10 de fevereiro de 2016

Yambe-Akka

۞ ADM Sleipnir


Yambe-Akka ("Velha mulher dos mortos"também chamada de Yabme-akkaJabme-akkaJameakkaJabmeksJabmi-Akko, ou Jami-Ajmo-ollmaj) é a deusa dos mortos de acordo com a mitologia lapônica. Ela governa o mundo subterrâneo, um lugar sombrio localizado diretamente abaixo do nosso mundo, e onde os mortos, não inteiramente sem corpo, andam no ar. Ela é geralmente representada como uma mulher bastante idosa, cujo tremor de suas mãos provocam terremotos na terra.

Yambe-Akka é uma divindade amedrontadora, que exigia constantemente o sacrifício de gatos pretos, enterrados vivos por seus devotos, para apaziguar o seu mau humor. Ela também exigia que cerveja fosse servida em funerais.

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8 de fevereiro de 2016

Óreas

۞ ADM Sleipnir



Óreas (em grego antigo Oὔρεα, Oúrea, de οὔρος, oúros, ou ὄρος, óros, "montanha") é um grupo de deuses primevos ou daimones (espíritos) das montanhas da mitologia grega, filhos sem pai de Gaia. Cada montanha foi dita ter o seu próprio deus, e na arte clássica, elas eram ocasionalmente representadas como homens barbudos e velhos, levantando-se entre seus picos escarpados.


Os Óreas mais famosos são:
  • Atos, uma montanha da Trácia (norte da Grécia).
  • Citerão, grupo montanhoso da Beócia (centro da Grécia).
  • Etna, o vulcão da Sicília.
  • Hélicon, uma montanha da Beócia que competiu com Citéron.
  • Nisa, uma montanha da Beócia que criou Dionísio.
  • Olimpo, a morada dos deuses olímpicos e a montanha mais alta da Grécia, situada na Tessália.
  • Óreos, deus da montanha Othrys, em Malis (sul da Tessália); a montanha foi usada pelos Titãs na Titanomaquia.
  • Parnes, uma montanha da Beócia.
  • Parnaso, no centro da Grécia, consagrado a Apolo e morada das Musas.
  • Tmolos, uma montanha da Lídia (em Anatólia).


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5 de fevereiro de 2016

Cosmogonia Egípcia

۞ ADM Sleipnir


A criação do mundo descrita na mitologia egípcia possui diversas “variações regionais”. Apesar de todas as versões regionais estarem entrelaçadas e terem semelhanças, em alguns casos até o panteão de deuses possuía divergências. Essas divergências, originadas por diferenças em contextos sociais e econômicos, não podem ser deixadas de lado.Por conta disso, falaremos da cosmogonia aqui em partes, dividindo pela região e caracterizando-as.

Cosmogonia de Heliópolis


A cosmogonia de Heliópolis estava centrada em uma Enéade (termo grego para um agrupamento de nove divindades).

No começo de tudo só havia as águas do caos, Nun. Certo dia, uma colina de lodo elevou-se dessas águas e no cume da colina estava Atum, o deus criador. Atum tossiu e surgiu Shu e Tefnut (respectivamente: deus do ar e deusa da umidade). Shu e Tefnut tiveram dois filhos: Geb (deus da Terra) e Nut (deusa do céu). Geb e Nut, por sua vez, geraram Osíris, Isís, Seth e Néftis. Com isso tínhamos os 9 deuses que compunham e Enéade e o mundo estava finalmente formado. 

É importante salientar que o deus criador -Atum- estava intrinsecamente associado à Rá, sendo este uma expressão do poder de Atum. 

A composição da Enéade era feita da seguinte maneira: 
  • Atum-Rá, Shu, Tefnut, Geb e Nut (05 deuses);
  • Osíris, Seth, Ísis e Néftis (04 deuses).
Cosmogonia de Hermópolis

Em Hermópolis dominava uma Ogdoáde, um panteão de oito deuses. Esse panteão era agrupado em quatro casais. 
  • Nun e Nunket, o oceano primordial;
  • Hek e Heket, o infinito;
  • Kek e Keket, as trevas; 
  • Amon e Amunet, o oculto.
A Ogdoáde era vista como uma expressão do poder egípcio que depois foi tomando a forma de animais. Com a evolução, então, é que eles passaram a ser agrupados em casais. 

