23 de outubro de 2014

Hod

۞ ADM Sleipnir


Hod (nórdico antigo: Höðr,"guerreiro"; também Hoder, Hóder ou Hodur) é o deus cego, filho de Odin e Frigga e irmão de Balder. É uma divindade bem obscura dentro da mitologia nórdica, conhecido por seu papel no assassinato de seu irmão Balder, sob a influência de Loki.

Existem duas versões bem divergentes desta história. A mais familiar das duas vem da Edda em Prosa de Snorri SturlusonNesta versão, Balder é retratado como sendo um deus charmoso e amado por todos. Certo dia, ele passou a ter sonhos que prediziam sua morte iminente. Sua mãe, Frigga, percorre todos os mundos afim de obter o juramento de todos os seres vivos e não vivos, de que nenhum deles iria prejudicar seu filho. O único que ela privou de fazer tal juramento foi um pequeno visco, que ela julgava ser muito pequeno e inofensivo para fazer qualquer mal contra seu filho. Porém, o astuto Loki se disfarça de mulher e após uma conversa com Frigga, acaba obtendo essa informação, e logo trata de confeccionar um dardo (ou lança ou flecha, dependendo da tradução) feita do mesmo visco. 

Um dia, enquanto todos os deuses se divertiam jogando objetos em Balder, constatando que nada podia lhe causar mal algum, Loki se aproximou de Hod - aqui retratado como cego e bastante ingênuo - e lhe entrega o dardo feito com o visco. Loki convence Hod a atirar o dardo em Balder, para participar da brincadeira e também para "honrar a força do seu irmão". Com Loki guiando suas mãos, Hod atirou o dardo em Balder, e para o choque e o horror de todos os presentes, ele atravessou Balder, que caiu morto no local. 


Posteriormente, Hod é morto por Vali, um outro filho de Odin que parece ter sido concebido especificamente para vingar Balder. Após os eventos do Ragnarok, tanto Hod quanto Balder retornarão a vida, e se juntaram ao novo panteão nórdico.

A outra versão deste conto vem do Gesta Danorum ("A História dos Dinamarqueses"), escrito pelo historiador dinamarquês Saxo Grammaticus. Neste conto, Hod está longe de ser um peão passivo. O Hod de Saxo chama-se Hotherus, é um personagem cuja personalidade e ações combinam melhor com o seu nome, que, como mencionado acima, significa "guerreiro". Balder é chamado  nesse conto de Balderus.

Hotherus e Balderus eram dois grandes generais, e moveram seus exércitos um contra o outro em uma disputa pela mão da bela donzela Nanna. Balderus se alimentava com uma comida divina que lhe tornava invencível, e Hotherus sabia que ele não seria capaz de derrotar Balderus por meios normais. Então Hotherus empreendeu uma longa e perigosa jornada ao submundo, e lá obteve uma arma mágica que poderia neutralizar a magia que protegia Balderus e então matá-lo. Com a posse desta arma, Hotherus retorna para o confronto com Balderus, e em um ataque consegue ferir Balderus, que acaba morrendo por conta do ferimento alguns dias depois. 

Assim como na outra versão do mito, Hod/Hotherus é morto posteriormente por um vingador de Balder/Balderus, que nesse conto é chamado de Bous.


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22 de outubro de 2014

Sundal Bolong

۞ ADM Sleipnir



Sundal Bolong (ou Sundel Bolong) é um espectro/vampiro pertencente ao folclore indonésio-malaio. Seu nome significa "prostituta perfurada". É descrita como o espírito de uma prostituta que morreu enquanto estava grávida e seu filho veio a nascer em seu túmulo. Algumas versões dizem que ela morreu no momento em que dava à luz. Nenhuma das fontes consultadas informa o fim que seu filho levou. Sua história é similar a de outro fantasma indonésio, o Kuntilanak.

Características

Sundal bolong é descrita como uma mulher com longos e belos cabelos negros, vestindo um longo vestido branco. Seus cabelos longos ajudam a ocultar o horrendo buraco em suas costas, através do qual pode-se ver seus órgãos internos. Ela flerta com os homens e os atrai para um local mais isolado, onde então revela sua verdadeira natureza: um cadáver podre e em processo de decomposição. Em seguida, ela rasga a garganta de sua vítima e bebe o seu sangue.

