1 de abril de 2015

A Carruagem Fantasma de Ana Jansen

۞ ADM Sleipnir


Donana Jansen, mais conhecida como Ana Jansen, foi uma rica e poderosa comerciante de São Luís no século XIX. Dona de quase todo o patrimônio arquitetônico da cidade, ela tinha também uma enorme influência na política local. Ana Jansen não era letrada, mas era uma mulher mão-de-ferro. Ela foi uma figura extremamente importante para a época e para o desenvolvimento de São Luís. Por causa desse poder que exercia junto a cidade, Ana Jansen tornou-se uma lenda famosa e apavorante: Carruagem Fantasma de Ana Jansen 


Dizem as histórias que Donana era uma pessoa muito perversa, principalmente em relação aos seus escravos. Sempre que queria castigá-los, ela os colocava pendurados de cabeça para baixo dentro de um poço e os esquecia ali. Nas noites, podiam-se ouvir os gemidos e os gritos dos mesmos. Conta-se que certa vez, mandou arrancar todos os dentes de uma escrava que ousou sorrir para ela. A hemorragia levou-a à morte e seu corpo foi jogado num poço. Em uma de suas propriedades foram encontradas centenas de ossadas dentro de um poço. 

Como punição por toda a crueldade que praticou contra seus escravos em vida, Ana Jansen foi condenada após a morte a vagar eternamente pelas ruas de São Luís. Especialmente nas Sextas-feiras de lua cheia, ela aparece montada em uma carruagem puxada por cavalos decapitados e jorrando línguas de fogo, e estes por sua vez são conduzidos por um escravo também decapitado e com chamas saindo de seu pescoço. Ana Jansem aparece vestida de preto, trazendo no pescoço um cordão de ouro com o brasão de sua família. 

A carruagem percorre toda região da Praia Grande, justamente onde ela morava. Por onde passam, horripilantes sons similares ao atrito de ferragens velhas e gastas podem ser ouvidos, assim como o coro de lamentações dos escravos que ela torturou em vida.




Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

31 de março de 2015

Dames Blanches

۞ ADM Sleipnir




As Dames Blanches ( sign. literalmente "Damas Brancas"), também chamadas de Damas Brancas de Fau, são espíritos femininos presentes no folclore francês. Elas tomam a forma de belas mulheres, de pele branca como marfim, usando vestidos da cor de nuvens claras. Apesar de belas, as Dames Blanches são predadoras monstruosas, que usam seus atrativos físicos para seduzir homens jovens, levando-os a locais tranquilos e remotos para que elas possam atacá-los e se banquetear com sua carne e seu sangue.

As lendas acerca das Dames Blanches são bem variadas. Segundo uma delas, elas surgem durante a noite, dançando sob a lua, e convidam os passantes a se juntar a elas. Ninguém é capaz de recusar seus convites, pois elas possuem poderes hipnóticos que solapavam quaisquer resistência a seu chamado. Uma vez que receba seus abraços gélidos, o infeliz viajante está condenado. Após ter todo o seu sangue drenado, o corpo é abandonado nas margens de uma estrada. Viajantes com alguma sabedoria fazem o possível para evitar estradas solitárias e cruzamentos. 

Outra lenda diz que elas habitam em pontes abandonadas, e esperam por jovens e vigorosos homens cruzá-las. Quando um deles se aproxima, ela pede para que ele dance com ela. Aos que dizem sim, elas deixam passar com um belo sorriso e com a cortesia de escaparem intactos. Já aqueles que cometerem o disparate de rejeitá-las sofrem um destino bem mais cruel – podem ser arremessados da ponte, atacados por duendes, corujas e gatos ou ainda serem torturados por um longo tempo. Existe ainda um rumor afirmando que aqueles que vêem uma Dame Blanche e sobrevive ao encontro, morre dentro de um intervalo de sete dias.



fontes:
  • livro: “Vampiros: Um guia sobres as criaturas que espreitam à noite” de Dr. Bob Curran 
  • livro: "Universo dos Vampiros" de Jonathan Maberry
Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

30 de março de 2015

Rafael

۞ ADM Sleipnir


Rafael (do hebraico רָפָאֵל; "Deus cura"), também conhecido como São Rafael Arcanjo, é um arcanjo do judaísmo, cristianismo e também do islamismo. É o anjo da cura, da libertação, da guarda, dos casamentos, da ciência e do conhecimento. Ele é um dos sete arcanjos que fazem parte do círculo mais próximo do Senhor, um de seus mensageiros. Foi o único, segundo as Escrituras, que assumiu a forma humana e viveu entre os seres humanos durante alguns meses.

