29 de agosto de 2014

Igaluk

۞ ADM Sleipnir


Igaluk é uma divindade lunar da mitologia inuíte, sendo um dos mais poderosos do panteão. No Alaska, ele é considerado a divindade suprema. Na Groenlândia, ele é conhecido como Aningan. Igaluk é associado aos fenômenos da natureza e aos animais. Sua irmã é a deusa solar Malina.

O Incesto Entre Irmãos

O mito do casal de irmãos possui algumas variações, mas a história é basicamente esta:

Igaluk e Malina viviam juntos em uma aldeia. Eles eram muito próximos durante a infância, mas foram separados na juventude entre o alojamento dos homens e das mulheres. Uma noite, Igaluk foi até o alojamento feminino para espiar as mulheres, e naquele momento notou que dentre todas aquelas mulheres, sua irmã era a mais bela. Assim, após todos irem dormir, Igaluk entrou no alojamento das mulheres e violentou sua irmã. Como estava muito escuro, Malina não foi incapaz de identificar quem era seu agressor, mas na noite seguinte, quando o ato tornou a acontecer, ela cobriu as mãos com a fuligem das lâmpadas e manchou o rosto de seu agressor com elas. Depois, ela pegou uma lâmpada e olhou através da clarabóia do alojamento dos homens. 


Ela ficou surpresa ao descobrir que o homem era Igaluk, seu próprio irmão. Abalada, Malina pegou uma faca bem afiada e com ela cortou seus seios. Ela os colocou em uma tigela e os levou para o alojamento dos homens, onde os apresentou a Igaluk, dizendo: "Se você se deleita tanto comigo, então coma estes", e fugiu correndo pela porta, carregando consigo uma tocha.

Igaluk seguiu Malina, levando também uma tocha, e foi capaz de seguir facilmente seu caminho, pois seus passos foram marcados com grandes poças de sangue. No entanto, Igaluk acabou tropeçando e deixou a tocha cair na neve. A tocha se apagou, deixando apenas uma brasa. Igaluk continuou a perseguição a sua irmã, e os dois correram tão rápido que acabaram ascendendo aos céus, onde Malina se tornou o Sol e Igaluk, a Lua. Ainda hoje, a lua persegue o sol pelos céus, enquanto o mesmo corre à frente para evitá-lo, e essa é a explicação tradicional dos inuítes para o movimento do sol e da lua pelo céu.


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28 de agosto de 2014

Aracne

۞ ADM Sleipnir


Segundo a mitologia grega, Aracne era uma jovem tecelã que vivia na Lídia, em uma região da Ásia Menor chamada Meônia. Seu trabalho era tão perfeito que, em todas as cidades da Lídia, Aracne ganhou fama de ser a melhor na arte de fiar e tecer a lã.

Eram os deuses, com sua generosidade, que concediam às criaturas seus talentos e habilidades, mas os mortais, com sua capacidade natural de esquecer as coisas, às vezes cometiam a tolice de gabar-se de seus próprios feitos. Assim aconteceu a Aracne, que deixou-se dominar pela vaidade e passou a vangloriar-se de sua habilidade como tecelã. Até que um dia alguém veio lembrá-la de que ela era discípula de Atena. Atena (Minerva, na mitologia romana) era filha de Zeus, e além de ser a deusa da sabedoria ,era a deusa que presidia as artes e os trabalhos manuais - a tecelagem inclusive. Aracne ficou extremamente ofendida e, querendo provar sua independência e auto-suficiência, caiu na fraqueza de afirmar que podia competir com Atena e seria capaz de derrotá-la na arte da tecelagem.

Ao saber da presunção de Aracne, Atena foi procurá-la disfarçada como uma anciã e pediu-lhe que a escutasse, devido à experiência de sua idade avançada: "Busque entre os mortais toda fama que desejar, mas reconheça a posição da deusa". Porém, a famosa Aracne não percebeu que se tratava de Atena e, além de zombar da anciã, reafirmou seu desafio: "Por que motivo sua deusa está evitando competir comigo?"

Ao ouvir isto, Atenas apareceu em sua forma verdadeira, e todos se puseram a reverenciá-la, exceto Aracne, que permaneceu impassível, pois o senso de poder que sua habilidade lhe dava tornava-a ousada em excesso. 

