7 de julho de 2015

Ajatar

۞ ADM Sleipnir


Ajatar (também escrito Aiatar, Ajattaro ou Ajattara) é um espírito maligno feminino presente no folclore finlandês. Seu nome possivelmente é derivado do verbo finlandês ajaa, que significa "perseguir". Conhecida como "Diabo dos Bosques" ou "Mãe do Diabo", ela comumente se manifesta na forma de uma bruxa com serpentes enroladas em seu corpo, porém pode adotar outras formas, como a de um dragão ou serpente. 

Assim como seu epiteto "Diabo dos Bosques" deixa evidente, Ajatar habita em bosques e florestas, onde amamenta em seu próprio seio serpentes e bestas que lá habitam. Diz a lenda que aqueles que olharem diretamente para uma Ajatar são acometidos pelas mais variadas pestes e enfermidades, e acabam morrendo.





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6 de julho de 2015

Wulver

۞ ADM Sleipnir



O Wulver é uma criatura oriunda do folclore escocês. Segundo o folclore, seu habitat são as ilhas Shetland, situadas ao largo da costa nordeste da Escócia. Wulvers possuem uma aparência humanóide, porém sua cabeça é de um lobo e seu corpo é coberto por pelos castanho-escuros. Sua boca é cheia de dentes ou presas afiadas. Wulvers possuem inteligência semelhante à dos seres humanos e provavelmente eles também sejam mais fortes do que os humanos.

Por conta de sua aparência, Wulvers são geralmente confundidos com lobisomens, porém, a semelhança entre eles fica só na aparência. Ao contrário de um verdadeiro lobisomem, o Wulver não é um ser metamórfico, e de acordo com a maioria dos contos, nunca foi um ser humano. Os antigos celtas acreditavam que os Wulvers evoluíram dos lobos, e que simbolizavam a fase intermediária entre o lobo e o homem. 

Wulvers são seres bondosos e pacíficos, e optam por viver reclusos em seu habitat, geralmente cavernas. Eles só costumam sair de suas cavernas para buscar alimentos ou outros itens necessários. Desde que não sejam perturbados, os Wulvers são inofensivos aos seres humanos. Algumas histórias contam que eles ajudam pessoas que se perdem nas florestas, guiando-as até uma aldeia próxima. Há ainda uma história onde eles deixam peixes nas janelas ou varandas das casas de famílias famintas. Caso seja atacado, um Wulver é rápido e forte o suficiente para matar um ser humano.



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3 de julho de 2015

Eguns

۞ ADM Sleipnir


Os Eguns, Egunguns (do iorubá egúngún, "espírito de ancestral"), ou Babás ("pais", em iorubá) são espíritos ancestrais especialmente preparados para serem invocados e materializados, homenageados em um culto do candomblé completamente separado das casas de Orixá.

Na Bahia, há duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e outra mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.

O objetivo do culto é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. Ao mesmo tempo, mantém a continuidade entre a vida e a morte e um estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos.

O egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o egungum ancestral fique de novo “vivo”.

A aparição dos eguns é cercada de mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se totalmente coberto por uma roupa de tiras multicoloridas, que não permite ver nenhum vestígio do que está sob a roupa.


O egum fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente chamada de séègí ou sé, relacionada com a voz do macaco chamado ijimerê na Nigéria. Os eguns e a assistência não devem tocar-se, pois a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Terá de passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte. Todos os mariwo usam o ixã, no lugar das mãos, para controlar a “morte”, ali representada pelos eguns, até mesmo os sacerdotes mais qualificados, como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais eguns.

Egum-Agbá

Os Egum-agbá (anciões), também chamados de Babá-egum (pais), são eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. A roupa, chamada eku na Nigéria e opá na Bahia, é sagrada e nenhum humano pode tocá-la. Divide-se em três partes:
  • o abalá, uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; 
  • o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; 
  • o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô, individualmente decorada, que identifica o Babá. Acredita-se que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o egungum representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.
Os apaaraká são eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras, abalá ou banté e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são travessos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iyami Agbá ("minha mãe anciã"), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iyami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe.

