20 de outubro de 2014

Nuckelavee

۞ ADM Sleipnir



Nuckelavee (Nuckalavee, Nucklavis) é uma criatura originária do folclore das ilhas Orkney, um arquipélago localizado no Mar do Norte, cerca de 16 km ao largo do Norte da Escócia. É uma criatura horrenda e puramente malígna, e até hoje temida, ao ponto da pronuncia de seu nome ser evitada pelos moradores locais. 

O único propósito do Nuckelavee é atormentar os habitantes das lhas Orkney, e esta é uma tarefa da qual ele raramente descansa. Seu habitat natural é o mar, onde ele é invisível e intangível, porém ele pode vaguear livremente em terra firme, afim de devorar seres humanos ou arrastá-los para a água, ou ainda para envenenar colheitas e o gado com o sua respiração perniciosa. É durante suas excursões em terra em que ele assume a sua forma assustadora.


Características


O Nuckelavee possui diversas características, que variam de conto para conto. Ele costuma ser descrito como um homem montado em um cavalo (ou unido ao mesmo pelo torso), com uma cabeça maior que a de um ser humano comum. Uma ou ambas as cabeças são ditas terem somente um olho vermelho e flamejante, e as vezes são descritas como tendo os crânios expostos. Seus braços são longos ao ponto de arrastarem no chão e as pernas do cavalo possuem barbatanas. Sua boca é enorme e fétida, com dentes podres e um hálito imundo. Sua respiração é venenosa, caindo como praga sobre as plantações, e como doença mortal sobre a vida animal. O detalhe mais macabro de sua aparência é o fato de que ele não tem pele. Seu sangue espesso e negro pode ser visto correndo em suas veias, e seus músculos vigorosos se contorcem com cada movimento que ele faz. 

Poderes e Fraquezas 

O Nuckelavee é dotado de uma enorme força física e mágica. Devido ao seu hálito venenoso,  ele é tido como o responsável por muitos desastres, como colheitas arruinadas, e epidemias entre seres humanos e animais. Ele também costuma ser responsabilizado pelos períodos de seca intensos que costumam atingir as Ilhas Orkney. 


Apesar de todos os seus poderes, o Nuckelavee possui duas fraquezas. Uma delas é a aversão à água corrente, fraqueza esta compartilhada com inúmeros tipos de fadas e outras criaturas sobrenaturais. Escapar da perseguição de um Nuckelavee é praticamente impossível, mas se houver um rio por perto, basta saltá-lo que o Nuckelavee irá desistir e ir embora.

Outra fraqueza é a queima de algas para a criação de medicamentos. O Nuckelavee não suporta o cheiro da fumaça pungente, entrando em um estado de fúria extrema e destrutiva. Nesse estado, ele descarrega sua ira espalhando uma enfermidade conhecida pelo nome de Morthaseen, matando tudo o que encontra pelo caminho. Neste momento, a única pessoa capaz de pará-lo é a "Mãe do Mar" (Mither o 'the Sea), uma divindade da antiga mitologia orcadiana.



Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

17 de outubro de 2014

El Bacà

۞ ADM Sleipnir


El Bacà (ou somente Bacà) é uma entidade diabólica pertencente ao folclore dominicano, à quem as pessoas costumam recorrem em busca de riqueza e propriedade. Ele também pode ser conjurado para proteger uma propriedade contra assaltos. Acredita-se que quando uma pessoa se torna próspera de uma hora para outra, é porque ela conjurou um Bacà. 

Uma vez invocado, o Bacà pode assumir a forma de um gato preto, um cão, um boi ou outro animal. Ele é uma entidade muito exigente, e costuma requerer grandes sacrifícios por parte da pessoa que o invocou. Para obter qualquer desejo de um Bacà, você deve realizar uma espécie de pacto com ele. Ele pode ser generoso e apenas tomar algumas de suas terras, casas, empresas ou gado como pagamento. Agora, se você for uma pessoa azarada, ele poderá fazer com que você, seus familiares e até seus amigos sofram com doenças, infortúnios ou ainda tenham que lidar com mortes misteriosas e suicídios. 