A Competição


Atena desafiou Aracne a provar que seria capaz de vencê-la e as duas deram início à competição. Sentaram-se e começaram a tecer, cada qual procurando produzir a obra vencedora.

Atena retratou a cidade de Atenas e os deuses em seus tronos, e entre os deuses a oliveira que ela havia criado durante uma disputa com Poseidon e graças à qual foi proclamada a protetora da cidade. Retratou também Nike, o símbolo da Vitória e nos quatro cantos da tela, desenhou quatro cenas mostrando o que havia acontecido a alguns mortais que desafiaram os deuses e em que eles acabaram sendo transformados. Coroando o trabalho, Atena teceu uma grinalda de folhas de oliveira, que é até hoje um símbolo de paz.

Aracne, a perfeita tecelã, achou de retratar o maior de todos os deuses - Zeus - por ocasião de suas conquistas amorosas. E então foi tecendo diversas cenas em que ele aparece disfarçado ou toma a forma de um animal: Zeus, sob a forma de touro, arrebatando Europa; sob a forma de águia, abordando Astéria; sob a forma de cisne, conquistando Leda; sob a forma de sátiro, fazendo amor com Antíope; Zeus fazendo-se passar por Anfitríon para seduzir Alcmene, mãe de Héracles (Hércules); Zeus, o pastor que fez amor com Mnemosine, mulher-titã; e, ainda, Zeus conquistando Egina, Deméter e Danae, disfarçado, respectivamente, de chama, serpente e chuva de ouro. No afã de "tricotear" sua espantosa obra, Aracne incluiu ainda os amores de Poseidon, Apolo, Dionísio e CronosE ao redor de todas as cenas, teceu uma graciosa moldura de hera e flores entrelaçadas.

Desfecho da estória


A obra de Aracne era tão perfeita que Atena não conseguiu encontrar nela a mínima falha. Irritada, Atena rasgou a tecelagem em pedaços e golpeou Aracne na cabeça. Aracne ficou muito triste e, em seu desespero, terminou tentando se enforcar. Atena, ao saber o que sua cólera havia provocado, compadeceu-se de Aracne e transformou a corda que ela usara para enforcar-se em uma teia. Em seguida, derramou sobre Aracne fluidos retirados das ervas da deusa Hécate e transformou-a em uma aranha. Dessa forma, Aracne foi salva da morte e, embora condenada a ficar dependurada em sua teia, a beleza de sua arte não ficaria perdida para sempre neste mundo.


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27 de agosto de 2014

Sansão

۞ ADM Sleipnir



Sansão, cujo nome significa "filho do sol", foi um dos últimos juízes israelitas mencionados na Bíblia hebraica (Juízes , capítulos 13 a 16) e também um herói excepcional. De acordo com o relato bíblico, Sansão recebeu de Deus uma força sobrenatural através do voto de nazireado, com a finalidade de combater seus inimigos filisteus e assim libertar os israelitas de seu jugo. Sansão era capaz de subjugar facilmente seus inimigos e realizou feitos inalcançáveis por homens comuns.

Apesar de tudo, Sansão tinha duas vulnerabilidades que foram fatais para ele: a sua atração por uma mulher nada confiável ​​e seus cabelos, sem os quais ele era totalmente impotente. 

Narrativa Bíblica

A história de Sansão tem início durante um tempo em que Deus estava punindo os israelitas, entregando-os "na mão dos filisteus." O "Anjo do Senhor" apareceu a esposa de Manoá, um israelita da tribo de Dã, na cidade de Zorá. Ela não podia ter filhos, porém o Anjo do Senhor lhe revela que ela teria um filho em breve, e que ele iria libertar os israelitas dos filisteus. A mulher acreditou no Anjo do Senhor, e foi levar a notícia ao seu marido. Assim que tomou conhecimento da notícia, Manoá orou ao Senhor pedindo que o mensageiro celestial voltasse, para instruí-los sobre o que fazer com criança que iria nascer. 

A oração de Manoá é atendida, e o Anjo do Senhor retorna e estabelece os seguintes requisitos: a mulher de Manoá (assim como a criança) deveriam se abster de todas as bebidas alcoólicas e de comidas imundas, e seu filho prometido não poderia fazer a barba ou cortar o cabelo, pois seria um "nazireu" desde o o ventre. Após receber as instruções do anjo, Manoá preparou um cabrito e o ofereceu ao mesmo, mas o Anjo do Senhor lhe instruiu à oferecê-lo ao Senhor. Manoá então apanhou um cabrito e a oferta de cereal, e os ofereceu ao Senhor sobre uma rocha. 

