22 de maio de 2015

Haumea

۞ ADM Sleipnir


Haumea é uma deusa primordial havaiana relacionada à fertilidade e aos partos, geralmente identificada com a deusa-mãe Papa, podendo ser uma versão dela. Haumea era uma das divindades mais antigas a ser adorada nas ilhas havaianas. Ela é, por vezes dita ser a consorte do deus Kanaloa, com quem teve vários filhos, sendo os mais proeminentes o deus da guerra Kekaua-kahi, a deusa vulcão Pele, e a bela deusa Hi'iaka.

Haumea é uma divindade que domina a feitiçaria, e usa seus poderes para adotar todos os tipos de formas e identidades. Além disso, ela era capaz de se rejuvenescer constantemente, vindo a ter muitos filhos com seus próprios filhos e seus descendentes, a fim de perpetuar a raça humana. Haumea também é relacionada com os frutais sagrados, que produziam frutas segundo a sua vontade. Ela possuía uma vara mágica chamada Makalei, que atraia os peixes e ajudava na produção de alimentos.

Como deusa padroeira dos partos, Haumea se mostrava tão habilidosa que seus filhos nasciam de várias partes de seu corpo. Acredita-se que ela tenha ensinado à humanidade como fazer um parto natural, pois antes formas primitivas da cirurgia cesariana eram a única forma de trazer uma criança ao mundo, e quase sempre custavam a vida das mulheres.



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21 de maio de 2015

Perséfone

۞ ADM Sleipnir



Pérséfone era a deusa grega das ervas, flores, frutos e perfumes. Filha única de Deméter, deusa da agricultura e Zeus, rei dos deuses olímpicos, Perséfone nasceu quando Deméter era consorte de Zeus, muito antes de seu casamento com a deusa Hera, não sendo portanto fruto de relação extra-conjugal. 

Perséfone inicialmente chamava-se Koré, que significa "moça virgem". Ela era uma jovem de incrível beleza, a qual atraia inúmeros pretendentes. Hermes, Ares, Apolo, Dioniso, entre tantos cortejaram-na, mas sua mãe Deméter rejeitou todos os seus dons e procurou manter sua filha longe da companhia dos deuses. Apesar dos esforços de Deméter para preservar a pureza de sua filha, ela não foi capaz de impedir que Hades, o deus do submundo surgisse de repente diante dela e a raptasse, levando-a consigo para o seu reino.


Deméter ouviu os gritos de Perséfone e correu para acudi-la, mas já era tarde demais. Nada assinalava a passagem do deus. Somente o ar agitado conservava o vestígio dessa aparição súbita, e as flores caídas atestavam silenciosas uma agitação recente. Apavorada, a pobre mãe não sabia mais aonde ia. Errava pelo lugar, esquecendo seus deveres para com os homens. Normalmente, sua função de deusa da colheita, do trigo e de todas as plantas lhe impunha vigiar a produção agrícola. Na ausência de Deméter, o trigo se recusou a germinar, as plantas cessaram de crescer, e a terra inteira se tornou estéril. Então os deuses resolveram intervir. O Sol, que tudo viu, revelou a Deméter onde estava sua filha. A princípio ela ficou aliviada por Perséfone estar viva, mas quando soube quem a detinha, exigiu que Zeus obtivesse sua libertação.

-"Entendo sua dor de mãe", o deus lhe respondeu. "Intercederei por você junto a Hades. Ele vai devolver sua filha, ou não me chamo Zeus!"

Mas Hades se negou a deixar a doce companheira partir. Deméter decidiu então abandonar suas funções. Pouco lhe importava como os deuses e os mortais viveriam sem ela. Ela também não podia viver sem a filha. Assumiu o aspecto de uma velhinha e se exilou voluntariamente na terra. Iniciou-se então um período cruel para os homens. De novo o solo secou, e a fome ameaçou a espécie humana. 

Essa situação não podia mais persistir. Os deuses se reuniram no palácio de Zeus e concordaram em persuadir Hades a devolver Perséfone à mãe. Zeus tomou a palavra:

- "Caro irmão, você é o soberano do reino subterrâneo. Como tal, age de acordo com a sua vontade, contanto que não se meta neste mundo. Ora, desde que você reteve Perséfone, sua mãe recusa alimento aos mortais. Pela mesma razão, os sacrifícios se fazem raros. Você não pode deixar essa situação se agravar. Devolva a moça!

-"Está bem!", disse o deus esperto. "Mas antes preciso verificar se ela não comeu ou bebeu alguma coisa durante sua estada, senão ela não pode mais voltar à terra. É a lei.


