17 de fevereiro de 2017

Oomukade

۞ ADM Sleipnir


Oomukade (大百足 ou おおむかで, "centopéia gigante") é um gigantesco yokai em forma de centopéia que de acordo com o folclore japonês habitava o Monte Mikami, localizado próximo ao lago Biwa, o maior lago de água doce do Japão e um dos mais antigos do mundo. Carnívoro e muito feroz, Oomukade atacava e devorava tanto homens quanto animais. Ele possuía um poderoso veneno e também o poder de mudar de forma, aumentando ou diminuindo o comprimento de seu corpo conforme sua vontade. 

Oomukade foi derrotada pelo lendário guerreiro Fujiwara no Hidesato, como é contado na história a seguir: 

Tudo começou quando Hidesato atravessava a ponte Seta-no-Karashi, localizada no Lago Biwa. No meio da ponte, havia um dragão adormecido, obstruindo a passagem. Sem se incomodar, Hidesato passou por cima do rabo do dragão e seguiu seu caminho. Depois que deu alguns passos, ouviu uma voz feminina chamando por ele. O guerreiro virou-se e deparou-se com uma linda donzela que o chamava.

Sou a filha do rei Dragão, que tem um palácio no meio deste lago. Há dias que estou aqui na ponte na forma de um tenebroso dragão, tentando encontrar alguém corajoso que não tenha medo de monstros. Todas as pessoas chegavam até a ponte e, quando me viam, saíam correndo. O senhor foi o único que seguiu seu caminho passando por cima de meu corpo.


Se isso é um elogio, eu agradeço – disse Hidesato.

Queria lhe pedir um grande favor.

Se estiver ao meu alcance, terei prazer em atendê-la.

A pedido de meu pai, estava a procura de um guerreiro corajoso e acho que finalmente o encontrei. Uma centopéia gigante desce do Monte Mikami e está devorando todos os membros da minha família. Um a um estão sendo vitimados pelo monstro, que fez de nós, do palácio de Dragão, seu alimento. Creio que serei a próxima vítima, pois minhas irmãs foram todas devoradas pela criatura gigante.

Hidesato, que nada temia e adorava aventuras, concordou prontamente em ajudá-la. Assim, ele seguiu a donzela e foram para o palácio do rei Dragão.

Ao chegar lá, conheceu o rei Dragão, que havia preparado uma grande festa para lhe dar boas-vindas. Foi um grandioso banquete com muitas iguarias deliciosas, regadas com fino saquê. Todos da corte dançavam e cantavam como não faziam há muito tempo, pois estavam esperançosos de que havia chegado o salvador. Em plena festa, o dia começou a escurecer e uma bateria de trovões ribombou nas nuvens.

Hidesato correu para a varanda do segundo andar com arco e flecha em punho. O Monte Mikami estava irreconhecível. Envolta em neblina, dava para perceber uma forma espiral com mil pernas, enrolando completamente a montanha. A centopéia gigante tinha uma enorme cabeça com duas bolas de fogo no lugar dos olhos.


O guerreiro preparou a flecha no arco e retesou a corda o quanto pôde. A flecha partiu em direção ao brilho dos olhos do monstro e acertou-o no meio da testa. Porém, o gigantesco inseto continuou avançando em direção ao palácio, como se nada tivesse acontecido.

Imediatamente, Hidesato colocou outra flecha no arco e disparou. E mais uma vez nada aconteceu. Só lhe restou uma flecha das três que ele levara para a varanda. A centopéia gigante estava bem perto. A princesa e o rei Dragão estavam apavorados e tremendo de medo. Ao colocar a última flecha no arco, o guerreiro lembrou que as crianças brincavam cuspindo em centopéias, pois diziam que a saliva humana era mortal para esse tipo de inseto. Então, colocou, por um momento, a flecha na sua boca, lubrificou-a com saliva e mirou-a na testa do monstro. Quando atirou a flecha, um grito horrível ecoou no palácio. Trovões ribombaram, relâmpagos cortaram o ar, e o palácio parecia desmoronar. Em seguida, as bolas de fogo apagaram-se e começou a cair uma chuva torrencial.

Todas as pessoas do palácio estavam prostradas no chão, tamanho o susto. A tempestade assustadora atravessou a noite, clareando ao amanhecer.


No dia seguinte, o céu estava claro. O sol brilhou radiante. Na superfície do Lago Biwa, boiava o corpo sem vida da centopéia gigante. O rei Dragão e toda a corte festejaram com euforia o fim do pesadelo. Hidesato foi festejado como o grande herói do Lago Biwa.

Quando Hidesato foi se despedir do rei Dragão para continuar suas andanças pelo Japão, recebeu deste alguns presentes: um saco de arroz, um rolo de seda, dois sinos e uma caçarola.