Existem diversas versões do mito da Ogdoáde. Em uma dela os oito deuses se uniram para formar um ovo cósmico que foi fertilizado por Amun -quando este ainda era uma serpente- e deste ovo nasceu Rá, o deus do sol. Rá, então, deu forma ao mundo.


Em outra versão, diz-se que das águas primordiais emergiu uma ilha. Nesta ilha existia um poço, no qual flutuava uma flor de lótus e onde viviam os oito deuses. As divindades masculinas, então, teriam ejaculado sobre a flor e a fecundado. A flor, então, se fechou durante a noite e quando a manhã chegou ela se abriu, saindo dela o deus Rá.


Cosmogonia de Mênfis

Na cidade de Mênfis predominava uma tríade composta pelos deuses Ptah, Sekhmet (esposa de Ptah)e Nefertum, filho dos dois. 

Neste sistema, Ptah era o deus criador. Ele era uma divindade associada aos artesãos e era representado por um homem mumificado. 

Dizia-se que Ptah era ao mesmo tempo Nun e Naunet (ver outras cosmogonias). Ptah, então, gerou Atum a partir de seu coração e de sua língua, gerando assim toda a já conhecida Enéade. 

É importante destacar que o sistema de Mênfis não rejeita a Enéade de Heliópolis, só considera Ptah como criador desse panteão.


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3 de fevereiro de 2016

Ashwatthama

۞ ADM Sleipnir



Ashwatthama (Ashwatthaman, Asuatama) é um mítico guerreiro mencionado no épico hindu Mahabharata, e um dos sete Chiravinji (imortais), os quais se acredita que ainda vivem, vagando pela Terra desde tempos imemoriais. Seus pais são Dronacharya, que foi o professor dos Pandavas e dos Kauravas. Ashwatthama nasceu para Dronacharya e sua esposa Kripi. Desde o seu nascimento, Ashwatthama possuía uma jóia cravada em sua testa, a qual acreditava-se que era a fonte de todos os seus poderes. Após atingir a idade adulta, Ashwatthama tornou-se um valente guerreiro, bem versado no tiro com arco e em outras habilidades de guerra.

Participação no Mahabharata

Durante a guerra Mahabharata, Ashwatthama lutou ao lado dos irmãos Kauravas, juntamente com seu pai. Dronacharya amava muito seu filho, e após ouvir rumores durante a guerra de que Ashwatthama havia morrido, Dronacharya desistiu de lutar e entrou em meditação. Deste modo, acabou sendo morto por Dhristadyumna, comandante do exército dos Pandavas. Dhristadyumna veio a ser morto por Ashwatthama durante a 18ª noite da guerra, mas para Ashwatthama, isso não era suficiente para vingar a morte de seu pai. 



Cego pela vingança, Ashwatthama matou todos os cinco filhos dos Pandavas com Draupadi, durante a última noite da guerra Mahabharata, acreditando que havia matado os próprios Pandavas. Ao perceber seu engano,  Ashwatthama invocou a arma mais poderosa do universo, a Brahmastra, para com ela aniquilar os Pandavas. Na tentativa de impedi-lo, o sábio Vyas lhe pediu para desfazer a invocação da Brahmastra, porém Ashwatthama não sabia como fazê-lo. Como último recurso, ele usou a Brahmastra para matar o filho nascituro de Abhimanyu ainda no ventre de Uttara, terminando desta forma com a linhagem dos Pandavas.

Enfurecido com a atitude de Ashwatthama, Krishna amaldiçoou Ashwatthama, condenando-o a vagar eternamente sobre a Terra, carregando o fardo de seus pecados. Ele nunca mais seria amado ou bem recebido por ninguém. Krishna também revogou-lhe a jóia de sua testa e o amaldiçoou novamente, fazendo com que a ferida formada a partir da remoção da jóia nunca se curasse. Desde então, Ashwatthama perambula sobre a Terra em busca de redenção.




Ashwatthama ainda está vivo?

Existem histórias de algumas pessoas alegam terem visto Ashwatthama nos tempos atuais. Um médico de Madhya Pradesh, Índia, certa vez recebeu um paciente com uma ferida incurável na testa. Ele aplicou vários medicamentos para tentar sarar a ferida, mas ela simplesmente não cicatrizava. Espantado, o médico comentou com o paciente que aquela ferida parecia ser eterna como a de Ashwatthama. Após dizer isso, o médico riu e se virou para pegar alguma coisa. Ao virar novamente, o paciente havia desaparecido.

