágrimas escorriam sobre as folhas das árvores, formando poças no chão da floresta e descendo pelas montanhas, criando assim o grande Rio Amazonas.

A Lenda da Vitória Régia


Existe ainda uma lenda que dá a Jaci um caráter masculino. Nela, Jaci descia de vez em quando  para buscar alguma bela virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Ouvindo aquilo, uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci e quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci. Durante o dia, bravos guerreiros tentavam cortejar Naiá, mas era tudo em vão, pois ela recusava todos os convites de casamento. E mal podia esperar a noite chegar quando saía para admirar Jaci, que parecia ignorar a pobre Naiá. Esperava sua subida e descida no horizonte e já quase de manhãzinha saia correndo em sentido oposto ao Sol para tentar alcançar a Lua. Corria e corria até cair de cansaço no meio da mata. Noite após noite, a tentativa de Naiá se repetia, até que adoeceu. 

De tanto ser ignorada por Jaci, a moça começou a definhar.Jaci de quando em quando descia à Terra para buscar alguma bela virgem e transformá-la em estrela do céu para lhe fazer companhia. Ouvindo aquilo, uma bela índia chamada Naiá apaixonou-se por Jaci e quis também virar estrela para brilhar ao lado de Jaci.Mesmo doente, não havia uma noite que não fugisse para ir em busca da Lua. Numa dessas vezes, a índia caiu cansada à beira de um igarapé. Quando acordou, teve um susto e quase não acreditou: o reflexo da Lua nas águas claras do lago a fizeram exultar de felicidade! Naiá, em sua inocência, pensou que a Lua tinha vindo se banhar no lago e permitir que fosse tocada. Finalmente estava ali, bem próxima de suas mãos. Naiá não teve dúvidas: mergulhou nas águas profundas, mas acabou se afogando. 

Jaci, vendo o sacrifício da índia, resolveu transformá-la numa estrela incomum. O destino de Naiá não estava no céu, mas nas águas a refletir o clarão do luar. Jaci transformou-a na Vitória Régia, que sempre dança com as estrelas e com a lua, quando os lagos refletem o céu em todo o seu esplendor.Até hoje, em noites de lua cheia, Naiá, a Vitória Régia, abre suas flores brancas para se banhar com a luz de Jaci.







fontes:

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16 de abril de 2014

Sedna

۞ ADM Sleipnir


Sedna (conhecida também por Sanna, Arnakuagsak, Arnarquagssaq, Nerrivik ou Nuliajuk) é uma deusa marinha pertencente à mitologia inuíte. Ela governa as criaturas marinhas e também Adlivum, o submundo inuíte. Os mitos sobre Sedna explicam a origem das criaturas do mar e refletem o ambiente inóspito do Ártico. Sedna é a divindade mais importante para os inuítes, pois eles acreditam que ela os provém todos os animais usados ​​para a sua alimentação.

De acordo com um mito, Sedna era uma criança com um enorme apetite e em certo momento, tentou comer o braço de Anguta, seu pai, enquanto ele dormia. Quando Anguta acordou, colocou Sedna em um barco e levou-a para o mar. Ele tentou jogá-la ao mar, mas ela se agarrou firmemente à lateral do caiaque. Em seguida, Anguta cortou as articulações de seus dedos, uma de cada vez. À medida que os pedaços dos dedos de Sedna caíam na água, eles se transformaram em baleias, focas e leões-marinhos. Quando todos os dedos se foram, ela caiu no mar e se afogou, e seu corpo foi para Adlivum, onde os mortos se purificavam para poderem ingressar em Quidlivun (terra da Lua), onde ficavam em paz eterna. 

Em outra versão da história, Sedna era uma jovem mulher que recusava todos os pretendentes que buscavam sua mão. Um dia, uma ave marinha disfarçada como um homem bonito visitou-a e prometeu que, se ela se casasse com ele, iria viver no luxo pelo resto de seus dias. Contra a vontade de seu pai, Sedna se casou com a ave. No entanto, ela logo descobriu que as promessas da ave eram falsas. Ela levou uma vida infeliz em um abrigo frágil com apenas peixe cru para comer.