Interrogada, Perséfone respondeu com candura que tinha experimentado as sementes de uma romã. Hades exultou. Mas acabaram fazendo um trato: Deméter teve que aceitar que sua filha permanecesse três meses ao lado de Hades e subisse para ficar com ela o resto do ano. Assim é que, durante três meses, a terra se entristece, junto com Deméter, pela ausência de Perséfone. E o inverno, e o solo se torna improdutivo. Logo que a moça volta, a vida renasce, e a natureza inteira festeja o encontro entre mãe e filha. Somente Hades acha demorada essa primavera que o separa de sua companheira.

Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Menthe, e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta, destinada a vegetar nas entradas das cavernas, ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, e sempre estava disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda. Apesar disso, os gregos a temiam e, salvo exceções, no dia a dia evitavam falar seu nome (Perséfone) chamando-a de Hera infernal.


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20 de maio de 2015

Bergelmir

۞ ADM Sleipnir






Na mitologia nórdica, Bergelmir é um dos jotunn (gigantes de gelo), filho de Thrudgelmir e neto de Ymir, o primeiro gigante. Ymir foi morto por Odin e seus irmãos, e o sangue que verteu dos ferimentos de seu corpo era tamanho que acabou causando um verdadeiro dilúvio. Muitos jotunns morreram durante a inundação, e sua raça teria sido extinta se Bergelmir e sua esposa não tivessem usado um tronco oco de árvore como jangada e assim se salvarem. Juntos, chegaram até Jotunheim e lá eles recomeçaram sua vida e deram continuidade a raça dos gigantes de gelo.


Desde então, a inimizade estabeleceu-se, definitivamente, entre deuses e gigantes, cada qual vivendo livremente em seu território, mas sempre alerta contra o inimigo.










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19 de maio de 2015

Lorelei

۞ ADM Sleipnir


Lorelei (Loreley, Loreli) é uma lendária ninfa/sereia presente no folclore alemão, e que de acordo com as lendas, entoava um irresistível canto durante as noites de lua cheia, fazendo os navegantes esquecerem o leme e conduzirem seus barcos contra as rochas.

História

Originalmente, ela era uma mulher extraordinariamente bela, que vivia na cidade de Bacharach-sur-le-Rhin. O seu maior prazer era sentar-se num rochedo perto da margem, e pentear o seu longo cabelo louro, contemplando o seu reflexo na água e cantando uma canção cujo refrão dizia:

- Lorelei, Lorelei, Lorelei!

Lorelei era tão bela, que todos os homens se apaixonavam por ela. Todos sucumbiam aos seus encantos e ela não conseguia recusar os seus avanços. Era uma causa permanente de escândalos na pequena cidade, tanto mais que a maioria dos seus amantes, não suportando que ela não lhes desse o seu amor exclusivo, caíam em languidez, e às vezes suicidavam-se. Em breve, a Igreja soube do sucedido, e o Bispo persuadido que Lorelei era uma criatura do demónio, instrui-lhe um processo de feitiçaria. Interrogou-a longamente em tom severo, mas Lorelei respondeu-lhe com tal franqueza e inocência, que o austero Bispo, sentindo-se tocado no fundo do coração, deixou em liberdade a bela feiticeira. Esta todavia, pôs-se a chorar, dizendo:

- Não posso continuar a viver assim! A minha beleza traz a desgraça a todos os homens. Quanto a mim, apenas amei um homem e foi o único que me abandonou.


O Bispo cheio de pena, propôs a Lorelei que fosse para um convento, para se dedicar a Deus. Ela aceitou com o coração oprimido e pôs-se a caminho, acompanhada por três cavaleiros que lhe serviam de escolta. Chegados a uma falésia que dava para o Reno, ela disse-lhes:

- Deixem-me contemplar, uma ultima vez, o Reno, para que possa lembrar-me dele na minha cela.

Escalou o rochedo, e do cimo, viu um barco que vogava no Reno, então gritou: - Olhem este barco! O barqueiro é o homem que amo, o amor da minha vida! E em seguida, atirou-se ao Reno, sem que nenhum dos três cavaleiros a pudesse impedir.

Desde esse dia, cada vez que um barqueiro do Reno, entra no porto, julga ver, Lorelei, transformada em sereia e a chorar, sentada nos rochedos, penteando os seus longos cabelos de ouro. E ouvem-se ao longe vozes, que dizem: - Lorelei! Lorelei! Lorelei! São as vozes dos impotentes cavaleiros, que assistiram á morte de Lorelei.