Em algumas ocasiões, ela não mata sua vítima de imediato. Ela a infecta com uma espécie de doença degenerativa, que se manifesta em forma de lesões gotejantes, principalmente na pele do genital, e que surgem de imediato. Ela permite que sua vítima escape, e quando a mesma acredita ter conseguido escapar, é surpreendida com um ataque mortal da Sundal Bolong.


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21 de outubro de 2014

Oxóssi

۞ ADM Sleipnir



Oxóssi (do iorubá Òşóòsìtambém Oshosi, Ochosi, Ososi, Oxosi, ou Osawsi) é  o orixá da floresta e da caça, filho de Iemanjá e Oxalá. Seus irmãos são Ogun e ExuOxossi é o patrono dos caçadores e dos chefes de família. Ele também é o patrono e o dono de todos os animais selvagens, possuindo suas virtudes. Oxossi é sagaz como o leopardo, forte como o leão, leve como o pássaro, silencioso como o tigre, observador como a coruja. Sabe se esconder como um tatu, é vaidoso como um pavão, corre como os coelhos, sobe em árvores como os macacos, conhece os animais profundamente e com eles partilha o conhecimento da natureza. 


Culto

O culto de Oxóssi encontra-se quase extinto na África, mas foi bastante difundido no Novo mundo, tanto em Cuba como no Brasil. Na Bahia, diz-se que ele foi rei de Kêtu, onde outrora era cultuado. Esse país foi completamente destruído e saqueado pelas tropas do rei do Daomé no século XIX e seus habitantes, inclusive os iniciados de Oxóssi, foram vendidos como escravos para o Brasil e Cuba.

No Brasil, seus iniciados usam colares de contas azul-esverdeadas e a quinta-feira lhe é consagrada. Seu símbolo, o ofá, é um arco e flecha em ferro forjado (hoje, outros metais) e o iruquerê (espanta-moscas), insígnia de dignidade dos reis da África. Suas danças imitam a caça, a perseguição do animal e o atirar da flecha. Sacrificam-lhe porcos e são-lhe oferecidos pratos de feijão preto ou fradinho com eran patere (miúdos de carne). Oxóssi é saudado com o grito "Okê!" O seu ritmo é o mesmo de Iansã, o aguerê, mas tocado de maneira mais cadenciada e menos rápida.

No sudeste do Brasil, Oxossi é sincretizado a São Sebastião. Quanto ao sincretismo, a história informa que São Sebastião nasceu em Milão e foi oficial da guarda pretoriana em Roma. Foi cristão convicto e ativo e por esse motivo padeceu também sob o domínio do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, São Sebastião foi levado perante o imperador e confessou publicamente a sua fé em Jesus Cristo. Acusado de traição foi condenado a morte. Amarrado a um tronco teve seu corpo varado por flechas. No dia seguinte constataram que não havia morrido. Levado novamente frente a Diocleciano, reafirmou novamente a sua fé, o imperador mandou então açoitá-lo até a morte. Esse fato ocorreu por volta do ano 284.


Umbanda

Na Umbanda, Oxóssi é um dos principais orixás, responsável por uma Linha que abrange caboclos e caboclas no sentido estrito (índios que usam cocares) relacionadas a conselhos sobre cura física ou espiritual. Às vezes é personificado na figura do Caboclo, isto é, do índio, ostentando um cocar e portando arco e flecha. Sua cor é o verde. Sacrificam-se a Oxóssi frangos ou galos carijós. Come milho, amendoim, coco ralado e mel. As "obrigações" de Oxóssi são feitas na mata, de preferência sob mangueira ou outra árvore frondosa. Acendem-se velas verdes e deixa-se, além das comidas do santo, vinho tinto com fitas verdes no gargalo da garrafa. Gosta de milho verde em espiga ou seco a granel, água de coco, eucalipto, girassol, latão, sândalo, calcite. É representado pelos seus falangeiros, caboclos bugres e de penas. Sua saudação é: Okê bamboclima!

Mitos

"O Caçador de uma só flecha" 


Olofin Odudua, rei de Ifé, celebrava a festa dos novos inhames, esquecendo-se, porém, de fazer uma oferenda às feiticeiras. Havia grande multidão no pátio do Palácio Real. O Olofin estava sentado em grande estilo, magnificamente vestido, cercado de suas mulheres e de seus ministros, enquanto que escravos o abanavam e espantavam moscas, tambores batiam e louvores eram entoados em sua honra. Os convivas conversavam alegremente, e felizes festejavam, comendo dos novos inhames e bebendo vinho de palma. Subitamente, um pássaro gigantesco planou sobre a multidão, indo se empoleirar sobre o teto do prédio central do Palácio do Rei. Este pássaro malvado foi enviado pelas feiticeiras, chamadas Iyami Oxorongá ou Eleyé