Então, algo estranho ocorreu enquanto Manoá e sua mulher observavam: Assim que a chama do altar subiu ao céu, o Anjo do Senhor subiu na chama. Vendo isso, Manoá e à sua mulher prostraram-se, rosto em terra. O Anjo do Senhor, então, subiu aos céus no fogo revelando que ela era Deus em forma angelical. Manoá diz à sua mulher que ambos iriam morrer, pois ninguém vive depois de ver Deus; no entanto, sua esposa logo convenceu-o do fato que se Deus planejasse matá-los, ele nunca teria revelado tais coisas para eles. No devido tempo, nasceu Sansão, e ele foi criado de acordo com todas as determinações divinas. 

Após se tornar um jovem adulto, Sansão deixa as colinas de seu povo e parte para a cidade filistéia de Timnate (ou Timna). Enquanto estava lá, Sansão se apaixona por uma mulher filistéia de Timna, com quem decide se casar, superando a objeção de seus pais, que não sabiam que esse casamento fazia parte do plano divino. Este casamento era parte de um plano de Deus para fazer Sansão atacar os filisteus. No caminho para pedir a mão da jovem filistéia em casamento, Sansão é atacado por um leão. O "espírito do Senhor" se apossa de Sansão, que simplesmente agarra e despedaça o animal com as mãos nuas. Sansão resolve não contar sobre o ocorrido a ninguém, nem mesmo aos seus pais, e continua seu caminho até a casa da filistéia, onde ganha sua mão em casamento.



Ao retornar para sua casa, ele encontra a carcaça do leão que havia matado anteriormente. Dentro da boca do animal tinha se formado uma colméia, de onde pingava um viscoso mel. Sansão come um punhado desse mel e leva também uma porção para os seus pais. Na festa de casamento, Sansão propõe um enigma para seus trinta padrinhos (todos filisteus). Se eles pudessem resolvê-lo, ele iria dar-lhes trinta peças de linho fino e de peças de vestuário. O enigma ("Do comedor saiu comida, e do forte saiu doçura.") é um conto velado de seu segundo encontro com o leão (no qual somente ele estava presente). Os filisteus ficaram furiosos com o enigma. Os trinta padrinhos ameaçam a esposa de Sansão que eles iriam queimar ela e a família de seu pai, se ela não descobrisse a resposta para o enigma e contasse a eles. Após o imploro e choro de sua noiva, Sansão conta a ela a solução do enigma, e ela o conta para os trinta padrinhos. 



No sétimo dia, antes do por do sol, disseram-lhe: "O que é mais doce que o mel? E o que é mais forte do que o leão?". Furioso, Sansão responde: "Se não tivésseis lavrado com a minha novilha, vocês não teriam resolvido o meu enigma!". 

O espírito do Senhor desce novamente sobre Sansão, e ele mata trinta filisteus de Ascalão. Feito isso, ele toma suas vestes e então as entrega aos seus trinta padrinhos. Ainda furioso, ele retorna para a casa de seu sogro e descobre que sua noiva foi dada a outro homem como mulher. Seu sogro se recusa a deixá-lo vê-la, e oferece à Sansão a irmã mais nova dela. Sansão deixa a casa do sogro, captura trezentas raposas e amarra tochas nas caudas de todas elas, liberando-as em meio aos campos dos filisteus. As raposas correm desesperadas, queimando tudo em seu rastro. Os filisteus descobrem que Sansão era o responsável por esse ato, e então queimam a mulher de Sansão e seu sogro. Em vingança, Sansão mata muito mais filisteus, ferindo-os "quadril e coxa". 

Sansão então se refugia em uma caverna na rocha de Etã. Um exército de filisteus subiu e exigiram que 3.000 homens de Judá encontrassem e lhes entregassem Sansão. Com o consentimento de Sansão, os homens de Judá amarram-no com duas cordas novas e então o entregaram aos filisteus. Nesse momento, o espírito do Senhor se apossa novamente de Sansão, e ele se liberta facilmente de suas amarras. Usando a queixada de um jumento, ele mata mil filisteus. Na conclusão de Juízes 15, é dito que Sansão "julgou" Israel durante vinte anos. 



