24 de julho de 2014

Belerofonte

۞ ADM Sleipnir



Belerofonte era um herói e guerreiro da mitologia grega, filho de Poseidon e Eurimedéia, esposa de Glauco. Ele morava em Corinto, até que ele foi forçado a deixar a cidade após matar acidentalmente um homem chamado Belero (que algumas fontes afirmam ser seu irmão). O nome Belerofonte é na verdade uma alcunha que significa "aquele que matou Belero", sendo desconhecido o verdadeiro nome do herói.

Após deixar Corinto, Belerofonte procurou a proteção do rei Proteu de Tirinto, que permitiu que ele ficasse sob o seu teto. A esposa de Proteu, Antéia (também chamada Estenebéia), logo se apaixonou por ele e tentou seduzi-lo, mas Belerofonte resistiu aos seus avanços. Irritada por ter sido rejeitada, Antéia contou ao marido que Belerofonte havia tentado estuprá-la. Proteu ficou furioso, mas não queria matar seu hóspede, temendo ser punido pelos deuses, por isso ele enviou Belerofonte ao pai de Antéia, Ióbates, o rei da Lícia. Ele também enviou uma carta explicando o que tinha acontecido e pedindo para Ióbates matar Belerofonte.

Ióbates abriga Belerofonte durante nove dias em seu castelo, antes de finalmente ler a carta. Ao tomar conhecimento do pedido de Proteu, Ióbates também fica relutante em matar seu hóspede, e então decide enviar Belerofonte em missões perigosas, certo de que elas dariam cabo dele. Primeiro, Ióbates enviou Belerofonte para combater a Quimera, um terrível monstro que aterrorizava a Lícia.

A Domação de Pégaso


Homero, o primeiro a contar a história de Belerofonte, não menciona o famoso cavalo alado da mitologia grega. No entanto, todos os relatos posteriores descrevem a captura e o uso de Pégaso por Belerofonte durante o cumprimento de suas tarefas. Pégaso é um cavalo alado e imortal, que surgiu da cabeça da Medusa quando a mesma foi morta por Perseu. Pégaso também é filho do deus Poseidon.

Antes de entrar em combate contra a Quimera, Belerofonte consultou o vidente Póiido, que o aconselhou a recorrer, se possível, para a luta, ao cavalo Pégaso. Para esse fim, o jovem deveria passar a noite no templo de Minerva. Belerofonte o fez, e a deusa veio a ele em um sonho, mostrando-lhe uma visão de Pégaso bebendi água no poço de Pirene. Ela também trouxe-lhe um freio de ouro e instruiu Belerofonte a sacrificar um touro branco para Poseidon. Quando Belerofonte acordou, encontrou o freio e rapidamente fez o sacrifício. Depois disso, ele foi facilmente capaz de abordar e domar Pégaso, que aceitou de bom grado o freio de ouro. 

A Luta contra a Quimera


A Quimera é uma figura mítica caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais e com capacidade de lançar fogo pelas narinas. A quimera pode ter cabeça e corpo de leão, com outras duas cabeças, uma de cabra e outra de serpente; cabeça e corpo de leão, com outras duas cabeças, uma de cabra e outra de dragão; duas cabeças ou até mesmo uma cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.

A batalha contra o terrível monstro foi relativamente fácil. Belerofonte, montado no Pégaso, voou acima das nuvens e não tardou a encontrar a Quimera. Ele lançou um ataque direto dos ares, matando a Quimera com apenas um golpe. Após cumprir sua primeira missão, Belerofonte retornou à presença do rei Ióbates, que logo lhe determina uma nova tarefa. 

Segunda e Terceira Tarefas -  Os Sólimos e as Amazonas 

Depois de derrotar a Quimera, Ióbates enviou Belerofonte para lutar contra a temível tribo dos Sólimos, e depois contra as amazonas, uma raça de mulheres guerreiras. Belerofonte sozinho derrotou a todos. Já sem opções, o rei Ióbates enviou seus melhores guerreiros para emboscar o herói, mas Belerofonte facilmente derrotou todos eles. 