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18 de maio de 2015

Manjusri

۞ ADM Sleipnir


Manjusri (chinês: 文殊 ou 文殊師利, transl. Wenshu ou Wenshushili; japonês: Monju; tibetano: Jampelyang), também grafado Manjushri e Manjughosha, é o bodisatva (ser iluminado) da consciência perspicaz no budismo. Discípulo do Buda histórico Shakyamuni, ele representa sabedoria, inteligência e realização de todos os Budas e seres iluminados, e é um dos mais populares bodisatvas depois de Avalokiteshvara (chinês: Guan Yin; japonês: Kannon).

Juntamente com Shakyamuni e seu colega discípulo Samantabhadra,  Manjusri  forma a Trindade Shakyamuni (japonês: Sanzon Shaka). Manjusri é um dos Oito Bodhisattvas da Sabedoria e um dos Treze Budas japoneses. No Budismo tibetano, ele é representado por vezes numa trindade com Avalokiteshvara e Vajrapani.


Manjusri é mencionado em muitos sutras do maaiana***, particularmente o Sutra Prajnaparamita. O Sutra do Lótus lhe designa um paraíso chamado Vimala, o qual, de acordo com o Sutra Avatamsaka está localizado no leste. Sua consorte, em algumas tradições, é Saraswati.

Manjusri gozou de uma vasta popularidade na Ásia durante muitos séculos. Mas atualmente, na China e no Japão, sua popularidade diminuiu entre o povo comum. No entanto, Manjusri ainda é contado como um dos mais populares dentre os bodisatva. No Japão, os alunos prestam homenagens a ele, na esperança de passarem nos exames escolares e tornarem-se calígrafos talentosos.

Iconografia

Manjusri é representado brandindo uma espada flamejante em sua mão direita, representando a realização da sabedoria que corta a ignorância, a raiz de todo sofrimento. A escritura segura em sua mão esquerda é a Prajnaparamita, representando sua conquista da realização final e da Iluminação. Por vezes ele também é retratado sentado em cima de um leão ou de um shishi (um yokai com a aparência de leão), que simboliza a voz da Lei Budista e o poder do budismo para superar todos os obstáculos.


*** Maaiana: Nível de prática e motivação espiritual no budismo. É também um dos três caminhos para iluminação, além do hinaiana e do vajrayana.

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15 de maio de 2015

Os Quatro "Filhos de Hórus"

۞ ADM Sleipnir


Dentre os inúmeros deuses egípcios, haviam quatro que eram especialmente chamados de "Filhos de Hórus":  Imseti (ou Imsety, Mesti, um deus com cabeça humana), Hapi (ou Hapy, um deus com cabeça de babuíno; não confundí-lo com o outro Hapi, personificação do Nilo), Duamutef (um deus com cabeça de chacal) e Kebehsenuef (ou Qebsenef, um deus com cabeça de falcão). 

Esses quatro deuses eram estritamente ligados ao culto funerário, sendo cada um responsável pela proteção de um dos órgãos internos das múmias. Os órgãos eram colocados em vasos canopos, com as tampas na forma da cabeça de um dos deuses. Foi no decorrer do Império Novo (c. 1550 a 1070 a.C.) que os quatro deuses passaram a ser representadas nos vasos canopos.


Os quatro também eram associados aos elementos da natureza, aos pontos cardeais e eram por sua vez protegidos por uma deusa.

Veja abaixo as associações de cada um deles:

  Órgão  Elemento  Ponto Cardeal Deusa Tutelar
Imseti Fígado Ar Sul Ísis
Hapi Pulmões Água Norte Néftis
Duamutef Estômago Terra Leste Neith
Kebehsenuef Intestino Fogo Oeste Serket


Mitologia

Apesar de denominados filhos de Hórus, os quatro deuses nasceram de uma flor de lótus e foram resgatados das águas primordiais por Sobek, o deus crocodilo, por ordem de Rá. Eram divindades dos quatro pontos cardeais, pois haviam anunciado nas quatro direções, ou seja, aos quatro ventos, a vitória de Hórus sobre Seth. Eram protetores do corpo de Osíris e diariamente glorificavam o seu ba. Os quatro filhos de Hórus também estavam presentes no Saguão das Duas Verdades, presidindo, juntamente com Osíris, o julgamento e a pesagem das almas dos defuntos. Nesse caso aparecem em pé, emergindo de uma flor de lótus, e ajudam Anúbis na cerimônia de abertura da boca.


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