Portanto, antes de decidir fazer qualquer coisa para se tornar próspero, deve-se pensar bem antes de recorrer a um Bacà, pois o preço a ser pago pode ser caro demais.



Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

16 de outubro de 2014

Xing Tian

۞ ADM Sleipnir


Xing Tian (chinês: 刑 天) é um gigante lendário da mitologia chinesa, conhecido por desafiar o Imperador Amarelo (Shang Di/Tian), a suprema divindade chinesa, e que não desiste mesmo após ser decapitado pelo mesmo.

Ele é mencionado no capítulo 7 do texto clássico chinês Shanhaijing (Clássico das Montanhas e Mares), bem como em trabalhos posteriores, como em  um poema de Tao Yuanming (367-427 dC). Na história Lushi, compilada pelo sábio Luo Mi, Xing Tian é descrito como um ministro de Yan di, que compunha músicas para os agricultores para a lavoura e colheita, no entanto, este Xing Tian é escrito com um diferente caractér para Xing, por isso não está claro se os dois representam o mesmo personagem. 

No Oráculo de Ossos

De acordo com o oráculo de ossos (saiba mais AQUI), em tempos antigos o gigante Xing Tian era originalmente um seguidor do Imperador Yan. Após a vitória do Imperador Amarelo sobre Yan na Batalha de Banquan, Xing Tian seguiu seu mestre para o exílio no sul. Nesse momento, Xing Tian ainda não tinha um nome. Ele desejou se juntar a revolta liderada por Chi You, mas Yan Di não permitiu que ele o fizesse.

Após o Imperador Amarelo derrotar e executar Chi You, Xing Tian empunha um machado e um escudo e então partiu para enfrentar o deus. Ele força o caminho pelo portão sul do Tribunal Celestial, morada do Imperador Amarelo, e lá derrota guarda após guarda até ficar face a face com o Imperador Amarelo Xing Tian  o desafia para um combate, e o mesmo aceita de imediato. 



O Imperador Amarelo saca sua melhor espada e então os dois iniciam um combate feroz, e sem perceber, eles acabaram deixando o palácio celestial para trás, lutando até chegarem a Montanha Changyang (常 羊 之 山). Em um movimento rápido, o Imperador Amarelo distraiu Xing Tian e então decapitou Xíng Tian, cuja cabeça rolou todo o caminho até atingir o pé da montanha, causando um estrondo. 

Em vez de morrer, o gigante foi capaz de continuar em movimento e começou a tatear o terreno ao seu redor procurando por sua cabeça. O Imperador Amarelo levantou sua espada para atacar a montanha. Com o golpe do Imperador Amarelo, a montanha foi dividida em duas, e a cabeça de Xing Tian acabou rolando para dentro da fenda, que se fechou logo após.

Xing Tian desiste de procurar sua cabeça, e nascem olhos no lugar de seus mamilos e uma boca em seu ventre. Após isso, o gigante sem cabeça é nomeado como Xing Tian, que significa "Aquele cuja cabeça foi cortada", e continuou a se opor aos céus e aos deuses. 



Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

15 de outubro de 2014

Yale

۞ ADM Sleipnir



Yale (em latim: eale, também conhecida como Centícora) é uma criatura mítica primeiramente descrita por Plínio, o Velho no Livro VIII de sua obra, História Natural. Ela era popular em bestiários medievais e também na heráldica, onde representa a "defesa orgulhosa". Ela também está entre os animais heráldicos utilizados pela Família Real Britânica. Segundo Plínio, o Yale é uma das "monstruosidades oriundas da Etiópia (África)".

Características

O Yale é geralmente descrito com uma aparência semelhante a um bode ou antílope, porém do tamanho de um cavalo. Na descrição original feita por Plínio, o Yale é uma criatura do tamanho de um hipopótamo, possui pelos negros ou de cor marrom, uma cauda de elefante e presas de javali. Ele também tem um par de chifres longos que podem se mover de forma independentemente para qualquer direção. Eles são geralmente representados em direções opostas.