Após estas vitórias surpreendentes, Ióbates ficou convencido de que Belerofonte devia ser um semi-deus. Para se redimir, Iobates lhe deu a mão de sua filha, FilonoéBelerofonte e Filonoé tiveram 3 filhos: Isendro, Hipóloco e Laodamia, que se tornaria a mãe de Sarpedão. O casal viveu feliz durante anos e após a morte de Ióbates, Belerofonte se tornou o novo rei da Lícia. Este seria um bom final para o herói, porém Belerofonte logo descobriria que o orgulho precede a queda.

O Fim de Belerofonte 

Após tantos feitos magníficos, Belerofonte acabou deixando o orgulho dominar seu coração, e decidiu voar montado no Pégaso até o Monte Olimpo, morada dos deuses. Irritado com tamanha arrogância, Zeus enviou uma vespa para picar Pégaso, que acabou atirando Belerofonte ao chão. Atena amaciou o chão para que ele não morresse com o impacto, porém Belerofonte acabou ficando aleijado. Belerofonte perde tudo e se torna um mendigo, e passa o resto da vida à procura de Pégaso, mas o mesmo havia sido transformado por Zeus em uma constelação.


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23 de julho de 2014

Portal dos Mitos no Youtube!!!




Olá pessoal, é com muito orgulho que anunciamos nosso canal oficial no Youtube! Lá vocês poderão acompanhar a cada semana um novo vídeo, trazendo os mais variados temas relacionados aos mitos e lendas mundiais.


Por favor, prestigiem essa nossa nova empreitada! Assinem o canal e divulguem os vídeos para seus amigos. Nos ajude também, enviando sugestões e críticas para nosso e-mail: portaldosmitos@gmail.com



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Hone-onna

۞ ADM Sleipnir


Hone-onna (骨 女, literalmente "mulher osso" ) é um yokai do folclore japonês. Como seu nome sugere, sua verdadeira forma é a de uma mulher esquelética. Sob o disfarce de uma bela mulher, ela atrai os homens inconscientes enquanto ela suga a sua força vital.

Mesmo após sua morte, a Hone-onna ainda retém sentimentos amorosos por seu antigo amante, o que permite que ela continue a querer estar junto do mesmo. Ela deixa sua sepultura durante à noite e vaga até encontrar a casa de seu ex-amante. Sua visão é um grande choque para todos aqueles que acreditavam que ela estava morta. Este choque inicial rapidamente se transforma em alegria, de tal forma que cega à todos para quaisquer indícios de que algo pode estar errado. Até mesmo a Hone-onna não sabe de sua condição, pois ela é impulsionada apenas pelo amor, e só renasce como um fantasma para continuar a viver com o seu amado.


A Hone-onna aparece para o seu amante com a mesma aparência que tinha quando viva - geralmente uma mulher jovem e bela. Somente aqueles não envolvidos pelo amor dela, ou com uma forte fé religiosa são capazes de enxergar através de seu disfarce a sua verdadeira forma: um cadáver pútrido e esquelético retornado do túmulo. Uma vez que sua verdadeira forma não seja descoberta, ela irá passar a noite com o seu amor e irá embora pela manhã, e essa união profana pode continuar por dias ou até semanas, sem que sua real forma seja detectada. A cada relação, ela drena parte da energia vital de seu amante, que vai aos poucos ficando fraco e doente. Sem intervenção, ele acabará morrendo, juntando-se à sua amante para sempre nos braços da morte.

Na maioria dos casos, um amigo ou um servo de seu amante conseguirá enxergar através da sua ilusão e alertá-lo sobre a verdadeira identidade da Hone-onna. Apesar de seu amante rejeitá-la após descobrir a verdade, a Hone-onna não percebe sua condição e continuará a visitá-lo todas as noites. Uma casa pode ser protegia com orações e encantos mágicos contra a entrada de fantasmas, mas eles só funcionam enquanto o dono da casa desejar que eles o façam. Conforme o seu corpo se decompõe, a sua beleza só aumenta, e, eventualmente, a maioria dos homens sucumbem e deixam ela entrar em suas casas uma última vez, sacrificando suas próprias vidas para o fantasma da mulher que amava.

Lendas


A história mais conhecida sobre uma Hone-onna é a contada no Botan Doro (牡丹燈籠, "A Lanterna Peônia"). Essa história fala sobre uma linda mulher chamada Tsuyu, que vendia balões de papel em forma de flores. As gueixas de sua cidade à invejavam por sua beleza, e seu namorado estava sempre arranjando novas dividas. Para pagar algumas delas, ele vende Tsuyu para um bordel. Lá, Tsuyu conhece uma mulher que acabou se tornando sua melhor amiga, Kion. 