Quando seu pai foi visitá-la, Sedna lhe pediu para levá-la para casa. Anguta matou a ave mentirosa e partiu em seu caiaque com Sedna. No entanto, os outros pássaros criaram uma tempestade em pleno mar. Para acalmar as águas, Anguta decidiu jogá-la ao mar como oferenda para os pássaros. Assim como no outro conto, ela se agarrou ao barco e seu pai cortou os seus dedos até ela cair no mar. Em algumas versões da história, Anguta puxou-a de volta para o barco. No entanto, irritada com a crueldade de seu pai, ela incitou seus cães a tentar devorá-lo enquanto ele dormia, porém Anguta acordou, e amaldiçoou Sedna e seus cães. O chão se abriu e engoliu todos eles, e Sedna se tornou a deusa do submundo.


Por causa de todo o sofrimento pelo qual passou, Sedna se tornou uma divindade rancorosa e vingativa. Quando se sente ofendida, ela aprisiona todos os animais, impedindo que as pessoas possam pescar e caçar. A única forma de reverter essa situação é enviar ao fundo do mar um guerreiro que possua poderes xamânicos. Ao chegar até Sedna, ele deve pentear e desembaraçar os seus cabelos, que ficam sujos e cheios de lodo por causa dos pecados da humanidade. Em agradecimento, Sedna liberta os animais e com isso a humanidade pode se alimentar novamente.


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15 de abril de 2014

Shu

۞ ADM Sleipnir


Shu (SuChu) é o deus da luz e do ar na mitologia egípcia, e também a personificação da atmosfera da Terra. Como o deus da luz, ele representa iluminaram a escuridão primordial e marcou a separação entre o dia e a noite e entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Como o deus do ar, ele representava o espaço entre a terra e os céus, e deu o sopro da vida para todas as criaturas. Como um deus do vento, era invocado pelos marinheiros para fornecer-lhes bons ventos para mover os seus barcos. As nuvens eram consideradas seus ossos, e ele suporta a escada pela qual as almas das pessoas falecidas podiam chegar aos céus.

Shu é um dos membros da Enéade de Heliópolis, e o primeiro deus a ser criado pelo auto-criado deus Atum-Rá, que o criou a partir de sua própria saliva (outras fontes afirmam que ele nasceu após Atum se masturbar sobre Nun). Shu é o marido e irmão da deusa Tefnut (umidade), e pai de Nut (céu) e Geb (terra). Geb e Nut eram fascinados um pelo outro, e permaneciam junto fazendo amor num abraço perpétuo. Shu, a pedido de seu pai, interveio nessa situação sustentando Nut acima dele, separando-a de seu irmão Geb. Assim Shu criou a atmosfera, permitindo que a vida florescesse. Quatro pilares localizados nos pontos cardeais do mundo ajudam Shu a manter a separação entre a terra e o céu. Eles eram conhecidos como os "Pilares de Shu".



Embora ele encarnasse a luz, e tivesse um aspecto solar, Shu não era estritamente uma divindade solar. No entanto, ele estava intimamente ligado ao deus do sol Atum-Rá. Ele protege o deus do sol do seu eterno inimigo Apep, enquanto ele viaja através do submundo, trazendo a luz do sol todas as manhãs.

Shu também foi pensado ser o segundo faraó divino, governando após Ra. No entanto, os seguidores de Apep tramaram sua queda e lançaram um ataque cruel contra ele. Embora Shu tenha derrotado Apep e seus servos, ele ficou gravemente doente devido ao contato com as entidades corruptas. Em seu estado enfraquecido, seu próprio filho Geb voltou-se contra ele, e por isso ele teve que abdicar do trono, deixando Geb governar em seu lugar. Shu retornou aos céus para proteger o sol e travar sua guerra diária contra Apep. No entanto (em comum com muitas das divindades protetoras), Shu possui um lado sombrio. Ele participa do julgamento de cada alma morta no Salão da Justiça, e lidera os demônios terríveis que punem as almas consideradas corruptas pela balança.

Representações

Shu é geralmente retratado como um homem vestindo um cocar composto de penas de avestruz, carregando um cetro (simbolizando poder) e um Ankh ( simbolizando o fôlego de vida). Em outras representações, Shu usa um cocar de uma única pena de avestruz (como a de Ma'at, representando o sopro da vida) ou  um disco solar na cabeça, devido a sua ligação com o deus-sol. As representações mais comuns mostram Shu em pé sobre o corpo de Geb com os braços erguidos para apoiar Nut. Quando ele é ligado com sua esposa Tefnut, ele frequentemente aparece como um leão, e os dois eram conhecidos como os "deuses leão-gêmeos" . Representações em menor frequência lhe caracterizam com as partes traseiras de um leão e o corpo e a cabeça de um homem.