São lembranças simples, mas de todo o coração.

Uma comitiva liderada pela bela princesa Dragão carregou os presentes até a ponte, onde se despediram do herói.

Quando chegou em casa, Hidesato descobriu que os presentes não eram nada comuns. O rolo de seda, quando se cortava um pedaço para fazer quimonos, aumentava automaticamente na mesma proporção, portanto, nunca acabava. Da mesma forma, o saco de arroz, à medida que era esvaziado, tornava a se encher. Era inesgotável. Então, quando a vizinhança ficou sabendo disso, passaram a chamá-lo de Tawara Touda, ou seja, "Senhor Saco de Arroz".

Por sua vez, a caçarola cozinhava mesmo sem fogo, e os sinos, cujo som ecoava até os limites da província Oomi (atual Shiga), foram doados ao Templo de Mii para serem tocados em horas determinadas, servindo de marcador de horas para toda a população.


fonte:


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16 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Sagari

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15 de fevereiro de 2017

Gremory

۞ ADM Sleipnir

Arte de Daniel Kamarudin

Gremory (ou também  Gamory, Gemory, Gomoryé, de acordo com a demonologia,um poderoso duque do inferno, e possui sob o seu comando vinte e seis legiões de demônios. De acordo com a Goetia, ele é o 56° espírito dentre os 72 espíritos de Salomão. Ele é geralmente representado como uma bela mulher, com a coroa de uma duquesa amarrada em sua cintura, e cavalgando sobre um camelo.



Sua especialidade é fazer os homens serem amados pelas mulheres, desde as jovens até as mais velhas. Gremory também discerne passado, presente e futuro, e também revela tesouros ocultos.

Selo de Gremory
Cultura Popular

No anime/mangá Highscool DXD, o clã Gremory  é um dos remanescentes clãs demoníacos dos 72 Pilares, e uma das famílias mais famosas e de mais alta classificação (Duque). Seu atual líder é Zeoticus Gremory. Sua sucessora direta é a protagonista Rias Gremory.

Rias Gremory e o símbolo do Clã Gremory
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14 de fevereiro de 2017

Portal no Youtube: Skadi

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Nosso vídeo falando sobre Skadi, a deusa do inverno e da caça na mitologia nórdica. Inscrevam-se em nosso canal, e se gostarem do vídeo, qualifiquem-o e compartilhem-o nas redes sociais!

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13 de fevereiro de 2017

Lua Mater

۞ ADM Sleipnir

Arte de muju

Lua Mater
(ou somente Lua) foi uma antiga deusa romana, geralmente convocada durante as batalhas para destruir as armas dos inimigos. Ao final de uma batalha vitoriosa, os primeiros soldados romanos reuniam as espadas e os escudos do exército inimigo em uma pilha e dedicavam esses despojos a deusa.

Ela também tinha a tarefa de proteger a cidade de Roma, mas as pessoas não tinham permissão para falar o seu nome. Por isso, ela era conhecida como a "inefável" ou inominável deusa padroeira de Roma. Uma das responsabilidades de Lua era proteger as pessoas contra pragas e trazer aos inimigos doenças para destruí-los.

Lua era às vezes referida como a esposa de Saturno, deus romano equivalente ao grego Cronos, e nesse papel, ela era conhecida como Lua Saturni.

Arte de RinRinDaishi
fonte: 
  • Livro Greek and Roman Mythology A to Z, 3º Edition, de Kathleen N. Daly
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10 de fevereiro de 2017

Mictecacihuatl

۞ ADM Sleipnir


Mictecacihuatl (literalmente "Senhora dos Mortos", também conhecida como Mictlancihuatl) é a deusa da morte na mitologia asteca. Juntamente com seu marido, o deus da morte Mictlantecuhtli, ela governa Mictlan, o submundo asteca. Ela era geralmente representada como uma mulher com a face pintada de caveira, usando uma saia feita de serpentes e com os seios flácidos a mostra.

A sua principal função era a vigiar os ossos dos mortos. Segundo a mitologia asteca, os ossos dos mortos de um mundo anterior ao nosso foram usados pelos deuses para se criar os primeiros seres humanos deste mundo, e por isso, era possível que em algum momento os ossos dos mortos fossem necessários para criar as pessoas de um mundo posterior, o que justifica a necessidade deles serem cuidadosamente guardados.

Outra função de Mictecacihuatl era presidir os antigos festivais dos mortos, festivais estes que com o passar do tempo evoluíram das tradições astecas para o moderno Dia dos Mortos, após a síntese com as tradições espanholas.  Por isso, seu culto muitas vezes se confunde com os cultos mexicanos em honra de Santa Muerte.


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Ruby