Em batalha, o Yale mantém um de seus chifres voltados para trás, para caso o chifre da frente fosse danificado, ele possa usar o outro para se defender. Nas batalhas mais acaloradas, os dois chifres poderiam ser empregadas para se defender contra numerosos atacantes. Alguns contos até sugerem que esses chifres podem ser enrolados quando não estiverem em uso. Para além da sua função prática no combate ou defesa, o Yale também usava seus chifres para empalar sua presa e de acordo com certas fontes, "demonstrar o seu estado de espírito".

Segundo os bestiários medievais, o Yale é inimigo dos Basiliscos, e conta-se que se um basilisco encontrar um Yale dormindo, irá picá-lo em seus olhos, fazendo-os incharem e explodirem.


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

14 de outubro de 2014

Angus Mac Og

۞ ADM Sleipnir


Angus Mac Oc ( "O Filho Mais Jovem", também conhecido como Aengus ou Oengus) era um dos deuses membros dos Tuatha de Dannan.Para os celtas, Angus era um deus da juventude, do amor e da beleza. Ele possuía uma harpa dourada que produzia uma música de doçura irresistível e dizia-se que os seus beijos se transformavam em pássaros que transportavam as mensagens de amor.

Angus era filho de Boann (esposa de Nechtan ou Elcmar) com seu amante DagdaA fim de esconder seu caso com Boann, Dagda fez o sol ficar de pé por nove meses e  assim Angus foi concebido, gestado e nascido em apenas um dia. Ele foi criado por seu irmão Midir.

Mitos

Angus figura em muitas histórias, mas citarei aqui seus mitos mais famosos.

Em uma ocasião onde Angus não estava presente, Dagda repartiu a sua terra, Brú na Bóinne (Newgrange), entre os seus filhos. Ao retornar, Angus descobriu que nada havia sido deixado para ele. Sob a orientação de Lugh, Angus engana seu pai e acaba tomando posse de sua casa no Brú na Bóinne. Angus foi instruído por Lugh a perguntar a Dagda se ele poderia viver em Brú na Bóinee por "Laa Ogus Oidhche" (que significa tanto "um dia e uma noite" ou "dia e noite"). Achando que o pedido de Angus se restringia a morar apenas mais um dia em Brú na Bóinne, Dadga aceita o pedido dele, porém Angus se referia â segunda interpretação da frase quando fez o pedido, e com a concordância de Dagda, Angus recebeu o domínio sobre toda a Brú na Bóinee de forma permanente. 


O Sonho de Angus



Certa vez, Angus acabou sonhando com uma jovem donzela e ficou perdidamente apaixonado por ela. Ele conta à sua mãe Boann sobre o seu sonho e sobre a jovem que ele havia visto nele, e então Boann decide procurá-la para o filho. Boann a procurou por toda a Irlanda durante um ano, mas ela não conseguiu encontrar a  jovem. Depois foi a vez de Dagda procurar a jovem, e passado um ano ele também não conseguiu encontrá-la. Finalmente Bodb Derg, sucessor de Dagda como rei dos Tuatha de Dannan, foi chamado para procurá-la, e depois de um ano ele finalmente encontrou a jovem em um lago.


Angus foi levado por Bodb Derg até o lago onde sua amada vivia, e lá ele viu 150 donzelas acorrentadas em pares. Ele consegue identificar a mullher de seu sonho entre as demais, pois ela era a mais alta entre elas. Angus também descobre que seu nome era Caer Ibormeithfilha de Ethal Anbuail, outro membro dos Tuatha De Dannan.

Ethal conta a Angus que sua filha era vítima de um encanto que fazia com que ela se transformasse em cisne a cada dois anos (durante um ano permanecia mulher e durante o ano seguinte permanecia cisne). Assim, para poder desposá-la, Angus precisava transformar-se em cisne, durante a noite do próximo Samhain. Ao chegar o momento, Angus deslocou-se para o lago onde se encontrava a sua amada. Ao mesmo tempo que sua futura esposa se transformava em Cisne, juntamente com as demais jovens, Angus também se transfigurou num belo cisne. Os dois, juntos, voaram então, ao redor do lago por três vezes, cantando uma melodia que fez o mundo adormecer por três dias e três noites.