Mitos

Em um mito, Shu e Tefnut saem para explorar as águas de Nun. Ra pensou que eles tivessem se perdido, então enviou o seu "Olho" para encontrá-los. Quando eles voltaram, Ra ficou tão feliz que chorou, e com suas lágrimas criou os primeiros seres humanos. Outro mito afirma que o "Olho de Ra" (neste caso Tefnut) fugiu para a Núbia após um conflito com Ra. Thoth e Shu foram enviados para convencê-la a voltar para que pudesse proteger seu pai. Após Shu persuadir Tefnut à voltar com sucesso, ele se casou com Tefnut.




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14 de abril de 2014

Vouivre

۞ ADM Sleipnir



Vouivre, no folclore francês, é uma criatura semelhante a um Wyvern, porém diferencia-se do mesmo pelo fato de possuir as partes superiores de uma mulher (os as partes inferiores, conforme o conto). Algumas descrições ainda afirmam que ela possui um corpo de serpente e asas e cabeça de dragão. Independente da forma, a Vouivre sempre usa uma grande jóia em sua testa ou no pescoço. 

Esta jóia é dita ser um rubi ou carbúnculo encantado e seria muito valorizada pelos magos, pois  é incrivelmente rara e contém poderes mágicos secretos,  podendo ser usada para tornar invencível aquele que a utilizar. A cobiça por esse poder levaria muitos heróis a caçar as Vouivres, mas elas são invencíveis enquanto vestem sua jóia. Assim, a fim de obtê-la, o guerreiro deve ser corajoso e hábil o suficiente para encarar o desafio.


Uma das maneiras de se tentar obter a jóia é tentar removê-la da Vouivre enquanto ela dorme. Uma vez que tenha sucesso, o herói pode simplesmente fugir ou matá-la, pois agora ela não conta mais com o poder da jóia. Uma outra maneira de tentar obter a sua jóia é tentar pegá-la enquanto a Vouivre se banha. Este é o único momento onde ela tira a jóia do corpo, porém ela invoca cobras para proteger a jóia enquanto ela não está por perto, e isso geralmente é o suficiente para dar fim ao invasor. Caso a Vouivre capture um invasor, ele será torturado e morto.

Vouivres vivem em castelos abandonados, mosteiros ou em cavernas rochosas, que estejam localizadas longe o suficiente de humanos para não serem incomodadas, e dizem que nesses lugares elas guardam um tesouro incrível. Dizem também que seus tesouros são tão grandes que, se alguém os possuir, será mais rico do que os reis. Uma vez que alguém tenha sucesso em roubar-lhe a jóia, terá o caminho livre para por as mãos nesse grandioso tesouro.


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12 de abril de 2014

A Edda Poética: Parte XI - Alvíssmál

۞ ADM Sleipnir

Tradução e notas por Marcio Alessandro Moreira.


O Alvíssmál ("As Palavras de Alvíss") é um dos poemas da Edda Poética. Acredita-se que tenha sido redigido no século 11 d. c.. Esse poema conta como Þórr conseguiu livrar sua filha de se casar com um Dvergr ("Anão") usando a inteligência. Embora o nome desta sua filha nunca fosse nomeado neste poema, muitos acreditam que seja Þrúðr.

Alvíssmál

Alvíss disse:
01-"Para cobrir os bancos,
a noiva está indo comigo*
e indo agora para casa;
ansioso pelo casamento
a todos parecerá,
ninguém descansa a não ser no lar."

Þórr disse:
02-"Que tipo de homem é isso?
Por que seu nariz é tão pálido?
Passou a noite com os mortos*?
O corpo de um Þurs*
me parece que tu possui;
tu não nasceste para a noiva."

Alvíss disse:
03-"Alvíss eu sou chamado,
eu habito em baixo da terra,
eu tenho um lar abaixo das pedras*;
o senhor dos vagões*
eu vim visitar;
nenhum homem quebrará a firme promessa."

Þórr disse:
04-"Eu quebrarei
porque eu tenho sobre a noiva
a maior autoridade de pai;
eu não estava no lar,
quando ela foi prometida a ti*,
entre os Deuses apenas eu posso doá-la*."

Alvíss disse:
05-"Quem é esse homem,
que diz ter autoridade
sobre a bela donzela radiante?
Andarilho
poucos ti conhecerão;
quem ti deu os anéis*?"

Þórr disse:
06-"Vingþórr eu sou chamado,
eu tenho andado muito,
eu sou filho de Síðgrani*;
meu consentimento tu não terá
com a jovem moça
e esse casamento."