Judaísmo e Cristianismo

Rafael é nomeado em vários livros apócrifos judaicos, entre eles o livro de Enoque, onde é enviado para deter o caído Azazel. De acordo com o Livro de Enoque, Azazel era o líder dos Grigori (também conhecidos como "observadores"), um grupo de anjos caídos que acasalaram com mulheres mortais, dando origem a uma raça de gigantes conhecidos como Nephilim.

Azazel é particularmente significativo entre os grigori, pois foi ele quem ensinou aos homens como forjar armas de guerra e as mulheres ensinou como fazer e usar cosméticos. Ao longo do tempo, os ensinamentos de Azazel e dos demais grigori criaram tamanha iniquidade entre os homens que Deus decidiu destruir toda a vida na Terra através de um grande dilúvio, salvando apenas Noé e sua família, além de um casal de cada espécie de animal da Terra. O livro de Enoque, 10:4-8 diz:
4- E depois, o Senhor disse a Rafael: "Prenda Azazel pelos pés e mãos, joga-lo a escuridão, abra o deserto que está em Dudael e joga-lo nele.
5- Coloca sobre ele pedras ásperas e cortantes, cubra-lo de escuridão, deixa-lo ali eternamente sem que possa ver a luz.
6- E ao grande dia do juízo que seja jogado no fogo".
7- "Depois, salve a terra que os Anjos corromperam e anuncia sua salvação, a fim que se salvem da praga e que todos os filhos dos homens não se percam devido ao mistério que os Anjos descobriram e tem ensinado a seus filhos". (Jl 2:22)
8- "Toda a terra tem sido corrompida por medo das obras que ensinadas por Azazel, lhe atribui então todo pecado".
Dos sete arcanjos na angelologia do judaísmo pós-exílico, apenas Miguel e Gabriel são mencionados pelo nome nas escrituras que passaram a ser aceitas como canônicas por todos os cristãos. Rafael só é mencionado pelo nome no livro de Tobias, que é aceito como canônico por católicos, anglicanos e ortodoxos. Os outros quatro, no entanto, são nomeados apenas no Livro de Enoque (Capítulo XX): Uriel, Raguel, Sariel e Remiel.



Já no Novo Testamento, somente os arcanjos Gabriel e Miguel são mencionados pelo nome (Lucas 1: 9-26; Judas 1: 9).Os manuscritos de João 5: 1-4 referem-se ao tanque de Betesda, onde uma multidão de enfermos jaziam esperando a agitação da água, pois um anjo do Senhor descia em determinados momentos ao tanque para movê-la, e quem entrava pela primeira vez no mesmo após o movimento da água era curado de qualquer enfermidade que tivesse. Devido a isso, este anjo é geralmente associado ao arcanjo Rafael.

Rafael e Tobias


Um israelita piedoso chamado Tobit é deportado para Nínive, no tempo de Salmanasar, rei da Assíria, pouco antes da destruição de Samaria ( 722 a.C. ). Após conquistar uma posição de influência junto a Salmanasar, Tobit foi denunciado pelos ninivitas por dar sepultura aos seus correligionários, mortos pelo rei. Em consequência perde todos os seus bens e pouco depois acaba ficando cego. Nesta desoladora situação, sua mulher Ana passa a afligi-lo, criticando a inutilidde das obras de misericórdia por ele praticadas. Tobit recorre então a Deus em sua oração e chega a desejar a morte. Lembra-se porém de um depósito em dinheiro que havia deixado com um certo Gabael, em Rages, na Média, resolve por isso enviar para lá o seu filho Tobias para recuperar a quantia. 



