29 de julho de 2015

Lusca

۞ ADM Sleipnir


Lusca é um monstro marinho que teria aterrorizado no passado as águas do Caribe. Criptozoólogos sugeriram que ele seria um polvo gigante, muito maior do que os polvos gigantes do gênero Enteroctopus. Lusca é descrito como um emaranhando de tentáculos que consome tudo que toca os seus tentáculos mortais. Seus contos se assemelham aos do Kraken.

As lendas caribenhas dizem que Lusca reinava tranquilo entre os demais animais marinhos. Os mais crentes temiam o encontro de suas embarcações com essa armadilha mortal. Há quem diga que o monstro encontrou seu fim no ano de 1945, quando foi encontrada um pedaço de carcaça de um animal marinho gigantesco, semelhante a um polvo. Na época não existia preocupação em preservar a carcaça para posterioridade, sendo dividida e guardada como souvenir entre os nativos


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28 de julho de 2015

Ushas

۞ ADM Sleipnir



Ushas (do sânscrito उषः "Alvorada") é a deusa védica e hindu da aurora, usualmente mencionada no plural. Ela é filha de Dyaus, o antigo deus védico do céu e Phrthivi, a deusa da terra. Seus irmãos são Ratri (a deusa da noite), Agni (deus do fogo) e Indra (deus do céu e sucessor de Dyaus). Seu consorte é Surya (o deus sol).

Ushas era adorada como o elo entre o céu e a Terra. A jovem e bela deusa renascia a cada manhã (e, por isso, muitas vezes era tratada no plural, as alvoradas), quando atravessava o céu em sua carruagem de ouro puxada por sete vacas (que representariam os sete dias da semana) e vestida com um robe laranja avermelhado e um véu amarelo-açafrão. Todos os dias, Ushas abria as portas do céu e trazia a luz para iluminar o mundo. Ela despertava os adormecidos e distribuía canções para os pássaros em seus ninhos. Para aqueles que praticavam a bondade, Ushas lhes provia riqueza e felicidade, mas para os ímpios, restava somente o sono eterno (provavelmente um sinônimo para a morte).

Ushas também é descrita como "o meio do despertar", ou seja, através dela, deuses evoluíam em seus caminhos para iluminação plena. Essa descrição pode ser pelo fato da alvorada anteceder a chegada do Sol, da luz para o mundo após a escuridão. Chegava a ser o sopro da vida para os Vedas. Também é representada por sete pombas brancas que afastam os maus espíritos. Seus dedos seriam serpentes em tons róseo-dourados que simbolizavam grande sabedoria e seus raios de luz.



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27 de julho de 2015

Tzitzimime

۞ ADM Sleipnir


Na mitologia asteca, as Tzitzimime (singular: Tzitzimitl) são deidades femininas associadas com as estrelas. Elas eram geralmente descritas como figuras esqueléticas, muitas vezes vestindo saias e cocares decorativos. Em suas representações mais famosas, elas usam mãos cortadas e corações como adornos por todo o corpo, e parecem ter garras pontiagudas em ambas as suas mãos e pés. Outro detalhe curioso é que eles parecem ter olhos que crescem fora de diferentes articulações, como os tornozelos, joelhos, pulsos e cotovelos, embora isso varie entre as diferentes representações. 


As Tzitzimime tem sido descritas como sendo demônios, embora isso não reflita necessariamente sua função no sistema de crença asteca. Por serem do sexo feminino, elas também foram relacionadas à fertilidade, e como tal associadas com outras divindades femininas como Tlaltecuhtli e Coatlicue. Elas eram adoradas por parteiras e mulheres em trabalho de parto. Sua líder era a deusa Itzpapalotl, que governava Tamoanchan, o paraíso onde essas divindades residiam. Sendo associadas com as estrelas, quando as mesmas não eram vistas no céu durante eclipses solares, os astecas interpretavam isso como um sinal de que as Tzitzimime estavam atacando o sol. Isso criou a crença de que durante um eclipse, elas desciam à terra para devorar os seres humanos. 