Alvíss disse:
07-"Teu consentimento
eu desejo logo ter,
e esse casamento;
desejo muito tê-la,
que é melhor do que ficar sem
essa moça branca como a neve*."

Þórr disse:
08-"O amor da donzela
tu não terás,
sábio convidado,
se tu não puderes
me dizer de todos os mundos*,
tudo o que eu desejo saber*."

09-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr*, que tu conhece -:
como a Terra é chamada,
que se estende abaixo dos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
10-""Jörð" é chamada pelos homens,
e entre os Æsir de "Fold",
é chamada de "Vega" pelos Vanir,
"Ígroen" pelos Jötnar*,
pelos Álfar* de "Gróandi",
e chamada de "Aur" pelos Uppregin*."

Þórr disse:
11-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Céu é chamado,
que é conhecido,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
12-""Himinn" é chamado entre os homens,
de "Hlýrnir" pelos Deuses,
é chamado de "Vindófni" pelos Vanir,
"Uppheim" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Fagraræfr",
e os Dvergar* de "Drjúpansal"."

Þórr disse:
13-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Lua é chamada,
que é visto pelos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
14-""Máni" é chamado entre os homens,
de "Mylinn" pelos Deuses,
é chamado de "Hverfanda Hvél" no Hel,
"Skyndi" pelos Jötnar,
de "Skin" pelos Dvergar,
e chamado pelos Álfar de "Ártala"."

Þórr disse:
15-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Sól é chamada,
que é vista pelos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
16-""Sól" é chamada entre os homens,
de "Sunna" pelos Deuses,
é chamada pelos Dvergar de "Dvalins Leika",
"Eygló" pelos Jötnar,
os Álfar de "Fagrahvél",
e "Alskír" pelos filhos dos Æsir."

Þórr disse:
17-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como as Nuvens são chamadas,
que estão misturadas com a chuva,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
18-""Ský" são chamadas pelos homens,
de "Skúrván" pelos Deuses,
são chamadas de "Vindflot" pelos Vanir,
"Úrván" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Veðrmegin",
e chamadas no Hel de "Hjálmr Huliðs*"."

Þórr disse:
19-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Vento é chamado,
que viaja a distancias,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
20-""Vindr" é chamado pelos homens,
de "Váfuðr* pelos Deuses,
é chamado de "Gneggjuð" pelos Ginnregin*,
"OEpi pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Dynfara",
e chamado no Hel de "Hviðuð"."

Þórr disse:
21-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Calma é chamada,
que repousa,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
22-""Logn" é chamada pelos homens,
de "Loegi" pelos Deuses,
é chamada de "Vindlot" pelos Vanir,
"Ofhlý" pelos Jötnar,
os Álfar de "Dagsefa",
e chamada pelos Dvergar de "Dagsveru"."

Þórr disse:
23-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Mar é chamado,
onde os homens remam,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
24-""Sær" é chamado pelos homens,
de "Sílægja" pelos Deuses,
é chamado de "Vág" pelos Vanir,
"Álheim" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Lagastaf",
e chamado pelos Dvergar de "Djúpan Mar"."
Þórr disse:
25-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Fogo é chamado,
que queima perante os filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
26-""Eldr" é chamado pelos homens,
de "Funi" pelos Æsir,
é chamado de "Vág" pelos Vanir,
"Frekan" pelos Jötnar,
de "Forbrenni" pelos Dvergar,
e chamado no Hel de "Hröðuð"."

Þórr disse:
27-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Floresta é chamada,
que cresce perante os filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
28-""Viðr" é chamada pelos homens,
de "Vallarfax" pelos Deuses,
é chamada de "Hlíðþang" no Hel*,
"Eldi" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Fagrlima",
e chamada de "Vönd" pelos Vanir."

Þórr disse:
29-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Noite é chamada,
a filha de Nörvi*,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
30-""Nótt" é chamada pelos homens,
de "Njól" pelos Deuses,
é chamada de "Grímu" pelos Ginnregin,
"Óljós" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Svefngaman",
e chamada pelos Dvergar de "Draumnjörum"."

Þórr disse:
31-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como o Grão é chamado,
que os filhos dos homens plantam,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
32-""Bygg*" é chamado pelos homens,
de "Barr" pelos Deuses,
é chamado de "Vöxt" pelos Vanir,
"Æti" pelos Jötnar,
pelos Álfar de "Lagastaf",
e chamado no Hel de "Hnipin"."