Simultaneamente em Ecbátena, na média, outra família judia, parente de Tobit, está aflita: Sua filha única, Sara, havia perdido sete maridos na noite de núpcias, por maldade do demônio Asmodeu. Desesperada, Sara também ora, Deus envia então seu anjo Rafael, disfarçado na figura de Azarias, para resolver os problemas de Tobit e Sara. Azarias acompanha Tobias na viagem para Rages. Os dois viajantes hospedam-se na casa de Ragilel, parente de Tobit e pai de Sara. Rafael aconselha Tobias a pedir a mão de Sara, que seria curada do mau espírito pelo remédio extraído do peixe durante a viagem. O casamento se realiza o dinheiro é recuperado e, na volta, Tobit é curado. Depois que ambas as famílias reencontram a felicidade, Rafael se revela para eles e depois desaparece.



Islamismo

No Islamismo, Rafael é conhecido como Israfil (ou Israfel), e diferentemente de Jibrail (Gabriel) e Mikhail (Miguel), ele não é nomeado no Alcorão. Rafael é responsável por soprar a trombeta que anuniciará a chegada do dia do Juízo Final.  Segundo a tradição, a trombeta soará duas vezes. O primeiro soar da trombeta vai inaugurar o último dia e o segundo soar irá marcar o momento em que todas as almas se reunirão para a Juízo Final.

Israfil é geralmente concebido como possuindo um corpo enorme, e que chega do céu sétimo até trono de Deus. Uma asa protege o corpo dele, outra protege-o de Deus, enquanto as outras duas estendem-se no sentido leste e oeste. Diz-se que Israfil tutelou por três anos Maomé, no dever de profeta, antes que ele pudesse receber o Alcorão.

Mormonismo

Para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) Rafael é um anjo do Senhor, e, juntamente com outros anjos como Gabriel e Miguel, participou da restauração do evangelho nestes últimos dias. Uma característica muito própria dos mórmons é a revelação contínua, resultando na publicação de outros livros canônicos além da Bíblia e em um desses livros, chamado "Doutrina e Convênios", Rafael é mencionado e explica seu papel nos últimos dias antes .

Dia de São Rafael


O dia da festa de São Rafael foi incluído pela primeira vez no calendário romano, em 1921, passando a ser comemorado no dia 24 de outubro. Com a reforma do calendário católico romano de santos em 1969, Rafael passou a ser celebrado no dia 29 de setembro, juntamente com São Miguel e São Gabriel. 

Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

27 de março de 2015

Tefnut

۞ ADM Sleipnir


Tefnut (Tefenet, Tefnet) é uma deusa primordial egípcia associada à umidade, ao orvalho e a chuva, e fortemente associada com a lua e o sol. Ela simbolizava a generosidade e também as dádivas. Irmã e consorte do deus Shu, formava com ele o primeiro par de divindades da Enéade de Heliópolis.

Iconografia

Tefnut era geralmente descrita como uma leoa ou uma mulher com cabeça de leão. Ela sempre usa um disco solar e o uraeus, e carrega consigo um cetro (representando poder) e o ankh (representando o sopro da vida). Ocasionalmente ela também tomava a forma de uma cobra. Ela foi originalmente considerada o "Olho de Ra" lunar, ligando-a ao céu à noite, bem como o orvalho, a chuva e a neblina. No entanto, ela também assumia o aspecto do sol como o "Olho de Ra" solar, a protetora do deus sol (também conhecida como a "Senhora das Chamas" e 'O Uraeus sobre a cabeça de todos os deuses") . Ela compartilhava esse papel com um grande número de deusas, incluindo Sekhmet, Hathor, Mut, Bastet, Ísis, Wadjet e Nekhbet

Família e relações com outros Deuses

Em Heliópolis e Tebas, Tefnut era geralmente descrita como a filha do deus criador (Amun, Atum ou ), a irmã-esposa de Shu, e mãe de Geb e Nut. Ás vezes ela é representada ao lado de Shu, ajudando-o a suportar Nut (o céu) acima de Geb (a terra). Em Mênfis, ela era conhecida como a "Língua de Ptah", deixando a entender que ela o ajudou a criar a vida. Parte da cidade de Dendera (Iunet) era conhecida como "A Casa de Tefnut" e ela era adorada em sua forma leonina em Leontópolis


Originalmente, Tefnut era associada a um deus chamado Tefen. Os Textos das Pirâmides inscritos na tumba de Unas sugerem que Tefnut e Tefen estavam intimamente envolvidos na pesagem do coração dos mortos por Ma'at. No entanto, Tefen parece ter caído no esquecimento e o papel de Tefnut mudou um pouco com o passar do tempo, embora sua ligação com Ma'at tenha se preservado. 