Outra história diz que há uma vila na Índia próxima à Burhanpur, onde há um forte chamado Asirgarh. De acordo com os moradores, Ashwatthama costuma aparecer lá todas as manhãs para deixar flores no linga de Shiva. Algumas outras pessoas alegam ter visto Ashwatthama andando e vivendo entre as tribos no sopé do Himalaia.

Independente se Ashwatthama está vivo ou não, sua lenda mantém-lo vivo até hoje. O guerreiro valente encontrou um fim trágico devido ao seu ego e sua ignorância.


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1 de fevereiro de 2016

Espada Flamejante

۞ ADM Sleipnir


A Espada Flamejante ou Flamígera é uma espécie de espada envolta em chamas por algum poder sobrenatural. Espadas desse tipo figuram em muitos mitos e lendas ao redor do mundo.

De acordo com a Bíblia, um querubim (ou o arcanjo Uriel em algumas tradições) com uma espada de fogo foi colocado por Deus nos portões do Paraíso após Adão e Eva serem banidos dele (Gênesis 3:24).


A tradição ortodoxa oriental diz que depois que Jesus foi crucificado e ressuscitou, a espada flamejante foi removida do Jardim do Éden, tornando possível para a humanidade retornar ao Paraíso. 

A divindade budista Acala possui uma espada, descrita genericamente como Hoken (espada dos tesouros) ou kongo-ken (espada vajra), que conforme a lenda pode ou não ser flamejante.

Uma espada flamejante com um imenso poder destrutivo também aparece na mitologia nórdica. Ela está em posse de Surtur, o líder dos gigantes de fogo de Muspelheim



fontes:
  • Livro Mythological Swords, de Rooky Pendergrass;
  • Wikipédia.
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29 de janeiro de 2016

O Fenômeno "Taos Hum"

۞ ADM Sleipnir

Uma das coisas mais normais é ouvirmos zumbidos ocasionalmente. Isso pode ser causado pela agressão ao ouvido após um barulho muito alto, uso de algum medicamento ou através do som produzido por algum equipamento eletro-mecânico. Normalmente o zumbido é limitado em uma pequena área e apenas naquelas pessoas que estavam presentes juntos aos eventos mencionados.

Mas e se 2% da população de alguma de algum local ou cidade ouvissem um zumbido sem motivo aparente, que iniciasse e terminasse sempre nos mesmos horários? E se esse zumbido fosse tão constante que atrapalhasse a vida de algumas dessas pessoas impedindo até que tenham uma noite de sono tranquila, levando até mesmo alguns ao suicídio? O nome deste fenômeno é Taos Hum.

O Taos Hum é um estranho fenômeno já relatado por pessoas de várias partes do mundo. Em resumo, trata-se de um zumbido de baixa frequência no qual pessoas que relataram tê-lo ouvido o associaram a um distante motor à diesel. O fenômeno ganhou esse nome no começo dos anos 90, onde centenas de pessoas se uniram e pediram ao Congresso norte-americano para investigar a fonte do ruído que lhes afetavam constantemente. Ele é indetectável ao microfone e à equipamentos eletrônicos dedicados à captação de ruídos. Sua fonte é um mistério, e ninguém sabe de onde vem.

Origem do nome

Uma das cidades mais antigas do México, hoje pertencente aos Estados Unidos, se chama Taos (Coordenadas: 36°24'27.90"N, 105°34'23.73"O), localizada no Estado do Novo México (EUA). A oficialização da cidade de Taos se deu no ano de 1540, mas sua origem real se perde no tempo.

Taos é uma cidade mística. Lar do povo indígena Tiwa, essa cidade é ponto de encontro de Xamãs do mundo todo que se reúnem em congressos periódicos.

Em 1991, o fenômeno do zumbido de Taos (Taos Hum) foi exposto ao mundo. A imprensa na época apelidou aquele estranho zumbido, o qual muitas pessoas diziam que ouviam, de Taos Hum (zumbido de Taos).

A cidade de Taos, no Novo México, EUA


Procurando a causa

Vários laboratórios e cientistas se engajaram na missão de tentar encontrar a origem do zumbido, mas apenas conseguiram descartar possibilidades e não chegaram a nenhuma conclusão.