Þórr disse:
33-"Diga-me, Alvíss,
- o destino de todos os homens
eu creio, Dvergr, que tu conhece -:
como a Cerveja é chamada,
que é bebida pelos filhos dos homens,
em todos os mundos?"

Alvíss disse:
34-""Öl" é chamada pelos homens,
pelos Æsir de "Bjórr",
é chamada de "Veig" pelos Vanir,
"Hreinalög" pelos Jötnar,
no Hel de "Mjöð",
e chamada de "Sumbl" pelos filhos de Suttungr*."

Þórr disse:
35-"Em um único peito*
eu nunca vi
tanta sabedoria antiga;
eu digo que ti enganei*
com muita conversa:
Está acima, Dvergr*, o dia,
agora a Sól está brilhando no salão."

Notas do Alvíssmál:

  • 01/2* Os manuscritos não dão o nome dessa filha de Þórr, mas muitos pesquisadores acreditam que seja Þrúðr, por seu nome ter sido recordado. Þrúðr é listada como uma Ásynja no Nafnþulur 24 e como uma Valkyrja no Grímnismál 36. Seu nome significa "Poder", mas os irmãos Grimm sugeriram que a palavra nórdica "Þrúðr" seria relacionada com a palavra alemã "Drude" significando "Feiticeira", porém é apenas suposição. O significado de "Poder" está muito mais de acordo com as características da família de Þórr: Magni significa "Força" ou "Poder" e Móði significa "Fúria" o  "Coragem". A Barlaams ok Josaphats Saga relata que Þórr (que é identificado como Júpiter no manuscrito) é pai de nove Nornir, mas seus nomes não são mencionados. Embora isso possa parecer estranho o Gylfaginning cap. 15 conta que existem varias Nornir que são descendentes dos Æsir, dos Álfar e dos Dvergar.
  • 02/3* Os Anões e Elfos negros são relacionados com o mundo da morte. Snorri em sua Edda em Prosa relata que eles possuíam a cor de piche.
  • 02/4* Þurs é um dos vários nomes para designar os gigantes e aqui eles são relacionados ao mundo da morte.
  • 03/3* Os Anões vivem abaixo da terra e sempre evitam a luz solar.
  • 03/4* Þórr é o senhor dos vagões, que é puxado por seus dois bodes. Outra tradução é possível: "... do mar dos vagões... (kenningr para Terra)".
  • 04/5* É possível que na ausência de Þórr, os Deuses prometeram Þrúðr para Alvíss em troca de algum serviço prestado, talvez armas ou algum objeto mágico.
  • 04/6* Outra tradução é possível: "... Quando essa doação foi feita entre os Deuses".
  • 05/6* Isso parece indicar que o Anão deu anéis como dote para os Deuses, embora seja apenas suposição.
  • 06/3* Óðinn.
  • 07/6* Alvíss expressa seu amor pela donzela e diz para Þórr que é melhor ela ficar com ele do que ficar sozinha sem marido.
  • 08/5* Embora as fontes pareçam confusas a respeito de quais mundos são ao certo, é possível distingui-los com a ajuda da palavra "heimr". Assim temos: Múspellsheimr, Niflheimr, Álfheimr, Vanaheimr, Svartálfheimr, Jötunheimr, Ásgarðr (também chamada de Ásaheimr), Miðgarðr (também chamada de Manheimr) e Hel (que é dito ser o nono mundo no Gylfaginning cap. 03).
  • 08/6* Muitos editores acrescentam mais versos de manuscritos tardios logo após a fala de Þórr, dito por Alvíss: "Então pergunte, Vingþórr, desde que tu está ansioso para a sabedoria do Dvergr aprender; frequentemente eu viajo em todos os nove mundos e ampla é minha sabedoria em cada um."
  • 09/3* Anão.
  • 10/4* Jötnar são os gigantes.
  • 10/5* Álfar são os Elfos.
  • 10/6* Uppregin são os Deuses, mas parece se referir aos Deuses Celestiais: Sól e Máni, Nótt e Dagr, Dellingr...
  • 12/6* Dvergar são os Anões.
  • 18/6* Também é chamado de Huliðshjálmr ou Hulinshjálmr.
  • 20/2* Váfuðr aparece como um dos nomes de Óðinn no Grímnismál 54, possivelmente se referindo a ele como o senhor do vento.
  • 20/3* Ginnregin são os Deuses, mas parece se referir aos Deuses Criadores Óðinn, Hoenir e Lóðurr ou talvez o trio mais importante que é Óðinn, Þórr e Freyr. Os Deuses Æsir são identificados com os Ginnregin no poema Haustlöng. Þórr é chamado de Hofregin que significa "Templo do Poder" neste mesmo poema.
  • 28/3* O manuscrito tem "homens" em vez de Hel, mas é possível que se trate de um erro, porque os homens aparecem na primeira linha.
  • 29/5* Norvi é confirmado como pai de Nótt por Snorri no Gylfaginning cap. 10 e no poema Vafþrúðnismál 25.
  • 32/1* É possível que "Bygg" tenha alguma relação com Byggvir, o servente de Freyr.
  • 34/6* Os filhos de Suttungr são os gigantes. É estranho já que os gigantes aparecem na linha 4 como "Jötnar". Os filhos de Suttungr também aparecem no Skírnismál 34 distinguidos dos Jötnar e dos Hrímþursar e no Hávamál 104.
  • 35/1* Indicando o ser, "Em um único ser eu nunca vi..."
  • 35/4* Esse poema mostra que Þórr possui sua sabedoria.
  • 35/6* Os Anões se transformam em pedra em contato com a luz da Sól.