A confusão e o desespero tomaram conta da multidão. Foram procurados, sucessivamente, quatro Oxós, caçadores guardiães da noite, chamados respectivamente de Oxotôgun, o atirador de vinte flechas, de Idô; Oxotogi, o atirador de quarenta flechas, de Moré; Oxatadotá, o caçador de cinqüenta flechas, de Ilarê; e Oxótakanxoxô, o caçador de uma só flecha, de Iremã. Nenhum dos três primeiros - todos muitos seguros de si, até mesmo um pouco fanfarrões - conseguiu atingir o enorme pássaro, apesar de possuírem, todos eles, grande habilidade. Quando chegou a vez de Oxótakanxoxô, sua mãe foi consultar um Babalaô que lhe declarou o seguinte: "Seu filho está somente a um passo, seja da morte, seja da riqueza. Faça uma oferenda e a morte tornar-se-á riqueza". Ela foi depositar, então, na estrada, uma galinha que havia sido sacrificada, cortando-lhe e abrindo-lhe o peito, como devem ser feitas as oferendas às feiticeiras. A mãe de Oxótakanxoxô pronunciou três vezes um encantamento: "Que o peito do pássaro aceite esta oferenda!!!" Era o momento preciso em que seu filho lançava sua única flecha. O pássaro relaxou o encanto que o protegia, para que a oferenda chegasse a seu peito, mas foi a flecha que o atingiu. Ele caiu pesadamente ao chão, onde se debateu e morreu. Todo mundo se pôs a cantar e a dançar: " Oxó é popular! Oxo é popular! Oxowussi! Oxowussi! (Òsówusì, daí Òşóòsì, "Oxóssi"). Desde esse dia em diante, Oxótakanxoxô foi transformado em herói e passou a se chamar Oxóssi. 



Iemanjá e a evasão de seus filhos

Iemanjá e seus três filhos viviam juntos em sua casa. Por ser indisciplinado e insolente com sua mãe, Exu acabou sendo expulso. Ogum e Oxóssi se comportavam bem e permaneceram vivendo com a mãe. Ogum trabalhava no campo e Oxóssi caçava nas florestas vizinhas. A casa ficava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Iemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um Babalaô. Este aconselhou-a a não deixar que Oxóssi continuasse a caçar, pois corria o risco de encontrar Ossain, aquele que possuía o conhecimento das virtudes das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Oxóssi ficaria exposto, assim, a um feitiço de Ossain para obrigá-lo a permanecer em sua companhia. 

Iemanjá então ordenou a Oxóssi que renunciasse suas atividades de caçador. Este, porém, possuía uma personalidade independente e continuou com suas incursões à floresta. Partia em companhia de outros caçadores que tinham o hábito de, ao chegarem ao pé de uma grande árvore, Iroco (Milicia excelsa), se separarem, indo à caça isoladamente, para se encontrarem, ao final do dia, no mesmo local. 

Certa noite, Oxóssi não voltou ao local do encontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele tinha encontrado Ossain, que o convidou à beber uma poção onde certas folhas tinham sido maceradas, caindo assim em estado de amnésia. Não sabia mais quem era nem onde morava. Ele passou a viver na companhia de Ossain, como havia previsto o Babalaô. Inquieto pela ausência do irmão, Ogum partiu à sua procura e o encontrou nas profundezas da floresta. Ogum traz Oxóssi de volta para casa, mas Iemanjá se recusou a receber o filho desobediente. Revoltado com a intransigência de sua mãe, Ogum recusou-se a continuar em casa (por este motivo que o local consagrado a Ogum encontra-se sempre ao ar livre). Já Oxóssi preferiu voltar para a floresta, para perto de Ossain. Desesperada por ter perdido seus três filhos, Iemanjá transformou-se em um rio.