Após um tempo, as duas planejam fugir, mas para isso precisavam matar o amante de Kion. Elas conseguem matá-lo e depois jogam o seu corpo em um lago. Quando elas iam fugir, alguns homens apareceram e mataram as duas, jogando seus corpos no lago também. Mesmo após morrer, a alma de Tsuyu continuou viva em seu cadáver, e ela passou a andar pela cidade com aparência de uma mulher muito magra, mas mesmo assim muito linda. Durante a noite, ela caminhava pela cidade com uma lanterna de papel em forma de flor e  ia até a casa dos homens mais bonitos da cidade. Após sua visita, os homens nunca mais apareciam. 

Um dia, um velho muito curioso seguiu a moça até a casa de um jovem samurai, se escondeu e espiou pelas frestas da janela do quarto do rapaz. Quando o fogo da lanterna de papel se ascendeu, o velho quase infartou com o que viu: o jovem samurai estava na cama com um esqueleto, e aos poucos o esqueleto foi tomando a forma de uma mulher, e o samurai se tornando um esqueleto. Na manhã seguinte, só o que foi encontrado na casa do samurai foi um esqueleto na cama e o cadáver de um velho do lado de fora do quarto.  


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22 de julho de 2014

Taranis

۞ ADM Sleipnir



Taranis (ou Taran, Taranos, Taranuos, Taranucnus, Taranucus, Taranoou, Etirun) é um obscuro deus celta, associado às tempestades e, mais especificamente, aos trovões e relâmpagos associados a elas. Conta-se que ele cruzava os céus em uma carruagem de prata e os relâmpagos são as faíscas produzidas pelos cascos dos cavalos, enquanto o som do trovão é o barulho das rodas da carruagem

Ele era cultuado essencialmente na Gália, nas Ilhas Britânicas, e também nas regiões de Rhineland e Danúbio, dentre outras. Como uma personificação do trovão, Taranis é frequentemente identificado com deidades semelhantes encontradas em outros panteões indo-europeus, como Thor (nórdico), Júpiter/Zeus (greco-romanos) e Tarhun (hitita). 

Características

Taranis foi representada muitas vezes como um homem barbudo e nu, segurando um raio em uma mão e uma roda de biga na outra. A roda simbolizava também as estações do ano, que se sucediam consoante as relações rituais de Taranis com Duir, um espírito feminino representado pela árvore mais sagrada para os Celtas, o carvalho. Estas relações eram simbolizadas pelos raios que atingiam a árvore, unindo o Céu e a Terra, e os pedaços da árvore destruídos pelos raios eram usados pelos celtas como amuletos de proteção. 


Taranis foi um dos três deuses mencionados pelo poeta romano Lucano em seu poema épico Farsália, sendo os outros dois Esus ("Senhor") e Teutates ("Deus do Povo"). Segundo os romanos, à essa trindade eram feitos sacrifícios humanos com o intuito de aplacar a sua sede de sangue. Entre estes sacrifícios estavam a queima de uma série de homens ainda num tonel de madeira ou a decapitação dos mesmos, para ofertar suas cabeças aos deuses. O sacrifício pelo fogo parecia ser o mais comum, uma vez que Taranis era o deus do relâmpago.


fontes:



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21 de julho de 2014

Dakuwaqa

۞ ADM Sleipnir


Dakuwaqa é um deus-tubarão da mitologia fijiana, e um dos mais conhecidos dentro de seu panteão. Ele era o temível guardião da entrada do recife das ilhas Fiji, e pode se transformar em qualquer tipo de coisa, porém freqüentemente se transforma em um tubarão e viaja ao redor das ilhas de Fiji, desafiando os demais guardiões do recife.

As lendas contam que um dia ele desafiou o deus de Lomaiviti e depois de sair vitorioso desta área, ele decidiu partir para Suva. O guardião do recife de Suva desafiou Dakuwaqa e uma grande luta ocorreu. A luta foi tão intensa que criou grandes ondas, que avançaram para dentro da boca do rio Rewa, inundando a região ao redor do rio. 