Eguns na Umbanda 

Na Umbanda, eguns são todos os espíritos que tiveram vida humana e desencarnaram, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza. Caboclos, pretos-velhos, crianças e exus, são eguns. Também os quiumbas são eguns, tidos como negativos e atrasados na escala de evolução espiritual, que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente exus.




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2 de julho de 2015

Nótt

۞ ADM Sleipnir


Nótt ("noite" em nórdico antigo) é a deusa nórdica que personifica a noite, além de avó materna do deus do trovão ThorSua origem e natureza são descritas no Gylfaginning ("O Engano de Gylf"), a 1º parte da Edda em prosa escrita por Snorri Sturluson em torno de 1220. A deusa é geralmente retratada como uma mulher madura com pele escura e usando trajes escuros.

De acordo com o Gylfaginning, Nótt era filha de um jotunn chamado Nörfi ( também Narfi ou Nörr). Ela teve três maridos e com cada um deles teve um filho. Seu primeiro marido foi Naglfari, com quem teve um filho chamado Audr, depois casou-se com Annar, com quem teve uma filha chamada Jörd ("Terra") e, por último, casou-se com um membro da classe dos Aesir, Dellingr, com quem teve um filho chamado Dagr ("Dia").  Nótt e Dagr receberam de Odin dois cavalos e duas carruagens e foram colocados no céu, de modo de eles cavalgariam ao redor do mundo a cada doze horas. Nótt cavalga durante a noite sobre seu cavalo chamado Hrímfaxi ("Crina Gelada") que ao amanhecer orvalha a terra com a espuma de seu freio. Já Darg cavalga durante o dia sobre o seu cavalo chamado Skinfaxi ("Crina Brilhante"), que ilumina a terra e o céu com o brilho de sua crina. 


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1 de julho de 2015

Telquines

۞ ADM Sleipnir


Telquines (em grego: Τελχῖνες, "turbilhão") eram uma classe de demônios marinhos pertencentes à mitologia grega. Conforme a fonte, eles são filhos de Pontos e Talassa, ou Tártaro e Nêmesis, ou ainda outra das crias monstruosas surgidas do sangue que Urano verteu após ser castrado por Cronos. Eles foram os primeiros habitantes da ilha de Rodes, que posteriormente foi chamada de Telquinis em sua honra.

Os Telquines eram muitas vezes descritos como criaturas com cabeça de cachorro, corpos lisos e negros como os de mamíferos marinhos, pernas curtas e grossas, que eram meio nadadeiras, meio pés, e mãos semelhantes às de humanos, com garras afiadas. Eles eram mestres ferreiros e especializados em bronze e ferro. Alguns autores atribuem a eles, ao contrário dos Ciclopes, a autoria da confecção do tridente de Poseidon e da foice de Cronos. Além de ferreiros, eram magos poderosos capazes de manipular os fenômenos atmosféricos provocando chuvas de granizo ou neve, e ainda podiam assumir qualquer forma que quisessem. Existem relatos de que eles também eram imunes a magia, mesmo as da deusa da magia Hécate.

Ao usarem suas magias para fins malignos, os Telquines acabaram atraindo a fúria dos deuses sobre si, e acabaram sendo destruídos. Os contos de como exatamente isso aconteceu variam. Em um conto, Poseidon os mata após enviar uma inundação que destruiu a ilha de Rodes; em outro, Zeus os fulmina com seus raios ou então os envia para uma prisão no Tártaro. Ainda em outro conto, o deus Apolo assume a forma de um lobo para matá-los. 

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30 de junho de 2015

Forneus

۞ ADM Sleipnir



Forneus (do latim fornus, "forno") é, de acordo com a demonologia, um dos 15 marqueses do Inferno, sendo o sexto dentre eles  e possui vinte e nove legiões de demônios sob seu comando. Ele é também de acordo com a Goetia um dos 72 espíritos de Salomão (o 30°). Antes da queda, Forneus era um anjo pertencente a ordem dos Tronos e também dos Anjos.

Ele é geralmente representado como uma gigantesca besta marinha, porém ele pode  assumir muitas formas diferentes, e supostamente prefere adotar a forma humana. 

De acordo com a Goetia, Forneus é um mestre da linguagem e retórica e concede ao seu invocador uma boa reputação, fazendo-o ser amado tanto por amigos quanto por inimigos. Abaixo o seu selo.

Selo de Forneus

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