Oxóssi e Oxum

Sempre que Oxóssi ia caçar ele parava na beira do rio para se refrescar, e todas as vezes que ele o fazia, Oxum o via e admirava a sua beleza. Apesar disso, Oxóssi não se interessava por Oxum, pois gostava somente das mulheres das matasa. Oxum então pergunta a Exú como ela poderia fazer Oxóssi se apaixonar por ela. Exu diz a Oxum que ela deveria tomar um banho de mel e jogar folhas sobre o seu corpo, e que isso certamente iria atrair Oxóssi. No dia seguinte, Oxum fez como Exú havia lhe dito, e quando Oxóssi se aproximou da beira do rio, avistou o que pensava ser uma linda mulher das matas.Oxóssi se encantou com a bela mulher e então se envolveram. Sua relação durou por muito tempo, mas um dia Oxóssi acabou descobrindo a farsa de Oxum, e então a deixou. Quando Oxum viu Oxóssi indo embora, gritou dizendo que estava grávida, e isso o deixou muito feliz, porém não foi o suficiente para fazê-lo voltar para ela. Seu filho, chamado Logun Edé, tornou-se o príncipe dos orixás, a união das matas com os rios. Ele vivia 6 meses com o pai nas florestas e 6 meses com Oxum nos rios

Oxossi é impedido de caçar


Certa vez houve muita fome e faltava comida na Terra. Então Obatalá enviou Oxóssi para que ele caçasse e provesse o sustento de todos os que estavam sem comida. Oxóssi caçou tanto, mas tanto, que ficou obsessivo: ele queria matar e destruir tudo o que encontrasse. Obatalá pediu-lhe que parasse de caçar, mas Oxóssi desobedeceu. Oxóssi continuou caçando. Um dia encontrou uma ave branca, um pombo. Sem se importar que os animais brancos são de Obatalá, Oxóssi matou o pombo. Obatalá voltou a pedir que ele não caçasse mais, porém Oxóssi continuou caçando. Uma noite Oxóssi encontrou um veado e atirou nele muitas flechas. Mas as flechas não lhe causavam nenhum dano. Oxóssi aproximou-se mais e flechou a cabeça do animal. Nesse momento, o veado se iluminou. Era Obatalá disfarçado, ali, todo flechado por Oxóssi. Oxóssi não conseguiu caçar nunca mais. 




fontes:
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20 de outubro de 2014

Nuckelavee

۞ ADM Sleipnir



Nuckelavee (Nuckalavee, Nucklavis) é uma criatura originária do folclore das ilhas Orkney, um arquipélago localizado no Mar do Norte, cerca de 16 km ao largo do Norte da Escócia. É uma criatura horrenda e puramente malígna, e até hoje temida, ao ponto da pronuncia de seu nome ser evitada pelos moradores locais. 

O único propósito do Nuckelavee é atormentar os habitantes das lhas Orkney, e esta é uma tarefa da qual ele raramente descansa. Seu habitat natural é o mar, onde ele é invisível e intangível, porém ele pode vaguear livremente em terra firme, afim de devorar seres humanos ou arrastá-los para a água, ou ainda para envenenar colheitas e o gado com o sua respiração perniciosa. É durante suas excursões em terra em que ele assume a sua forma assustadora.


Características


O Nuckelavee possui diversas características, que variam de conto para conto. Ele costuma ser descrito como um homem montado em um cavalo (ou unido ao mesmo pelo torso), com uma cabeça maior que a de um ser humano comum. Uma ou ambas as cabeças são ditas terem somente um olho vermelho e flamejante, e as vezes são descritas como tendo os crânios expostos. Seus braços são longos ao ponto de arrastarem no chão e as pernas do cavalo possuem barbatanas. Sua boca é enorme e fétida, com dentes podres e um hálito imundo. Sua respiração é venenosa, caindo como praga sobre as plantações, e como doença mortal sobre a vida animal. O detalhe mais macabro de sua aparência é o fato de que ele não tem pele. Seu sangue espesso e negro pode ser visto correndo em suas veias, e seus músculos vigorosos se contorcem com cada movimento que ele faz. 

Poderes e Fraquezas 

O Nuckelavee é dotado de uma enorme força física e mágica. Devido ao seu hálito venenoso,  ele é tido como o responsável por muitos desastres, como colheitas arruinadas, e epidemias entre seres humanos e animais. Ele também costuma ser responsabilizado pelos períodos de seca intensos que costumam atingir as Ilhas Orkney. 


Apesar de todos os seus poderes, o Nuckelavee possui duas fraquezas. Uma delas é a aversão à água corrente, fraqueza esta compartilhada com inúmeros tipos de fadas e outras criaturas sobrenaturais. Escapar da perseguição de um Nuckelavee é praticamente impossível, mas se houver um rio por perto, basta saltá-lo que o Nuckelavee irá desistir e ir embora.