Mais tarde, Sansão parte para Gaza, onde ele se hospeda na casa de uma prostituta. Seus inimigos o esperavam nos portões da cidade para emboscá-lo, mas Sansão arranca os portões e, colocando-os sobre os ombros, os leva para "o monte que está diante de Hebron". 


Sansão e Dalila

Em seguida, Sansão se apaixona por uma mulher natural do vale de Soreque, chamada Dalila. Os líderes dos filisteus logo tomam conhecimento da relação dos dois e então se aproximam de Dalila, oferecendo 1.100 moedas de prata cada um para que ela descobrisse o segredo da força de Sansão. Ela então pergunta a Sansão, que não querendo revelar-lhe o segredo, brinca com ela, dizendo-lhe que ele perderia a sua força caso fosse preso com sete tiras de couro ainda úmidas. Dalila espera Sansão adormecer e então o amarra com os sete tiras de couro, mas assim que ele acorda, ele as remove facilmente. Dalila persiste em indagá-lo sobre o segredo de sua força, e Sansão diz-lhe que se fosse amarrado com cordas novas, seria como qualquer outro homem. Dalila novamente espera Sansão dormir e o amarra com cordas novas, mas ele também se liberta delas assim que acorda. Ela o indaga novamente, e ele diz que perderia sua força somente se seus cabelos fossem trançados e amarrados com um fio de metal. Dalila faz exatamente como Sansão lhe disse, mas ele desfez as tranças assim que acordou. Eventualmente, Sansão acabou revelando à Dalila que ele perderia a sua força se seus cabelos fossem cortados. Sansão adormece no colo de Dalila e ela suavemente corta os seus cabelos. Acordado pela chegada dos Filisteus, Sansão se prepara para enfrentá-los, mas com a quebra do juramento de nazireu, Deus o havia abandonado e sem sua magnífica força, foi rapidamente capturado e cegado pelos filisteus. Sansão é preso com algemas de bronze e levado para Gaza, onde é colocado para trabalhar na moagem de grãos. 

O Sacrifício e Morte de Sansão 




Um dia, os líderes dos filisteus se reuniram em um templo para a realizarem um sacrifício dedicado à Dagon, uma de suas divindades mais importantes, para agradecê-lo por ter entregado Sansão em suas mãos. Eles convocam Sansão para que as pessoas pudessem vê-lo e se divertirem com sua desgraça. Na ocasião, o cabelo de Sansão  já havia crescido novamente, mas os filisteus não se atentaram a esse detalhe. Uma vez dentro do templo, Sansão pede ao servo que o guiava para levá-lo aos pilares centrais do templo para que ele pudesse se encostar neles. 

Após se apoiar nos pilares do templo, Sansão ora: "Senhor, peço-te que te lembres de mim, e fortalece-me agora só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos."(Juízes 16:28 ). Após essa oração, Sansão diz: "Morra eu com os filisteus!" (Juízes 16:30). Sansão empurra os dois pilares (ou se inclina abraçado a eles), levando todo o templo abaixo, matando a ele mesmo e a todos os que estavam dentro do templo. A narrativa bíblica afirma que Sansão matou naquele dia mais filisteus do que havia matado durante toda a sua vida

Após sua morte, a família de Sansão recuperou seu corpo dos escombros e então o enterraram junto ao túmulo de seu pai, Manoá. Judeus e cristãos acreditam que Sansão foi enterrado em Tel Tzora, Israel, com vista para o vale de Sorek. Lá residem duas grandes lápides de Sansão e seu pai Manoá. Perto delas está o altar de Manoá (Juízes 13:19-24).  Ele está localizado entre as cidades de Zorá e Estaol. 



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26 de agosto de 2014

Erzulie

۞ ADM Sleipnir


Erzulie (ou Ezili) é uma dos loas da religião vodu. Ela é a padroeira do amor, das mulheres, da beleza e da paixão. Seu culto é originário da África, assim como os outros loa. Quando os povos da África foram capturados, transformados em escravos e trazidos para o Haiti e outros países da América, Erzulie tornou-se associada com a Virgem Maria Católica. Além dela, muitos outros deuses africanos foram transformados em santos e receberam nomes diferentes conforme os donos de escravos proibiam a adoração dos mesmos, além de obrigar seus escravos a se converterem ao catolicismo. Apesar disso, os escravos ainda honravam seus deuses de maneira privada. 