Mitos


Existem uma série de variantes do mito de criação de Tefnut e de seu irmão gêmeo Shu. Em todas as versões, Tefnut é o produto de partenogénese, e todas envolvem algum tipo de fluido corporal.

No mito de criação de Heliópolis, o deus solar Atum/Rá gera Tefnut e seu irmão Shu após masturbar-se sobre as águas do oceano primordial, Nun. Em algumas versões desse mito, Atum/Rá engole seu sêmen, e depois o cospe para fora para formar os gêmeos. Os Textos Funerários contêm referências a Shu sendo espirrado por Atum/Rá de seu nariz, e Tefnut sendo cuspida como saliva.


Uma lenda afirma que Tefnut teve um desentendimento com Rá, enquanto ele vivia na Terra como o Faraó do Egito. Ela decidiu abandonar o Egito e partiu para Núbia, levando consigo toda a água e umidade. Logo toda a terra fértil do Egito secou e o povo passou a sofrer com a severa estiagem. Enquanto isso, Tefnut com sua forma leonina causava transtornos e mortes em Nubia. Rá enviou Thoth acompanhado de Shu até Nubia para convencer Tefnut a retornar ao Egito e assim tornar tudo como era antes. No fim, a dupla conseguiu convencer Tefnut a retornar ao Egito, e seu retorno foi comemorado por todos.

Esta história pode ter originalmente se referido a Anhur (também conhecido como Onúris, que é associado com Shu) e sua esposa Menhet (que também tinha uma forma leonina). Uma outra versão do conto diz que é Hathor ou Sekhmet em sua forma de "Olho de Ra" que fugiu para Núbia após ter sido enganada por Rá, que o fez para impedi-la de destruir a humanidade. 


Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

26 de março de 2015

Buluc Chabtan

۞ ADM Sleipnir



Buluc Chabtan (às vezes referido como Deus F) era o deus maia dos sacrifícios humanos, e também da morte súbita e/ou violenta. Estava presente no sacrifício dos presos de guerra e também nas guerras, e por isso era tido também como um deus da guerra. Na arte maia, Buluc Chabtan é retratado com uma linha grossa preta em torno dos olhos e abaixo da bochecha, que tomam a forma de um F, motivo que levou o deus a ser chamado de Deus F. Ele é o patrono do dia 11- manik.



Buluc Chabtan era um deus cruel e temido por todos, e, em companhia do deus da morte Ah Puch, saia atrás de suas vítimas à noite, incendiando casas com uma tocha, queimando pessoas e as impalando com uma lança. Nas batalhas, ele geralmente agia associado a dois espíritos, chamados Ka Ku Pakat e Pakok Exchun Kak, os quais o auxiliavam na identificação e posição do inimigo.

Devido ao seu caráter cruel, Buluc Chabtan não era comumente reverenciado ou admirado pelos maias, ao contrário disso, era uma divindade odiada e evitada. Imagens de Buluc Chabtan nos Códices de Dresden mostram a divindade sendo devorada por larvas após a morte, sugerindo que os autores tentaram enfraquecer a imagem do deus através de suas representações.



Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!

25 de março de 2015

Frutas e a Mitologia

۞ ADM Sleipnir



Frutas aparecem nos mitos de todo o mundo. Muitas vezes, são um símbolo de abundância, associadas a deuses da fecundidade, da fartura e da colheita. Às vezes, porém, elas representam os prazeres terrenos, gula, e tentação. Alguns tipos específicos de frutas adquiriram seus próprios significados simbólicos nos mitos e lendas de diferentes culturas.


Maçã

Maçãs são repletas de significados simbólicos e associações míticas. Na China, elas representam a paz, e as flores de macieira são um símbolo de beleza das mulheres. Em outras tradições, elas podem significar sabedoria, alegria, fertilidade e juventude.

Maças desempenham um papel importante em vários mitos gregos. Hera, rainha dos deuses, possuía algumas macieiras preciosas que ela recebeu como presente de casamento de Gaia, a Mãe Terra. Cuidadas pelas Hespérides, as Filhas da Noite, e guardadas por um dragão feroz chamado Ladon, essas árvores cresciam em um jardim em algum lugar distante ao oeste. Suas maçãs eram douradas, tinham gosto de mel, e tinha m poderes mágicos. Elas poderiam curar aqueles que as comessem, regenerando-se das mordidas conforme eram comidas, e se jogadas, elas sempre acertam o alvo e depois retornam para as mãos de quem as atirou.