Outra fraqueza é a queima de algas para a criação de medicamentos. O Nuckelavee não suporta o cheiro da fumaça pungente, entrando em um estado de fúria extrema e destrutiva. Nesse estado, ele descarrega sua ira espalhando uma enfermidade conhecida pelo nome de Morthaseen, matando tudo o que encontra pelo caminho. Neste momento, a única pessoa capaz de pará-lo é a "Mãe do Mar" (Mither o 'the Sea), uma divindade da antiga mitologia orcadiana.



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17 de outubro de 2014

El Bacà

۞ ADM Sleipnir


El Bacà (ou somente Bacà) é uma entidade diabólica pertencente ao folclore dominicano, à quem as pessoas costumam recorrem em busca de riqueza e propriedade. Ele também pode ser conjurado para proteger uma propriedade contra assaltos. Acredita-se que quando uma pessoa se torna próspera de uma hora para outra, é porque ela conjurou um Bacà. 

Uma vez invocado, o Bacà pode assumir a forma de um gato preto, um cão, um boi ou outro animal. Ele é uma entidade muito exigente, e costuma requerer grandes sacrifícios por parte da pessoa que o invocou. Para obter qualquer desejo de um Bacà, você deve realizar uma espécie de pacto com ele. Ele pode ser generoso e apenas tomar algumas de suas terras, casas, empresas ou gado como pagamento. Agora, se você for uma pessoa azarada, ele poderá fazer com que você, seus familiares e até seus amigos sofram com doenças, infortúnios ou ainda tenham que lidar com mortes misteriosas e suicídios. 

Portanto, antes de decidir fazer qualquer coisa para se tornar próspero, deve-se pensar bem antes de recorrer a um Bacà, pois o preço a ser pago pode ser caro demais.



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16 de outubro de 2014

Xing Tian

۞ ADM Sleipnir


Xing Tian (chinês: 刑 天) é um gigante lendário da mitologia chinesa, conhecido por desafiar o Imperador Amarelo (Shang Di/Tian), a suprema divindade chinesa, e que não desiste mesmo após ser decapitado pelo mesmo.

Ele é mencionado no capítulo 7 do texto clássico chinês Shanhaijing (Clássico das Montanhas e Mares), bem como em trabalhos posteriores, como em  um poema de Tao Yuanming (367-427 dC). Na história Lushi, compilada pelo sábio Luo Mi, Xing Tian é descrito como um ministro de Yan di, que compunha músicas para os agricultores para a lavoura e colheita, no entanto, este Xing Tian é escrito com um diferente caractér para Xing, por isso não está claro se os dois representam o mesmo personagem. 

No Oráculo de Ossos

De acordo com o oráculo de ossos (saiba mais AQUI), em tempos antigos o gigante Xing Tian era originalmente um seguidor do Imperador Yan. Após a vitória do Imperador Amarelo sobre Yan na Batalha de Banquan, Xing Tian seguiu seu mestre para o exílio no sul. Nesse momento, Xing Tian ainda não tinha um nome. Ele desejou se juntar a revolta liderada por Chi You, mas Yan Di não permitiu que ele o fizesse.

Após o Imperador Amarelo derrotar e executar Chi You, Xing Tian empunha um machado e um escudo e então partiu para enfrentar o deus. Ele força o caminho pelo portão sul do Tribunal Celestial, morada do Imperador Amarelo, e lá derrota guarda após guarda até ficar face a face com o Imperador Amarelo Xing Tian  o desafia para um combate, e o mesmo aceita de imediato. 



O Imperador Amarelo saca sua melhor espada e então os dois iniciam um combate feroz, e sem perceber, eles acabaram deixando o palácio celestial para trás, lutando até chegarem a Montanha Changyang (常 羊 之 山). Em um movimento rápido, o Imperador Amarelo distraiu Xing Tian e então decapitou Xíng Tian, cuja cabeça rolou todo o caminho até atingir o pé da montanha, causando um estrondo. 

Em vez de morrer, o gigante foi capaz de continuar em movimento e começou a tatear o terreno ao seu redor procurando por sua cabeça. O Imperador Amarelo levantou sua espada para atacar a montanha. Com o golpe do Imperador Amarelo, a montanha foi dividida em duas, e a cabeça de Xing Tian acabou rolando para dentro da fenda, que se fechou logo após.

Xing Tian desiste de procurar sua cabeça, e nascem olhos no lugar de seus mamilos e uma boca em seu ventre. Após isso, o gigante sem cabeça é nomeado como Xing Tian, que significa "Aquele cuja cabeça foi cortada", e continuou a se opor aos céus e aos deuses. 



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