Os Três Aspectos de Erzulie

Erzuile é considerada uma loa tripla. Abaixo veremos os três aspectos em separado:

Erzulie Freda

Erzulie Freda é dito ser uma loa que se entrega às coisas boas da vida e tem muita paixão, energia sexual e beleza. Ela tem três maridos: Damballah (loa do céu), Agwe (loa do mar) e Ogum (um orixá do fogo e do ferro) e usa três anéis de casamento em seu dedo. Ela é semelhante às deusas Afrodite e Vênus. Erzulie Freda ama a cor rosa, alimentos doces, perfumes e presentes caros.  Ela é a feminilidade e a compaixão encarnada, mas também tem um lado escuro, sendo uma loa ciumenta e mimada.

Erzulie Dantor


Erzulie Dantor é retratada como uma loa guerreira e cruel, que busca vingança contra aqueles que causam algum mal para as mulheres, sendo associada à Virgem Negra. Ela é muitas vezes descrita como uma mulher negra com uma cicatriz no rosto, segurando uma criança em uma mão e uma faca na outra. Costuma ser invocada pelas mulheres quando são espancadas por seus maridos, estupradas ou em qualquer outro momento em que são feridas por um homem. Erzulie ama as mulheres e permanece ao seu lado em todos os momentos de suas vidas. Erzulie Dantor também é uma padroeira das lésbicas. Suas cores são vermelho e preto.


La Sirene

La Sirene é uma bela sereia / serpente marinha, conhecida por sua dança sagrada e sensual, e é associada ao oceano, aos rios e lagos. Nesse aspecto, ela é uma loa da maternidade e protetora dos marinheiros e é associada a Oxum, a deusa iorubá dos rios.

Erzulie é uma das loas mais adoradas dentro da fé vodu. Os haitianos sempre rezam para Erzulie, porque acreditam que ela tem a capacidade de influenciar os seus romances, casamentos e até mesmo suas habilidades artísticas. Suas cores são rosa, azul, vermelho, preto e roxo; seus símbolos são a pomba e o Veve, que é um coração com um punhal atravessado, e suas oferendas favoritas incluem doces como sobremesas açucaradas, bolos e doces, bem como perfume, licor, jóias e rum. 


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25 de agosto de 2014

Nuada

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia celta, Nuada foi o primeiro rei dos Tuatha Dé Danann. Ele também era conhecido como Nuada Airgetlám (Nuada do Braço/Mão de Prata) ou Lludd Llaw Eraint (Lludd do Braço/Mão de Prata). Nuada era filho da deusa tríplice Danu, e irmão de Dagda, o "deus bom" (que mais tarde tornou-se o próprio rei) e de Dian Cecht, deus da cura. Nuada era também o marido de Macha ou Nemain (possivelmente ambos), que era associada com a temida deusa Morrigan. Com ela, Nuada teve dois filhos, Tadhg Echtghe. Embora ele fosse o rei, Nuada também era um guerreiro, um poeta, um deus das artes e da batalha, do sol, da cura, da feitiçaria, da juventude, da beleza,do oceano, dos cães e das armas. 

Sua arma era a invencível  espada Claíomh Solais, um dos quatro tesouros dos Tuatha Dé Danann. Ela foi forjada pelo poeta e assistente Uiscias/Uscias em Findias, uma das antigas grandes cidades dos Tuatha Dé Danann. Segundo algumas lendas, ninguém era capaz de escapar de Claíomh Solais uma vez que ela fosse desembainhada. Ninguém era capaz de resistir ao seu poder. Outras lendas nomeiam a espada como Nuadu’s Cainnel, que significa “tocha reluzente”.


Nuada governou os Tuatha Dé Danann por sete anos antes deles chegarem à Irlanda. Ao chegarem à ilha esmeralda, eles conheceram os Fir Bolg, e guerrearam contra os mesmos após tentarem negociar sem sucesso a repartição da ilha entre as duas tribos. Esta guerra é a chamada Primeira Batalha de Mag Tuired, e nela Nuada perdeu seu braço (ou mão, conforme a fonte) em um confronto contra o campeão dos Fir Bolg, SrengOs Tuatha Dé Danann venceram a batalha, e aos Fir bolg foi dada a província de Connaught, e os Tuatha Dé Danann espalharam-se pelo resto da Irlanda. 