Como décimo primeiro dos seus 12 grandes trabalhos, o herói Héracles teve de obter algumas dessas maçãs. Depois de uma longa e difícil viagem ao redor do mundo, Héracles conseguiu encontrar o local onde as macieiras se encontravam. Com a ajuda do titã Atlas, Héracles obteve as maçãs e as levou consigo para a Grécia.

Uma das maçãs de ouro roubada do jardim de Hera causou a Guerra de Tróia, um dos principais eventos da mitologia grega. Éris, a deusa da discórdia, estava com raiva de não serem incluídos entre os deuses pediu para participar de uma festa de casamento. Chegando sem ser convidada, ela jogou uma das maçãs, que tinha escrita em sua carne "Para a Mais Bela", sobre uma mesa na festa. Hera, Atena e Afrodite, cada uma assumido que a maçã era para ela, pediram a Páris, um príncipe de Tróia, para resolver a questão. Ele acabou concedendo a maçã para Afrodite e em vingança, Hera e Atena apoiaram os gregos na guerra que levou à queda de Tróia. Até hoje costuma-se usar a frase "maçã da discórdia" para se referir a algo que provoca uma discussão.

Na mitologia nórdica, maçãs são um símbolo de eterna juventude. Uma lenda diz que a deusa Idun guardava as maçãs douradas mágicas responsáveis por manter a juventude dos deuses. Após o deus trapaceiro Loki permitir que Idun fosse levada para o reino dos gigantes, os deuses começaram a envelhecer. No fim, eles descobriram que Loki era o responsável por tudo, e o forçaram a trazer Idun de volta, sob a pena de perder a vida. A mitologia celta também menciona as maçãs como frutos dos deuses e da imortalidade.

Hoje, a maçã é freqüentemente associada com o episódio da tentação descrito no Gênesis, o primeiro livro da Bíblia. Adão e Eva, os primeiros humanos, viviam em um jardim paradisíaco chamado Éden. Deus proibiu-lhes de comer o fruto de uma árvore conhecida como a árvore do conhecimento do bem e do mal, que ficava bem no centro do Éden. Após cederem à tentação e provarem do fruto, Deus os expulsou do jardim do Éden por terem quebrado o seu mandamento. Muitas pessoas imaginam o fruto proibido, como uma maçã porque tem sido retratado dessa forma por séculos em obras de arte européias. No entanto, a maçã era desconhecida no Oriente Médio quando a Bíblia foi escrita. A descrição bíblica da árvore no Jardim do Éden não nomeia uma fruta específica, e em algumas tradições, o fruto proibido foi imaginado como um figo, pêra, ou uma romã.

Fruta-Pão



A fruta-pão é um alimento-base importante na Polinésia, e mitos sobre sua origem podem ser encontrados em várias de suas ilhas. Uma história contada no Hawaii ocorre durante um período de fome. Um homem chamado Ulu, que morreu de fome, foi sepultado ao lado de uma fonte.

Durante a noite, a família ouviu o farfalhar de flores e folhas se movendo pelo o chão. Em seguida, ouviram um som de frutos caindo no chão. Ao amanhecer, as pessoas acharam uma árvore de fruta-pão crescendo perto da fonte, e o fruto da árvore, a fruta-pão, salvou todos eles da fome.

Cereja




Cerejas são um símbolo de fertilidade, folia, e festividade. No Japão, onde a flor de cerejeira é a flor nacional, as cerejas representam beleza, cortesia e modéstia. Os antigos chineses consideravam a fruta como um símbolo da imortalidade. Uma lenda chinesa conta sobre a deusa Xi Wang Mu, em cujo jardim as cerejas da imortalidade amadurecem a cada mil anos. Por acreditarem que a madeira de cerejeira afasta os maus espíritos, os chineses colocam ramos de cerejeira sobre suas portas no dia de Ano Novo e colocam também estátuas esculpidas em madeira de cerejeira para ficarem de guarda na frente de suas casas.