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24 de julho de 2015

Mimi

۞ ADM Sleipnir


Os Mimi são seres féericos presentes no folclore dos aborígenes norte-australianos. Eles possuem corpos extremamente alongados, tão finos que correm o risco de se quebrar com um vento forte. Para evitar o perigo, vivem a maior parte do tempo em fendas nas rochas. Eles teriam ensinado os Aborígenes a caçar, preparar a carne de canguru e usar o fogo. São parecidos com os humanos, embora vivam numa dimensão diferente, e eram também conhecidos por serem espíritos sensuais e vivazes, que ensinavam as pessoas sobre sexo.


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23 de julho de 2015

A Perna Cabeluda

۞ ADM Sleipnir


A Perna Cabeluda é um lenda urbana originada na cidade de Recife (em Pernambuco) na década de 70. Posteriormente, a lenda se espalhou por todo o Nordeste ganhando suas próprias versões em cada estado. 

A origem  desta lenda envolve a história de um vigilante descrita pelo do escritor Raimundo Carrero  e sua divulgação ao radialista Jota Ferreira. Afirma se que no programa de rádio foi divulgado o caso de um vigilante noturno que teria encontrado uma perna peluda debaixo de sua cama. A nota foi passada ao radialista pelo escritor Raimundo Carrero, cuja a brincadeira dizia que após uma noite de ronda,  o guarda havia encontrado uma perna cabeluda debaixo da cama onde a esposa dormia, denotando  que seria de um amante.

Porém a notícia foi interpretada pela população como uma criatura assombrosa em forma de perna animada e vários boatos de populares sobre a aparição foram relatados. Estes relatos geralmente diziam sobre ataques noturnos dentro de casas, onde a perna se escondia em guarda-roupas e debaixo de camas ou até mesmo surpreendendo pessoas nas ruas. Os ataques consistiam de chutes, joelhadas e pisadas, mas a perna fugia rapidamente dos locais em grandes pulos. 

imagem da HQ "A rasteira da perna cabeluda"
Estes ataques foram assuntos de alguns folhetos de cordel como "A Perna Cabeluda" de Tiúma e São Lourenço de José Soares,  "A Véia debaixo da cama e a Perna Cabeluda" de José Costa Leite e "A terrível história da Perna Cabeluda" de Guaipuan Vieira.

De tão popular, a Perna figurou em shows de Chico Science & Nação Zumbi, onde Chico dançava com uma perna de pano estufada que era lançada à plateia. Na versão do escritor de cordéis Guaipuan Vieira, a perna possuía um único olho no joelho, boca com dentes de felinos, nariz pontudo e língua com ponta cortante, unhas afiadas e um esporão no calcanhar.

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22 de julho de 2015

Ovinnik

۞ ADM Sleipnir

Ovinnik (também chamado Gumiennik) é um espírito doméstico da mitologia eslava. Ele possui a aparência de um homem pequeno e velho, com cabelos longos, barba e bigode (que se parecem com trigo ou algum outro grão). Ele pode adotar a forma de um gato negro com olhos flamejantes, porém ele late como se fosse um cão. Os eslavos orientais consideram o Ovinnik o mais malévolo de todos os espíritos domésticos. 

Viktor Korolkov , “Ovinnik”
Segundo as lendas, o Ovinnik habita as casas de debulha (locais onde são retirados os grãos das espigas de milho). Estes são locais altamente vulneráveis a incêndios, e os eslavos criam que estes eram causados por Ovinniks, que se instalam no local e ateiam fogo nos grãos. Para aplacá-los, os camponeses ofereciam a eles galos e panquecas, esperando que assim os Ovinniks zelassem pelos grãos. Mesmo assim, muitas vezes os grãos eram incendiados, destruindo não só a casa de debulha mas também as casas ao redor da mesma. Como um meio de se evitar maiores tragédias, as casas de debulha eram construídas o mais longe possível das construções principais do terreno. Assim, o Ovinnik também era mantido bem longe da casa.

Apesar do caráter destrutivo, o Ovinnik possui o dom de prever o futuro, um dom que aliás a maioria dos espíritos eslavos possuem. Na véspera de Ano Novo, ele permitia que os camponeses adentrassem a casa de debulha (que deveria estar em total escuridão) e lhe tocassem nas costas; um toque quente indicavam boa fortuna, um toque frio significava infelicidade no ano que viria.

Ivan Bilibin, "Ovinnik"

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