Em seus estudos, constataram que 2% da população da cidade era afetada pelo zumbido. Os Hummer’s, como foram chamados os afetados, fizeram exames médicos e quase todos, se não a maioria, não sofria de problemas auditivos. Quando se achava que era um fenômeno limitado à cidade, eis que relatos aparecem em diversas regiões do planeta. Locais como Suécia, Inglaterra e outros países europeus, além do Japão, relataram problema semelhante.


Outros relatos ainda diziam que o Taos Hum causava outros efeitos, como dor de cabeça, insônia, tontura, entre outros. O som se iniciava repentinamente, como se algum dispositivo tivesse sido ligado, e era muito baixo, mas extremamente irritante. Inicialmente se suspeitou que o zumbido possuía alguma relação com instalações militares localizadas na região, mas não havia nada que provasse tal hipótese.

Não havia sinais acústicos consistentes que podiam explicar  o zumbido. A hipótese de atividades sísmicas também foi descartada. Vários exames foram realizados nas pessoas que relataram o zumbido, mas nada de anormal foi detectado. Para dificultar ainda mais a investigação, o som não podia ser captado por aparelhos eletrônicos, como microfones.

O zumbido também poderia ser proveniente do corpo da pessoa, gerado pela audição ou cérebro, sem estímulo externo. No entanto, isso não explica porque o fenômeno é relatado em sua maioria somente em lugares específicos.

A investigação foi concluída, e a fonte do ruído permanece um mistério até hoje. Alguns vão ainda mais longe e atribuem o Taos Hum à teorias bizarras:

1. Transmissão de dados via rádio


Não foi confirmado, mas suspeita-se que, no Centro de pesquisa naval no Novo México, utilizam equipamentos para se comunicar com submarinos militares através de “ondas de freqüência ultra-longas” transmitidas através do solo, o que poderia ocasionar o problema;

2. Rede Elétrica


Alguns acreditam que a origem esteja nas fiações elétricas, encanamentos e torres de empresas de celular. O fato não foi muito levado em consideração por que se essa fosse a causa, provavelmente haveriam muitos mais relatos pelo mundo e não apenas locais limitados.

3. Aliens


Todos sabem que o Novo México foi palco de visitas e até de acidentes com naves alienígenas, conforme divulgado pela imprensa em diversas épocas. O Taos Hum poderia ser um sinal de comunicação alienígena que está relacionado com o Incidente de Roswell, que aconteceu ali perto. Poderia ainda ser proveniente de atividades que envolvem extraterrestres na misteriosa Área 51, também localizada ali perto.

Misteriosamente a mitologia suméria fala de deuses que, viajando através do espaço em “embarcações de fogo”, desciam das estrelas e que um zumbido tomava conta das pessoas enquanto as “naves” permaneciam na Terra.

4. Naves Alienígenas


Outra possibilidade discutida, é de que o ruído também poderia ser gerado através de motores de naves alienígenas, os quais seriam baseados em sistemas de propulsão antigravitacional com antimatéria, produzindo um som de baixa freqüência.

5. Abduções


Outra teoria gerada, é de que os Hummer’s seriam pessoas que já foram abduzidas e implantes cerebrais, causariam essa sensação de desconforto quando acessados pelos alienígenas.

6. Teste de armas secretas

Em 1970 a cidade de Medford, Oregon, era considerada a cidade do suicídio noturno. O Dr. Fraser, professor da Universidade da Carolina do Norte, ficou encarregado de investigar a causa do excesso de suicidas na região. Checou a água, o ar, o solo e diversas possibilidades adicionais e não encontrou nenhuma explicação para o suicídio em massa. Pesquisadores então descobriram que freqüências ultra-baixas estavam sendo emitidas em Medford de uma base militar próxima. Ao questionaram o comandante sobre o fato, ele respondeu que sabiam do fato, mas que eles não eram responsáveis, e sim os Russos.

Supostamente, segundo relatos dos pesquisadores, não apenas descobriram que a fonte vinha da base, mas também que se propagava pela cidade através das antenas de TV, causando um estado depressivo. Tempos depois foram visitados por agentes governamentais, informando que não poderiam divulgar a pesquisa por ser um “assunto de segurança nacional”.

Seja como for, o Taos Hum ainda é motivo de debates, sendo que alguns cientistas nem acreditam que seja real, já que ninguém sabe de onde ele vem e as investigações são baseadas em relatos. O que na realidade seria esse misterioso ruído? Será que algum dia descobriremos o seu mistério?



fonte: 
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