Coco

Povos em regiões tropicais consomem o leite e a carne do coco e usam o seus óleo e as conchas vazias para fins diversos. De acordo com uma lenda do Taiti, o primeiro coco surgiu da cabeça de uma enguia nomeada Tuna. Quando a deusa da lua Hina se apaixonou pela enguia, o irmão dela, Maui, matou a enguia e disse para Hina enterrar a cabeça da mesma. No entanto, Hina deixou a cabeça ao lado de um córrego e acabou se esquecendo de enterrá-la. Ao se lembrar das instruções de Maui, Hina voltou ao local para procurar a cabeça, mas acabou descobrindo que a mesma tinha crescido e se transformado em um coqueiro.

Figo



Nativa da região do Mediterrâneo, a figueira aparece em algumas imagens do Jardim do Éden. Depois de comer o fruto proibido, Adão e Eva cobriram sua nudez com folhas que normalmente se diz serem da figueira, e a tradição islâmica menciona duas árvores proibidas no Éden - uma figueira e uma oliveira. Nas mitologia grega e romana, figos são por vezes associados à Dionísio (Baco para os romanos), deus do vinho e da embriaguez, e com Príapo, um sátiro que simbolizava o desejo sexual.

A figueira tem um significado sagrado para os budistas. Segundo a lenda budista, o fundador da religião, Siddhartha Gautama, o Buda, atingiu a iluminação em um dia de 528 d.C. enquanto sentado debaixo de uma árvore bo, uma espécie de figueira. A árvore bo ou bodhi continua a ser um símbolo de iluminação.

Pera




Nas mitologias grega e romana, peras são sagradas para três deusas: Hera (Juno para os romanos), Afrodite (Vênus para os romanos), e Pomona, uma deusa romana dos jardins e colheitas.

Os antigos chineses acreditavam que a pera era um símbolo da imortalidade, talvez devido ao fato de que  as pereiras vivem por um longo tempo. Em chinês, a palavra li significa tanto "pera" quanto "separação", e por esta razão, a tradição diz que, para evitar uma separação, amigos e amantes não devem dividir peras entre si.

Romã



Por milhares de anos, a romã, uma fruta vermelha suculenta com muitas sementes, tem sido uma fonte de alimentos e medicamentos à base de plantas no Oriente Médio e no Mediterrâneo oriental. Suas muitas sementes a tornaram um símbolo de fertilidade, pois uma só fruta poderia gerar muitas árvores mais. Para os romanos, a romã significava casamento, e noivas costumavam se cobrir com grinaldas enfeitadas com galhos de romã

Sementes de romã aparecem no mito grego da deusa da culturas e cereais Deméter, e sua filha Perséfone. Um dia Perséfone estava colhendo flores quando Hades, o deus do submundo, agarrou-a e levou-a para o seu reino sombrio para ser sua noiva. De luto, Demeter se recusou a permitir que as culturas crescerem. Toda a humanidade teria enfrentado a fome se Zeus não tivesse convencido Hades a liberar Perséfone. Hades deixou-a ir, mas primeiro ele a convenceu a comer algumas sementes de romã. Tendo uma vez consumido o alimento do submundo, Perséfone nunca mais estaria livre do mesmo. Ela estava fadada a passar parte do ano lá. Durante esse período, o mundo permanece mergulhado em esterilidade, mas quando Perséfone retorna à sua mãe, a terra volta a produzir flores, frutas e grãos.

Morango




Morangos possuem um significado especial para os índios Seneca do nordeste dos Estados Unidos. Como os morangos são o primeiro fruto do ano a amadurecer, eles estão associados com a primavera e o renascimento. Os Seneca também dizem que morangos crescem ao longo do caminho para os céus e que eles podem trazer boa saúde.

A Cornucópia

A cornucópia, um chifre curvo com frutas e flores derramando de sua boca aberta, é um símbolo comum da abundância e da generosidade da terra. A origem do símbolo encontra-se na mitologia greco-romana. A versão principal da lenda diz que Zeus, depois de ter acidentalmente quebrado o chifre da cabra Amaltéia em um jogo, prometeu que o chifre nunca iria esvaziar os frutos de seu desejo.


fonte:
Agradecemos sua visita e se gostou da leitura, fique a vontade e deixe seu comentário nas postagens, pois ele é o nosso maior incentivo!