No fim, Dakuwaqa emergiu novamente como vencedor e prosseguiu o seu caminho. Perto da ilha de Beqa, seu velho amigo Masilaca, outro deus tubarão, contou-lhe sobre a grande força dos deuses que guardam a ilha Kadavu e maliciosamente perguntou a Dakuwaqa se ele teria coragem de enfrentá-los. Como um tiro, Dakuwaqa saiu em disparada em direção à Kadavu e, ao se aproximar do recife, encontrou um polvo gigante que guardava a passagem. 


O polvo, que também era um deus, se prendeu ao coral com quatro de seus tentáculos. Com os outros quatro, ele enrolou Dakuwaqa e começou a apertá-lo fortemente. Não havia nenhuma maneira para o tubarão feroz para escapar e depois de muito tempo lutando, ele desistiu. Em seguida, O polvo prometeu ao deus tubarão que iria libertá-lo sob duas condições. A primeira era que Dakuwaqa deixaria de ser raiva o tempo todo, e a segunda, a promessa de parar de assediar todos polvo e outras criaturas bonitas que vivem nos recifes. Outra versão do conto afirma que Dakuwaqa implorou por misericórdia ao perceber o perigo, e garantiu ao polvo que se sua vida fosse poupada, ele nunca mais faria mal a qualquer pessoa de Kadavu.

Independente da versão, Dakuwaqa foi liberto, e não só passou a proteger os recifes e as criaturas que vivem lá, mas também os pescadores e mergulhadores que respeitam o magnífico mundo subaquático de Fiji. Ainda hoje, quando os pescadores locais saem para pescar, eles derramam uma taça de yaqona (a bebida ​​local de Kadavu) no mar para que Dakuwaqa lhes garanta um retorno seguro.

Os altos chefes de Kadavu são considerados os descendentes diretos de Dakuwaqa e seu totem tubarão é dito aparecer para o chefe reinante em ocasiões quando uma notícia importante está para ser anunciada.


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18 de julho de 2014

Ran

۞ ADM Sleipnir


Ran (Rana, Rahana), conhecida como a "Rainha do Mar", é a deusa nórdica primordial dos oceanos e mares. Ela os governa juntamente com seu irmão e consorte Aegir. Ran era reverenciada como a rainha das ondinas e sereias, e admirada por sua beleza, seu talento musical e o seu poder de sedução. Ela era a protetora das moças e das mulheres solteiras, e também a padroeira dos afogados, sendo considerada também uma deusa da morte.

Ela era caracterizada como uma bela e gigantesca mulher, com longos e perfumados cabelos de algas marinhas e usando colares de ouro e pedras preciosas. Com Aegir, Ran foi mãe de nove belas filhas conhecidas como as Donzelas das OndasAssim como a mãe, as filhas podiam aparecer em forma de sereias, que no inverno se aproximavam das fogueiras dos acampamentos dos pescadores e assumiam corpos e trajes de mulheres para seduzi-los. Elas se relacionavam com eles e depois desapareciam, e os homens adoeciam de tristeza e saudade, definhando até a morte.



Com a ajuda de suas filhas, Ran atraía os marinheiros para os penhascos, e uma vez dentro de seu alcance, ela lançava sua rede mágica sobre eles, para em seguida arrastá-los para o seu reino. Ran também era chamada de Deusa Marinha das Tempestades, pois se enfurecia quando algum marinheiro desrespeitava seu marido ou suas filhas.

Os antigos nórdicos acreditavam que todos aqueles que morriam no mar não eram admitidos em Valhalla; em vez disso, eles eram levados para o reino de Ran. Caso os mortos carregassem ouro consigo, eles seriam tratados com regalias pela deusa, e por isso, os marinheiros sempre colocavam moedas e pepitas de ouro em seus bolsos antes de viajar, para garantir que seriam bem recebidos por Ran, caso viessem a morrer no mar. Naqueles tempos, muitos navios ostentavam em suas proas uma imagem de Ran entalhada em madeira, como forma de proteção e reverência à deusa. Acreditava-se que assim, estariam livres dos perigos do mar e dos caprichos da deusa. 

Conta-se que Ran permitia que os mortos no mar assistissem os seus enterros. Se a família do morto visse o seu fantasma durante o sepultamento, isso era para eles um sinal de que o mesmo estava bem, aos cuidados de Ran em seu reino.


fontes:


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