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

13 de outubro de 2014

Mictlantecuhtli

۞ ADM Sleipnir



Mictlantecuhtli (Miclantecutli) ou "Senhor da Terra dos Mortos'' era o deus asteca da morte, adorado em toda a Mesoamérica. Ele é o governante de Mictlan, o submundo asteca, juntamente com sua esposa Mictecacihuatl (Saiba mais sobre Mictlan AQUI). Juntos, eles habitavam uma residência sem janelas, de onde vigiavam  as almas dos mortos. É provável que ele tenha sido um dos primeiros deuses astecas, e alguns estudiosos acreditam que ele era associado com Tezcatlipoca

No calendário asteca, Mictlantechtli é o protetor do dia itzcuintli (cão) e considerado o fornecedor das almas daqueles nascidos nesse dia. Ele também é o 5 º Senhor da Noite e o 6 º (ou 11° ) Senhor do Dia. É o equivalente do deus maia Ah Puch, o deus zapoteca Kedo e o deus tarascano Tihuime. Mictlantecuhtli é intimamente associado às corujas, aranhas e morcegos. Mictlantecuhtli era particularmente adorado no mês asteca de Tititl onde, no templo de Tlalxicco, um imitador do deus era sacrificado e incenso era queimado em sua honra.



Representações 


Mictlantecuhtli é usualmente retratado nas artes como um esqueleto manchado de sangue. Ele também pode ser representado como um homem vestindo um crânio com dentes salientes, tampões de ossos nos ouvidos, uma mantilha adornada com penas de coruja e também um colar de globos oculares. Ocasionalmente, Mictlatecuhtli é representado usando roupas e um chapéu cônico feito de papel-casca. Suas figuras também costumam ser retratadas com uma coruja pousada em seu braço. 

Ele foi muitas vezes retratado usando sandálias como um símbolo de sua alta posição como o Senhor de Mictlan. Seus braços eram frequentemente representados aumentados em um gesto agressivo, mostrando que ele estava pronto para rasgar os mortos quando estivessem em sua presença. Nos códices astecas, Mictlantecuhtli é muitas vezes representado com a mandíbula aberta para receber as estrelas que descem para ele durante o dia.



Mitos

Após recriarem o mundo, Quetzalcoatl e Tezcatlipoca decidiram criar a humanidade para que habitassem o mesmo. Para isso, eles precisavam dos ossos humanos da geração anterior, e que estavam no submundo sob a tutela de Mictlantecuhtli. Quetzalcoatl, acompanhado de seu irmão Xolotl, decide ir até Mictlan recuperar esses ossos.

Ao chegarem em Mictlan, encontraram Mictlantecuhtli e pediram a ele para que cedesse os ossos. Mictlantecuhtli diz a Quetzacoatl que somente iria ceder os ossos a eles se ele fosse capaz de completar um desafio. Quetzacoatl deveria dar 4 voltas no submundo tocando uma trombeta feita com uma concha. A tarefa parecia simples, porém a concha dada a Quetzacoatl não produzia nenhum som. Quetzacoatl resolve o problema fazendo com que vermes furassem a concha e colocando abelhas dentro dela, reproduzindo assim um som similar ao de um trombeta.


Ao ouvir o som da concha, Michlantechutli permite que Quetzalcoatl pegasse os ossos, porém muda de idéia logo em seguida, mas seus esforços são em vão. Quetzalcoatl consegue escapar do submundo com os ossos. Irritado, Michlantechutli ordenou que seus capangas cavassem um poço profundo em meio ao caminho por onde Quetzalcoatl seguia, e ele acaba caindo dentro do mesmo e morrendo. Com a queda, os ossos se quebraram em vários pedaços diferentes (segundo a lenda, esta é razão pela qual as pessoas hoje possuem tamanhos diferentes).

Eventualmente, Quetzalcoatl revive, recupera os ossos e os entrega para a deusa Cihuacoatl, que os tritura criando uma espécie de farinha e depois coloca essa farinha em um recipiente especial. Os deuses então se reunem em torno deste recipiente e derramam gotas de seu próprio sangue. A partir dessa mistura, a humanidade é criada.


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!