Por ter perdido um braço durante a batalha, Nuada não poderia mais governar, pois segundo a tradição da tribo, os reis dos Tuatha Dé Danann tinham que ser fisicamente perfeitos e 'sem máculas'.  A tribo elege então o meio-formoriano Bres para assumir o lugar de Nuada, porém ele se mostrou um líder tirânico, cruel e impopular.

Dian Cecht cria um braço de prata para Nuada, o que lhe permitiria voltar a reinar. Em algumas versões da história, o braço de prata foi o suficiente para permitir que Nuada retomasse o seu posto como rei, mas em outras versões, ele teve que recorrer ao filho de Dian Cecht, Miach, que lhe confecciona um novo braço de carne e osso.

Bres foi removido do trono e exilado, e isso foi considerado uma ofensa pelos formorianos, sendo o estopim para o início da Segunda Batalha de Mag TuiredA esta altura, o deus Lugh já havia se unido a corte de Nuada, e foi um feroz opositor aos formorianos. Apesar de todo o seu poder, de ser amado por seu povo e de empunhar um dos quatro grandes tesouros celtas, Nuada caiu em batalha, sendo morto pelo líder dos formorianos, Balor. A sua morte foi vingada por Lugh, que mata Balor e então assume o posto de rei dos Tuatha Dé Danann.

Comparações com outras mitologias

Nuada é relacionado com Nodens, uma divindade romano-britânica associada ao mar e a cura, que por sua vez era igualada à Marte, e com Nudd, uma figura mitológica galesa. O deus nórdico Týr é outra divindade comparada com Nuada, pois também era uma divindade ligada à guerra e também perdeu uma mão.


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24 de agosto de 2014

Um Desabafo e um Aviso



Olá leitores do blog, eu Rodrigo Viany, o ADM Sleipnir, venho neste post falar sobre um assunto que vem me incomodando bastante: o plágio de postagens do nosso blog.

Faz tempo que outros blogs e sites (alguns parceiros) vem copiando nossas postagens na integra e publicando em seus próprios. Eu não me incomodo com o fato de fazerem isso, pois no começo nós do Portal dos Mitos fizemos muito isso, porém incomoda o fato de não divulgarem o nosso blog como a fonte de sua pesquisa, se é que copiar e colar pode ser considerado pesquisa. Pesquisa eu faço todos os dias, leio muitos livros e me desdobro fuçando vários e vários sites em outras línguas para buscar conteúdo inédito e de qualidade para o blog. Creio que tenho feito um bom trabalho, pois são muitos os elogios ao nosso blog. Agora, não acho justo me matar de pesquisar e todo o meu trabalho ser copiado por outros, que tem blogs até maiores e mais famosos que o nosso, e levarem todo o crédito. Por causa dessas coisas tivemos que adotar o bloqueio contra cópias no Portal dos Mitos, que resolveu boa parte do problema, mas não acabou com ele. 

A gota d'água que me deixou cheio de ódio e me fez fazer essa postagem foi o que eu vi num site chamado Face Oculta. O seu administrador, numa tremenda falta de caráter e com muita cara de pau copiou inúmeras postagens daqui, removendo o nome dos autores do topo delas e ainda por cima as publicou com datas antigas à formação do Portal dos Mitos, dando a entender que nós é que copiamos o mesmo. Por sorte, em uma das postagens ele esqueceu de tirar o meu nick do topo.


Outros blogs / sites além do Face Oculta que tem feito ou já fizeram a mesma coisa são:


Por isso, resolvi tomar algumas medidas, as quais eu anuncio abaixo:

  1. Estarei denunciando todo e qualquer texto copiado do Portal dos Mitos e que não informe a fonte de onde foi tirado. Isto vale para os nossos parceiros.
  2. Caso eu identifique um texto nosso em algum blog "parceiro" sem indicação da fonte, estarei cancelando a parceria. 
  3. Se copiarem alguma postagem nossa, além de nos indicar como fonte, devem fazer um pedido de autorização via e-mail: portaldosmitos@gmail.com. Postagens identificadas após essa data e que não tiverem nossa autorização estarão sujeitas as duas sanções acima, além de outras a serem estudadas.
Aproveito para pedir a vocês leitores e também aos nossos parceiros que se identificarem um de nossos textos em algum lugar e se não estiverem nos indicando como fonte, nos avisem e/ou denunciem se possível. Eu e os demais administradores iremos continuar dando o nosso melhor para trazer o melhor conteúdo para vocês.


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