Significado dos Nomes:
1) Nomes da Terra
Jörð = Terra, Fold = Campo, Veja = Caminhos, Ígroen = Esverdeada, Gróandi = Fértil, Aur = Argila.
2) Nomes do Céu
Himinn = Céu, Hlýrnir = Firmamento, Vindófni = Tecelão dos Ventos, Uppheim = Mundo Superior, Fagraræfr = Teto Formoso, Drjúpansal = Salão das Chuvas.
3) Nomes da Lua
Máni = Lua, Mylinn = Avermelhado, Hverfanda Hvél = Roda Giratória, Skyndi = Veloz, Skin = Brilhante, Ártala = Contador dos Anos.
4) Nomes da Sol
Sól = Sol, Sunna = Sol, Dvalins Leika = Brinquedo de Dvalin, Eygló = Sempre Ardente, Fagrahvél = Bela Roda, Alskír = Toda-Brilhante.
5) Nomes das Nuvens
Ský = Nuvens, Skúrván = Esperança de Chuvas, Vindflot = Bolsa dos Ventos, Úrván = Esperança de Chuvas, Veðrmegin = Tempo Poderoso, Hjálmr Huliðs = Elmo da Invisibilidade.
6) Nomes do Vento
Vindr = Vento, Váfuðr = Oscilador, Gneggjuð = Sussurrante, OEpi = Rugido, Dynfara = Estrondo Viajante, Hviðuð = Tempestuoso.
7) Nomes da Calma
Logn = Calma, Loegi = Quietude, Vindlot = Vento Tranquilizante, Ofhlý = Morno, Dagsefa = Sossego do Dia, Dagsveru = Abrigo do Dia.
8) Nomes Do Mar
Sær = Mar, Síloegja = Planície sem Fim, Vág = Onda, Álheim = Lar da Enguia, Lagastaf = Provedor das Águas, Djúpan Mar = Mar Profundo.
9) Nomes do Fogo
Eldr = Fogo, Funi = Flama, Vág = Oscilante, Frekan = Ganancioso, Forbrenni = Ardido, Hröðuð = Rápido.
10) Nomes das Florestas
Viðr = Floresta, Vallarfax = Juba dos Campos, Hlíðþang = Alga das Montanhas, Eldi = Combustível, Fagrlima = Ramo Formoso, Vönd = Vara.
11) Nomes da Noite
Nótt = Noite, Njól = Negra, Grímu = Encapuzada, Óljós = Sem Luz, Svefngaman = Prazer do Sono, Draumnjörun = Tecelã do Sonho.
12) Nomes do Grão
Bygg = Cevada, Barr = trigo, Vöxt = Vegetação, Æti = Comida, Lagastaf = Provedor da natureza, Hnipin = Caule Esbelto.
13) Nomes da Cerveja
Öl = Cerveja, Bjórr = Malte, Veig = Espumante, Hreinalög = Brilhante Bebida, Mjöð = Hidromel, Sumbl = Banquete.

Observação: Em todas as coisas perguntadas por Þórr e respondidas por Alvíss, os homens, os Deuses e os Gigantes aparecem treze vezes. Os Elfos aparecem em onze, os Vanir em nove, os Anões em sete, e os habitantes do Hel em seis.

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